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	<title>Arquivos Morgan Freeman - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Morgan Freeman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: 10 anos de Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2018 00:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Eckhart]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (Amnésia, de 2000, e A Origem, de 2010). The Dark Knight (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (<em>Amnésia</em>, de 2000, e <em>A Origem, </em>de 2010). <em>The Dark Knigh</em>t (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo sete dos seus antecessores filmes de super-heróis e o sétimo sendo a própria continuação dessa franquia (<em>O Cavaleiro das Trevas Ressurge</em>, de 2012).</p>
<p><em>O Cavaleiro das Trevas</em> chegou aos cinemas no dia 18 de julho de 2008 com o propósito de marcar gerações, criar um novo legado para as adaptações da DC e, acima de tudo, mostrar o potencial de um dos mais famosos e amados justiceiros dos quadrinhos. O homem-morcego, encarnado pelo fantástico Christian Bale (<em>Psicopata American</em>o, de 2000, e <em>O Vencedor</em>, de 2010), é, sem sombra de dúvidas, a melhor interpretação já feita dessa personagem. Com todo o respeito e consideração a todos os grandes atores que já viveram o vigilante noturno, Bale deu ao Batman a seriedade, maturidade e o ar sombrio que sempre faltou.</p>
<p>Graças ao direcionamento espetacular de Nolan, a trilogia do Batman emplacou uma nova perspectiva sobre a história de Bruce Wayne e o seu desejo de vingança. A névoa sombria que paira sobre esses três filmes é o seu maior diferencial quando comparado com os outros trabalhos. Além desse acerto, o diretor sabe muito bem como coordenar belíssimas cenas de ação. E, por conta de um roteiro muito bem cuidado e pensado, as falas do longa-metragem ecoam pela memória dos fãs que, ao lembrarem delas, se arrepiam. Atrelado a todas essas qualidades técnicas, o elenco que rege a orgânica e equilibrada trama é simplesmente espetacular. Ao lado de Bale como o próprio cavaleiro das trevas, temos a genialidade de Gary Oldman como o Comissário James Gordon; o talento de Maggie Gyllenhaal como Rachel Dawes; as lendas Michael Caine e Morgan Freeman interpretando, respectivamente, Alfred Pennyworth e Lucius Fox; e ainda a performance acertadíssima de Aaron Eckhart ao dar vida para o promotor Harvey Dent e o Duas-Caras, a sua versão transtornada e perversa.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9162" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/07/19879974.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Existe mais uma herança interpretativa que merece um destaque especial. Em seu penúltimo trabalho, o ator Heath Ledger agraciou o mundo com a sua arte. Dentro desse nebuloso mundo de Gotham, Ledger entrou ao público um Coringa para se guardar na memória. A interpretação do jovem ator foi magistral, uma das melhores de sua carreira, concedendo-o, inclusive, um Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante. A maneira como o ator australiano interpretou o rival mor do homem-morcego é indescritível. Seu gestual, sua voz e aquele olhar insano são a marca registrada do seu Coringa. Improviso, aprofundamento e dedicação são algumas das melhores definições para o legado deixado por Heath Ledger em sua monumental atuação como o mais amado vilão de <em>Gotham Cit</em>y.</p>
<p>Toda essa produção de excelência teve seu fim com a continuação da película em questão, deixando o público com um desejo insaciável de &#8220;quero mais&#8221;. Desejo esse que, infelizmente, ainda não foi satisfeito. Desde o fim da trilogia de Nolan, a DC vem, com todo aparato d<em>a Warner Bros. Pictures</em>, tentando dar segmento as histórias dos principais heróis da <em>DC Comics</em>. Contudo, a maior parte das tentativas não foram tão bem-sucedidas. Apesar de não estarem tão longe nessa jornada para achar sua identidade, é necessário que a DC e Warner encontrem logo o seu lugar para que acendam mais uma vez a chama de interesse criada com a trilogia do <em>Batman</em>. Independentemente de qualquer futuro sucesso ou insucesso, ninguém esquecerá da emoção que foi ver <em>O Cavaleiro das Treva</em>s ganhando vida na telona.</p>
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		<title>Crítica: Despedida em Grande Estilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2017 03:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Arkin]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Despedida em Grande Estilo conta a história de três amigos idosos que perdem a pensão por conta de uma atitude repentina e desleal da empresa em que trabalharam e ficam desesperados para pagar as contas e não perder a casa para hipoteca. Um deles tem a brilhante ideia de roubar o banco que vai executar a hipoteca e, assim, recuperar o dinheiro que lhes é devido. O diretor Zach Braff conseguiu reunir um elenco de peso para protagonizar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Despedida em Grande Estilo</em> conta a história de três amigos idosos que perdem a pensão por conta de uma atitude repentina e desleal da empresa em que trabalharam e ficam desesperados para pagar as contas e não perder a casa para hipoteca. Um deles tem a brilhante ideia de roubar o banco que vai executar a hipoteca e, assim, recuperar o dinheiro que lhes é devido.</p>
<p>O diretor Zach Braff conseguiu reunir um elenco de peso para protagonizar a trama, que é bem simplória, mas funcional. Temos Morgan Freeman, Michael Caine, Alan Arkin, Ann-Margaret e até Christopher Lloyd. Não apenas o elenco é bom, como funciona harmonicamente na telona. Freeman não está ocupando aquele velho lugar de &#8220;ditador de lição de moral&#8221;, que lhe é tão comum. Lloyd está fazendo o que sabe fazer melhor: ser excêntrico, o que funciona muito bem. Caine e Arkin também acrescentam graça e força às dinâmicas em cena.</p>
<p>As cenas se desenrolam de forma gradativa e notadamente exagerada. É muito claro no roteiro que não há intensão de ser similar com a realidade, mas não há defeito nenhum nisso. A proposta é mostrar um outro lado, como um grupo de idosos conseguiu resolver os problemas e ainda agitar a tão pacata rotina deles. Naturalmente não é um enredo incrível e nem memorável, mas cumpre o objetivo de entreter, o que já é muito bom.</p>
<p>A comédia é leve e flui com muita naturalidade. A intenção de mostrar os dois lados dos personagens, trazendo ainda elementos de suas famílias, agrega positivamente à história como um todo. As narrativas criadas têm finalização, comédia, ação e tensão também. Tudo em uma medida homeopática e razoavelmente interessante.</p>
<p>Não se deve esperar o melhor filme de comédia do mundo em <em>Despedida em Grande Estilo</em>, mas certamente ele irá agradar o público. É engraçado, completo, tem excelentes atores e atuações e é bem finalizado. Como dizer que ele não funciona muito bem, não é verdade?</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<div style="position: relative; height: 0; padding-bottom: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; width: 100%; height: 100%; left: 0;" src="https://www.youtube.com/embed/yLI7M-LZJS8?ecver=2" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
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		<title>Crítica: Ben-Hur</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Aug 2016 12:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ben-Hur]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Morgan Freeman]]></category>
		<category><![CDATA[Remake]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Er, como falar do remake de um clássico do cinema hollywoodiano que ganhou 11 Oscars? Ficando ao lado apenas de Titanic e O Senhor dos Anéis. Muito difícil. Devemos admitir ao menos a coragem dos roteiristas e diretores que entraram nesta empreitada fadada à comparação. E nossa, como eles devem estar arrependidos. Quem me acompanha em outras críticas sabe que dificilmente eu digo que um filme é ruim. Parto da ideia de que sempre alguma coisa se salva. Mas quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Er, como falar do remake de um clássico do cinema hollywoodiano que ganhou 11 Oscars? Ficando ao lado apenas de <em>Titanic</em> e<em> O Senhor dos Anéis</em>. Muito difícil. Devemos admitir ao menos a coragem dos roteiristas e diretores que entraram nesta empreitada fadada à comparação. E nossa, como eles devem estar arrependidos.</p>
<p>Quem me acompanha em outras críticas sabe que dificilmente eu digo que um filme é ruim. Parto da ideia de que sempre alguma coisa se salva. Mas quando um longa consegue estragar até Morgan Freeman, honestamente, não há o que ser defendido.</p>
<p>Judah Ben-Hur é um nobre jovem contemporâneo de Jesus Cristo que é traído pelo irmão de criação e condenado à escravidão. Ele sobrevive a todo o massacre e retorna para Jerusalém em busca de vingança contra Messala.</p>
<p>Algo que chama a atenção logo no começo e fica com o espectador até o final são as vestimentas. Estamos falando de um período há cerca de dois mil anos, sem estrutura, com muita pobreza e guerras o tempo todo. É de se imaginar que tudo seja mais precário, mesmo que você seja nobre e tenha condição de adquirir um tecido mais caro. Mas indo de encontro com isso, o figurinista achou prudente colocar todas as roupas costuradas em máquina profissional, com acabamento impecável, gola bem feita, bordados rebuscados. Nossa, eu compraria uma roupa dessa numa loja qualquer. Mas neste filme? Simplesmente não faz o menor sentido. O cúmulo acontece quando o protagonista surge com uma calça tão justa e bem feita, que parece <em>jeans skinny</em>. Lamentável!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6567" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/maxresdefault-1.jpg" alt="maxresdefault" width="610" height="348" /></p>
<p>Seguindo nessa seara, temos a pele dos personagens. Mas a pele? Sim, ela mesmo. Fazia muito calor na época, um lugar bastante árido. Você imagina logo uma cútis menos cuidada, com traços do sol, etc. Mas não. O maquiador foi tão perfeito no uso do pó compacto e base, que mesmo quando Ben-Hur está no navio servindo de escravo, a pele está sedosa e bonita. Estamos todos no aguardo das dicas de <em>make up</em>. O mesmo vale para o cabelo perfeitamente feito em <em>baby liss</em> das mulheres, a barba bem cortada, o cabelo de gel, a sobrancelha bem feita, etc. São detalhes, sim, mas que fazem completamente a diferença.</p>
<p>O problema é que depois que você começa a perceber isso, nada mais faz sentido e aquilo é só o que chama a atenção. E o roteiro não ajuda, na verdade. Muito mal conduzido, cheios de falas clichês e momentos extremamente previsíveis (como a narração na voz de Freeman &#8211; rendeu gargalhadas na sala de exibição). Além de tudo, uma trilha sonora sofrível, o que é uma afronta ao filme de 1959.</p>
<p>Para piorar a situação, as atuações não ajudam a disfarçar os problemas citados acima. A escolha de um Ben-hur trágico e sem expressão, que perde facilmente para o Messala. Um Morgan Freeman super caracterizado e Rodrigo Santoro, coitado, que embora faça o seu melhor como Jesus Cristo, colocaram falas tão clichês e forçadas que põe a perder sua atuação.</p>
<p>O ator Charlton Heston e o diretor William Wyler certamente estão se revirando no túmulo uma hora dessas. Se o primeiro filme foi um clássico e contribuiu para a saída da MGM da falência, este atual certamente nunca conseguiria este êxito.</p>
<p>Assista ao trailer:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/maOEKZ95zfI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Truque de Mestre &#8211; O 2º Ato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
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		<category><![CDATA[Truque de Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, entra em cartaz no circuito o longa Truque de Mestre: O 2º Ato. Dirigido por Jon M. Chu (G.I. Joe &#8211; Retaliação), que substitui Louis Leterrier, realizador do primeiro filme, a continuação é um grande desastre e é difícil encontrar nele algum elemento de salvação. São quase duas horas de projeção, mas a sensação do espectador é que se passou o dobro do tempo. Apesar da tentativa de ser eletrizante, a sequência do filme de 2013 é entediante, tudo o que um thriller [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, entra em cartaz no circuito o longa <em>Truque de Mestre: O 2º Ato</em>. Dirigido por Jon M. Chu (<i>G.I. Joe &#8211; Retaliação</i>), que substitui Louis Leterrier, realizador do primeiro filme, a continuação é um grande desastre e é difícil encontrar nele algum elemento de salvação. São quase duas horas de projeção, mas a sensação do espectador é que se passou o dobro do tempo. Apesar da tentativa de ser eletrizante, a sequência do filme de 2013 é entediante, tudo o que um <em>thriller</em> não deve ser.</p>
<p>No elenco, aparecem figuras como Michael Caine, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Lizzy Caplan, Daniel Radcliffe e Morgan Freeman. Apesar desses e outros nomes bacanas no <em>cast</em>, a interpretação de todos na película é irritante. Os atores criam uma atmosfera <em>fake</em> no tom da fala, não possuem uma boa dinâmica em cena e chegam a irritar ainda mais nos momentos nos quais o filme tenta propiciar um tom de mistério.</p>
<p>O ponto mais negativo é a personagem Thaddeus Bradley, interpretado por Morgan Freeman. O ator pode até ser incrível, mas não no segundo <em>Truque de Mestre</em>. Quem já assistiu a animação <em>South Park</em> deve lembrar da fama do ator de entrar nas cenas para traduzir para o público o que aconteceu na história. Porém, a película é tão óbvia que a função de Morgan Freeman é inútil e acaba por tirar seu espectador do sério.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6137" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/3-nysm.jpg" alt="3-nysm" width="610" height="348" /></p>
<p>Se há algum culpado para o fracasso do elenco, contudo, o maior culpado é o roteiro de Ed Solomon (também co-roteirista do primeiro filme) e Pete Chiarelli. Cada frase é uma bomba maior que a outra. Repetição de palavras, frases de efeito, subestimação do público. Como a projeção conta a trajetória de um grupo de mágicos, os Cavaleiros, há uma insistência em explicar constantemente, pelo menos duas vezes, os truques feitos pela equipe ou por seus inimigos. Além de evidenciar como os criadores são pretensiosos e acreditam que construíram uma trama tão elaborada que precisa de diversos relatos do ato (o que não é), a estratégia é maçante e corta o clima de ação do longa.</p>
<p>Se é óbvio, não tem ação. Se não tem roteiro bem construído, não gera interesse. Aliás, nem vale a pena citar a sinopse, porque não faz diferença nenhuma se você entende, desde o início, que eles irão se safar. As atuações vão de ruim até o irritante. Nada de especial sobre a trilha ou qualquer outro quesito técnico. Se você gosta de filme de ilusionismo e magia, o melhor mesmo é esperar esse passar na Sessão da Tarde.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wdCB_HBBruA" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Invasão a Londres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2016 17:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Eckhart]]></category>
		<category><![CDATA[Angela Bassett]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gerard Butler]]></category>
		<category><![CDATA[Invasão a Londres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme com muita testosterona. É isso que você pode esperar de Invasão a Londres. Se o primeiro filme, Invasão à Casa Branca, já era suficientemente surreal, esse extrapola qualquer limite da noção. Ainda assim, não podemos afirmar que seja um filme ruim, longe disso. Mas também não está nenhum pouco próximo de ser um filme bom. A história é muito simples. O primeiro-ministro britânico morre de parada cardíaca e todos os principais líderes mundiais vão ao seu velório. Claro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme com muita testosterona. É isso que você pode esperar de<em> Invasão a Londres</em>. Se o primeiro filme, <em>Invasão à Casa Branca</em>, já era suficientemente surreal, esse extrapola qualquer limite da noção. Ainda assim, não podemos afirmar que seja um filme ruim, longe disso. Mas também não está nenhum pouco próximo de ser um filme bom.</p>
<p>A história é muito simples. O primeiro-ministro britânico morre de parada cardíaca e todos os principais líderes mundiais vão ao seu velório. Claro que a maior preocupação de todos os envolvidos é que essa concentração de pessoas importantes acaba atraindo atentados terrorista. Mike Banning, que já defendeu o presidente dos EUA no primeiro filme, retorna como um agente poderoso e com ar de invencível, que vai salvar a pátria mais uma vez.</p>
<p>Aliás, já que citei a pátria, começo falando dela. É sabido que o povo americano é bastante apaixonado por seu país. Mas esse filme não consegue enxergar esse limite de forma alguma. É de um patriotismo exagerado, colocando o presidente dos EUA acima de Deus e de todos, fazendo com que as pessoas desejem loucamente matá-lo. Isso fica muito claro quando os terroristas atacam Londres e conseguem matar 4 ou 5 líderes mundiais, mas o presidente americano sai vivo. Qualquer pessoa razoável pensaria que “deixa para outra oportunidade”. Mas não, né?! O presidente americano tem que morrer, nem que precise sitiar a cidade inteira como se estivesse na guerra.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5875" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/london-has-fallen.jpg" alt="london-has-fallen" width="610" height="348" /></p>
<p>Outro detalhe é o excesso de testosterona. É uma disputa constante para ver quem é o mais machão da história e chega uma hora que isso simplesmente fica cansativo demais.</p>
<p>O roteiro também não é lá grandes coisas, mas o primeiro filme também não era, então não rolou essa pretensão. O que incomoda, na verdade, é o mesmo motivo que conforta: a ação. Se por um lado ela é completamente sem sentido e previsível, por outro ela consegue manter o espectador entretido do começo ao fim, sem entediar. Por isso, afirmo que o longa não é de todo ruim. É possível se salvar alguma coisa, embora eu tenha sérias dificuldades de enxergar que coisa é essa.</p>
<p>O elenco, por exemplo, é bem interessante, composto por Gerard Butler, Aaron Eckhart, Morgan Freeman e Angela Bassett. Ou seja, muita gente de peso que consegue aliviar a decepção de quem assiste. Quando nada, pelo menos estamos assistindo boas performances.</p>
<p>Para quem curte um filme de ação e não está tão preocupado com o roteiro, é uma boa pedida para o fim de semana.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invasao-a-londres/">Crítica: Invasão a Londres</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Lucy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2014 12:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Lucy]]></category>
		<category><![CDATA[Morgan Freeman]]></category>
		<category><![CDATA[Scarlett Johansson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucy é um filme intrigante. Talvez esta seja uma boa palavra a designar o longa. O enredo incialmente não tão inovador consegue levar a história para um lado completamente diferente dos que já foram abordados anteriormente. Scarlett Johansson, por sua vez, consegue provar mais uma vez que é muito mais que apenas um rosto e um corpo sedutor. A narrativa do filme é muito simples, a princípio. Uma jovem é sequestrada e obrigada a servir de “mula”. Ela terá que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/lucy-2.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1924 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/lucy-2.jpg" alt="lucy-2" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Lucy é um filme intrigante. Talvez esta seja uma boa palavra a designar o longa. O enredo incialmente não tão inovador consegue levar a história para um lado completamente diferente dos que já foram abordados anteriormente. Scarlett Johansson, por sua vez, consegue provar mais uma vez que é muito mais que apenas um rosto e um corpo sedutor.</p>
<p>A narrativa do filme é muito simples, a princípio. Uma jovem é sequestrada e obrigada a servir de “mula”. Ela terá que transportar uma droga sintética nova dentro de seu estômago até outro país. Chegando lá, ela será recompensada e libertada. O serviço parece simples, não fosse o caso do trajeto ser intermediado por outros sequestrados, que querem a droga a qualquer custo. Durante uma briga entre ela e os criminosos, a protagonista leva um chute na barriga, o pacote rompe e seu organismo começa a absorver a droga.</p>
<p>A partir deste ponto, a história começa a mudar. A medida que a jovem vai absorvendo a droga, seu corpo vai atingindo uma nova capacidade de uso, levando-a a ter poderes nunca antes vistos. Paralelo a isso, Morgan Freeman é um professor acadêmico e cientista que sustenta a tese de que o ser humano utiliza apenas 10% do cérebro e que a medida que esta utilização sobe, a pessoa poderia ter novas capacidades.</p>
<p>Lucy descobre a existência deste cientista e resolve ir em busca dele para saber o que está acontecendo com ela. Ela passa a controlar meios eletrônicos, mentes humanas e os mais diversos objetos, tornando-se cada vez mais invencível. Obviamente que os sequestradores começam a ir atrás dela na tentativa de recuperar a droga ou pelo menos parte dela. Lucy percebe que o efeito não é para sempre que precisará das outras “mulas” para sustentar este novo estilo de vida.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/20140425030607587.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1925 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/20140425030607587.jpg" alt="20140425030607587" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O filme vai perdendo a linearidade, é bem verdade. Mas para um observador atento, isso é apenas mais um artifício do longa para mostrar a nova realidade da protagonista. Por mais estranho que a história venha parecer em dado momento, é possível entender exatamente o que o diretor e o roteirista pensaram quando criaram aquela cena.</p>
<p>Estranheza essa que levou o filme a ter apenas 1h30 de duração. Mas não parece que é tão pouco dada a intensidade do enredo. Talvez se fosse mais tempo, o espectador se perde-se completamente na história e desistisse de acompanhar a linha de raciocínio.</p>
<p>A dualidade de Johansson e Freeman é interessantíssima e constrói uma perspectiva positivamente diferente. Ele continua no ápice de sua interpretação, sendo impecável em cada cena. Já ela mostra um crescimento gradativo e acentuado, que já vem sendo mostrado em filmes anteriores. Ainda devemos vê-la em grandes filmes ao longo dos próximos anos.</p>
<p>A narrativa vai evoluindo a medida que a protagonista aprimora sua capacidade mental até atingir os 100%. A expectativa reside principalmente nisto pois não se sabe o que acontecerá quando ela conseguir acessar todo seu potencial. O resultado é ainda mais pirante do que o espectador poderia esperar.</p>
<p>Com uma história curta, porém bem amarrada, o diretor Luc Besson consegue retomar pontos de sucesso do filme O Quinto Elemento, que dirigiu há quase 20 anos atrás. Essa ficção científica que envolve ação e um pouco de super heroísmo, consegue levar o espectador a uma nova perspectiva, atraindo a atenção com um enredo de qualidade.</p>
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		<title>Crítica: Transcendence &#8211; A Revolução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2014 16:02:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cillian Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
		<category><![CDATA[Morgan Freeman]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Bettany]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Transcendence - A Revolução]]></category>
		<category><![CDATA[Wally Pfister]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Sobre Transcendence &#8211; A Revolução as recentes manchetes dos jornais falam do mais novo fiasco da filmografia de Johnny Depp, buscando explicações para o declínio de um ator versátil como ele, sempre tão exitoso em suas empreitadas. Evidente que não se pode atribuir a Depp o fracasso dos seus últimos filmes, talvez a sua entrada nesses projetos, mas sabe-se lá Deus sob que circunstâncias ocorreram. O fato é que o ator é protagonista da emperrada engrenagem do Star System que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1303" aria-describedby="caption-attachment-1303" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1303 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans-620x351.jpg" alt="TRANSCENDENCE" width="620" height="351" /></a><figcaption id="caption-attachment-1303" class="wp-caption-text">Transcendência: Personagem de Johnny Depp deseja utilizar a inteligência artificial para superar as limitações da vida.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>as recentes manchetes dos jornais falam do mais novo fiasco da filmografia de Johnny Depp, buscando explicações para o declínio de um ator versátil como ele, sempre tão exitoso em suas empreitadas. Evidente que não se pode atribuir a Depp o fracasso dos seus últimos filmes, talvez a sua entrada nesses projetos, mas sabe-se lá Deus sob que circunstâncias ocorreram<em>. </em>O fato é que o ator é protagonista da emperrada engrenagem do <em>Star System </em>que já não serve Hollywood com tanta eficiência e vai, gradativamente, entrando para o limbo dos atores impiedosamente &#8220;descartados&#8221; em prol da hiper-valorização dos mais novos como Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, Ryan Gosling, Emma Stone ou Shailene Woodley. Julia Roberts, Tom Cruise, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Jim Carrey, todos já passaram por isso. Alguns conseguiram se reinventar, outros ainda estão tentando encontrar o seu caminho. O fato é que <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>não é um filme de resultados pífios por Johnny Depp estar nele, mas o fato de um ator do seu calibre se expor repetidamente a projetos inabilidosamente conduzidos como esse longa é preocupante.</p>
<p><em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>traz a história de um pesquisador sobre inteligência artificial que começa a desenvolver secretamente um projeto que visa utilizar a tecnologia para preservar o planeta do desgaste e da depredação. Além disso, Will Caster, o sujeito em questão, deseja superar a própria limitação da vida humana, preservando as funções do seu cérebro em um sistema avançado de inteligência artificial. Tudo o que Caster faz é pensando na iminência da sua morte já que tem sua vida ameaçada por um grupo de extremistas que são contra determinadas interferências da tecnologia no dia-a-dia humano. O pesquisador também faz tudo isso pensando na sua esposa Evelyn, com quem tem uma relação cercada por muito afeto, admiração e parceria.</p>
<figure id="attachment_1304" aria-describedby="caption-attachment-1304" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1304 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans1-620x362.jpg" alt="trans1" width="620" height="362" /></a><figcaption id="caption-attachment-1304" class="wp-caption-text">Elenco de peso: Johnny Depp, Rebecca Hall e Paul Bettany são apenas alguns dos atores que fazem parte do filme. Infelizmente, nem todos eles são aproveitados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conduzido por Wally Pfister, diretor de fotografia dos últimos filmes de Christopher Nolan, a trama de <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>segue caminhos bem parecidos com os longas do diretor da trilogia <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, a influência é clara. A história inspira a habitual engenhosidade dos roteiros de Nolan, tem um &#8220;pézinho&#8221; no suspense e em abordagens mais cerebrais e traz no seu cartaz um elenco muito interessante, alguns deles, inclusive, já trabalharam com Nolan, como é o caso de Rebecca Hall (<em>O Grande Tr</em><em>uque</em>), Morgan Freeman (a trilogia <em>O Cavaleiro das Tr</em>evas<em>)</em> e Cillian Murphy (<em>Batman Begins </em>e <em>A Origem</em>). O filme de Pfister se diferencia apenas por sugerir abraçar com mais força a subjetividade dos seus personagens, o que Nolan propositadamente, em diversos projetos, trafega com timidez. O roteiro do estreante em longas Jack Paglen tem como condutor dos seus atos o relacionamento do protagonista com a esposa Evelyn, sobretudo os efeitos das ações dele na personagem de Rebecca Hall.</p>
<p>Já que falamos de Rebecca Hall é preciso dizer que a atriz mantém a qualidade do seu trabalho aqui. Como Depp ausenta-se em diversos momentos, o centro da narrativa acaba voltando-se para ela e poucas atrizes conseguem lidar com uma personagem tão conturbada internamente de maneira tão cuidadosa e nada excessiva quanto Hall, de longe, a que sai ilesa das decisões questionáveis do projeto. Depp está bem quando surge em cena (e, nesse quesito, levanto as mãos para os céus por esse não ser um daqueles personagens excêntricos no qual o ator costuma carregar nas tintas em sua composição), mas o centro da trama acaba sendo Hall, que domina cada quadro desse filme com sua habitual competência. No mais, apesar de contar com um elenco que traz Paul Bettany, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Kate Mara e Clifton Collins Jr., <em>Transcendence- A Revolução</em> não faz nada por nenhum deles. Diferente do casal principal, seus personagens são rasos e surgem na tela como um capricho da ficha técnica do filme.</p>
<figure id="attachment_1305" aria-describedby="caption-attachment-1305" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/7transcendence06_600_600x450_6fbaecd4f4.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1305 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/7transcendence06_600_600x450_6fbaecd4f4.jpg" alt="7transcendence06_600_600x450_6fbaecd4f4" width="600" height="341" /></a><figcaption id="caption-attachment-1305" class="wp-caption-text">O casal Caster: A dedicação de Will e Evelyn ao relacionamento deles é o ponto central de toda a história do filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que destrói <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>é a própria ambição da sua história. Chega um determinado ponto da fita que nem Wally Pfister, nem o roteirista Jack Paglen, conseguem sustentar as demandas que chamam para si ao longo da narrativa, culminando em um terceiro ato que é corrosivo para o filme e acaba transformando-o em uma história de pouca credibilidade. Paglen não consegue dar um desfecho satisfatório ao projeto e não mantém uma linha ascendente no desenvolvimento de sua trama e dos seus personagens. Quando chega no clímax da história interrompe todos os eventos com frases de efeito e decisões amadoras que saltam a tela.</p>
<p>E, nesse quesito, quem pode culpar Johnny Depp por se envolver na primeira empreitada como realizador do diretor de fotografia de Christopher Nolan? Por querer trabalhar com Morgan Freeman, Rebecca Hall, Paul Bettany, Cillian Murphy? Talvez possamos culpá-lo por ter aceitado um roteiro que não dá conta do próprio peso e dramaticidade da história e da complexidade de temas que convoca, mas dai também não sabemos o que aconteceu entre o processo de sua finalização e início de suas filmagens (é muito comum que em projetos desse porte o roteiro seja reescrito por exigência do estúdio). Especulações&#8230; O fato é que não há como culpar Depp por atender a um chamado desses em um projeto que de fato parecia promissor com todos esses indícios positivos. O cinema, como toda forma de expressão, é uma caixinha de surpresas e não dá para prever os caminhos que uma obra irá percorrer, ter garantia do seu sucesso ou ter controle sobre o que acontece durante o processo criativo. O que dá para dizer é que Depp está longe de ser o culpado pelo fiasco de <em>Transcendence</em>. No entanto, infelizmente, a indústria costuma ser implacável nesse tipo de escorregada, antecedida por tantas outras como <em>Alice no País das Maravilhas</em>, <em>Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas</em>, <em>O Diário de um Jornalista Bêbado</em>, <em>O</em> <em>Turista</em>, <em>Sombras da Noite </em>e <em>O Cavaleiro Solitário</em>. É assim que funciona, amigos.</p>
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