<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Lucas Oranmian - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/lucas-oranmian/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/lucas-oranmian/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 May 2025 21:24:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Lucas Oranmian - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/lucas-oranmian/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Grande Sertão</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-grande-sertao/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-grande-sertao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2024 12:45:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Blat]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sterblitch]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[Great Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[Guel Arraes]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Furtado]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Oranmian]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Arraes]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Paranoïd Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Paris Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Lombardi]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18199</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fora das telonas por mais de uma década, Guel Arraes (O Auto da Compadecida, de 2000, e O Bem Amado, de 2010) retorna aos cinemas com seu mais novo filme. Grande Sertão, inspirado no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, foi dirigido pelo cineasta pernambucano e co-escrito por ele e Jorge Furtado (Vai Dar Nada, de 2022).  Assim, o longa-metragem da Paranoïd Filmes em coprodução com a Globo Filmes marca esse momento de Guel voltando a fazer seu [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-grande-sertao/">Crítica: Grande Sertão</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fora das telonas por mais de uma década, Guel Arraes (<em>O Auto da Compadecida</em>, de 2000, e <em>O Bem Amado, de 2010</em>) retorna aos cinemas com seu mais novo filme. <em><strong>Grande Sertão</strong></em>, inspirado no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, foi dirigido pelo cineasta pernambucano e co-escrito por ele e Jorge Furtado (<em>Vai Dar Nada</em>, de 2022).  Assim, o longa-metragem da Paranoïd Filmes em coprodução com a Globo Filmes marca esse momento de Guel voltando a fazer seu cinema fantástico e sensível.</p>
<p>Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira (30), <strong><em>Grande Sertão</em></strong> transforma o texto modernista de Guimarães Rosa e remonta a história em um futuro distópico sobre a periferia urbana. Essa mudança, por si só, já é um risco que merece ser observado. Adaptar um clássico literário e deslocar completamente a sua história e seu tempo é uma difícil e delicada missão. Por um lado, essa atualização vestida de fantasia futurista é extremamente interessante por dialogar ainda mais com temas sociais atuais. Por outro, gera um certo estranhamento ao deslocar uma história tão sertaneja para algo tão eixo Rio-São Paulo.</p>
<p>A escolha dos roteiristas, no entanto, é bem paga por conseguirem imprimir o resultado visual e textual dessa periferia (ainda mais) refém da violência, do crime e da política. E, para completar as escolhas arriscadas do roteiro, Arraes e Furtado ainda escolhem manter parte do texto original inalterado, o que pode gerar um estranhamento inicial, mas que tem uma força cênica absurda. Por essa razão, <strong><em>Grande Sertão</em></strong> acaba se aproximando de <em>Romeu + Julieta (1996)</em>, de Baz Luhrmann (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><em>Elvis</em></a>, de 2022). A diferença entre as duas obras é que, no longa de Guel Arraes, a inserção desse texto mais clássico é incorporada de uma forma mais eficaz e convincente &#8211; mérito também do elenco extraordinário.</p>
<p>Com esse texto e pano de fundo, Guel pôde fazer o que faz de melhor: mergulhar no fantástico. A filmografia do diretor pernambucano sempre flertou com as possibilidades desse gênero, mas agora, graças ao contexto criado para o filme, Guel conseguiu cair de cabeça nesse universo. O resultado desse mergulho é um trabalho visual extremamente cuidadoso e impactante. Existem cenas que falam por si só e, como já disse Villeneuve (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024), no cinema, as imagens devem bastar &#8211; e Guel faz isso como ninguém em <em><strong>Grande Sertão</strong></em>.</p>
<figure id="attachment_18202" aria-describedby="caption-attachment-18202" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-18202 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Grande-Sertao-Helena-Barreto-4-1-750x500.jpg" alt="Grande Sertão (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Grande-Sertao-Helena-Barreto-4-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Grande-Sertao-Helena-Barreto-4-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18202" class="wp-caption-text">Eduardo Sterblitch em cena de &#8216;Grande Sertão&#8217; (2023) | Foto: Divulgação/Helena Barreto</figcaption></figure>
<p>Existe uma teatralidade e espetacularização em cena que só Guel consegue criar. Assim como vemos em filmes anteriores do diretor, existe um quê de exagero milimetricamente calculado, que compõe e guia a narrativa e suas performances. E é justamente nesse campo que o elenco e os departamentos de fotografia e arte conseguem brilhar. <em><strong>Grande Sertão</strong></em> é uma produção que chama atenção. Seja pelo seu texto original, pelas suas escolhas de adaptação ou pelas suas cores e dores em cena. Não há como sair da sessão sem sentir esse impacto.</p>
<p>O elenco é quem complementa e coloca em cena esse universo distópico-fantástico. Com conhecidos nomes das telinhas e telonas como Luisa Arraes (<em>Aos Teus Olhos</em>, de 2017), Caio Blat (<em>O Debate</em>, de 2022), Rodrigo Lombardi (<em>Carcereiros: O Filme</em>, de 2019), Luis Miranda (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-pai-o-2/"><em>Ó Paí, Ó 2</em></a>, de 2023) e Eduardo Sterblitch (<em>Dois é Demais em Orlando</em>, de 2024), as performances merecem uma atenção especial. Sob essa rege da teatralidade tão gueliniana, os artistas entregam cenas com emoções viscerais. É palpável cada dor e conquista vista em tela. Essa troca só engrandece ainda mais o texto e o resultado de <strong><em>Grande Sertão</em></strong>.</p>
<p>É preciso, portanto, pontuar algumas pessoas que se destacam no elenco. Mariana Nunes (<em>Alemão 2</em>, de 2022), apesar de ter uma rápida participação, consegue entregar uma performance de tirar o fôlego. Ao seu lado, narrativamente e cenicamente falando, está Blat que brilha como Riobaldo, especialmente nos segmentos sobre o futuro em <strong><em>Grande Sertão</em></strong>. O público se encanta e teme, porém, pelos personagens vividos por Miranda e Sterblitch. Os dois no campo no vilania, cada um com suas camadas de desejos e anseios &#8211; e até com momentos de redenção -, ambos personagens chamam o público para uma conexão imediata (ainda que essa seja de repulsa).</p>
<p>A força do elenco em cena é a responsável por concretizar toda a parte técnica e a direção. A materialidade expressa pelos trechos originais do texto ou criada por determinado cenário, fotografia e enquadramento são resultado dessa cooperação completa da produção. <strong><em>Grande Sertão</em></strong> conta com uma força expressiva arrebatadora e esse é o seu maior diferencial. Faz, por momentos, até mesmo com que o espectador mais atento (ou talvez, preocupado) esqueça do sequestro da história para uma periferia que parece estar localizada no Rio de Janeiro. Seja como for essa dinâmica entre-espectador-filme, uma coisa é certa: o longa não vai ser facilmente esquecido por quem o assiste.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guel Arraes</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Luisa Arraes, Caio Blat , Rodrigo Lombardi, Luis Miranda, Mariana Nunes, Lucas Oranmian e Eduardo Sterblitch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/O9Q-6VSzQCw?si=BqF3spAaoVWeP8X3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-grande-sertao/">Crítica: Grande Sertão</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-grande-sertao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
