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	<title>Arquivos Nicholas Hoult - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Nicholas Hoult - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Nosferatu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nosferatu é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em Drácula de Bram Stoker e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como A Bruxa e O Farol. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em <em>Drácula de Bram Stoker</em> e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/"><em>A Bruxa</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo tempo que revelam uma sofisticação estética elevando um gênero que costuma receber o desdém de parte do público a um outro patamar. Portanto, uma revisita a <em><strong>Nosferatu </strong></em>por Robert Eggers faz todo sentido.</p>
<p>O longa segue em sua trama os mesmos passos do filme original. Na Alemanha do início do século XIX, Thomas Hutter é um corretor de imóveis recém-casado com a jovem Ellen. Hutter está cheio de planos para sua nova vida, sendo contratado por um excêntrico cliente chamado conde Orlock. A ideia é que Hutter ajude Orlock em sua mudança para a Alemanha. No entanto, há um plano secreto e maligno do conde: ele pretende espalhar o horror em Bremen e conquistar a esposa de Hutter.</p>
<p>Como O Homem do Norte, a última incursão de Eggers nos cinemas, <em><strong>Nosferatu </strong></em>parece um filme propenso a conquistar plateias maiores do que A Bruxa e O Farol, longas que possuiam um approach mais estilizado para o gênero horror. Ainda que fosse interessante ver Eggers realizar um Nosferatu mais arthouse, é impossível não reconhecer os méritos do cineasta em seu remake, um longa narrativamente engajante e que sabe utilizar a abordagem de um terror clássico sem pasteurizar a obra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19081" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png" alt="Nosferatu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <em><strong>Nosferatu </strong></em>, Eggers garante uma atmosfera de  horror irreversível e de crescente imprevisibilidade pelo destino dos personagens. Aqui, Eggers conduz a sua trama em uma escalada trágica de mundo colapsado e em estado de putrefação conforme a cidade de Bremen e os personagens principais sucumbem à praga de Orlock materializada por uma infestação de ratos.</p>
<p>Eggers tem um ótimo alinhamento com seu elenco principal. O primeiro colaborador do diretor que merece destaque é Bill Skarsgard. Como o conde Orlock, Skarsgard tem uma presença dominante ainda que sua aparência como o personagem só seja vista de fato na última cena do filme. A interpretação do ator, sob quilos de maquiagem como em It: A Coisa, torna Orlock uma ameaça nos mínimos detalhes: a voz gutural, os gestos cadavéricos e a força descomunal. Skarsgard desaparece como Orlock e traz para o filme o senso de imprevisibilidade e os calafrios que ele precisa.</p>
<p>Entre os personagens humanos, Lily-Rose Depp tem uma performance reveladora como Ellen Hutter. Em muitas cenas, em razão de segundos, vemos Depp utilizar um arsenal infindável de recursos com uma fluidez impressionante. Em um momento, vemos em Ellen uma jovem frágil apavorada pelo seu destino. Em razão de segundos, somos tomados de surpresa por uma possessão da personagem pelo conde Orlock, um episódio que demanda uma fisicalidade impressionante de Depp e ela responde a isso de forma excepcional. Nicholas Hoult também tem uma ótima interpretação como Thomas Hutter, o corretor marido de Ellen. No primeiro ato do longa, Hoult tem seu momento de scream king ao viver situações apavorantes como prisioneiro no castelo de Orlock.</p>
<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>não é um retorno de Robert Eggers àquele cinema de orçamento modesto, mas segue o propósito da sua cinematografia de grande ambição artística. Com um ótimo elenco e um trabalho de ambientação impecável, Eggers dá forma ao horror na tela. Em <em><strong>Nosferatu</strong></em>, o diretor faz num terror mirando a narrativa clássica com muita personalidade e atenção a detalhes que fazem a diferença em uma boa história sobre vampiros, sendo mais um ótimo exemplar na sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult, Bill Skarsgård, Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe, Emma Corrin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/moIrYMjS0nI?si=jJoH0c8_neP9ir1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Menu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:07:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A explosão da gastronomia nos últimos anos motiva os mecanismos da crítica social desenvolvida em O Menu. O filme de Mark Mylod (de alguns episódios de séries como Game of Thrones e Succession) traz um grupo de convidados de um renomado chef interpretado por Ralph Fiennes para degustar um cardápio exclusivo preparado por ele em um restaurante cuja cozinha administra e está localizado em uma ilha particular. Na lista, onze convidados: um jovem apaixonado por gastronomia e sua namorada, uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A explosão da gastronomia nos últimos anos motiva os mecanismos da crítica social desenvolvida em <strong><em>O Menu</em></strong>. O filme de Mark Mylod (de alguns episódios de séries como Game of Thrones e Succession) traz um grupo de convidados de um renomado chef interpretado por Ralph Fiennes para degustar um cardápio exclusivo preparado por ele em um restaurante cuja cozinha administra e está localizado em uma ilha particular. Na lista, onze convidados: um jovem apaixonado por gastronomia e sua namorada, uma crítica gastronômica e seu editor, um casal de ricaços em crise matrimonial, um astro de Hollywood decadente e sua namorada e um grupo de três sócios de uma grande empresa. Ao longo da degustação, os convidados percebem que foram atraídos por uma armadilha do chef.</p>
<p><em><strong>O Menu</strong></em> é movido por um humor ácido e cerca o grupo de visitantes da ilha com um estado de apreensão deixado pelo personagem de Ralph Fiennes. A partir dos primeiros sinais de que aquela não é uma degustação comum e de que todos estão na mira de um chef psicótico, os personagens do filme passam a antever como tudo aquilo tende a piorar e resultar em tragédia. O chef Slowik ultrapassa fronteiras e vai em uma escalada surpreendente de sadismo que colabora com o crescente suspense do longa.</p>
<p>A crítica do filme é localizada e evidente. Através do grupo de vítimas selecionadas por Slowik &#8211; críticos, a alta sociedade, celebridades e entusiastas alienados da alta gastronomia &#8211; , o longa fala sobre o estado das coisas na área. Em tempos de hype midiático dos chefs de cozinha, <strong><em>O Menu</em></strong> escancara o caráter utilitarista da gastronomia, evidenciando como o ramo da alimentação entrou na arena da luta de classes: a prevalência de conceitos em prejuízo do paladar, o uso de termos pomposos para a descrição de sabores, o status social que a gastronomia confere àqueles que performam sua apreciação etc.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16196" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Menu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No final das contas, o objetivo da prática acaba sendo esvaziado no meio de tanta pompa. Como o próprio desfecho da personagem de Anya Taylor-Joy denuncia, a relação entre clientes e chefs deveria ser baseada em dinâmicas muito simples, o prazer de comer algo bem-feito e que agrada espontaneamente um paladar e a retribuição pecuniária por esse trabalho bem executado na cozinha.</p>
<p>A maneira certeira como o filme analisa os principais problemas em torno do seu tema e como apresenta personagens interessantíssimos, do chef psicologicamente destruído, mas obstinado em seus objetivos interpretado por Ralph Fiennes à deslocada convidada vivida por Anya-Taylor Joy, passando pelo egocêntrico e obcecado fã representado por Nicholas Hoult e a crítica prolixa de Janet McTeer, todos têm um grande momento no filme. <em><strong>O Menu</strong></em> é um filme de elenco, mas que apresenta direção e roteiro maduros no desenvolvimento da sua crítica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mark Mylod</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ralph Fiennes, Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Hong Chau, Janet McTeer, Reed Birney, Judith Light, Paul Adelstein</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lfbYsIIFYaw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: X-Men: Fênix Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 19:40:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa X-Men: Fênix Negra, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção. Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong>, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção.</p>
<p>Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem já se mostrou uma decisão acertada nos<em> X-Men</em>, vide <em>Logan</em>, que é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Esse aqui não chega ao nível de <em>Logan</em>, é bem verdade, mas não faz feio também. Tem um tom certeiro ao tratar da origem de Jean, uma das personagens mais fortes e de importância da trama.</p>
<p>O filme se passa em 1992, quando Charles Xavier (James McAvoy) curte o fato dos X-Men serem bem aceitos na sociedade e considerados heróis nacionais. Tudo isso devido a uma missão no espaço em que eles resgatam astronautas. No entanto, durante o processo de resgate, Jean Grey (Sophie Turner) precisou chegar ao seu limite para garantir a segurança de todos e foi exposta ao que parecia ser uma explosão solar. Desde então, ela lida com uma força ainda mais poderosa dentro de si e a incapacidade de controlar suas emoções.</p>
<p>A construção do roteiro é um dos pontos altos do filme. Ele vai, gradativamente, tecendo a trama e conectando os fios da evolução da protagonista, mostrando desde a sua infância até o momento atual, em que lida com crises internas e conflitos emocionais. Tudo isso acompanhado dos demais X-Men, que dão suporte ao enredo, sem roubar a cena da personagem principal.</p>
<p>O espectador sabe que essa parceria entre a sociedade e os mutantes é algo muito furtivo e pode acabar a qualquer momento. Eles aceitam o diferente enquanto é conveniente para eles. Mas ao sinal de qualquer erro, serão questionados e rechaçados. E isso fica suspenso no ar o tempo inteiro. Então, quando Jean começa a ter reações estranhas depois da explosão, o primeiro medo de Xavier é justamente colocar essa relação com a sociedade em risco.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10665" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que me incomoda em <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong> é que ele não faz uso completo de todos os artifícios que a franquia X-Men oferece. Para mim, é uma das sagas mais interessantes e atraentes, do ponto de vista dos personagens e da criação de enredo. E este longa me parece ficar mais na superfície, no quesito de utilizar as ferramentas que estão postas na mesa.</p>
<p>A parte de maquiagem e efeitos especiais, por exemplo, é muito boa e acertada. No entanto, certos questionamentos são feitos, como a necessidade de Jennifer Lawrence (<em>Mãe!</em>), no personagem Mística, ficar aparecendo como pessoa normal dentro da casa dos X-Men. Ainda mais depois que a sociedade já passou a aceitar os mutantes.</p>
<p>O filme apresenta ainda ótimas cenas de luta, como a do trem no final, que envole a maioria dos personagens. Vemos, no entanto, um subaproveitamento da vilã Vuk, interpretada por Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>). Um grande potencial de ser alguém realmente apavorante, mas que é renegada a cenas curtas, com poucas falas e momentos pouco marcantes. O mesmo poderíamos dizer de Sophie Turner, no papel da protagonista. Ela tem pouco espaço para efetivamente se mostrar como atriz e só podemos culpar o roteiro por isso.</p>
<p>Ainda assim, <strong><em>X-Men: Fênix Negr</em></strong>a é um bom filme que traz uma história competente sobre a construção de uma das principais personagens deste universo. Tem ser percalços e quedas no caminho, mas com certeza é superior a outros longas, como <em>X-Men: Apocalipse</em>, por exemplo. Vale a pena conferir nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Simon Kinberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Sophie Turner, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Evan Peters</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xrbBVIpssDQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Netflix: Brasileiro Fernando Coimbra dirige drama de guerra Castelo de Areia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Apr 2017 12:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo de Areia]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
		<category><![CDATA[Logan Marshall]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os conflitos pós-11 de setembro, assim como a guerra do Vietnã outrora, já viraram temas batidos entre as produções hollywoodianas. Com produção eminentemente americana e britânica, Castelo de Areia retoma suas questões reciclando ideias que já foram trabalhadas com maior sensação de brilhantismo em filmes como Guerra ao Terror ou A Hora mais Escura, ambos de Kathryn Bigelow, problematizando tópicos como a perspectiva dos soldados sobre os eventos e os efetivos ganhos dos conflitos no Afeganistão e Iraque. O grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os conflitos pós-11 de setembro, assim como a guerra do Vietnã outrora, já viraram temas batidos entre as produções hollywoodianas. Com produção eminentemente americana e britânica, <i>Castelo de Areia </i>retoma suas questões reciclando ideias que já foram trabalhadas com maior sensação de brilhantismo em filmes como <i>Guerra ao Terror </i>ou <i>A Hora mais Escura</i>, ambos de Kathryn Bigelow, problematizando tópicos como a perspectiva dos soldados sobre os eventos e os efetivos ganhos dos conflitos no Afeganistão e Iraque. O grande problema é que a empreitada internacional do brasileiro Fernando Coimbra (premiado lá fora por seu brilhante trabalho em <i>O Lobo Atrás da Porta</i>) passa em suas quase duas horas de duração a indelével sensação de reiteração das discussões que pretende trazer.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme é todo contado pelo ponto de vista de Matt Ocre, um jovem soldado americano em missão no Iraque, que como outros tantos iguais a ele está ali por motivações bem opostas ao senso de dever com sua nação. Ocre vai para a guerra porque deseja pagar sua faculdade quando retornar aos EUA, simples e pragmático assim. Por um tempo, o jovem tenta de um tudo para sair daquele inferno, mas não consegue e acaba ficando junto a um grupo de soldados cujas motivações são completamente distintas das suas. As coisas mudam quando Ocre e seu grupo recebem a missão de levar água potável a pequenas vilas no país e por ironia do destino acabam se vendo em um território ainda mais minado que a zona de conflito em si.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-7604 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/sand-castle-03.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Castelo de Areia </i>tem ideias muito diretas sobre a situação em que seu protagonista se encontra: de um lado mostra a importância nula daquela guerra na vida dos seus combatentes e procura desmistificar a visão do soldado  como um sujeito destemido e propenso a arcar com os riscos das suas perigosas missões e do outro lado evidencia como nenhum atrito será cessado se no esforço de neutralizá-lo utiliza-se a truculência como foi o caso da campanha americana no Iraque. Ainda que não sejam pontos de vista inéditos sobre o conflito e os personagens que o viveram, não deixa de ser um ponto positivo para <i>Castelo de Areia </i>ter essa dimensão humanística de toda a situação. O filme reitera temáticas e não pontos de vista rasos e conservadores sobre aquilo que é narrado.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A direção de Fernando Coimbra é protocolar. A câmera elegante do diretor em <i>O Lobo Atrás da Porta </i>pode ser percebida aqui ou ali em decisões curiosas na condução do filme, como alguns planos sequência, mas ficam por isso mesmo, nada é levado ao limite. Um dos destaques do filme, porém, é o desempenho dos seus atores, talvez um traço do realizador que traga de sua experiência no Brasil: Nicholas Hoult exerce bem a responsabilidade de ter o longa carregado em seus ombros, Henry Cavill interpreta com êxito um sujeito bem diferente do Superman que já estamos habituados a vê-lo interpretar nos cinemas e Logan Marshall-Green (que já tínhamos visto em <i>The Invitation</i>, também disponível no Netflix) tem um desempenho que se destaca pelas reações do seu sargento Harper em interação com o jovem e inexperiente protagonista. No final das contas, não dá para esperar que <i>Castelo de Areia </i>seja um filme marcado por rompantes de genialidade e que Coimbra exiba um terço do seu poder criativo nessa empreitada, mas o filme tem seus méritos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XsE2k9UuxTs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lugares Escuros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2015 22:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Chloe Grace Moretz]]></category>
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		<category><![CDATA[Lugares Escuros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estrelado e co-produzido por Charlize Theron, Lugares Escuros é mais um suspense baseado em um romance da escritora Gillian Flynn, que ano passado roteirizou Garota Exemplar, um livro de sua autoria levado para os cinemas pelo diretor David Fincher. Lugares Escuros, por sua vez, é conduzido para as telonas pelo francês Gilles Paquet-Brenner, de filmes como A Chave de Sarah e A Prisioneira, que, por sinal, também assina o roteiro do longa sozinho, ou seja, sem a participação de Flynn. O resultado pode não ser tão vibrante quanto aquele visto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3008" aria-describedby="caption-attachment-3008" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Lugares-Escuros.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3008 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Lugares-Escuros-620x387.jpg" alt="Lugares-Escuros" width="620" height="387" /></a><figcaption id="caption-attachment-3008" class="wp-caption-text">A força da atriz: Pela segunda vez consecutiva, a vencedora do Oscar Charlize Theron consegue uma grande interpretação em 2015, desta vez por Lugares Estranhos.</figcaption></figure>
<p class="separator" style="color: #000000;">Estrelado e co-produzido por Charlize Theron, <i>Lugares Escuros </i>é mais um suspense baseado em um romance da escritora Gillian Flynn, que ano passado roteirizou <i>Garota Exemplar, </i>um livro de sua autoria levado para os cinemas pelo diretor David Fincher. <i>Lugares Escuros</i>, por sua vez, é conduzido para as telonas pelo francês Gilles Paquet-Brenner, de filmes como <i>A Chave de Sarah </i>e <i>A Prisioneira</i>, que, por sinal, também assina o roteiro do longa sozinho, ou seja, sem a participação de Flynn. O resultado pode não ser tão vibrante quanto aquele visto no filme de David Fincher em parceria com a autora, mas, ao menos, apresenta-se ao espectador como um suspense na maior parte do tempo instigante e maduro na construção dos seus personagens e na abordagem das suas principais  temáticas, entre elas o trauma e a sua superação.</p>
<figure id="attachment_3010" aria-describedby="caption-attachment-3010" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/charlize-theron-dark-places-movie-gillian-flynn-chloe-grace-moretz-release-date-trailer-serving-cinema-joey-nolfi.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3010 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/charlize-theron-dark-places-movie-gillian-flynn-chloe-grace-moretz-release-date-trailer-serving-cinema-joey-nolfi-620x339.jpg" alt="charlize-theron-dark-places-movie-gillian-flynn-chloe-grace-moretz-release-date-trailer-serving-cinema-joey-nolfi" width="620" height="339" /></a><figcaption id="caption-attachment-3010" class="wp-caption-text">Relação delicada: Protagonista vivida por Charlize Theron convive com o trauma de ter seu irmão acusado de matar sua mãe e suas irmãs.</figcaption></figure>
<p class="separator" style="color: #000000;">No longa, Charlize Theron, interpreta Libby Day, uma mulher que convive com o fantasma da violenta morte de sua família, testemunhada por ela quando criança. A culpa do crime recaiu sobre o seu irmão mais velho, Ben Day (Corey Stoll), que na época havia se relacionado com grupos de adoração a satã (algo que nos lembra a &#8220;família Manson&#8221;) e que, junto com Libby, foi o único sobrevivente do massacre. Procurada por uma sociedade que se reúnem para desvendar crimes complicados, Libby Day receberá uma considerável quantia em dinheiro para retornar o passado e confirmar ou não a culpa do irmão naquela noite traumática.</p>
<p class="separator" style="color: #000000;">A condução de Gilles Paquet-Brenner não tem nenhum atrativo em especial, contudo o diretor não compromete <i>Lugares Escuros </i>com firulas estéticas. Paquet-Brenner é direto, objetivo e consegue um equilíbrio entre a carga dramática pesada e tensa da sua história com momentos introspectivos, nos quais voltamos nossas atenções para a personagem de Charlize Theron, principal atrativo da história. Theron, por sinal, é um dos pontos fortes do longa, conseguindo trazer, com muito segurança e sensibilidade, para a personalidade de Libby Day os efeitos do seu trauma. Nas mãos de Charlize, Libby é uma mulher desacreditada na humanidade, mas não chega a ser dura ou sisuda, a atriz consegue criar brechas que torna a superação do trauma crível e gradual. O filme também conta com Nicholas Hoult, que esteve ao lado de Charlize em <i>Mad Max- Estrada da Fúria</i>, mas que aqui tem muito pouco a fazer na pele do líder da sociedade que procura a protagonista, e Chloe Grace Moretz, uma escolha um tanto quanto óbvia na pele de uma garota-problema envolvida amorosamente com o irmão de Libby. Há também a ótima Christina Hendricks, intérprete da matriarca da família. Hendricks, por sinal, merece o título de co-protagonista do filme, já que a montagem do longa intercala os acontecimentos do passado e do presente da família Day, e a atriz ganha a empatia do espectador ao viver com doçura e dignidade Patty Day.</p>
<figure id="attachment_3009" aria-describedby="caption-attachment-3009" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/dark-places-trailer-do-filme-adaptado-do-livro-de-gillian-flynn-autora-de-garota-exemplar_5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3009 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/dark-places-trailer-do-filme-adaptado-do-livro-de-gillian-flynn-autora-de-garota-exemplar_5-620x366.jpg" alt="dark-places-trailer-do-filme-adaptado-do-livro-de-gillian-flynn-autora-de-garota-exemplar_5" width="620" height="366" /></a><figcaption id="caption-attachment-3009" class="wp-caption-text">Garota-problema: Chloe Grace Moretz repete um personagem que já viveu em outros trabalhos.</figcaption></figure>
<p class="separator" style="color: #000000;">O maior problema de <i>Lugares Escuros</i> é que ele nos mantém durante boa parte da projeção interessados no desfecho da sua história &#8211; e o realizador é muito hábil ao contar paralelamente os acontecimentos que sucederam o crime e a investigação sobre ele empreendida no presente &#8211; , contudo, quando o longa chega ao fim, o seu encerramento do caso soa insatisfatório e até mesmo óbvio. Não chega a ser frustrante ou decepcionante, mas menos interessante do que o caminho que a sucessão de descobertas sobre o crime empreendidas por Libby Day traça para o espectador.</p>
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		<title>Crítica: Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2015 22:35:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[George Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Max - Estrada da Fúria]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Hoult]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hardy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira franquia Mad Max sempre se apresentou como uma série cinematográfica cindida em duas abordagens. Aquela do longa de 1979, um filme sóbrio, revisitando o western e a distopia em um conto sobre a vingança de um homem tomado pela raiva após uma ação cruel de uma gangue de motoqueiros contra sua mulher e filho, e outra representada pelas suas duas continuações, Mad Max 2 &#8211; A Caçada Continua e Mad Max &#8211; Além da Cúpula do Trovão, marcadas pela ação desenfreada e ininterrupta, inserindo personagem-título, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2845" aria-describedby="caption-attachment-2845" style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/furyroad.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2845 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/furyroad.jpg" alt="furyroad" width="619" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-2845" class="wp-caption-text">Novo Max: Personagem de Tom Hardy inicia o filme como refém de uma gangue que detém controle de petróleo e água.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;">A primeira franquia <i>Mad Max </i>sempre se apresentou como uma série cinematográfica cindida em duas abordagens. Aquela do longa de 1979, um filme sóbrio, revisitando o <i>western </i>e a distopia em um conto sobre a vingança de um homem tomado pela raiva após uma ação cruel de uma gangue de motoqueiros contra sua mulher e filho, e outra representada pelas suas duas continuações, <i>Mad Max 2 &#8211; A Caçada Continua </i>e <i>Mad Max &#8211; Além da Cúpula do Trovão</i>, marcadas pela ação desenfreada e ininterrupta, inserindo personagem-título, já apresentado ao público, no olho do furacão das disputas de gangues rivais por água e combustível. Este <i>reboot</i> (ou recomeço) da franquia pelas mãos do mesmo realizador que a idealizou em 1979, o australiano George Miller, está mais para a segunda fase <i>Mad Max </i>do que para a primeira.</p>
<p style="color: #000000;">Em <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i>, Miller está pouco interessado na apresentação dos seus personagens. Para ele, Max Rockatansky é uma espécie de mito que está no inconsciente coletivo e dispensa apresentações. Tampouco o cineasta quer fazer um filme em temperatura mais branda. Aqui, do início ao fim, o espectador é tomado pela ação frenética. Curiosamente, se preferia na trilogia inicial a abordagem do longa inaugural, a decisão do realizador de tornar <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i> um longa de ação insana sem grandes pausas ou construções graduais de personagens parece a mais acertada possível.</p>
<figure id="attachment_2847" aria-describedby="caption-attachment-2847" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2847 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/ImmortanJoe-620x348.jpg" alt="ImmortanJoe" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2847" class="wp-caption-text">Immortan Joe: Vilão do novo filme é vivido por Hugh Keays-Byrne.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;">No filme, ainda ambientado no futuro pós-apocalíptico que conhecemos nos longas anteriores da franquia, Max Rockatansky, encarnado desta vez por Tom Hardy (o Bane de <i>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas Ressurge</i>), é capturado por um grupo liderado por Immortan Joe, que detém o controle de água e combustível. O grupo é surpreendido pela ação de um dos braços direitos de Immortan Joe, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que, sem a ciência do líder, rapta as jovens que a gangue mantém como &#8220;parideiras&#8221; para levá-las a um lugar onde não sejam exploradas sexualmente. Dai, para frente é só perseguição frenética em duas, quatro ou seis rodas na velha tradição <i>Mad Max</i>, porém em uma versão turbinada.</p>
<p style="color: #000000;"><i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </i>parece ser a realização plena de George Miller para a segunda fase da franquia <i>Mad Max</i> dos anos de 1980. O diretor consegue finalmente fazer um filme de ação insana com a tecnologia (ou dinheiro) necessários para dar vazão a certas extravagâncias e ambições visuais. Diferente dos filmes da primeira trilogia, aqui as cores são mais fortes, beirando os tons de HQs, sem deixar de lado a preocupação de ambientar sua trama em um universo inóspito, árido, cujas temperaturas elevadas sentimos na pele através dos olhos que visualizam a predominante utilização de tons amarelados e o sol a esquentar a areia e os corpos dos personagens.</p>
<figure id="attachment_2852" aria-describedby="caption-attachment-2852" style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/1406482515011.jpg-620x349.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2852 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/1406482515011.jpg-620x349.jpg" alt="1406482515011.jpg-620x349" width="619" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-2852" class="wp-caption-text">Nux, Furiosa e as &#8220;parideiras&#8221;: Personagens fogem da gangue de Immortan Joe.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;">Na direção, George Miller demonstra um vigor adolescente, filmando sequências de ação bem orquestradas e que permitem que o espectador entenda o que ocorre em cada cena e qual a participação dos seus personagens nelas. Nos momentos introspectivos, que são muito poucos, mas pontuais e dosados de maneira precisa pelo realizador para que entendamos as motivações de cada um dos personagens e nos identifiquemos com elas, Miller conta com um elenco afiado encabeçado pelo excelente Tom Hardy, que não faz feio diante da história do seu antecessor Mel Gibson. Além dele, Charlize Theron ganha a atenção imediata do espectador ao conduzir sua Imperatriz Furiosa com doçura e sensibilidade, mas também com firmeza e força física quando necessário, um trabalho impecável da vencedora do Oscar. Outra performance que vale a pena destacar é a de Nicholas Hoult, intérprete de Nux, um jovem dissidente involuntário do grupo de Immortan Joe que em uma única cena arranca um dos momentos mais emocionantes da história.</p>
<p style="color: #000000;">Ampliando um universo que intuitivamente possuia uma extensão ilimitada, George Miller pôde com <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i> se redimir de qualquer eventual falta que tenha cometido nos episódios dois e três da antiga franquia estrelada por Mel Gibson. O novo filme possui um visual arrebatador proporcionado pelo que de melhor a tecnologia de ponta do cinema pode oferecer, nutre a carência de personagens femininas com voz ativa em Hollywood e proporciona entretenimento de primeira grandeza que só a grande tela pode fazer o espectador vivenciar sem correr o risco de ver o seu veículo ser destruído deserto afora por um grupo de ensandecidos.</p>
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