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	<title>Arquivos Manu Gavassi - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Manu Gavassi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Me Sinto Bem Com Você (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 15:48:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a pandemia mundial do Coronavírus, entre todos os percalços profundos, alarmantes e trágicos, as pessoas que cumpriram o isolamento social, de verdade, se viram afastadas de entes queridos ou precisaram lidar com a presença constante deles. Dentro de todo este contexto, presos em casa, como fazer para começar ou manter um relacionamento amoroso, com tanto caos e sentimentos transbordantes? O que seria genuíno ou carência? O que fazer com a saudade e a necessidade de contato físico? Ou, ainda, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a pandemia mundial do Coronavírus, entre todos os percalços profundos, alarmantes e trágicos, as pessoas que cumpriram o isolamento social, de verdade, se viram afastadas de entes queridos ou precisaram lidar com a presença constante deles. Dentro de todo este contexto, presos em casa, como fazer para começar ou manter um relacionamento amoroso, com tanto caos e sentimentos transbordantes? O que seria genuíno ou carência? O que fazer com a saudade e a necessidade de contato físico? Ou, ainda, como apoiar e manter a conexão com um familiar que está distante?</p>
<p><strong><em>Me Sinto Bem com Você </em></strong>trata, justamente, sobre este momento da sociedade. Para falar de tal tema, p público vê a trajetória de cinco duplas que vivenciam a experiência de viver a quarentena, procurando firmar, construir ou não perder laços, seja do passado ou do futuro. Nesta lógica, têm-se quatro casais românticos e um par de irmãs. Entre chamadas de vídeo e impossibilidades, o que mais chama atenção aqui é como todas as histórias conseguem criar uma noção de proximidade e identificação com o espectador.</p>
<p>Neste sistema de múltiplas narrativas, talvez, este seja o elemento mais difícil de alcançar. Com o tempo de tela dividido, geralmente, neste tipo de filme – como <em>Babel</em> (2006),<em> Idas e Vindas do Amor</em> (2010), <em>Mulheres Alteradas</em> (2018), entre tantos outros –, o que mais acontece é uma falta de equilíbrio qualitativo. Geralmente, algum enredo é menos explorado e possui algum buraco no roteiro. No entanto, em <strong><em>Me Sinto Bem com Você</em></strong>. ainda que tenha algumas questões complicadas, no geral, há um cuidado em apresentar e desenvolver cada plot inserido na obra.</p>
<p>As emoções e reflexões das personagens são postas de maneira nítida e as complexidades delas são bem trabalhadas, seja nas indecisões de Eduardo (Richard Abelha) e Helena (Amanda Benevides), no amor e ódio de Dora (Thati Lopes) e Fernando (Victor Lamoglia),  a compreensão de Giovanna (Gabz) e Priscila (Clarissa Müeller) do que pode ser um novo romance, como Vanessa (Thuany Parente) e Lívia (Bel Moreira) se ajudam a superação do luto ou nas idas e vindas de Adriana (Manu Gavassi) e Tom (Matheus Souza). Cada papel e relação são apresentados com dinamismo, relevando as dúvidas, certezas e as emoções diversas de todos estes pares. É por esta razão que o espectador consegue se enxergar dentro de todas ou, pelo menos, alguma daquelas situações, porque o amor é complexo, exige muito das pessoas, sobretudo quando se vive em um isolamento social tão perturbador como este do último ano.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14142" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186.jpg" alt="Me Sinto Bem Com Você" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este olhar apurado para os relacionamentos humanos em <strong><em>Me Sinto Bem com Você</em></strong> ganha muito com a sensibilidade da direção de Matheus Souza (<em>Ana e Vitória</em>) – também no elenco do longa-metragem. A sua decupagem é criativa e consegue criar uma química maior entre cada par visto no ecrã. A escolha de quadros e de movimentação da câmera imprimem as sensações exatas das personagens, transmitindo quando eles sentem euforia, solidão, raiva e felicidade de maneira imagética. Neste ponto, a fotografia de Camila Cornelsen (<em>Amores Urbanos)</em> dialoga diretamente com esta característica. A luz expressa sentimentos diretos de cada figura em cena e como seus pensamentos estão afinados ou destoante durante cada sequência.</p>
<p>No entanto, estas mesmas questões apontadas como positivas, acabam por interferir negativamente também. A combinação desta intensidade na investigação das relações e compartilhamento de reflexões e sensações, acabam pesando, a partir da metade do longa. Existem poucas quebras deste tom evocativo e confessional. O mesmo pode ser dito sobre os aspectos visuais. A personalidade deles é forte e isto é importante para a construção de atmosfera, mas termina por cansar as vistas do público. Para que ocorra uma apreciação completa de instantes nos quais uma iluminação se destaca, por exemplo, é preciso que ela não seja tão expressiva o tempo inteiro.</p>
<p>Desta maneira, é neste quesito que <strong><em>Me Sinto Bem com Você</em></strong> falha. Em toda a sua intenção de performar o sensível, através de diálogos cheios de significados e imagens apuradas, a produção exagera. Mesmo assim, por colocar em pauta o amor, em tempos tão complicados, de uma forma perspicaz e sensível, ainda que cansativo, ele vale ser conferido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Matheus Souza</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Manu Gavassi, Matheus Souza, Amanda Benevides</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RANlPIiXWy0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Socorro, Virei uma Garota!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2019 17:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta quinta-feira, 22 de agosto, a nova comédia adolescente brasileira Socorro, Virei Uma Garota!. Dirigido por Leandro Neri (Agora Que São Elas) e escrito por Paulo Cursino (De Pernas pro Ar), o filme poderia ter sido um divertido, leve e sem pretensão longa do gênero. No entanto, o espectador pode ir ao cinema procurando um besteirol para se distrair e sair espumando de raiva. Já de cara, nos primeiros minutos de projeção, é fácil saber o que irá acontecer [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-socorro-virei-uma-garota/">Crítica: Socorro, Virei uma Garota!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta quinta-feira, 22 de agosto, a nova comédia adolescente brasileira <strong><em>Socorro, Virei Uma Garota!</em></strong>. Dirigido por Leandro Neri (<em>Agora Que São Elas</em>) e escrito por Paulo Cursino (De Pernas pro Ar), o filme poderia ter sido um divertido, leve e sem pretensão longa do gênero. No entanto, o espectador pode ir ao cinema procurando um besteirol para se distrair e sair espumando de raiva.</p>
<p>Já de cara, nos primeiros minutos de projeção, é fácil saber o que irá acontecer na tela. Um jovem nerd, o Júlio (Victor Lamoglía), deseja ser uma pessoa popular e acaba acordando no corpo de uma menina, Júlia (Thati Lopes). A jovem na qual ele passa a ser é uma blogueirinha fútil, infantil e mimada. Ambas as atuações ficam no lugar comum de arquétipo do que é um menino sem popularidade e muito estudioso, mas os problemas não param por aqui . Já no começo da exibição, fica a sensação estranha de o roteiro foi escrito em 2001. Com marcas extremamente estereotipadas, as personagens são forçadamente encaixadas em padrões que apenas poderiam ter saído da cabeça de um homem branco.</p>
<p>Não à toa, o comando da direção e do roteiro é ocupado por duas figuras que se encaixam nessa categoria. Logo, as moças amam roupas, histórias melosas de amor e ter namorados ricos e sarados. Meninos curtem <em>Star Wars</em>, matemática e querem ser fortes e pegadores. A planificação continua com a garota lésbica que, além da vestimenta do que a equipe deve achar ser obrigatória para todas as mulheres homossexuais, o gosto musical se baseia em Ana Carolina. É como se precisassem reforçar a todo instante ainda mais a sexualidade da moça, mas tom é sempre de piada. O gosto fica amargo justamente por isso, como se a orientação sexual dela virasse motivo de riso.</p>
<p>A tiradas ofensivas não param por aí. Quando o pai da protagonista &#8211; interpretado por um preguiçoso Nelson Freitas, jogando uma atuação bem na sua chave, com o corpo solto e sem aparente vontade de estar ali – revela que já foi apaixonado por um homem. Neste momento, uma música que parece entrar no gênero conga começa a tocar. A parti dali, todas as vezes que a relação dele com esse amor do passado aparece, esse tema se repete, como se houvesse um tipo de ritmo gay. Por fim, além da produção não ter escalado nenhum negro para o elenco, o racismo com orientais deixa a alma cansada, pois quando o público começar a achar que nada mais de equivocado surgirá, o mesmo acontece quando um garoto asiático, adorador de matemática e nerd é mostrado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11116" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3871415-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3871415.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3871415-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3871415-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para além dos traços de repetição de preconceitos da sociedade, mascarados de piadas daquele “seu amigo gente boa”, o filme ainda peca por não ter coragem de colocar um beijo entre mulheres em nenhum momento, marginalizando a relação LGBT. Mesmo que o discurso seja de aceitação, este elemento fica apenas na fala “toda forma de amor é válida”, que, além de ser clichê, deveria ser comprovada dentro da trama, nas ações e/ou diálogos, porém deixam como algo que não pode ser mostrado, deve ser censurado e cortado com algum efeito de luz ou som.</p>
<p>Por fim, em questões técnicas o longa é fraco, como já era de se esperar. A direção não traz nada muito criativo. Planos mais fechado, a câmera passa a maior parte do tempo parada, a <em>mise-em-scène</em> é um tanto bagunçada, o que tira o foco das sequências em alguns momentos. As atuações não são expressivas.</p>
<p>A maioria dos jovens intérpretes são verdes, dizem o texto de forma monocórdica, fazendo uma espécie de música com a voz e não parecem possuir a noção de método para corpo em cena. Com exceção dos artistas que fazem o/a principal Thati Lopes/Victor Lamoglia), que não são ruins em outros trabalhos. Contudo, neste projeto não vão além do não passar vergonha, pois possuem o entendimento do que estão dizendo, buscam colorir o texto e criar uma personalidade para Júlio/Júlia.</p>
<p>A única salvação real de <strong><em>Socorro, Virei Uma Garota!</em></strong> é a presença de Vanessa Gerbelli que chega apresentando uma atuação sutil, naquele universo cansativamente exagerado, fora de tom (para mais ou para menos). No papel de mãe de Júlio/Júlia, com tranquilidade, ela conseguiu dar uma diluída nos diálogos expositivos, fazendo com que os momentos em que ela aprece ficassem emocionantes e sensíveis, porque ela teve cuidado com os olhares que criou, que mesclam ternura e cuidado maternal e um corpo consciente, com tônus.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Leandro Neri<br />
<strong>Elenco:</strong> Thati Lopes, Victor Lamoglia, Leo Bahia, Manu Gavassi, Vanessa Gerbelli, Nelson Freitas, Kayky Brito</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KlwVnLALnRo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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