Crítica: Planeta dos Macacos – A Guerra

Depois de um filme como Transformers 5, que não deveria nem ter existido ou sido pensado, é um deleite aos olhos de um crítico assistir Planeta dos Macacos: A Guerra. É a nossa certeza de que muitos filmes valem a pena ter continuações.

Essa nova era de Planeta dos Macacos mostrou para o que veio desde o primeiro filme. É uma história contundente, bem escrita e orientada, trazendo aspectos da relação de humano com os macacos de forma muito sutil e, ao mesmo tempo, forte. Em Planeta dos Macacos: A Guerra, a qualidade do roteiro continua e consegue finalizar essa história com grande maestria.

Neste enredo, César e seus companheiros são forçados a entrar numa guerra que não iniciaram e têm que lidar com a fúria do Coronel. Numa dualidade incrível entre humanidade e animalidade, a narrativa caminha de forma intensa e progressiva, deixando o espectador em estado de constante alerta.

O diretor Matt Reeves já acompanha a série desde o último filme, Planeta dos Macacos: O Confronto. E isso auxiliou muito na continuidade do estilo dos longas. A qualidade de cenas, roteiro, diálogos, mostra que qualquer tipo de filme pode ser muito bem feito, independente de gênero, bastando a capacidade e força de vontade de quem o conduz.

É incrível ver o trabalho minucioso da equipe gráfica em trazer realidade aos símios. Cada jeito, cada piscada, tudo milimetricamente feito com perfeição, dando ao filme um ar ainda mais sério e forte. Associando a isso, uma trilha sonora de qualidade e com coerência, dando intensidade às batalhas. Aliás, as batalhas são muito bem feitas e ensaiadas. Intercaladas com bons momentos de diálogos e construção da narrativa, os embates não se tornam cansativos, nem repetitivos.

É preciso falar, inclusive, no acréscimo para o elenco do ator Woody Harrelson, no papel principal do Coronel. Ele traz uma insanidade realista ao personagem, que é o centro da luta entre símios e humanos. A fúria é notória em sua expressão, contrastando bem com os olhos raivosos que vemos em César, em muitos momentos.

O roteiro deixa claro, porém de maneira sutil, o quanto que os macacos adquirem comportamentos humanos e o quanto que os humanos se tornam primitivos quando o assunto é exterminar uma outra espécie. Essa troca de papéis é o que torna a briga muito mais interessante e empolgante. É o centro do roteiro e é guiada de forma incrível.

Como não poderia deixar de notar, a finalização de Planeta dos Macacos: A Guerra acompanha a qualidade de toda a história. Não é um anti-clímax, como acontece em muitos casos. É um desfecho justo e coerente, colocando cada personagem em seu lugar, todos os pingos nos “is”.

Este Planeta dos Macacos é uma produção certeira, que mescla ação com drama de forma equilibrada e coerente. É um desfecho com chave de ouro, de fato, dando força e energia à franquia.

Assista ao trailer!

 

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