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	<title>Arquivos Michael B. Jordan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Michael B. Jordan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Pecadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 09:22:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para muitos, o tempo é uma ilusão. Enquanto essa crítica está sendo escrita, por exemplo, esta que vos escreve habita diversos lugares, em momentos que já aconteceram, estão acontecendo e vão acontecer. Essa lógica é uma das bases que permeia Pecadores, novo filme de Ryan Coogler (Pantera Negra). Assim, elementos das religiões de matriz africana se encontram com a mitologia dos vampiros, em uma trama que entrega, na maior parte do tempo, um resultado de alta qualidade. É curioso observar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Para muitos, o tempo é uma ilusão. Enquanto essa crítica está sendo escrita, por exemplo, esta que vos escreve habita diversos lugares, em momentos que já aconteceram, estão acontecendo e vão acontecer. Essa lógica é uma das bases que permeia <strong><em>Pecadores</em></strong>, novo filme de Ryan Coogler (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>).</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Assim, elementos das religiões de matriz africana se encontram com a mitologia dos vampiros, em uma trama que entrega, na maior parte do tempo, um resultado de alta qualidade. </span>É curioso observar como os flashs &#8211; backs e forwards &#8211; funcionam e empregam mais fluidez para a trama, além de diluir essa noção de cronologia, claro.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em um longa-metragem que mescla terror com drama, o público vai encontrar dois estabelecimentos de atmosfera, que funcionam  mais como uma metáfora construída por Coogler. Se nas pontas do filme, a ambientação é de tensão, supensão e medo, no “recheio” da obra se tem a construção de um longa de drama.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Três elementos marcam essa característica. O primeiro é a direção, que investe, quando constrói o terror, em uma decupagem com mais efeitos e movimentos de câmera que dão uma ideia maior de urgência, confusão mental e pânico. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Um exemplo é a sequência inicial, com o plano geral da porta da capela, que usa um traveling para aumentar a impressão de que o protagonista está desnorteado. Neste sentido, a encenação fomenta esta elaboração de Coogler, com o abarrotamento maior de pessoas e objetos quando necessita imprimir na tela a tensão.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, no meio do filme, tem-se suspensão também, porque ela permeia a obra inteira, porém há mais planos fechados e longos. Assim, a plateia pode investigar mais as relações das personagens e criar um laço de empatia com elas. Essa é a maior chave para que <strong><em>Pecadores </em></strong>dê certo, essa proximidade que o público sente ter com a história e os participantes dela.</span></p>
<p>Desta maneira, o segundo elemento que revela esse trabalho consciente da equipe é o seu som. Observando as sonoridades presentes na obra é possível, inclusive, saber quando o perigo está por vir e qual é o grau de periculosidade que será oferecido. A sequência da cobra é um bom momento para notar esse trabalho de desenho e mixagem de som.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A música e os efeitos sonoros anunciam que há um ataque por vir, mas os irmãos conversam calmamente. O espectador pode estranhar a situação por alguns minutos, porém, em poucos minutos, entende-se o porquê do estabelecimento de tensão: tinha uma cobra no carro.</span></p>
<p>Assim, som e imagem são carregados de coesão e de sentidos plurais, que se completam. <span style="font-weight: 400;">Por fim, é possível perceber que a montagem também se insere nesta lógica. Mais frames por minuto ou o oposto disso, a depender da intenção de uso de gênero cinematográfico.<br />
</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19388" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-2.png" alt="Pecadores" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Frenesi e respiro, terror e drama. </span>No entanto, são nestes respiros que <strong><em>Pecadores </em></strong>se perde um pouco e a qualidade cai levemente. Antes da festa iniciar, os irmãos gêmeos Smoke e Stack (ambos feitos por Michael B. Jordan) recrutam um time que vai trabalhar na abertura do bar de Delta Blues que eles estão fundando.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, toda essa parte que não está nas pontas passa a ficar cansativa até o início da festa. De certa maneira, existe aqui até uma metáfora interessante de que a comunidade negra não tem paz, nem respiro, que não podem relaxar que os vampiros vêm. Contudo, talvez, uma pequena enxugada em algumas sequências ajudariam o longa a não ter uma desaceleração tão intensa que afeta o seu ritmo, cansando o espectador.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">De toda forma, a obra volta para seus trilhos, no início do terceiro ato e é importante ressaltar como o elenco dá conta de tantos elementos fílmicos e metafóricos. A contracena é o que mais impressiona e os atores trazem algo difícil de se fazer atuando que é a sensação de intimidade.</span></p>
<p>As personagens realmente parecem se conhecer há muitos anos e isso vem tanto na forma que eles se deslocam, como na maneira que se olham e se tocam. As camadas da narrativa se aprofundam com as construções de sentido criadas pelo elenco.</p>
<p>Mas, o que realmente impressiona é o trabalho Jordan em <strong><em>Pecadores</em></strong>. O intérprete cria as semelhanças e distinções de Smoke e Stack não apenas na composição física e na visual &#8211; que também é um mérito da figurinista Ruth E. Carter (<em>Pantera Negra</em>) -, mas da construção psicóloga que Jordan elaborou, através da forma como ele trabalha nas intenções de texto.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Além disso, a conexão criada entre os dois é um dos pontos altos do filme. A contracena de Smoke e Stack é sempre intensa e é o mesmo ator que faz uso da consciência sobre as suas personagens para elevar a sensação de proximidade da dupla. Nesta lógica, a relação deles com o primo Sammie (Miles Caton) é mais fraca.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Caton não convence tanto neste relacional com Jordan, mas a sua voz e a fisicalidade que o jovem criou em seu papel ajudam a diminuir essa ausência de conexão entre Caton e Jordan. Inclusive, a musicalidade representa muito para a história. Coogler, que também assina o roteiro aqui, não só faz uma homenagem ao Delta Blues, mas conecta ele com a trama.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A ideia de traduzir a potência da música para a espiritualidade, para a cultura e para as lutas políticas elevam a potencialidade da obra de Ryan Coogler. Desta forma, há muito o que ser dito, analisado e fruído em <strong><em>Pecadores</em></strong>. De certo, esse é o maior trabalho do cineasta até o momento. Contundente, o longa merece atenção, ser visto e revisto.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Ryan Coogler</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Michael B. Jordan, Delroy Lindo, Wunmi Mosaku</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/iCgB8k7ftx4?si=SNpiYFxgr4d32Sry" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Creed III</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 23:38:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Creed III chega aos cinemas nesta quinta-feira, 2, como uma ótima opção para quem gosta de um longa de ação de qualidade. E bote qualidade nisso! É curioso, pra mim, entender os motivos que me levam à gostar de filme de luta, já que não é exatamente o meu perfil. No entanto, este episódio aqui deixa bem claro que um bom filme de boxe vai muito além de apenas pancadaria gratuita. Ele segura o espectador do começo até o fim! [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Creed III</strong> </em>chega aos cinemas nesta quinta-feira, 2, como uma ótima opção para quem gosta de um longa de ação de qualidade. E bote qualidade nisso! É curioso, pra mim, entender os motivos que me levam à gostar de filme de luta, já que não é exatamente o meu perfil. No entanto, este episódio aqui deixa bem claro que um bom filme de boxe vai muito além de apenas pancadaria gratuita. Ele segura o espectador do começo até o fim!</p>
<p>Adonis Creed (Michael B. Jordan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>) está fora do ringue há alguns anos, depois que optou por se aposentar e dedicar tempo e energia à sua família. O que ele não poderia imaginar, no entanto, é que o passado retornaria para te assombrar sobre episódios que aconteceram ainda na sua infância. Damian (Jonathan Majors, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa-quantumania/"><em>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</em></a>) passou 18 anos na prisão por conta de algo que ele e Adonis passaram juntos. Agora ele quer retomar o tempo perdido, seja na amizade ou na oportunidade do ringue, algo que lhe foi tirado com a detenção.</p>
<p>Na estreia de B. Jordan como diretor, já podemos afirmar que essa é uma posição que lhe cabe muito bem. Ele é cuidadoso em trazer fatos do personagem a todo momento, nos fazendo envolver em todas as cenas. Claro que o ideal é que o espectador tenha visto os dois primeiros filmes, mas caso isso não tenha acontecido, ele não se sentirá perdido, tamanha é a intenção do diretor em nos inserir na trama.</p>
<p>Ele não faz uso de exageros e dosa na medida certa a tomada de câmeras e trilha sonora. Acompanhamos Creed envolto com a família, mas sentindo falta do lugar onde ele se sente mais em paz: no ringue. Ainda assim, não é algo que ele lamenta, já que foram escolhas pensadas e acertadas. Sua rotina de milionário campeão é interrompida com o surgimento de um amigo do passado. Damian é a personificação de uma situação que o protagonista fez questão de esquecer. O amigo traz todo o amargor de quase duas décadas na prisão, algo que não tem como ser recuperado do dia para a noite.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16484" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4045767.jpg" alt="Creed III" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4045767.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4045767-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4045767-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4045767-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto vemos claramente Adonis cair nas garras nada bem intencionadas do ex-amigo, sua esposa Bianca (Tessa Thompson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>) e filha Amara (Mila Davis-Kent) são a base de seu suporte, mas sem parecer algo condescendente. Elas não estão ali apenas como acessórios de um protagonista forte. A dupla tem um papel importantíssimo em toda a trama e força de Creed. Assim como sua mãe Mary Anne (Phylicia Rashad, <em>O Limite da Traição</em>).</p>
<p>Envolto em cenários bem escolhidos, <strong><em>Creed III</em> </strong>vai nos imergindo novamente na vida do lutador de sucesso, suas dores e dificuldades. A medida que o antagonista se revela, o caminho óbvio da retomada ao ringue não é particularmente a escolha mais inesperada. É um clichê que sabemos que estava por vir, mas que foi feito da melhor maneira possível. Nada contra repetição de estilos de roteiros, quando isso é bem feito. E esse é o caso!</p>
<p>Mesclando sabiamente ação, luta, romance, família, <strong><em>Creed III</em> </strong>oferece ao espectador muito além do que poderia se esperar em um terceiro filme de franquia. É surpreendente e empolgante ao mesmo tempo. O tipo de longa que vai agradar a maioria das pessoas e que nos instiga a ver novamente, pela conjunção de ótima trilha sonora, cenas incríveis, tomadas de câmera muito bem escolhidas e um elenco tão afinado que não precisa de esforço para nos convencer de nada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael B. Jordan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Michael B. Jordan, Tessa Thompson, Jonathan Majors, Wood Harris, Phylicia Rashad, Mila Davis-Kent, José Benavidez, Selenis Leyva</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vENtKgrHUUU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Luta por Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 23:20:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ambientado no início da década de 1990, Luta por Justiça conta a história do advogado idealista Bryan Stevenson interpretado por Michael B. Jordan (Pantera Negra) e sua árdua campanha nos tribunais para livrar do corredor da morte negros condenados por crimes que não cometeram. O caso mais emblemático e transformador da causa foi aquele envolvendo Walter McMillian, um homem simples interpretado por Jamie Foxx (Robin Hood &#8211; A Origem), acusado de matar uma jovem branca. O filme de Destin Daniel [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ambientado no início da década de 1990,<strong><em> Luta por Justiça</em> </strong>conta a história do advogado idealista Bryan Stevenson interpretado por Michael B. Jordan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Pantera Negra</em></a>) e sua árdua campanha nos tribunais para livrar do corredor da morte negros condenados por crimes que não cometeram. O caso mais emblemático e transformador da causa foi aquele envolvendo Walter McMillian, um homem simples interpretado por Jamie Foxx (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-robin-hood-a-origem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Robin Hood &#8211; A Origem</em></a>), acusado de matar uma jovem branca.</p>
<p>O filme de Destin Daniel Cretton, o mesmo do hit indie Temporário 12, responsável por impulsionar a carreira de Brie Larson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Capitã Marvel</em></a>), que também está nesse longa, em 2013, segue todo um protocolo de dramas jurídicos históricos, com uma trama de tratamento linear, pouco afeito a firulas estéticas e um roteiro repleto de frases de efeito. Esses traços do longa beneficiam, mas também banalizam o filme, que apesar de mostrar-se relevante em sua temática, se banaliza com essa clivagem mais pasteurizada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12455" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Luta por Justiça" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso há um evidente excesso de duração (chega próximo de duas horas e meia de metragem) com passagens da trama que poderiam facilmente ser retiradas sem prejuízo da essência da história. O elenco tem atuações discretas e eficientes, mas nada que se revele um ponto fora da curva. Como o condenado no corredor da morte, Jamie Foxx rende algumas das cenas mais emocionantes, mas Michael B. Jordan segura bastante como o protagonista.</p>
<p><strong><em>Luta por Justiça</em></strong> acaba impondo sua importância mesmo pela ressonância do caso que narra. Poderia se beneficiar mais caso Cretton optasse pelo documentário, mas sabemos como a dramatização desse tipo de material acaba sendo a preferência de grandes estúdios. O resultado é satisfatório e tem uma força como discurso crítico que reflete sobre as injustiças do sistema penitenciário, mas a obra é protocolar e pálida como realização artística.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Destin Daniel Cretton<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael B. Jordan, Jamie Foxx, Brie Larson, Michael Harding, Rafe Spall, Tim Blake Nelson, J. Aphonse Nicholson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bBcTssooQcg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Creed II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 00:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sequência do filme de Ryan Coogler (Pantera Negra) de 2015, Creed 2 traz Michael B. Jordan e Sylvester Stallone novamente para as telas na pele de Adonis Creed e seu mentor Rocky Balboa. A sequência cinematográfica impõe um importante desafio a Creed, enfrentar no ringue Viktor Drago, filho de Ivan Drago, lutador responsável pela derrocada do seu pai e que hoje treina o rapaz para ser seu herdeiro e resgatar tudo aquilo que perdeu após sua derrota para Rocky. Creed 2 não tem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Sequência do filme de Ryan Coogler (<i>Pantera Negra</i>) de 2015, <i><b>Creed 2</b> </i>traz Michael B. Jordan e Sylvester Stallone novamente para as telas na pele de Adonis Creed e seu mentor Rocky Balboa. A sequência cinematográfica impõe um importante desafio a Creed, enfrentar no ringue Viktor Drago, filho de Ivan Drago, lutador responsável pela derrocada do seu pai e que hoje treina o rapaz para ser seu herdeiro e resgatar tudo aquilo que perdeu após sua derrota para Rocky.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Creed 2 </i>não tem a mesma urgência do seu antecessor, contudo, se mantém na maior parte do tempo como uma competente sequência. Como &#8220;filme de boxe&#8221;, o longa resgata uma série de temáticas recorrentes a esse tipo de produção e que foram cimentadas pelo próprio <i>Rocky </i>em 1976, criando uma jornada de amadurecimento pessoal para Adonis Creed que inclui a derrota e uma subsequente volta por cima.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9848" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Still1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não mais dirigido por Coogler, a sequência perde muito pouco ao ser comandada por Steven Caple Jr., do ainda inédito <i>The Land</i>, que preserva a atmosfera do original e consegue manter a qualidade na interpretação do seu elenco, especialmente Michael B. Jordan, que mais uma vez tem ótimos momentos como Adonis Creed, e também Tessa Thompson, que tem a oportunidade de expandir os horizontes da sua Bianca diante da chegada de uma bebê ao convívio do casal. O longa ainda tenta estabelecer um conflito entre os Drago, evitando construí-los como vilões caricatos e estabelecendo que tal qual Creed, Ivan e Viktor têm propósitos muito fortes para vencerem a luta.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Menos intenso que o longa anterior, mas competente naquilo que lhe cabe como continuação, <i>Creed 2 </i>é um filme que mantém o legado de Rocky Balboa, um dos personagens mais emblemáticos do cinema americano, e ainda sustenta a sucessão dessa história ao conferir a Adonis Creed de Michael B. Jordan a responsabilidade dessa sucessão.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HKXoW8FISj4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<item>
		<title>Crítica: Creed: Nascido para Lutar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 02:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Creed - Nascido para Lutar]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Rocky - Um Lutador]]></category>
		<category><![CDATA[Rocky Balboa]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Coogler]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
		<category><![CDATA[Tessa Thompson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Em 1976, conhecemos em Rocky &#8211; Um Lutador a história de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe novato que consegue a luta de sua vida com ninguém menos que Apollo Creed, campeão invicto de peso pesado. Após 40 anos e outros seis longas sobre esse ícone de uma geração, chega a hora de mais um sonhador entrar no ringue para provar que merece estar ali. Em Creed: Nascido para lutar, o enredo gira em torno de Adonis Johnson (Michael [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4358" aria-describedby="caption-attachment-4358" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4358 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/creed-movie-images-jordan-stallone-620x310.jpg" alt="creed-movie-images-jordan-stallone" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4358" class="wp-caption-text">Ídolo: Sylvester Stallone retorna na pele de Rocky Balboa, agora como técnico de um jovem talento do boxe</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1976, conhecemos em <em>Rocky &#8211; Um Lutador </em>a história de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe novato que consegue a luta de sua vida com ninguém menos que Apollo Creed, campeão invicto de peso pesado. Após 40 anos e outros seis longas sobre esse ícone de uma geração, chega a hora de mais um sonhador entrar no ringue para provar que merece estar ali. Em <em>Creed: Nascido para lutar</em>, o enredo gira em torno de Adonis Johnson (Michael B. Jordan), filho de Apollo, que possui Rocky como seu treinador.</p>
<p>Durante mais de duas horas de projeção, a película, dirigida por Ryan Coogler (de <em>Fruitvale Station</em>), vai construindo o perfil da personagem central e estabelecendo a conexão dele com Rocky. O roteiro vai crescendo e se demonstrando eficaz e sólido no desenvolvimento das relações de Balboa e Johnson, trazendo percalços e complicações no caminho que demonstram a dificuldade da profissão e da própria vida.</p>
<figure id="attachment_4359" aria-describedby="caption-attachment-4359" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4359 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Creedbar640-620x349.jpg" alt="CRD207_000035.tif" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4359" class="wp-caption-text">Emoção: Filme promete arrancar muitas lágrimas da plateia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme consegue tocar o coração dos espectadores mais sensíveis, com momentos de reflexão que, ainda que rápidos, podem balançar o público. Porém, em alguns momentos, <em>Creed</em> incomoda por tentar forçosamente arrancar as lágrimas da plateia, principalmente com uma trilha sonora mais sugestivas ao choro. No entanto, o incômodo logo passa quando Coogler traz cenas do ringue de tirar o fôlego, com direito a câmera lenta de sangue, olhos inchados de socos firmes e provocações entre lutadores.</p>
<p>Os dois pontos altos do longa são os treinos e as lutas. Quando não há o boxe envolvido, a película tende a atingir as emoções dos mais desavisados e inclusive traz a criação de um casal que pode ser vista como desnecessária. Apesar de aliviar um pouco as tensões dos embates de Johson em suas lutas, a presença da namorada do jovem, Bianca (Tessa Thompson), só não é completamente inútil porque a atriz tem uma bela voz e se afasta um pouco do estilo de mocinha convencional, aquela que aceita tudo dentro do relacionamento.</p>
<figure id="attachment_4360" aria-describedby="caption-attachment-4360" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4360 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Creed_14468543385854-620x349.jpg" alt="CRD205_000130.tif" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4360" class="wp-caption-text">Romance: Casal principal só não naufraga graças o talento da dupla Michael B. Jordan e Tessa Thompson</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Creed: Nascido para Lutar</em> poderia ser um <em>spin-off</em> fraco e caça níqueis, mas ele convence, emociona e dá de presente aos fãs mais um episódio da saga de Rocky, agora com um sucessor que promete gerar muitos outros longas pela frente.</p>
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		<title>Crítica: Quarteto Fantástico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2015 23:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Bell]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Trank]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Mara]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Miles Teller]]></category>
		<category><![CDATA[Quarteto Fantástico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Logo quando saíram as primeiras imagens, teasers e trailers do reboot de Quarteto Fantástico, a primeira impressão que tivemos sobre o trabalho do diretor Josh Trank (de Poder sem Limites) era a de que ele estava levando a popular família de super-heróis da Marvel para um terreno mais sombrio e sério, ou seja, algo bem diferente do tom bem-humorado dado por Tim Story em Quarteto Fantástico (2005) e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), que, apesar das duras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3240" aria-describedby="caption-attachment-3240" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fantastic-Four-Movie-2015-Images.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3240 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fantastic-Four-Movie-2015-Images-620x348.jpg" alt="Fantastic-Four-Movie-2015-Images" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3240" class="wp-caption-text">Mudança de tom: Josh Trank confere uma abordagem mais &#8220;séria&#8221; a Quarteto Fantástico</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Logo quando saíram as primeiras imagens, <i>teasers </i>e <i>trailers </i>do <i>reboot </i>de <i>Quarteto Fantástico</i>, a primeira impressão que tivemos sobre o trabalho do diretor Josh Trank (de <i>Poder sem Limites</i>) era a de que ele estava levando a popular família de super-heróis da Marvel para um terreno mais sombrio e sério, ou seja, algo bem diferente do tom bem-humorado dado por Tim Story em <i>Quarteto Fantástico </i>(2005) e <i>Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado </i>(2007), que, apesar das duras críticas, dizem alguns (não conheço bem as HQs), estava mais próximo do espírito dos personagens. O que a gente não esperava era que esta releitura (prefiro chamar assim) da abordagem de <i>Quarteto Fantástico </i>fosse o menor dos problemas já que o primeiro ato até funciona e promete entregar um filme, no mínimo, promissor. Os problemas do longa surgem quando o elemento &#8220;fantástico&#8221; entra em ação e Trank e seus co-roteiristas (entre eles Simon Kinberg, de <i>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</i>) não conseguem lidar com o &#8220;arroz e feijão&#8221; das histórias de super-heróis, transformando-o em uma sobreposição de clichês constrangedoramente cafonas.</p>
</div>
<div>
<p>A trama de <i>Quarteto Fantástico </i>traz a já conhecida origem dos heróis, aqui, quatro jovens enviados em uma missão fora da Terra. A expedição dá errado e eles retornam com alterações no próprio corpo: Reed Richards (Miles Teller, de <i>Whiplash)</i> ganha elasticidade, Sue Storm (Kate Mara, de <i>Transcendence</i>) pode tornar-se invisível e criar campos de força, o irmão dela, Johnny Storm (Michael B. Jordan, de <i>Fruitvale Station</i>), passa a ter o corpo coberto por chamas, e Ben Grimm (Jamie Bell, o eterno <i>Billy Elliot</i>), amigo de infância de Reed, transforma-se em um gigante rochoso apelidado de Coisa. Suas novas características, inicialmente encaradas como deformidades a serem curadas com a ajuda do próprio Reed Richards, passam a lhes ser úteis no enfrentamento de um grande vilão, o Doutor Destino (Toby Kebbel, de <i>O Conselheiro do Crime</i>), um companheiro de expedição que não retornou da viagem e tinha sido considerado morto por todos.</p>
</div>
<figure id="attachment_3242" aria-describedby="caption-attachment-3242" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3242 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four-620x333.jpg" alt="Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four" width="620" height="333" /></a><figcaption id="caption-attachment-3242" class="wp-caption-text">Reed Richards: Líder do Quarteto é vivido por Miles Teller, do oscarizado Whiplash</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Funcionando como um recomeço da franquia nos cinemas, <i>Quarteto Fantástico </i>tenta alterar tudo aquilo que havia sido criticado na série de filmes anterior e que, curiosamente, a tornava singular em meio a um universo de super-heróis cada vez mais sisudos (uma conclusão que só cheguei com o tempo e a maturidade). O novo <i>Quarteto Fantástico </i>é mais sombrio e sério sim, mas evoca uma complexidade e densidade dramática que fica apenas no discurso e no seu visual. O roteiro de Josh Trank, Simon Kinberg e Jeremy Slater nunca conseguem ir além nos temas que sugerem no primeiro ato e que até parecem promissores, como a forte amizade entre Richards e Grimm, a relação amorosa de Richards e Sue Storm e os conflitos de Johnny Storm com o seu pai, o Dr. Franklin Storm.</p>
</div>
<div>
<p>Quando os personagens ganham poderes, então, o filme se revela um verdadeiro projeto mal sucedido, para não dizer o pior. Trank e seus roteiristas simplificam as emoções dos seus personagens e suas dinâmicas são recheadas por clichês do sub-gênero &#8220;filmes de super-heróis&#8221; materializados no pior personagem de todo o longa, o Dr. Destino, péssimo não apenas na sua caracterização como incômodo em seus propósitos e motivações simplistas. Destino é reduzido ao lugar-comum de um vilão interessado em destruir o mundo, algo que lhe é motivado pela vontade de se isolar de todos e expresso por frases que parecem soltas de um seriado animado de super-heróis genérico. Do aparecimento ou ressurgimento do vilão em diante, os protagonistas do longa são consumidos pelo mesmo tom canastrão presente em toda participação de Destino, até mesmo a morte de um personagem importante, e que poderia ser o cume dramático do longa, é tratada com o tom de uma novela mexicana e a frivolidade de um filme antiquado de ação.</p>
</div>
<figure id="attachment_3243" aria-describedby="caption-attachment-3243" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/fantastic-four-2015-images-dimension.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3243 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/fantastic-four-2015-images-dimension-620x349.jpg" alt="fantastic-four-2015-images-dimension" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3243" class="wp-caption-text">Promessa: Filme não consegue sustentar o que sugere desenvolver ao longo do seu primeiro ato e cai em clichês</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A impressão que fica é que existiu o toque impertinente e equivocado de um estúdio sempre interessado em simplificar tudo através de uma subestimação da inteligência e do gosto do seu público, mas isto é só especulação de quem já assistiu esta novela se repetir em tantos outros longas promissores e que mudam de tom da água para o vinho no meio do caminho. O que quer que tenha acontecido no processo de concepção do novo <i>Quarteto Fantástico, </i>o que fica é uma promessa abandonada precocemente para abraçar um amontoado de cafonices que já foram superadas, não cabem mais nos exemplares da temporada de <i>blockbusters </i>e<i> </i>que só mancham a credibilidade tradicionalmente questionada deste tipo de produção. <i> </i></p>
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		<title>Namoro ou Liberdade perde pontos por não se assumir como comédia machista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2014 18:12:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Machista]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Miles Teller]]></category>
		<category><![CDATA[Namoro ou Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Zac Efron]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de discussões sobre o machismo e feminismo, o diretor Tom Gormican (“Para Maiores”) traz um filme que passeia nesta seara com certo cuidado. A distinção já acontece no nome do filme (digo na tradução brasileira) que coloca em polos opostos a possibilidade de um relacionamento e o ato de manter a liberdade. Durante todo o filme, este duelo é mostrado de uma forma bem realista e objetiva. O longa peca, no entanto, por não conseguir se definir como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/cena-do-filme-namoro-ou-liberdade-de-tom-gormican-1395164334757_956x500.jpg"><img decoding="async" class="size-large wp-image-527 aligncenter" alt="cena-do-filme-namoro-ou-liberdade-de-tom-gormican-1395164334757_956x500" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/cena-do-filme-namoro-ou-liberdade-de-tom-gormican-1395164334757_956x500-620x324.jpg" width="620" height="324" /></a></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Em tempos de discussões sobre o machismo e feminismo, o diretor Tom Gormican (“</span><em style="line-height: 1.5em;">Para Maiores</em><span style="line-height: 1.5em;">”) traz um filme que passeia nesta seara com certo cuidado. A distinção já acontece no nome do filme (digo na tradução brasileira) que coloca em polos opostos a possibilidade de um relacionamento e o ato de manter a liberdade. Durante todo o filme, este duelo é mostrado de uma forma bem realista e objetiva. O longa peca, no entanto, por não conseguir se definir como comédia exclusiva, sua proposta inicial. Com cenas de romance, ele torna-se facilmente uma comédia romântica, o que pesa negativamente para seu enredo base.</span></p>
<p>A história fala sobre dois amigos (Zac Efron e Miles Teller) que resolvem fixar uma aposta com um terceiro colega (Michael B. Jordan), depois que este foi traído pela esposa. Eles se unem e afirmam que vão ficar solteiros pelo maior tempo possível, apoiando o recém-corno. Para eles, que já possuíam um histórico de cafajestagem, não foi tão difícil assim continuar fazendo o que eles já faziam. No entanto, como esperado, todos começam a se envolver e esconder os relacionamentos dos outros para não perder a aposta.</p>
<p>Machista define grande parte das cenas do filme, no entanto, o que declina mais é que é um machismo extremamente mal trabalhado. O diretor não assume o filme como masculino e resolve salpicar momentos de fofura ao longo do roteiro. O resultado é um meio termo indeciso que tenta agradar a homens e mulheres, mas não cumpre exatamente seu objetivo. Existem algumas cenas forçadas e desnecessárias, como o atropelo de um dos rapazes, quando ele corre para se desculpar da namorada, numa alusão clara sobre como aquela seria uma má decisão. Logo depois, o jovem se declara para a amada arrancando um “ohn” dela. Em cima do muro define.</p>
<p>Surpreende no contexto, no entanto, o uso de uma trilha sonora bem interessante e combinada com os momentos, trazendo mais suavidade e romantismo às cenas. Ponto positivo por um lado, já que agrada a quem aprecia este componente técnico, mas negativo por outro, já que, novamente, tira o foco da proposta do diretor, que é uma comédia puramente dita.</p>
<p>Ainda assim, o filme flui com muita naturalidade e é bem amarrado, conseguindo atrair o olhar do espectador e fazendo-o rir em muitos momentos (talvez nem tantos assim). Apesar de não ser um excelente filme, muito menos um excelente filme de comédia, “<em>Namoro ou Liberdade</em>” consegue entreter aqueles que procuram se distrair e relaxar um pouco do estresse do dia a dia.</p>
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