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	<title>Arquivos Michael Peña - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Michael Peña - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 22:04:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É muito complicado ir assistir um filme cujo diretor apresentou excelentes trabalhos daquele mesmo gênero. Isso porque invariavelmente a expectativa fica meio fora de controle e a chance de se frustrar é grande. O que acontece com Moonfall &#8211; Ameaça Lunar &#8211; de Roland Emmerich, que dirigiu 2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day -, no entanto, é quase uma falta de respeito com o público fiel de longas de catástrofes. Jocinda (Halle Berry, John Wick 3 &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É muito complicado ir assistir um filme cujo diretor apresentou excelentes trabalhos daquele mesmo gênero. Isso porque invariavelmente a expectativa fica meio fora de controle e a chance de se frustrar é grande. O que acontece com <em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</strong></em> &#8211; de Roland Emmerich, que dirigiu <em>2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day</em> -, no entanto, é quase uma falta de respeito com o público fiel de longas de catástrofes.</p>
<p>Jocinda (Halle Berry, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3 &#8211; Parabellum</em></a>) e Bryan (Patrick Wilson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/"><em>Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</em></a>) são astronautas da Nasa que passam por um episódio estranho em uma das missões, que acaba resultando na morte de um colega. Anos depois, quando ele já nem trabalha mais no órgão, um jovem cientista curioso acaba descobrindo que a Lua está fora da sua órbita normal e que isso vai resultar em uma série de catástrofes no mundo. Com o tempo, eles descobrem que os fatos estão interligados.</p>
<p>Uma das premissas básicas para este gênero de longa é fazer com que o espectador crie empatia pelos personagens e, posteriormente, entre na ansiedade do grande evento que está por vir. <em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</strong></em> não dá tempo para que isso aconteça ao despejar o início da catástrofe com menos de 10 minutos de exibição. Não conhecemos os personagens direito, não sabemos suas motivações, suas crises familiares. Tudo isso é tratado com banalidade pelo roteiro.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15205" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com uma sucessão de diálogos pobres e expositivos, evoluímos para uma corrida absurda e sem lógica para conseguir colocar a Lua de volta à sua órbita original. O filme falha novamente ao não explicar porque isso está acontecendo. Ele opta por colocar isso como um mistério para o final, mas não é algo que funciona em termos de narrativa, já que, assim como os personagens, não nos conectamos com a história em si. Sim, sabemos que este estilo de longa é recheado de absurdos e mentiras. Mas até mesmo isso tem que ter alguma lógica, senão parece que está duvidando da capacidade cognitiva do espectador.</p>
<p>Jo e Bryan voltam a se reunir com o objetivo de tentar resolver o problema e as coisas acontecem magicamente. Eles pegam uma nave de um museu, consertam em menos de 24h e decidem ir ao espaço com um dos motores quebrados. Para piorar essa falta de lógica, em dado momento a Lua está tão perto da Terra, que começa a raspar nas montanhas! É um absurdo tão grande, especialmente quando olhamos para o histórico do diretor, que nos apresentou filmes tão tensos e &#8220;realistas&#8221; quanto <em>O Dia Depois de Amanhã. </em></p>
<p>Se nada disso parece bom, talvez a química e dinâmica dos personagens pudesse salvar. Ao invés disso, vemos uma colcha de retalhos de pessoas que não fazem o menor sentido entre si e que pouco contribuem com o projeto. Halle Berry e Patrick Wilson se salvam neste quesito, pois funcionam muito bem juntos. Ainda assim, o roteiro os coloca em um lugar de precarização tão grande, que nem parece que já protagonizaram grandes franquias e ganharam o Oscar.</p>
<p><em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar </strong></em>é um filme que para ser ruim, precisa melhorar muito. Cansativo, longo demais, completamente fora da casinha e com uma finalização ainda pior. É como se o roteiro achasse que o espectador é privado de inteligência ou capacidade interpretativa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roland Emmerich</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley, Charlie Plummer, Carolina Bartczak, Donald Sutherland, Michael Peña, Eme Ikwuakor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yt5EGKxpmhE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 22:11:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino e Sniper Americano. Em A Mula, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido. Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, <em>Menina de Ouro</em>, <em>Gran Torino</em> e <em>Sniper Americano</em>. Em <strong><em>A Mula</em></strong>, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido.</p>
<p>Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele era um produtor de flores de sucesso, até que a internet mudou o negócio de vendas e Earl não acompanhou o processo. Falido e quase perdendo a casa, Earl vê uma oportunidade de trabalho como motorista que pode te ajudar a recuperar tudo, inclusive o contato com a família. Ele passa, então, a ser um transportador de drogas para um cartel mexicano.</p>
<p>A idade é um elemento importante da trama desde o começo. Este é o primeiro trabalho de direção e atuação de Clint desde <em>Gran Torino</em> (2008). Em pouco mais de uma década, Clint agora ocupa muito mais um lugar de idoso do que anteriormente. Então é inteligente a sua decisão de fazer um bom uso deste elemento no roteiro do longa. A velhice é um fator, mas não é limitante para Earl, que leva uma vida normal e sem ajuda. Além de morar sozinho, ele dirige, resolve os próprios problemas e tem a vida sexual ativa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, com Earl adentrando cada vez mais no mundo de entregas do cartel, vai ficando claro o quanto ele consegue cativar as pessoas ao seu redor. Logo os traficantes já se tornam seus confidentes, o ajudam a entender melhor um <em>smartphone</em>, enquanto ele conversa e aconselha sobre a família. Ele vai criando uma sensação de pertencimento àquela nova realidade, uma vez que julga ter estragado todas as suas chances com sua família original (esposa, filha e neta).</p>
<p>É esta simpatia, por sinal, que faz a história funcionar. Earl se torna a melhor mula do cartel justamente por não despertar o interesse dos investigadores e por ter um estilo muito tranquilo de entrega da mercadoria. Ele acaba despistando com facilidade o agente Bates (Bradley Cooper), que conversa com ele enquanto segue para prender um suspeito por engano.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2902111.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Mula" width="610" height="348" /></p>
<p>O drama é pontuado recorrentemente com humor, principalmente o sarcástico. Clint faz piada não apenas de sua idade, como da diferença das realidades atuais e de outrora. Esta &#8220;atualização&#8221; (por assim dizer) confere uma aproximação ainda maior ao espectador, que vai criando sentimentos sinceros pelo protagonista. Earl quer realmente mudar seu comportamento com a família e tentar recuperar qualquer conexão emocional que possa ainda existir.</p>
<p>É este espaço para autocrítica de Eastwood que faz dele um grande diretor. Ele utiliza seu estilo de direção e composição de cenas a favor da trama e dos personagens, enquanto passeia pelo humor ácido e sarcástico de alguns diálogos. O diretor efetivamente tem o respaldo criativo para conduzir a história desta forma e o faz muito bem. Além disso, nos presenteia com uma grande atuação, criando um protagonista cheio de conflitos, medos e certezas.</p>
<p>Mesmo com o foco totalmente no protagonista, temos nomes de peso no elenco, como Laurence Fishburne, Michael Peña, Dianne Wiest e Andy Garcia. Todos compõe a trama e dão embasamento para a condução do principal. A filha de Earl, inclusive, é interpretada por Alison Eastwood, filha de Clint na vida real. Destaque ainda para Bradley Cooper, que não tem lá tanta importância quanto poderia, mas o personagem vai crescendo a partir da metade do longa e ganhando força.</p>
<p><em><strong>A Mula</strong></em> é o tipo de filme que merece a apreciação do público não apenas pela história &#8211; que é bem interessante, sim &#8211; mas pela atuação e direção de Clint Eastwood, que continua forte e preciso. Não é seu melhor trabalho da carreira, mas com certeza vai agradar a todos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvD6O31R32g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: 12 Heróis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 12:01:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que o pós-11 de setembro e a guerra no Afeganistão inspira um nicho de produções cinematográficas em Hollywood com seus inúmeros recursos e estratégias narrativas. 12 Heróis é um dos tantos títulos que integram essa lista e tem preocupações semelhantes às dos seus &#8220;irmãos&#8221; de origem. Construindo a jornada de um grupo de soldados americanos que partem na primeira missão de caça aos responsáveis pelo atentado terrorista às torres gêmeas em Nova York, 12 Heróis enaltece o heroísmo e toda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não é de hoje que o pós-11 de setembro e a guerra no Afeganistão inspira um nicho de produções cinematográficas em Hollywood com seus inúmeros recursos e estratégias narrativas. <i>12 Heróis </i>é um dos tantos títulos que integram essa lista e tem preocupações semelhantes às dos seus &#8220;irmãos&#8221; de origem. Construindo a jornada de um grupo de soldados americanos que partem na primeira missão de caça aos responsáveis pelo atentado terrorista às torres gêmeas em Nova York, <i>12 Heróis </i>enaltece o heroísmo e toda sorte de virtude dos seus protagonistas ianques, não escondendo em momento algum suas principais intenções.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme é dirigido por Nicolai Fulgsig, dinamarquês que tem pouquíssimo trabalho no currículo e praticamente estreia nesse título. A condução é protocolar e o que interessa mesmo em <i>12 Heróis </i>em termos de assinatura é a produção do &#8220;Midas&#8221;<i> </i>dos <i>blockbusters </i>Jerry Bruckheimer (<i>Piratas do Caribe</i>) e o roteiro de Ted Tally e Peter Craig. O roteiro de <i>12 Heróis </i>apela para toda sorte de clichês e frases de efeitos, dos discursos inflamados sobre honra e a essência do herói às atitudes altruístas do protagonista, o australiano Chris Hemsworth, um grande &#8220;lugar comum&#8221; nessa história dando vida ao capitão Mitch Nelson, que atualmente tem um monumento em sua homenagem no local do antigo World Trade Center.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8778" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/12-herois.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os demais personagens do longa, interpretados por atores do calibre de Michael Peña e Michael Shannon, também não têm muito brilho, todos são simplificados por suas funções, ações e informações esparsas sobre o seu passado. As situações criadas para eles são ainda mais previsíveis, da tomada de consciência do herói a respeito do verdadeiro contexto do conflito ao clímax enfrentado pelo grupo que comanda. Ao final da sessão, é triste constatar o estágio que o cinema chegou no tratamento de questões tão sérias como o terrorismo e os conflitos internacionais desde então. A urgência é convertida num espetáculo que aparenta ter algo de crítico a dizer sobre as coisas, mas no fundo tudo é produto, o que não é um problema em outras circunstâncias, porém quando surge assim&#8230;</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>12 Heróis</i> tem uma produção de grande porte, fazendo com que as tomadas no deserto e as cenas de ação despertem um relativo apelo visual para o espectador, mas nada que tire do longa a sensação de  uma experiência maçante para o público. O filme não faz absolutamente nada para tornar-se mais fluido ou ameno. Tudo nesta história sobre a guerra a trata na superfície, sendo mais um pretexto para enaltecer valores e ideias que encobrem os problemas mais graves do conflito, utilizando um relato e personagens reais como &#8220;bode expiatório&#8221; para um entretenimento de apelo questionável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0Q9W9vgLa58" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Beleza Oculta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 01:39:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme Beleza Oculta deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente. Quando um bem-sucedido executivo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme <em>Beleza Oculta</em> deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente.</p>
<p>Quando um bem-sucedido executivo da publicidade de Nova York sofre uma grande tragédia, ele resolve se isolar de tudo e de todos. Enquanto seus preocupados amigos tentam desesperadamente se reconectar com ele, o executivo procura respostas do universo escrevendo cartas para o Amor, Tempo e Morte. Na tentativa desesperada de resolver o problema da empresa, o grupo de colegas em questão resolve contratar atores para representar esses papéis e dar as respostas ao amigo.</p>
<p>Sim, tudo aquilo que vemos no trailer não se passa de atuação, à princípio. E é complicado porque isso fica explícito logo no início do filme e de forma meio óbvia. O roteiro não apresenta nada de novo ou inusitado. Ele é tão previsível que até o inesperado que acontece no desfecho do longa se torna um tanto óbvio a medida que o espectador analisa o andamento da carruagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7252" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Will-Smith-et-Keira-Knightley-Collateral-Beauty.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>É surreal ver o esforço que o elenco faz para tornar o roteiro raso em algo razoável. Somos obrigados a assistir um time fantástico como Helen Mirren, Kate Winslet, Edward Norton, Will Smith, Keira Knightley e Michael Peña suando para transformar diálogos terríveis e dinâmicas cruéis em algo minimamente impressionante. Ainda assim, nada parece autêntico. Não consigo compreender em que planeta um diretor julgou prudente colocar Winslet, Norton e Peña com um trio de amigos coadjuvantes, daqueles que fazem intervenções divertidas e se reúnem na entoca. Uma das primeiras cenas em que os três aparecem juntos chega a ser deprimente e patética.</p>
<p>O mesmo podemos falar de Mirren, Knightley e o jovem Jacob Latimore (muito bom, por sinal), que funcionam muito bem na dinâmica do trio sentimental de Morte, Amor e Tempo, respectivamente, mas são limitados pelo roteiro.</p>
<p>Pior de tudo são as motivações que levam os &#8220;amigos&#8221; a contratar três atores para representar a Morte, o Amor e o Tempo. Eles querem provar que o amigo e chefe está louco para afastá-lo do trabalho e conseguir conduzir a empresa da forma que julga melhor. No mínimo questionável.</p>
<p>O diretor David Frankel não parece ser o mesmo que nos apresentou trabalhos íntegros como <em>O Diabo Veste Prada</em> e <em>Um Divã Para Dois</em>, ambos com Meryl Streep. Ele parece perdido na necessidade de dar uma lição de moral no espectador, com falas clichês demais, diálogos maçantes e desnecessários, desfechos que teimam em desacreditar a inteligência de quem está assistindo.</p>
<p>Excessivamente dramático, apelativo e manipulador, <em>Beleza Oculta</em> consegue ser um filme extremamente superficial e desnecessário. Conseguiu reunir um elenco de peso e desperdiçar todo esse potencial com um roteiro pobre e uma direção pior ainda. Lamentável, especialmente ao ter um trailer tão empolgante para o espectador desavisado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jUjaCSAqNE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Perdido em Marte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2015 11:30:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são Alien &#8211; O 8º Passageiro e Blade Runner e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com Prometheus. Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de Robin Hood, Cruzada ou Falcão Negro em Perigo. Perdido [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3706" aria-describedby="caption-attachment-3706" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3706 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian-620x310.jpg" alt="Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3706" class="wp-caption-text">Sobrevivente: Protagonista é dado como morto em Marte e tem que sobreviver no planeta vermelho</figcaption></figure>
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<p>Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro </i>e <i>Blade Runner </i>e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com <i>Prometheus. </i>Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de <i>Robin Hood</i>, <i>Cruzada </i>ou <i>Falcão Negro em Perigo</i>. <i>Perdido em Marte </i>é prova viva disso. Dá para sentir em cada sequência do longa um realizador pulsante, envolvido com sua histórias e seus personagens e comprometido a fazer do seu filme uma experiência marcante para o espectador. Dá para perceber cada fibra de Ridley Scott em <i>Perdido em Marte</i> e talvez seja por isso que este seja um dos melhores longas da filmografia recente do realizador.</p>
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<p>Em <i>Perdido em Marte</i>, Matt Damon vive um astronauta que é dado como morto por seus companheiros de missão em Marte. Todos acreditam que Mark Watney (Damon) não conseguiu sobreviver a uma tempestade no planeta vermelho. Watney, no entanto, está vivo e em busca de uma maneira de sobreviver e retornar ao planeta Terra. Com suprimentos escassos, o astronauta tenta estabelecer contato com a Nasa antes que seja impossível manter-se de pé no planeta.</p>
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<figure id="attachment_3705" aria-describedby="caption-attachment-3705" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3705 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/1499188_orig-620x362.jpg" alt="1E2FE3AD" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-3705" class="wp-caption-text">Coadjuvantes de peso: Damon divide cena com um elenco de primeira. Na foto, o ator, Jessica Chastain, Sebastian Stan, Kate Mara e Aksel Hennie</figcaption></figure>
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<p>Em linhas gerais, <i>Perdido em Marte</i> é um filme de sobrevivência estabelecendo paralelos com produções como <i>Gravidade </i>e <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro, </i>do próprio Ridley Scott. Portanto, <i>Perdido em Marte </i>explora o temor hipotético de estar sozinho no espaço e todo o empreendimento heróico para tentar sair de uma situação aparentemente incontornável. A grande diferença é que <i>Perdido em Marte </i>apresenta uma faceta improvável do Ridley Scott, o humor. O longa consegue fugir das &#8220;obviedades&#8221; de um tipo de narrativa ao explorar o riso até mesmo nas situações de risco iminente, sem perder o fio da meada e compreender que a situação na qual o seu protagonista se encontra é angustiante. É genial, por exemplo, a maneira como Scott explora a trilha sonora em determinadas sequências do filme, trazendo canções  icônicas de artistas como o ABBA e até mesmo o clássico &#8220;I will survive&#8221;.</p>
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<p>Assim, através de um Ridley Scott que oferece uma condução equilibrada e interessada no material que tem em mãos (bem diferente do Scott de filmes anteriores que somente &#8220;batia o cartão&#8221; nos sets de filmagem), <i>Perdido em Marte </i>proporciona ao público um espetáculo com múltiplas gamas de emoções, Emoções estas que também são proporcionadas é claro, pela inteligente e carismática performance de Matt Damon. É claro que apesar do <i>star power </i>de Damon outros atores disputam as atenções do espectador como a sempre impecável Jessica Chastain, o experiente Jeff Daniels, o recém indicado ao Oscar Chiwetel Ejiofor e até mesmo uma Kristen Wiig mais séria que o costume, mas o filme é do seu protagonista e ele segura as rédeas da história como poucos.</p>
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<figure id="attachment_3707" aria-describedby="caption-attachment-3707" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian.png"><img decoding="async" class="wp-image-3707 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian-620x306.png" alt="martian" width="620" height="306" /></a><figcaption id="caption-attachment-3707" class="wp-caption-text">Humor: Filme de Ridley Scott cresce ao inserir um elemento improvável em um trabalho com a assinatura do realizador, o bom humor</figcaption></figure>
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<p>Visualmente interessante e tecnicamente irretocável, <i>Perdido em Marte </i>traz um Ridley Scott interessado no seu ofício ou, se preferir, inspirado. O filme parece um apanhado de recursos e tramas já vistas em outros longas, mas encontra nos esforços e na experiência do seu realizador uma maneira vibrante de cativar o interesse da sua platéia. Trata-se de uma prova cabal de que Ridley Scott deveria evitar dramas existencialistas sobre o mundo do crime (<i>O Conselheiro do Crime</i>) e até mesmo épicos que em nada lembram a exceção do acaso <i>Gladiador</i>. Ridley Scott não deveria nunca mais sair do espaço. O público agradece.</p>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 14:19:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Edgar Wright]]></category>
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		<category><![CDATA[Paul Rudd]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3150" aria-describedby="caption-attachment-3150" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3150 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007-620x332.jpg" alt="antman0007" width="620" height="332" /></a><figcaption id="caption-attachment-3150" class="wp-caption-text">Anti-herói: Paul Rudd vive Scott Lang, ex-detento que assume a identidade de Homem-Formiga no novo filme da Marvel Studios.</figcaption></figure>
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<p>Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de <i>Os Vingadores </i>e todos os títulos a ele vinculados; além disso, também apostam na veia <i>pop </i>de suas histórias, gerando tramas que não só humanizam seus super-herois, mas também conferem leveza através de uma certa metalimguagem com suas <i>gags </i>em torno de chavões do seu próprio universo fantástico, é o que <i>Guardiões da Galáxia </i>faz de maneira precisa e até mesmo singular dentro do que foi oferecido pelo estúdio até aqui.</p>
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<p><i>Homem-Formiga</i> segue as duas orientações que acabei de descrever e apesar de não ser tão singular quanto <i>Guardiões da Galáxia </i>ou <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal</i>, é um filme mais divertido que os filmes da série <i>Homem de Ferro, </i>todos eles engolidos por um Robert Downey Jr. completamente fora de controle como Tony Stark,<i> </i>e menos desarmônico que <i>Thor </i>e sua continuação, por exemplo. <i>Homem-Formiga </i>conta a história de um ex-detento chamado Scott Lang (Paul Rudd) recrutado pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) para proteger o experimento do Homem-Formiga de pessoas que têm o intuito de usá-lo com propósitos eticamente duvidosos. Scott Lang é escolhido para a missão por suas habilidades como ladrão já que para evitar o pior Pym terá que pôr em prática um perigoso plano de assalto que envolve o uso do traje do Homem-Formiga, uma roupa que permite a Lang diminuir sensivelmente o seu tamanho mas crescer em sua força .</p>
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<figure id="attachment_3151" aria-describedby="caption-attachment-3151" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3151 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo-620x302.jpg" alt="ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo" width="620" height="302" /></a><figcaption id="caption-attachment-3151" class="wp-caption-text">Ameaça: Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e Dr. Hank Pym (Michael Douglas) temem pelo que a invenção pode trazer ao mundo caso esteja nas mãos erradas.</figcaption></figure>
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<p>Antes de cair nas mãos de Peyton Reed, diretor de comédias como <i>Sim Senhor</i>, <i>Separados pelo Casamento </i>e a interessante <i>Abaixo o Amor, Homem-Formiga </i>seria dirigido por Edgar Wright, de <i>Scott Pilgrim contra o Mundo &#8211; </i>o roteiro de <i>Homem-Formiga</i>, por sinal, tem a co-autoria de Wright. O que fez Wright ser substituído por Peyton Reed foi a velha desculpa da &#8220;diferença criativa&#8221; com a Marvel, o que nos leva a um ponto que não chega a ser um incomodo em <i>Homem-Formiga </i>a ponto de arruiná-lo, mas que evidencia uma política do próprio estúdio (ou habitualmente de todo estúdio, para ser bem sincero) : as decisões em um filme da Marvel são feitas pelos próprios executivos, não por um diretor que tenha uma visão particular sobre o universo dos seus personagens, pelo contrário, toda vez que existe uma interferência mais drástica esse sujeito é imediatamente limado.</p>
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<p>Em alguns casos, eles acertam por seguir a cartilha ou, em casos ainda mais interessantes como os do sombrio e adulto <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal </i>e do irreverente <i>Guardiões da Galáxia</i>, acertam por se contraporem a ela. Esse jeito de fazer cinema, no entanto, traz sempre o risco da concepção de filmes sem personalidade ou estranhamente deslocados, como se eles precisassem de um perspectiva bem diferente do que a Marvel tem para oferecer, é o caso de <i>Thor</i>, por exemplo, filme no qual fica evidente a falta de traquejo do estúdio ao lidar com um contexto peculiar, o da mitologia nórdica. O que desejo dizer é que isso não fez muita diferença em <i>Homem-Formiga </i>porque o tom do personagem se harmoniza com o o jeito tradicional da Marvel de fazer cinema, um cinema <i>pop</i>, leve, porém, humano. Peyton Reed no caso de <i>Homem-Formiga</i> não parece fazer muita diferença no processo, ele está mais para um executor de roteiro do que para um cineasta que venha imprimir uma narrativa própria. Aqui, a Marvel é quem dá as cartas e tudo se arranja perfeitamente bem. <i>Homem-Formiga </i>está mais para a falibilidade de um Homem-Aranha, um Star Lord ou um Tony Stark da vida do que para  a perfeição de um Thor e até mesmo do Capitão América, ainda que este último tenha rendido dois ótimos filmes no estúdio. É &#8220;juntar a fome com a vontade de comer&#8221;, um tipo de personagem que faz parte da própria tradição Marvel e que a distingue dos seus concorrentes. Então, no fim das contas, depois de tanto conflito, as coisas deram certo.</p>
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<figure id="attachment_3152" aria-describedby="caption-attachment-3152" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3152 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas-620x360.jpg" alt="Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas" width="620" height="360" /></a><figcaption id="caption-attachment-3152" class="wp-caption-text">Elenco: Carisma dos atores principais só favorecem o resultado de Homem-Formiga, que faz jus a todo o legado Marvel até aqui.</figcaption></figure>
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<p><i>Homem-Formiga, </i>portanto, acerta em cheio não só na condução de um espetáculo do entretenimento como introduz com muita habilidade no universo Marvel um personagem que adere com muita facilidade ao modo de leitura das dinâmicas das histórias do estúdio que &#8220;a essa altura do campeonato&#8221; já assimilamos muito bem. Ainda que careça de um pouco mais de atenção dentro da sua própria história, já que a história de Scott Lang rivaliza e, am alguns casos, sai perdendo espaço com a de outros personagens, Paul Rudd foi uma escolha certeira para interpretar o personagem principal de <i>Homem-Formiga</i>. Rudd tem muita facilidade em transitar pelos meandros de um personagem cheio de falhas humanas e que ganha a simpatia do público por esses atributos. Michael Douglas é eficiente como o primeiro Homem-Formiga, o Dr. Hank Pym, Michael Peña está hilário como um dos amigos de Lang e Evangeline Lilly está ótima e magnética na pele de Hope Van Dyne, vislumbrando um futuro ainda mais interessante na Marvel quando assumir de vez a identidade da Vespa.</p>
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<p>Em suma,<i> Homem-Formiga </i>representa tudo o que a Marvel sabe fazer de melhor, um filme bem-humorado, humano, enfim, um entretenimento de primeira linha. Com o mérito de não ser um produto tão deslocado e enfadonho quanto <i>Thor </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio</i>, mas também sem a ausência de compromisso e &#8220;freios&#8221; que fizeram de <i>Guardiões da Galáxia </i>um produto tão diferenciado no estúdio, <i>Homem-Formiga </i>é um filme correto e muito agradável, enfim, o que se espera de um bom <i>blockbuster </i>com a assinatura do estúdio de Stan Lee, inegavelmente a grande potência cinematográfica deste início de século.</p>
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