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	<title>Arquivos Mariana Ximenes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mariana Ximenes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Um Homem Só</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 20:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Jouvin]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Giardini]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Guimarães]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Brichta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine ter a possibilidade de se afastar do seu emprego insuportavelmente maçante, do seu relacionamento fadado ao fracasso, enfim, da sua própria existência &#8220;medíocre&#8221;. Um Homem Só, estreia na direção da roteirista Cláudia Jouvin (de O Gorila e Entre Idas e Vindas), traz para o espectador essa hipótese através da história de Arnaldo, personagem interpretado por Vladimir Brichta. No longa, Arnaldo é um homem infeliz no casamento e no seu trabalho dentro de uma repartição. Através de colegas de escritório, Arnaldo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Imagine ter a possibilidade de se afastar do seu emprego insuportavelmente maçante, do seu relacionamento fadado ao fracasso, enfim, da sua própria existência &#8220;medíocre&#8221;. <i>Um Homem Só</i>, estreia na direção da roteirista Cláudia Jouvin (de <i>O Gorila </i>e <i>Entre Idas e Vindas</i>), traz para o espectador essa hipótese através da história de Arnaldo, personagem interpretado por Vladimir Brichta.</p>
<p>No longa, Arnaldo é um homem infeliz no casamento e no seu trabalho dentro de uma repartição. Através de colegas de escritório, Arnaldo fica sabendo de uma clínica clandestina especializada em criar clones que substituem os seus pacientes em suas respectivas rotinas. O protagonista se submete ao experimento sem ter ciência dos riscos que o mesmo trará a sua própria vida, sobretudo quando se apaixona por Josie, vivida por Mariana Ximenes, que ajuda sua madrasta em um cemitério para animais.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6758" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/umhomemso_creditopapricafotografia_300326.jpg" alt="umhomemso_creditopapricafotografia_300326" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Trabalhando com o universo do fantástico, Jouvin procura refletir metaforicamente sobre temas profundamente humanos. Assim, <i>Um Homem Só </i>lança luz sobre o potencial que temos de nos reinventar criando versões melhores de nós mesmos. Esse é o caso de Arnaldo que descobre ter muitas diferenças com o seu clone na maneira de se portar na vida, com as pessoas e de se lançar em novas experiências, vivências que até então não faziam parte da sua entediante biografia.</p>
<p>O longa não é de todo irretocável, ele demora a decolar no seu ritmo e traz a leve sensação de retroalimentação de filmes com propostas semelhantes de abordagem, e, nesse sentido, Cláudia Jouvin se apropria de todo o <i>modus operandi </i>do cinema <i>indie </i>norte-americano, inclusive na sua trilha sonora afetivamente sedutora com clássicos da cultura pop e achados do circuito alternativo. Contudo, o filme é muito honesto em sua mensagem e preciso na costura do seu roteiro. Além disso, Jouvin conta com um elenco afiado que se apoia no complicado trabalho de Vladimir Brichta, que tira de letra a composição de duas personagens sutilmente opostas, e Mariana Ximenes, jovial como a encantadora Josie. Ximenes, por sinal, protagoniza um dos desfecho mais líricos que você poderá ver no cinema esse ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4-0FL0xtzzY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Entrevista: Marcus Ligocki Jr., diretor de Uma Loucura de Mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2016 10:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Ligocki]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Ligocki Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Ximenes]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Loucura de Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto: Wanderley Teixeira (Coisa de Cinéfilo) Assumindo pela primeira vez a função de diretor e roteirista em um longa-metragem de ficção, o experiente produtor Marcus Logocki Jr. aposta suas fichas na comédia romântica Uma Loucura de Mulher. No filme que estreia neste final de semana em todo o país, Ligocki dirige Mariana Ximenes, que interpreta uma ex-bailarina que abandona o marido, um candidato a governador, para ir em busca da sua realização pessoal. Em visita a Salvador para o lançamento do filme, o diretor [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" style="text-align: right;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Foto</i>: Wanderley Teixeira (Coisa de Cinéfilo)</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Assumindo pela primeira vez a função de diretor e roteirista em um longa-metragem de ficção, o experiente produtor Marcus Logocki Jr. aposta suas fichas na comédia romântica <i>Uma Loucura de Mulher</i>. No filme que estreia neste final de semana em todo o país, Ligocki dirige Mariana Ximenes, que interpreta uma ex-bailarina que abandona o marido, um candidato a governador, para ir em busca da sua realização pessoal. Em visita a Salvador para o lançamento do filme, o diretor nos contou um pouco sobre a sua primeira experiência na direção e sobre os bastidores da realização do longa-metragem. Confira na íntegra a conversa que o <i>Coisa de Cinéfilo </i>teve com o realizador:</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">Coisa de Cinéfilo: Você já tem uma carreira como produtor em filmes como <em>O Último Cine Drive-In</em> e <em>Rock Brasília</em>. O que te fez escolher Uma Loucura de Mulher como seu primeiro longa-metragem?</strong>Marcus Ligocki Jr.: Fazer um longa-metragem como diretor era talvez a coisa mais importante para mim. Quando eu comecei a fazer cinema há vinte e poucos anos, me aproximar disso e querer entrar nesse mercado, meu objetivo era dirigir e levei esse tempo inteiro me especializando e aprendendo para ter a oportunidade de fazer um filme como esse. Eu estava completando 43 e assumindo um risco porque quando você dirige você se expõe completamente. Então para mim era muito importante contar uma história que eu acreditasse, que fosse um tema relevante, caro para todas as pessoas, que pudesse fazer as pessoas se divertirem e refletirem.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Quais foram as principais inspirações para o roteiro?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: O tema do empoderamento feminino sempre esteve muito próximo de mim. Minha mãe foi uma feminista atuante, ela foi fundadora e trabalhou por dez anos em uma ONG voltada para a questão e a gente discutia muito o posicionamento da mulher, o impacto disso na sociedade. Eu sempre me preocupava com a individuação, um processo mítico de todos nós. Como é que a gente se exerce? Como a gente realiza o que é importante para nós, de acordo com as nossas características&#8230; Como aproveitamos essa oportunidade que estamos vivos para nos manifestar, dar voz ao nosso olhar sobre as coisas. A gente é sempre convidado a cumprir um olhar de uma outra instituição, de uma outra pessoa. As vezes a gente passa muitos anos sem conseguir se manifestar. Eu adoro quando vejo as pessoas descobrindo o seu espaço e achando a sua voz. Acho que não tem nada mais importante nesse mundo. Então esse filme fala sobre essas coisas.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Através da protagonista?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: Eu acho que essa representação na mulher é ainda mais forte. A gente vem de uma cultura machista. Este espaço é recente para elas. Então a percepção dessa distância entre a possibilidade de se manifestar e a situação real é mais evidente nesse caso. Foi muito interessante construir essa personagem.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: E como foi essa colaboração com a Mariana no set? Ela é sua protagonista e uma atriz muito jovem, mas com muita experiência em diversas áreas, ao mesmo tempo era produtora do filme também.</strong><strong><br />
</strong>MLJ: Poxa, foi especial. Imagina eu na minha primeira direção contar com uma atriz como a Mariana. Com o talento, a experiência dela&#8230; Foi genial. Ela é absolutamente generosa e eu me expus a isso de corpo e alma. Tive inteiro nesse processo e nosso trabalho em conjunto gerou muitos frutos. Não foi um processo de chegar com um roteiro 100% fechado com uma personagem absolutamente construída e querer que a Mariana realizasse aquilo. Foi um processo de colaboração no qual o texto se aproximou dela e ela se aproximou do texto. Isso, na verdade, aconteceu também com todos os atores. Tanto no elenco quanto na equipe busquei pessoas muito experientes e talentosas.</p>
<figure id="attachment_6091" aria-describedby="caption-attachment-6091" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-6091 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/MakingOf_CreditoLucianaMelo-7.jpg" alt="MakingOf_CreditoLucianaMelo (7)" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-6091" class="wp-caption-text">O diretor e a atriz Mariana Ximenes no set de Uma Loucura de Mulher. Créditos: Luciana Melo (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Sobre o restante do elenco, ele é bastante heterogêneo. Como vocês chegaram a um denominador comum a respeito de cada ator que interpretaria os personagens do filme?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: A escolha do elenco foi curiosa porque tudo foi a partir da Mariana. Para mim era importante o olhar para as relações. Se eu tinha a Mariana como a Lúcia, o Gero (Bruno Garcia), marido dela, precisava ter determinados tipos de características que iam potencializar essa relação. Desde o entrosamento até as características físicas. Por exemplo, as características físicas do Gero tinham que ser diferentes das características físicas do Raposo (Sérgio Guizé), o primeiro namorado dela. Não só nas formas, uma forma de rosto mais quadrado e mais redondo, a pele mais branca ou mais morena, desde esses detalhes como também o ritmo daquele ator, o jeito de se posicionar, o tom de voz&#8230; Foram elementos observados para compormos esse quadro. Eu olhava para esse conjunto de personagens com as relações que eu pretendia estimular entre eles e, junto com a Lara Guaranys (co-produtora do filme), fizemos essas escolhas para que de alguma maneira essas relações pretendidas fluíssem, não fossem forçadas&#8230; A gente precisava que elas já estivessem plantadas nas características primárias de cada um dos atores.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: A gente percebe que no filme o apartamento do pai da Lúcia é um elemento muito importante da história. Como ele foi pensado como cenário? E também como as cenas dentro dele foram pensadas?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: Quando eu comecei a pensar nesse filme, logo de cara, eu tinha uma cena que queria muito realizar que teria inspirações no <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">vaudeville </em>(gênero de entretenimento marcado por cenas que se sucedem no mesmo cenário). Está a Lúcia com o Raposo dentro do apartamento, daí chega o Gero de maneira inesperada, o Raposo tem que se esconder, ela precisa despistar o Gero, tirar o Raposo de dentro do apartamento&#8230; Então eu peguei um conjunto de filmes que tinham executado bem esse tipo de cena e comecei a estudar para entender o que é que fazia aquilo dar resultado. Como estava posicionada a câmera, como é que eram os movimentos, quando se enquadrava o que é que a gente via, quais eram os posicionamentos das portas&#8230; Então tudo isso regeu essa estrutura básica.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: E sobre a construção ou idealização desse cenário?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: A gente começou a procurar locação e vimos que era muito difícil encontrar um apartamento que se adequasse a essa necessidade de linguagem mesmo. Então a gente resolveu construir um cenário que tivesse essa disposição de portas. Depois, o Tiago Marques (diretor de arte) e a equipe dele fizeram um trabalho muito minucioso de pesquisa em relação ao universo do pai dela, daquele bairro onde eles viviam, quanto tempo aquele apartamento estava lá. A partir disso, os móveis foram surgindo, os instrumentos musicais já que o pai dela era um boêmio, um cara do samba que gostava muito da noite e ai o cenário foi nascendo. Para contar uma comédia com credibilidade eu queria trazer realidade e que as pessoas se identificassem com esses personagens. Então a gente trouxe essa característica envelhecida do apartamento, que tem algumas cores mais fechadas nas paredes e nos móveis, mas nos figurinos e às vezes em objetos que estão em cima de uma mesa ou uma estante, você vai perceber que a gente tem sempre cores contrastadas.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Vivemos uma ótima fase para as comédias populares no país já que elas têm uma grande aceitação por parte de uma parcela do público, mas ao mesmo tempo é um nicho de produção que sofre uma certa resistência de um outro grupo de espectadores. O que você diria sobre <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Uma Loucura de Mulher </em>para os dois estratos do público?</strong></p>
<p>MLJ:<em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;"> Uma Loucura de Mulher </em>foi um filme construído com muito cuidado nos detalhes, cada personagem tem uma razão para ser de um dado jeito, ter um certo figurino, estar naquele ambiente&#8230; É uma história que considero muito relevante para os nossos dias atuais. O que eu peço é que as pessoas deem uma oportunidade para o filme, mesmo porque ele é uma comédia romântica que, na minha percepção, vem com uma cara muito própria. É difícil comparar ele com qualquer outro filme feito por aqui ou feito fora. Ele tem elementos dessa linguagem e desse gênero, mas tem uma personalidade muito própria que eu vejo tanto as crianças quanto as pessoas mais velhas e os jovens se relacionarem muito bem. O público vive uma experiência não muito comum. Então, eu convido a todos que experimentem, acho que vai ser uma ótima experiência.</p>
<p>Leia a crítica do filme <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-loucura-de-mulher/">clicando aqui</a>.</p>
<p>Saiba mais sobre a estreia de <em>Uma Loucura de Mulher </em>em Salvador<a href="http://coisadecinefilo.com.br/pre-estreia-em-salvador-de-uma-loucura-de-mulher-e-entrevista-com-mia-mello/"> clicando aqui.</a></p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_0vC0QmwAis" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Uma Loucura de Mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2016 21:37:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Ligocki]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Ximenes]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Loucura de Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desprestigiado por alguns, mas inegavelmente um dos nichos de produção mais lucrativos do nosso país, as comédias populares podem render, por vezes, títulos de gosto e abordagem duvidosos. O que não dá para ser feito é culpabilizar um determinado gênero cinematográfico por aquilo que possa ser encarado como eventuais problemas mercadológicos e criativos do setor. Não que Uma Loucura de Mulher seja um exemplar que vá honrar esse tipo de produção com a oferta para o público de um filme [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desprestigiado por alguns, mas inegavelmente um dos nichos de produção mais lucrativos do nosso país, as comédias populares podem render, por vezes, títulos de gosto e abordagem duvidosos. O que não dá para ser feito é culpabilizar um determinado gênero cinematográfico por aquilo que possa ser encarado como eventuais problemas mercadológicos e criativos do setor. Não que <i>Uma Loucura de Mulher </i>seja um exemplar que vá honrar esse tipo de produção com a oferta para o público de um filme cheio de virtudes. Em diversos aspectos, o longa de estreia de Marcus Ligocki Jr. repete uma série dos deslizes corriqueiros desse nicho de produção em nosso país, entre eles, talvez o mais grave seja achar que fazer comédia é oferecer a trama mais inofensiva e criativamente superficial que pode, flertando ainda com recursos dramáticos mais do que batidos para o gênero. No entanto, o filme não é dos exemplares mais desastrosos que já foram realizados pela safra recente de comédias e consegue gerar o mínimo interesse que seja do seu espectador graças a presença de uma atriz do calibre e com o carisma de Mariana Ximenes na pele da sua protagonista.</p>
<p><i>Uma Loucura de Mulher </i>traz a história de Lúcia (Ximenes), esposa de um candidato ao governo do Distrito Federal que abandona o marido após ser traída pelo mesmo em virtude de interesses políticos. A personagem então retorna ao bairro onde fora criada no Rio de Janeiro e passa a morar no apartamento que fora do seu falecido pai e que atualmente encontra-se vinculado a um processo ainda pendente de inventário. Chegando ao local, ela reencontra um amor de adolescência (Sérgio Guizé) e torna-se amiga da sua vizinha (Guida Vianna), que manteve durante anos um caso extraconjugal com o seu pai. Quando tudo parece estável na vida de Lúcia e ela começa a descobrir novas possibilidades e experiências, o seu esposo retorna com uma proposta de reconciliação que fará a personagem oscilar entre o desejo de voltar ao conforto da sua antiga vida ou recomeçar uma nova história.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6112" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/05/umalouc-1.jpg" alt="umalouc" width="610" height="348" /></p>
<p>Como estrutura, <i>Uma Loucura de Mulher </i>é protocolar, seguindo um esquemático quadro de personagens, situações e conflitos que vemos à exaustão em qualquer comédia romântica: temos a decepção de Lúcia com o marido, um completo calhorda que, mais tarde, revela-se uma patética marionete nas mãos dos seus aliados políticos; os coadjuvantes cômicos que vão desde a vizinha &#8220;excêntrica&#8221; da protagonista ao seu porteiro; a tensão sexual e as questões pendentes (e não ditas) entre Lúcia e o seu antigo namorado, interpretado por Sérgio Guizé, que representa aqui o galã romântico ausente de maior profundidade na composição de sua personalidade, como acontece na maior parte das produções do gênero. O filme apresenta esses personagens esquemáticos em situações mais do que previsíveis e não há maiores surpresas nesse sentido, portanto não espere grandes subversões em cima dos seus próprios protocolos narrativos. Há um leve comentário a respeito das manobras dos políticos do nosso país, o que torna o personagem de Bruno Garcia um dos mais interessantes do filme, mas também não chega a ser uma crítica realizada em profundidade pela comédia.</p>
<p>Mesmo oferecendo situações batidas para o espectador, é preciso deixar claro que todo esse teor narrativamente burocrático e subserviente às regras do gênero não tornam <i>Uma Loucura de Mulher</i> um filme execrável. Se estabelecermos um comparativo entre a obra e outros títulos desse nicho de produção que andam sendo realizados por aqui, o longa sai-se melhor do que a maioria deles. Trata-se, claro, de uma comédia que não tem maiores ambições e que também ocasiona grandes escorregadas formais, existe uma ou outra implausibilidade e um certo teor efêmero da sua própria narrativa. O espectador estando ciente disso e aceitando os termos desse &#8220;pacto&#8221; proposto pela obra , a experiência pode resultar um passatempo inofensivo que ganha seu diferencial graças a presença de uma estrela do peso de Mariana Ximenes, que consegue tornar qualquer filme minimamente agradável somente pela força da sua presença em um único <i>frame</i>.</p>
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		<title>Crítica: Zoom</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoom/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2016 14:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alison Pill]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Ohana]]></category>
		<category><![CDATA[Gael García Bernal]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Prietsley]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Ximenes]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Morelli]]></category>
		<category><![CDATA[Zoom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em linhas gerais, Zoom, novo filme do brasileiro Pedro Morelli, que ficou conhecido no circuito por Entre Nós, pode ser categorizado como uma comédia que trata das nossas obsessões com as aparências ou mesmo sobre a quantidade de esforços que mobilizamos para mostrar para os outros que não somos quem aparentamos ser ou pensamos que aparentamos ser. Ficou confuso? Não tem importância, o filme de Morelli segue a lógica dessas reflexões transversais e ainda assim consegue ser muito claro quanto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em linhas gerais, <i>Zoom</i>, novo filme do brasileiro Pedro Morelli, que ficou conhecido no circuito por <i>Entre Nós</i>, pode ser categorizado como uma comédia que trata das nossas obsessões com as aparências ou mesmo sobre a quantidade de esforços que mobilizamos para mostrar para os outros que não somos quem aparentamos ser ou pensamos que aparentamos ser. Ficou confuso? Não tem importância, o filme de Morelli segue a lógica dessas reflexões transversais e ainda assim consegue ser muito claro quanto aos seus objetivos. Portanto, o espectador não terá muita dificuldade para detectar o propósito por trás do mosaico de personagens e tramas criados pela mente fervilhante de ideias de Pedro Morelli e do seu co-roteirista Matt Hansen em um filme tão criativo e inteligente em suas soluções dramáticas que em determinados momentos sofre severas consequências do seu ímpeto inventivo e, porque não dizer, brilhantismo &#8211; nada que comprometa a experiência interessante de acompanhar <i>Zoom </i>do início ao fim, que fique bem claro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Zoom</i>, Pedro Morelli centra a sua narrativa em três núcleos dramáticos formados por histórias paralelas protagonizadas pelos personagens dos atores Alison Pill, Gael García Bernal e Mariana Ximenes. Pill interpreta Emma, uma modeladora de bonecas infláveis que sonha em colocar uma prótese de silicone nos seios. Bernal vive Edward, um cineasta cheio de si que começa a apresentar conflitos pessoais quando enfrenta problemas recorrentes em suas aventuras sexuais nos bastidores e fora dos sets do seu mais novo filme. Já Ximenes interpreta Michelle, uma modelo brasileira de carreira internacional que tem a aspiração de tornar-se escritora e para isso abandona o seu casamento com um americano.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Não é preciso nem dizer que as tramas dos três personagens centrais do filme se entrelaçam, mas esse encontro ocorre da maneira mais inesperada possível. Desde o início do longa, Morelli encontra soluções interessantes e surpreende o espectador com a maneira como conecta os seus três núcleos de personagens. A criatividade do diretor e do seu co-roteirista Matt Hansen é tamanha que em dados momentos fica perceptível que <i>Zoom </i>cria para si uma quantidade de demandas das quais possivelmente não dará conta em seu desfecho. É verdade que a solução encontrada pelos roteiristas satisfaz, mas acaba soando como simples demais diante de toda a energia e empenho que os mesmos depositaram na construção de seus três eixos dramáticos, todos igualmente interessantes. Contudo, a leve escorregada de Morelli e Hansen não compromete a experiência como um todo e <i>Zoom </i>demonstra um vigor e uma inventividade raras no cinema que é feito (ou que chega ao grande público) hoje em dia.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-5777" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/zoom-divulgacao-06-alta_c8db-750x377.jpg" alt="zoom-divulgacao-06-alta_c8db" width="750" height="377" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Do curioso conflito vivido por Emma (Pill) após submeter-se a cirurgia de implante de silicone, passando pela tragicômica jornada de Edward (Bernal), enfrentando um problema sexual e driblando o direcionamento que produtores norte-americanos querem dar para o seu filme, até chegar a Michelle (Ximenes) e sua jornada de isolamento em busca da sua própria identidade, <i>Zoom </i>consegue cativar o espectador que se propõe embarcar na sua trama. Para os três núcleos, Morelli opta por tons e estéticas bem distintas que, curiosamente, não soam como dissonantes ou desarmônicas, pelo contrário, a diferença entre as tramas fica ainda mais interessante e soa como mais um artifício engendrado com inteligência pelo realizador. Assim, a abordagem de novela policial repleta de humor do núcleo de Emma, a animação em formato de HQ da trama de Edward e o verniz &#8220;publicitário&#8221; da história de Michelle não só condizem com a própria gênese dessas narrativas individualmente como estão à serviço dos próprios objetivos da obra e das revelações que ela reserva ao público no seu último ato, quando os três focos dramáticos do filme se encontram.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com uma história cheia de energia e extrema em suas decisões de direção e roteiro, mas sempre cativante, divertido e estimulante ao raciocínio do espectador, <i>Zoom </i>é um filme singular que chega no circuito comercial e que merece ser visto o quanto antes, afinal é difícil saber quanto tempo ficará em cartaz. Marcado por atuações seguras de um elenco formado não apenas por Alison Pill, Mariana Ximenes e Gael García Bernal, mas também por Claudia Ohana, Michael Eklund (ótimo como um dos clientes da personagem de Pill) e Jason Prietsley (sim, o Brandon do seriado <i>Barrados no Baile </i>está no filme e faz parte de algumas das melhores sacadas de Morelli), o longa tem a seu serviço um roteiro inteligente que rende boas surpresas  ao seu público e uma condução repleta de vigor por um cineasta que está apenas em seu segundo longa-metragem.</p>
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