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	<title>Arquivos Naoki Kobayashi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Pássaro do Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 20:06:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pássaro do Oriente (Earthquake Bird) é um constante embate cultural. Em um Japão dos anos 80, a estrangeira Lucy Fly (Alicia Vikander, Tomb Raider &#8211; A Origem) vive como tradutora. Certo dia, ela é chamada para prestar um depoimento sobre o desparecimento de Lily (Riley Keough, Ao Cair da Noite), outra forasteira. Assim, a estrutura narrativa vai se intercalando entre presente e passado. Antes de se tornar suspeita, Lucy namorava o introspectivo fotógrafo Teiji (Naoki Kobayashi, famoso cantor de J-Pop), até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pássaro do Oriente </strong></em>(<em>Earthquake Bird</em>) é um constante embate cultural. Em um Japão dos anos 80, a estrangeira Lucy Fly (Alicia Vikander, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tomb-raider-a-origem/"><em>Tomb Raider &#8211; A Origem</em></a>) vive como tradutora. Certo dia, ela é chamada para prestar um depoimento sobre o desparecimento de Lily (Riley Keough, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/"><em>Ao Cair da Noite</em></a>), outra forasteira. Assim, a estrutura narrativa vai se intercalando entre presente e passado. Antes de se tornar suspeita, Lucy namorava o introspectivo fotógrafo Teiji (Naoki Kobayashi, famoso cantor de <em>J-Pop</em>), até que Lily entra na vida dos dois e deixa aquele relacionamento bem conturbado.</p>
<p>Dirigido por Wash Westmoreland (<em>Para Sempre Alice, </em><em>Colette</em>), <em><strong>Pássaro do Oriente </strong></em>é, em uma camada mais superficial, um suspense bem vago e prolixo sobre o sumiço de uma pessoa. Contudo, isto se torna apenas um mero detalhe diante do jogo de hipnotismo que o filme trabalha. Há toda essa áurea mística envolvendo o personagem de Teiji e a própria Lily não sabe dizer o motivo de estar com ele. Afinal, é até meio óbvio que não é uma boa ideia se relacionar com uma pessoa que começa a tirar fotos suas na rua e vive isolada em um apartamento escuro. Acaba que, para a protagonista, estar diante deste homem exótico é fascinante.</p>
<p>Contrapondo-se ao exotismo e calmaria de Teiji, Lily é a personificação de uma personalidade ocidental mais inquietante e curiosa. Esse jogo de opostos funciona em prol do conflito identitário de Lucy Fly, que é perseguida por seu passado, mas quer seguir uma nova vida. Aliás, dualidade que está presente desde os créditos inicias, quando o nome dos atores aparecem tanto em inglês quanto na língua local.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11917" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É esta camada que ressignifica toda a ação em <em><strong>Pássaro do Oriente</strong></em>. A dança entre Lily e Teiji, por exemplo, vira mais do que um movimento rítmico. Torna-se a harmonização daquelas personalidades, que são duas faces de uma mesma moeda — Lucy. Neste sentido, Vikander, Keough e Kobayashi fazem performances muito comprometidas com a unidimensionalidade de seus personagens, especialmente o último que, de fato, é de uma presença silenciosa assustadora.</p>
<p>No entanto, o roteiro se perde um pouco na própria sofisticação e embelezamento de seu mistério. Todo esse fatalismo sobre Lucy atrair a morte ao seu redor nunca encontra sintonia com o resto da história. Está solto ali, apenas para trazer mais uma falsa-camada de profundidade para a personagem. Quanto ao subtexto da fotografia, até que faz muito sentido com o progredir da história. Em um certo momento, Teije afirma que a pessoa que é fotografada sempre deixa um pedaço de sua alma para seu fotógrafo. Não deixa de ser isso que acontece com o passar do tempo, com a paranoia tomando conta da personagem e a perda de sua essência. Assim, é como se ele sugasse sua sanidade através daquelas fotos.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Pássaro do Oriente </strong></em>acaba sofrendo a máxima daquele ditado: &#8220;é melhor um pássaro na mão do que dois voando&#8221;. Os créditos surgem e não parece ficar claro do que o filme está falando.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Wash Westmoreland</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Alicia Vikander, Riley Keough, Naoki Kobayashi, Jack Huston</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=PJLtreF2IkU&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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