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	<title>Arquivos O Filme da Minha Vida - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos O Filme da Minha Vida - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Planeta dos Macacos: A Guerra é o destaque nas estreias desta semana (03/08). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/planeta-dos-macacos-a-guerra-e-o-destaque-nas-estreias-desta-semana-0308-confira-o-que-entra-em-cartaz-nos-cinemas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2017 14:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Não Dorme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Planeta Dos Macacos: A Guerra, o terceiro capítulo da aclamada franquia, César e seus macacos são forçados a um conflito mortal contra um exército de seres humanos liderados por um Coronel implacável. Depois que os macacos sofrem perdas inimagináveis, César luta contra seus instintos mais escuros e começa sua própria busca mítica para vingar sua espécie. À medida em que a jornada finalmente os coloca cara a cara, César e o Coronel se enfrentam em uma batalha épica que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em<strong><em> Planeta Dos Macacos: A Guerra</em></strong>, o terceiro capítulo da aclamada franquia, César e seus macacos são forçados a um conflito mortal contra um exército de seres humanos liderados por um Coronel implacável. Depois que os macacos sofrem perdas inimagináveis, César luta contra seus instintos mais escuros e começa sua própria busca mítica para vingar sua espécie. À medida em que a jornada finalmente os coloca cara a cara, César e o Coronel se enfrentam em uma batalha épica que determinará o destino de suas espécies e o futuro do planeta. Confira a crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-planeta-dos-macacos-a-guerra/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DqkzzMYQI5g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8012" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/447863.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>O Filme da Minha Vida</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Selton Mello<br />
<strong>Elenco:</strong> Johnny Massaro, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer</p>
<p>Serras Gaúchas, 1963. O jovem Tony Terranova precisa lidar com a ausência do pai, que foi embora sem avisar à família e, desde então, não deu mais notícias ao filho. Tony é professor de francês num colégio da cidade, convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vive o desabrochar do amor. Apaixonado por livros e pelos filmes que vê no cinema da cidade grande, Tony faz do amor, da poesia e do cinema suas grandes razões de viver. Até que a verdade sobre seu pai começa a vir à tona e o obriga a tomar as rédeas de sua vida. Confira a crítica<a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-o-filme-da-minha-vida/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em> clicando aqui</em></strong></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TDVegL5nfYs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8011" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/111138.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Os Meninos Que Enganavam Nazistas</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Christian Duguay<br />
<strong>Elenco:</strong> Dorian Le Clech, Batyste Fleurial, Patrick Bruel</p>
<p>Na França ocupada, dois jovens irmãos judeus, Joseph e Maurice, desenvolvem uma incrível dose de malícia, coragem e habilidade para escapar da invasão inimiga na região e encontrar sua família novamente.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/aN1ur-MpbHA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8010" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/554781.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Eva Não Dorme</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Pablo Aguero<br />
<strong>Elenco:</strong> Gael García Bernal, Denis Lavant, Daniel Fanego</p>
<p>Eva Peron, a figura mais amada e odiada da Argentina, está morta. Um grande especialista é responsável pelo embalsamamento de seu corpo e, depois de meses de trabalho, atinge um resultado perfeito. Mas, ocorre uma série de golpes no País e alguns ditadores desejam apagar o legado de Evita da memória do povo. Seu corpo, então, torna-se o centro de um confronto que durará 25 anos, tornando Evita mais poderosa que qualquer político vivo.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Qr1dr39lj7k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8009" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/335029.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong> Rifle</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Davi Pretto<br />
<strong>Elenco:</strong> Dione Avila de Oliveira, Andressa Nogueira Goularte, Evaristo Pimentel Goularte</p>
<p>Dione é um jovem misterioso que vive com uma família em uma região rural e remota. A tranquilidade da região é afetada quando um rico fazendeiro tenta comprar a pequena propriedade que Dione e a família vivem.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0w1o62NKv5I" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8008" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/394034.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Saint Amour &#8211; Na Rota do Vinho</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Benoît Delépine, Gustave Kervern<br />
<strong>Elenco:</strong> Yolande Moreau, Gérard Depardieu, Benoît Poelvoorde</p>
<p>Jean e Bruno, pai e filho, decidem deixar o seu cotidiano na agricultura para trás para realizar uma viagem. Contratando Mike como seu motorista particular, os dois embarcarão em uma viagem, uma verdadeira turnê pela região vinícola da França, uma jornada inesperada que fará com que os três repensem suas próprias vidas e aprendam uma coisa ou outra sobre si mesmos durante o caminho.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YTgZHQirABE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Filme de Selton Mello busca poesia em “tempos difíceis”. Confira nossa entrevista com o diretor!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/novo-filme-de-selton-mello-busca-tom-de-poesia-no-que-ele-chama-de-tempos-dificeis-confira-nossa-entrevista-com-o-diretor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Aug 2017 00:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[O Filme da Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu estou aprendendo, estou treinando, mas é um projeto que ficou muito bonito”. Assim começou a coletiva de Selton Mello, em Salvador, na quinta-feira, 27 de julho. Com o objetivo de divulgar seu novo longa, O Filme da Minha Vida (confira nossa crítica clicando aqui), o artista embarcou em uma turnê, na qual já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Em terras soteropolitanas, Mello confirmou a sua participação na nova série da Netflix sobre a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Eu estou aprendendo, estou treinando, mas é um projeto que ficou muito bonito”. Assim começou a coletiva de Selton Mello, em Salvador, na quinta-feira, 27 de julho. Com o objetivo de divulgar seu novo longa, <em><strong>O Filme da Minha Vida</strong></em> (confira nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-o-filme-da-minha-vida/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>), o artista embarcou em uma turnê, na qual já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Em terras soteropolitanas, Mello confirmou a sua participação na nova série da Netflix sobre a Operação Lava-Jato, contou um pouco sobre como tem sido sua trajetória de ator e cineasta e falou sobre a recepção dos espectadores durante suas viagens desta semana.</p>
<p>Inspirado no livro <em>Um Pai de Cinema</em>, do chileno Antonio Skármeta, a trama desta nova produção nacional se passa nos anos 1960 e aborda os questionamentos, sentimentos e experiências de Tony Terranova (Johnny Massaro). O jovem é nascido e criado nas Serras Gaúchas, trabalha como professor e precisa lidar com o abandono de seu pai, um estrangeiro que retorna para a França (vivido por Vicent Cassel). De acordo com o diretor, seu objetivo era contar uma história leve, de forma poética, doce e bem realizada.</p>
<p>Mello vê na projeção uma possibilidade de trazer ternura para as telas num momento que ele acredita ser tão difícil para o país e o mundo. “Este filme é uma flor no asfalto, considero ele um presente para o espectador do Brasil”. Além de falar sobre a obra, Mello respondeu algumas perguntas para o <strong>Coisa de Cinéfilo.</strong> Confira o <em>ping-pong</em> com o intérprete e diretor  que completa 35 anos de carreira em 2017  e mate um pouco da curiosidade sobre seu novo trabalho.</p>
<figure id="attachment_7987" aria-describedby="caption-attachment-7987" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-7987" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/WhatsApp-Image-2017-08-01-at-13.23.23.jpeg" alt="" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-7987" class="wp-caption-text">Foto: Gabriela Menezes/ Divulgação</figcaption></figure>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<p><strong>Enoe Lopes Pontes – O longa tem uma preocupação muito forte com a questão imagética. Quais foram suas inspirações no processo de criação?</strong></p>
<p><strong>Selton Mello –</strong> Quando eu comecei a dirigir, as referências ficavam mais evidentes, mais óbvias. Meu primeiro filme é claramente de um fã de John Cassavetes. Depois, você vai se libertando. Eu me sinto mais liberto nesse filme. Como se eu fosse, aos poucos, ganhando a minha voz e achando a forma de me expressar. O filme começa numa impressão e a impressão que eu tive desse livro começa pelo afeto, foi um livro que me emocionou. E aí você transforma essa impressão numa inspiração. Com uma equipe espetacular e um super elenco, a gente conseguiu fazer um filme que tocou o coração das pessoas.</p>
<p><strong>ELP – Você tem sentido isso na turnê?</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> Eu estou viajando o Brasil inteiro e por onde o filme passa, causa um grande encantamento. Eu estou bem cansando, viajando para um monte de lugar, mas a energia que está rolando do público, como ele está reagindo ao filme, é a força para seguir em frente e fazer outros, sabe? Dá gás!</p>
<p><strong>ELP – Você falou que o filme é focado na doçura. A sua personagem, Paco, é a quebra disso. Como você enxerga ele?</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> Eu nem sei o que você está falando. (Risos). Você é a danada do <em>spoiler</em>! (Risos). Aliás, o filme é cheio de <em>spoilers</em>, conto com a discrição de vocês. Então, o Paco, na verdade, é um cara divertidíssimo.</p>
<p><strong>ELP – Mas, desde o início, a gente consegue perceber que ele é um cara diferente dos outros.</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> É um grosseirão!</p>
<p><strong>ELP – Que é a quebra da poesia no filme, certo?</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> É, é sim. É o porco. É aquilo, é um homem ou um rato? No caso dele é: um homem ou um porco? (Risos).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Confira o trailer do filme abaixo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TDVegL5nfYs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Filme da Minha Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2017 16:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Linzmeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Massaro]]></category>
		<category><![CDATA[O Filme da Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Vincent Cassel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há no DNA de O Filme da Minha Vida, mais recente empreitada de Selton Mello como diretor e roteirista, ecos de um certo cinema italiano que busca dar conta da jornada de amadurecimento do seu protagonista atravessado ora pelo ato de realização cinematográfica, como é o caso dos devaneios de Guido Anselmi, personagem de Marcello Mastroianni em 8 1/2 de Federico Fellini, ora pela recepção, como ocorre com Totó, protagonista de Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore. Com o cinema de Tornatore, podemos afirmar que O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Há no DNA de <i>O Filme da Minha Vida</i>, mais recente empreitada de Selton Mello como diretor e roteirista, ecos de um certo cinema italiano que busca dar conta da jornada de amadurecimento do seu protagonista atravessado ora pelo ato de realização cinematográfica, como é o caso dos devaneios de Guido Anselmi, personagem de Marcello Mastroianni em <i>8 1/2</i> de Federico Fellini, ora pela recepção, como ocorre com Totó, protagonista de <i>Cinema Paradiso</i>, de Giuseppe Tornatore. Com o cinema de Tornatore, podemos afirmar que <i>O Filme da Minha Vida </i>guarda semelhanças ainda mais próximas já que o realizador italiano já demonstrou ter preferência por narrar ritos de passagem mais de uma vez nas telonas, em <i>Cinema Paradiso</i>, mas também em <i>Malena</i>, trazendo a jornada do seu protagonista para o contexto de uma cidadezinha do interior e todos os fatores que isso envolve. É com tais filiações que Selton Mello entrega <i>O Filme da Minha Vida</i>, um longa que está longe de corresponder ao escopo alcançado pelo seu trabalho anterior, <i>O Palhaço</i>, mas que cumpre a sua função e entrega algumas das mais belas imagens concebidas com o auxílio do sempre competente diretor de fotografia Walter Carvalho.</p>
<p>No caso de <i>O Filme da Minha Vida</i>, baseado no romance de Antonio Skármeta (também autor de <i>O Carteiro e o Poeta</i>), <i>Um Pai de Filme</i>, o cinema passa a ser objeto de constante referência da narrativa na medida em que Tony, um jovem professor de língua francesa do interior do Rio Grande do Sul, se forma para a vida adulta tendo a telona como objeto de contemplação e não como ofício. Por influência de seu pai, que certa feita lhe conta sua compreensão sobre a vida a partir daquilo que considera como o mais fascinante de uma narrativa cinematográfica, o protagonista do longa consegue realizar a passagem para a vida adulta e expurgar certas mágoas do passado, ainda que na maior parte da projeção essa figura paterna seja uma completa ausência.</p>
</div>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>O Filme da Minha Vida</i>, Johnny Massaro vive esse personagem principal, um jovem filho de uma brasileira com um francês que sai do interior do sul do país para estudar na capital durante a década de 1960. Quando retorna para sua cidade natal descobre que seu pai simplesmente desaparecera sem dar satisfação para a sua família. Em meio à dúvida amorosa pelas irmãs Petra e Luna e os primeiros passos como professor de uma turma de pré-adolescentes, Tony começa a sentir falta da presença do pai nesse princípio da vida adulta. Mesmo encontrando apoio em um amigo da família, não há um só momento da vida de Tony que ele não se pergunte sobre o paradeiro do pai e as razões que fizeram com que ele sumisse sem deixar vestígios.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Diferente dos longas anteriores de Mello como realizador, <i>Feliz Natal </i>e, possivelmente, seu título mais popular, <i>O Palhaço</i>, há um outro tom e objetivo em <i>O Filme da Minha Vida. </i>Ainda assim, também podemos compreendê-lo como o resultado natural de um diretor que tem procurado uma coerência em sua filmografia com a manutenção de uma assinatura seja pelas temáticas que o perseguem seja pelo formato da história que narra. Há uma preocupação em <i>O Filme da Minha Vida </i>com um olhar para um núcleo familiar e com a memória, assim como havia em <i>Feliz Natal, </i>apesar do último ter um tom<i> </i>mais dramático. Em contrapartida, há, evidentemente, uma preocupação com um percurso traçado por um jovem personagem masculino, compreendendo sua própria identidade em formação ou amadurecimento ao longo da narrativa, em um olhar da câmera e uma direção que alterna doçura, melancolia e uma certa ingenuidade, como ocorria em <i>O Palhaço</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Assim como Benjamin questionava se seguiria sua vida como palhaço, mirando a trajetória do seu pai vivido por Paulo José, em <i>O Filme da Minha Vida</i>,<i> </i>Tony lança questões sobre si próprio à sombra da ausência do pai interpretado por Vincent Cassel, como se a todo momento se perguntasse: &#8220;O que ele diria ou faria no meu lugar?&#8221;.  Nesse sentido, é curioso perceber como Mello tem desenhado sua carreira como diretor fascinado por temas e disposto a investir em olhares que demonstram constâncias e personalidade, mas também possibilidades de variação que levam o espectador a novas histórias e lugares sem perder de vista o conforto com o reconhecimento da sua assinatura como autor.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7976" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/20170606-o-filme-da-minha-vida-b.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em suas decisões narrativas e plásticas, o longa é marcado por sinais de uma história que quer nos remeter à memória. A fotografia composta pelo veterano Walter Carvalho nos guia através de um amarelado de imagem desgastada para vestígios de um passado mirado por seu jovem protagonista. Tony está sempre às voltas com as lembranças em preto e branco captadas pela lente da máquina  fotográfica de  Luna (Bruna Linzmeyer), assiste ao filme <i>Rio Vermelho </i>de 1948, dirigido por Howard Hawks, por influência de Paco (Selton Mello), melhor amigo do seu pai, cresce ouvindo transmissões de rádio numa época em que a TV começava a chegar na casa dos vizinhos&#8230; Em <i>O Filme da Minha Vida</i>, é como se Mello trouxesse em imagens e nos vestígios da direção e arte e da sua própria história elementos que sublinhassem  o fato de termos um protagonista que mira suas lembranças com saudade e num esforço de construir-se no presente para um futuro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">É também interessante notar no longa o trabalho de Mello com seus atores, não apenas na maneira como a câmera do diretor registra alguns de seus momentos chaves, mas no traço e no <i>timing </i>específico de comédia de alguns personagens, com suas investidas no humor sequenciadas por longos vazios e exercícios de reflexão sobre a existência que esses momentos de maneira insuspeita acabam suscitando. Isso ocorre em momentos momentos localizados do filme como acontecia em <i>O Palhaço</i>, por exemplo, desde uma passagem na qual Paco tira lições sobre a vida ao observar um grupo de porcos, até questões que ficam no ar quando Tony interage com Augusto, irmão de Luna (Linzmeyer) e um de seus alunos.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em diversos momentos, Mello reserva longos <i>close ups </i>nos rostos de seus atores, chamando a atenção para àquele no qual testemunhamos a reação do personagem de Johnny Massaro àquilo que vê na tela em <i>Rio Vermelho.</i> Aliás, é preciso destacar o trabalho preciso e sensível do ator que de fato consegue delinear toda a jornada de amadurecimento de Tony, que vemos inseguro e tímido no início do longa e se transforma num sujeito mais extrovertido e confortável na própria pele conforme a narrativa avança. Por fim, é interessante notar como Mello trabalha com seu elenco infantil em momentos breves nesse longa. Encabeçado pela revelação João Prates, que vive o curioso Augusto, o grupo de meninos alunos de Tony faz com que a presença da ingenuidade infantil encontre eco na própria imaturidade do protagonista do filme, que, curiosamente, por seu posto na escola, acaba inspirando em alguns uma posição de referência masculina.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Como sublinha o personagem de Vincent Cassel ao seu filho no início e final de <i>O Filme da Minha Vida</i>, o mais bonito na jornada de Tony e no próprio longa é o entremeio, ou seja, o processo de mutação ao qual estamos sujeito como homens e mulheres em nossa vida e que passa inevitavelmente por inquietações provocadas pela imaturidade. Esse rito faz com que o sujeito que iniciou uma determinada história não seja o mesmo que a encerra. <i>O Filme da Minha Vida </i>é um longa sobre mudanças e as circunstâncias das mesmas, mas também uma narrativa sobre a autodescoberta de um rapaz conciliando-se com as dúvidas que tinha sobre o caráter de seu pai em um relato afetivo que bebe de tantas outras histórias que já tiveram a ficção como mediadora desses processos.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Tony, protagonista desse filme, entende a si e, de certa forma, o<i> </i>próprio cinema como a captura de um entre tantos processos de transformação que estamos sujeitos na vida, essa narrativa sem fim. O longa de Mello também é um relato sobre como é bonito olhar para trás e perceber essas transformações, sobretudo como não vemos as situações e pessoas como antes. <i>O Filme da Minha Vida </i>encerra sua história na tela percebendo as falhas dos seus personagens, que nem por isso deixam de ser admirados pelo seu diretor justamente porque são humanos e seguem sujeitos a transformações. Talvez esta seja a beleza do filme e do olhar de Mello para o mesmo.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TDVegL5nfYs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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