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	<title>Arquivos Max Irons - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Max Irons - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Esposa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 21:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Esposa]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como A Esposa mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens. Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como <em><strong>A Esposa</strong></em> mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens.</p>
<p>Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Eles têm que viajar até Estocolmo para receber a premiação e este novo momento da carreira de Joe traz problemas para o relacionamento do casal.</p>
<p>A trama vai sendo cuidadosamente tecida cena após cena e nos pequenos detalhes. As reações da esposa e do escritor aos acontecimentos que sucedem a ligação o Prêmio Nobel deixam o espectador curioso e confuso. Embora haja empolgação e alegria pela conquista, é como se ambos estivessem pisando em ovos e reticentes com os fatos.</p>
<p>Ninguém poderia interpretar o papel da esposa melhor do que Glenn Close. Ela passa uma calmaria imensa em todas as cenas, mas seus olhos revelam que existe um terremoto acontecendo dentro da personagem e que toda aquela &#8220;paz&#8221; é, na verdade, um excesso de autocontrole. Autocontrole esse que vai sendo explorado pelo roteiro e explicado ao longo da trama.</p>
<p>Ela trafega pela emoções de maneira muito fluida e sem dificuldades. Assistimos às variações e a irritação crescente de Joan, que está cansada de ser apenas &#8220;a esposa&#8221;. Enquanto seu marido recebe os parabéns pelo prêmio alcançado, ela está cuidando de absolutamente tudo dele. Desde os horários dos remédios até a mudança do óculos normal para os de leitura. Tudo isso é envolto em sutileza e revolta.</p>
<p>Joe sempre enaltece a esposa e não perde a oportunidade de demonstrar seu amor e gratidão pela presença constante dela em sua vida. A medida que a trama evolui, vamos descobrindo novas camadas deste relacionamento, que é cheio de desarmonia e atritos, inicialmente discretos.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9778" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/5170951.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Esposa" width="610" height="348" /></p>
<p>O roteiro nos mostra, desde o início, quem é que deve ser nosso foco. Embora ele é quem seja o prestigiado e ela apenas a acompanhante, as cenas focam nas emoções de Joan e em como ela lida com tudo que acontece à sua volta. Em um dos melhores papéis de sua carreira (talvez mesmo o melhor), Glenn Close nos presenteia com uma protagonista passiva, frustrada, forte e intensa, ao mesmo tempo.</p>
<p>Além de mostrar a questão da mulher, o roteiro traça o paralelo de como o homem com a autoestima frágil lida com a força de sua companheira. Ele precisa traí-la para se afirmar como macho alfa dominante e superior, já que em outros setores da vida ele é um mero espectador da incrível mulher que o &#8220;acompanha&#8221;. Tudo isso faz o espectador refletir sobre as relações humanas e que a sociedade esconde o tempo todo.</p>
<p>Joe utiliza da baixo autoestima da sua mulher para conseguir controlá-la e se sentir menos miserável com seus fracassos e falta de capacidade. Ele conseguia fazer Joan se sentir culpada por tudo que aconteceu entre os dois e as consequências disso. A todo momento, revertendo a situação de forma que, mesmo culpado, ele saísse ileso. Isso fica muito claro quando ele culpa ela pela traições que ele mesmo cometeu.</p>
<p>Todo o roteiro é imenso golpe no estômago de espectador que assiste o quão real e próxima esta realidade é ou pode ser. O quanto que mulheres até hoje são subjugadas e colocadas de lado. O quanto que a própria sociedade quer fragilizar a autoestima da mulher para tê-la sempre sob controle.</p>
<p>Os arcos narrativos são restritos e o ritmo do filme é mais uniforme e constante. Mesmo com revelações surpreendentes, não temos um ápice específico de cenas. O foco é realmente o leque de emoções que a personagem de Close nos exibe, fazendo de sua premiação no Globo de Ouro extremamente justificada.</p>
<p>Mesmo não sendo o filme mais primoroso de todos no quesito técnico, <em><strong>A Esposa</strong></em> ganha o espectador pelo balé de emoções, pelas incríveis atuações e por um roteiro cuidadoso em mostrar o quão difícil é a vida de uma mulher que quer ser tratada igualmente em uma sociedade machista.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hj8KPhUMI88" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Dama Dourada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2015 19:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Dama Dourada]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Brühl]]></category>
		<category><![CDATA[Helen Mirren]]></category>
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		<category><![CDATA[Max Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Reynolds]]></category>
		<category><![CDATA[Simon Curtis]]></category>
		<category><![CDATA[Tatiana Maslany]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. A Dama Dourada reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios. O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em A Rainha, desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3317" aria-describedby="caption-attachment-3317" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3317 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0-620x350.jpg" alt="woman-in-gold_0" width="620" height="350" /></a><figcaption id="caption-attachment-3317" class="wp-caption-text">A Dama Dourada: Helen Mirren interpreta mulher que entrou em uma batalha judicial para reaver a obra que foi roubada de sua família pelos nazistas</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. <i>A Dama Dourada</i> reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios.</p>
<p class="separator">O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em <i>A Rainha</i>, desempenho que lhe rendeu um Oscar) na pele de Maria Altmann, uma judia austríaca que fugiu para os Estados Unidos a tempo de não sofrer nos campos nazistas, mas que deixou para trás os seus pais e toda a coleção de obras de arte que eles tinham e que foram roubadas por Hitler e cia. Anos depois, motivada por recentes casos bem sucedidos de restituição de patrimônios artísticos tomados dos seus antigos donos pelo nazismo, Maria Altmann resolve exigir do governo da Áustria que lhe devolvam um dos quadros mais valiosos da coleção de seus pais e que, por sua vez, pertencia a sua tia, a modelo da obra: a famosa &#8220;A Dama Dourada&#8221; de Gustav Klimt.</p>
<figure id="attachment_3318" aria-describedby="caption-attachment-3318" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3318 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001-620x359.jpg" alt="WOMAN IN GOLD" width="620" height="359" /></a><figcaption id="caption-attachment-3318" class="wp-caption-text">Flashbacks: Tatiana Maslany ao lado de Max Irons. Atriz do seriado Orphan Black vive protagonista na juventude</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="separator">O filme conta com a direção de Simon Curtis. Puxando a sua filmografia descobrimos que ele também dirigiu <i>Sete Dias com Marilyn</i> e percebemos a mesma linearidade em seu <i>modos operandi</i> aqui. Nada de grandes movimentos ou rupturas de linguagem, <i>A Dama Dourada </i>mostra um certo tradicionalismo na maneira de contar sua trama, que pode parecer monótona para alguns, mas também pode ser encarado como o movimento calculado de um diretor despretensioso que parece saber até onde pode ir com a sua habilidade de contar histórias.</p>
<p class="separator">Curtis coloca parte do seu filme nas mãos de Helen Mirren, que surge aqui com a sua habitual segurança e competência, fazendo com que estabeleçamos uma simpatia imediata por Altmann. A inglesa divide a responsabilidade da protagonista com Tatiana Maslany (de <i>Orphan Black</i>), que está tão bem quanto Mirren e segura as pontas em momentos bem delicados do filme. Ryan Reynolds tem um desempenho interessante como o advogado que ajuda Maria a reaver &#8220;A Dama Dourada&#8221;. O elenco ainda traz Katie Holmes e Daniel Brühl, cujos personagens têm muito pouco a oferecer ao filme (Brühl ainda tem uma participação mais determinante que Holmes até).</p>
<figure id="attachment_3319" aria-describedby="caption-attachment-3319" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3319 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630-620x373.jpg" alt="resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630" width="620" height="373" /></a><figcaption id="caption-attachment-3319" class="wp-caption-text">Participação insossa: Intérprete da mulher de Ryan Reynolds, Katie Holmes tem presença apagada na história.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>A Dama Dourada</i>  é um drama convencional, mas que não chega a ser incomodo para públicos mais exigentes. O filme até faz uso de alguns recursos antiquados ou preguiçosos, existem alguns diálogos expositivos (para demonstrar a importância do quadro, o personagem de Daniel Brühl fala &#8220;É a Monalisa da Áustria!&#8221;, tá, já entendemos que é uma obra importante) e a questionável ideia de que os Estados Unidos são a terra da liberdade, restituindo uma ordem a um cenário de desordem provocado por governos estrangeiros maquiavélicos. Tudo isso incomoda um pouco, é verdade. Mas o saldo é mais positivo que negativo já que o filme usa seus chavões com uma certa moderação e, no geral, o longa acaba sendo uma experiência agradável garantida, sobretudo, por uma Helen Mirren em ótima forma.</p>
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