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	<title>Arquivos Lucas Hedges - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Lucas Hedges - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Anos 90</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2019 19:30:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Jonah Hill estreia como diretor no longa Anos 90, que, segundo ele, traz muito da suas experiências na infância e pré-adolescência. Ele também é responsável pelo roteiro do longa, que fala sobre a descoberta de um novo mundo para um jovem na década de 1990. Sunny Suljic (O Sacrifício do Cervo Sagrado) é Stevie, um jovem de 13 anos que se divide entre os problemas familiares e as aventuras e descobertas que vive ao lado de um grupo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ator Jonah Hill estreia como diretor no longa <em><strong>Anos 90</strong></em>, que, segundo ele, traz muito da suas experiências na infância e pré-adolescência. Ele também é responsável pelo roteiro do longa, que fala sobre a descoberta de um novo mundo para um jovem na década de 1990.</p>
<p>Sunny Suljic (<em>O Sacrifício do Cervo Sagrado</em>) é Stevie, um jovem de 13 anos que se divide entre os problemas familiares e as aventuras e descobertas que vive ao lado de um grupo de skatistas durante um verão em Los Angeles.</p>
<p>O mote principal da história é a descoberta de si próprio do protagonista, que passeia por diversos sentimentos e emoções para ser aceito por aqueles que admira e se sentir minimamente pertencente àquele mundo. É muito fácil se identificar com Stevie, mesmo que ele tenha uma realidade não tão comum para todos. Fruto de uma família sem lastro emocional, uma mãe jovem que não dá suporte para o garoto e um irmão agressivo, ele busca na rua tudo aquilo que não tem em casa.</p>
<p>As experiências que ele vai vivenciando a partir do envolvimento com o grupo de skatista molda toda sua personalidade, ainda volúvel. Os garotos são um pouco mais velhos que ele, em torno de 16 e 17 anos, mas isso é um diferença imensa nesta idade. Eles já sabem de coisas que Stevie nem imagina e não têm a inocência do protagonista.</p>
<p>O grupo é diverso, marcado pelo privilegiado que se &#8220;revolta&#8221; contra a sua própria condição e decide transgredir as regras; o deslocado que está lá apenas para ter com quem sair; o garoto que também quer se sentir pertencente à algum lugar, já que tem uma mãe drogada e violenta em casa; o líder admirado, que é fruto de uma realidade mais hostil e tem a consciência de que precisa buscar um futuro melhor para si.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10614" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1915155.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1915155.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1915155.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1915155.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todos querem ter o seu nível de importância no grupo, que vai se dando a partir de nomes e apelidos. Além disso, o próprio skate representa uma ascensão social, passando também pela forma como se vestem. Enquanto lida com a carência afetiva do lar, Stevie encontra no grupo a espécie de família possível e improvável. Começa a experimentar frutos proibidos, como drogas, álcool e sexo. Tudo isso enquanto mantém seu tom infantil e sorriso ingênuo.</p>
<p>Jonah vem de um crescimento justo na carreira. Além de se firmar cada vez mais como ator, a exemplo de <em>Django Livre</em> e <em>O Lobo de Wall Street</em>, ele já assinou ótimos roteiros, como é o caso de <em>Anjos da Lei</em> e <em>Festa da Salsicha</em>. Chegando pela primeira vez na direção de um longa, ele não fez feio. Mostrou que o mesmo apreço que tem pela comédia, atuação e roteiro, ele pode ter pelo cargo de diretor. Cuidadoso, meticuloso e sensível, conseguiu nos apresentar um trabalho aparado e maduro, digno de alguém com mais experiência na área.</p>
<p>Ele faz uso de câmeras e técnicas que fazem com o que o filme não seja apenas sobre os anos 90, como pareça que pertence a ele. Técnicas de envelhecimento do material, evitando o uso de tecnologia atual e tornando a experiência muito mais de imersão para o espectador. Ainda assim, tudo isso acontece de maneira natural e orgânica, sem parecer que há um esforço por parte do roteiro de causar certa nostalgia no público.</p>
<p>A escolha de elenco foi acertada, especialmente quando falamos de Ray, interpretado pelo novato Na-kel Smith. Ele segue a ideia de líder paternal e nos apresenta cenas importantes com ótimos diálogos. Uma excelente estreia nas telonas. Temos ainda Lucas Hedges (<em>O Retorno de Ben</em>) e Katherine Waterston (<em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em>), no papel de irmão mais velho e mãe do protagonista. Embora tenham pouco espaço na trama (o objetivo é esse), eles representam um contra-ponto importante às inconsequentes descobertas do grupo de garotos.</p>
<p><em><strong>Anos 90</strong> </em>é um filme que representa a transformação de uma criança em jovem, a descoberta de sua sexualidade, através de experiências vividas com um grupo de amigos inconsequentes, mas que acabam se tornando sua família e &#8220;lar seguro&#8221; (emocionalmente). Jonah Hill nos apresenta um trabalho cuidadoso e audacioso, com excelente resultado em tela. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jonah Hill<br />
<strong>Elenco:</strong> Sunny Suljic, Katherine Waterston, Lucas Hedges, Na-Kel Smith, Olan Prenatt, Gio Galicia</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XgFIK5wBsk8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Retorno de Ben</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 23:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Courtney B. Vance]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É possível imaginar o quão extenuante é conviver com as dificuldades de um vício em drogas. Falar sobre esta temática em filmes também não é algo simples, já que requer o cuidado para lidar com possíveis gatilhos criados no enredo, ao mesmo tempo em que é preciso se aprofundar e tornar a experiência mais sentimental. O Retorno de Ben consegue fazer isso de maneira muito interessante e acertada, colocando o espectador como mais um personagem na história dramática. Holly (Julia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É possível imaginar o quão extenuante é conviver com as dificuldades de um vício em drogas. Falar sobre esta temática em filmes também não é algo simples, já que requer o cuidado para lidar com possíveis gatilhos criados no enredo, ao mesmo tempo em que é preciso se aprofundar e tornar a experiência mais sentimental. <strong><em>O Retorno de Ben</em></strong> consegue fazer isso de maneira muito interessante e acertada, colocando o espectador como mais um personagem na história dramática.</p>
<p>Holly (Julia Roberts) é uma mãe dedicada que vive preocupada com o filho Ben (Lucas Hedges), um jovem doente que foi internado em uma clínica de reabilitação por conta do vício em drogas. Quando o garoto surge no Natal para passar as festas com a família, a matriarca se vê em uma situação emocionalmente complicada, lidando com os demais filhos e o marido, que não apoiam a chegada de Ben.</p>
<p>O diretor Peter Hedges (<em>A Estranha Vida de Timothy Green</em>) traça uma rota cuidadosa e bem explicada da história de Ben e sua família, assim como seu retorno conturbado. Embora Holly sofra com a ausência do jovem, a paz finalmente voltou a reinar na sua casa, depois de anos de turbulência. Seu marido (e padrasto de Ben) a apoia em tudo, embora não concorde com várias de suas atitudes. O roteiro vai mesclando essa dificuldade de definir sentimentos que envolvem amor e medo.</p>
<p>Enquanto Holly tenta acreditar na melhora do filho, sinais vão aparecendo que tudo aquilo não é uma boa ideia e de que precauções precisam ser tomadas. Quando Ben efetivamente se envolve em problemas, o espectador assiste à uma mãe completamente desesperada para salvar a vida do filho e dar um pouco de paz aos seus dias. Ela efetivamente entende o vício como uma doença (diferente do marido) e quer ajudar o garoto no que pode.</p>
<p>Caminhando de maneira lenta, como tem que ser neste caso, <strong><em>O Retorno de Ben</em></strong> envolve o espectador em todas as emoções vividas pelos personagens. Nos pegamos segurando a respiração e torcendo para que o jovem não tome decisões erradas com as tentações que vão aparecendo no caminho. Enquanto isso acontece, a história vai sendo explicada e as camadas sendo um pouco mais desenvolvidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10309" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Julia Roberts (<em>Álbum de Família</em>) conduz completamente o filme com uma atuação nada menos que incrível. Ela transita nas emoções com tranquilidade e é possível ver a turbulência que existe dentro de si ao amar o filho e torcer por sua melhora, mas saber que, efetivamente, ele não está bem. Uma das cenas mais incríveis e emocionantes é quando ela entra na delegacia implorando para que prendam seu garoto.</p>
<p>Envolto nesta química, temos Lucas Hedges (<em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em>), filho do diretor, que também nos apresenta uma boa atuação e incorpora muito bem o personagem transtornado que é Ben. Lucas vem participando de ótimos projetos, como<em> Manchester à Beira-Mar</em> e <em>Três Anúncios Para Um Crime</em>, e na companhia de excelentes atores. Ainda vamos ver muito dele por aí e é um conforto saber que ele é efetivamente bom.</p>
<p>A medida que o filme vai chegando ao seu ápice, sente-se falta, no entanto, de maior aprofundamento da história do passado de Ben e dos demais personagens que participam da construção da narrativa, como a irmã e a mãe da ex-namorada do rapaz. É como se o enredo gira-se apenas em todo da dupla principal, perdendo boas chances com os demais.</p>
<p><strong><em>O Retorno de Ben</em> </strong>é um drama intenso que beira a angústia de um suspense por imergir o espectador em tantas emoções. Ainda que não seja o melhor roteiro para descrição do tema de drogas, com muitas questões religiosas envolvidas e personagens que funcionam apenas como acessórios, este é, definitivamente, um filme que vale a pena conferir e se deleitar com grandes atuações.</p>
<p><strong>Direção:</strong>Peter Hedges<br />
<strong>Elenco:</strong> Julia Roberts, Lucas Hedges, Courtney B. Vance, Kathryn Newton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/frlIrNxUE5Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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