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	<title>Arquivos LGBTQIAP+ - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos LGBTQIAP+ - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Um Crush para o Natal (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 18:11:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Datas festivas são usadas como pano de fundo para produções audiovisuais desde que o cinema se tornou indústria. Caminhando por gêneros diversos, filmes sobre festividades costumam ser queridinhos do público e ter boas bilheterias. E é pensando nessa máxima que a Netflix investe tanto em produções de datas comemorativas, em especial, nas de Natal. Dentre as estreias natalinas deste ano, o streaming lançou, na última quinta-feira (2), o longa-metragem Um Crush para o Natal. O filme já começa mostrando ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Datas festivas são usadas como pano de fundo para produções audiovisuais desde que o cinema se tornou indústria. Caminhando por gêneros diversos, filmes sobre festividades costumam ser queridinhos do público e ter boas bilheterias. E é pensando nessa máxima que a Netflix investe tanto em produções de datas comemorativas, em especial, nas de Natal. Dentre as estreias natalinas deste ano, o <i>streaming</i> lançou, na última quinta-feira (2), o longa-metragem <b><i>Um Crush para o Natal</i></b>.</p>
<p>O filme já começa mostrando ao público o que ele se propõe a ser: um clichê natalino que vai deixar seu coração quentinho. Sem firulas ou amarras, a produção entrega uma comédia romântica natalina cativante. Não existe nada de extraordinário e inesperado no roteiro de Chad Hodge (<i>Wayward Pines</i>, de 2015 a 2016, e <i>Good Behavior</i>, de 2016 a 2017), mas isso não é um problema. Hodge apresenta uma história de amor sensível e com um final feliz que precisamos.</p>
<p>Peter (Michael Urie) teme por mais um Natal solteiro em família. Para evitar que os parentes o encham de questionamentos, ele convence seu melhor amigo e colega de quarto, Nick (Philemon Chambers), a ir para o Natal em família fingindo ser seu namorado. O que os dois não esperavam era que o clima de festividades trouxesse à tona o verdadeiro sentimento que existe entre os dois.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14895" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0761356.jpg_242310155.jpg" alt="UM CRUSH PARA O NATAL" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0761356.jpg_242310155.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0761356.jpg_242310155-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0761356.jpg_242310155-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0761356.jpg_242310155-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O diretor, produtor e encenador, Michael Mayer (<i>A Casa do Fim do Mundo</i>, de 2004, e <i>A Gaivota</i>, de 2018), guia o espectador por uma história redonda e que se basta. A palavra de ordem sobre <i>Single All the Way</i> (título original) é cuidado. A narrativa segue premissas básicas de filmes de romance e de comédias em família, mas tudo isso é construído com carinho e sensibilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E esse cuidado é visível através do elenco. A cumplicidade e química evidentes dentre os personagens de Michael Urie e Philemon Chambers já ressalta nos primeiros minutos do filme. À medida que os conhecemos, essa certeza só cresce, da mesma forma que acontece com a família do Peter. Família essa composta pela maravilhosa Kathy Najimy (<i>Tá Todo Mundo Louco!</i>, de 2001, e <i>Abracadabra 2</i>, que estreará ano que vem) que traz a sua presença maternal para afagar o público com sua entrega. Além dela, é preciso destacar os momentos hilários da participação de Jennifer Coolidge (<i>American Pie: O Reencontro</i>, de 2012, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020).</p>
<p>Clássicos natalinos que ergueram o subgênero criaram a máxima de mensagens felizes, de esperança, e não é diferente nesta produção. Num momento onde o que o mundo mais precisa é de respeito, compaixão e amor, <b><i>Um Crush para o Natal</i></b> enche os olhos do espectador de lágrimas com uma bela história de amor entre dois amigos. Ao final do filme, a mensagem que fica é sobre se permitir amar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Mayer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Michael Urie, Luke MacFarlane, Barry Bostwick, Jennifer Coolidge, Kathy Najimy, Jennifer Robertson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6yiOSkZvvhk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>32º Curta Kinoforum: Acesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 20:50:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[32º Kinoforum]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Júlia Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Kinoforum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acesso é um filme simples, mas que consegue cumprir o que ele, aparentemente, se propõe. Através de recursos como a mistura de imagens retiradas da plataforma Google Maps, trechos de conversas por vídeos chamadas e fotos antigas, relatos de pessoas LGBTQIAP+, moradores da cidade de São Paulo, são contados. A memória e os afetos são pontos centrais aqui. Há um tom despretensioso, que evoca uma espécie de sinceridade. Este elemento presente na obra aproxima o público daquelas histórias. Ainda que, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Acesso</em> </strong>é um filme simples, mas que consegue cumprir o que ele, aparentemente, se propõe. Através de recursos como a mistura de imagens retiradas da plataforma <em>Google Maps</em>, trechos de conversas por vídeos chamadas e fotos antigas, relatos de pessoas LGBTQIAP+, moradores da cidade de São Paulo, são contados. A memória e os afetos são pontos centrais aqui. Há um tom despretensioso, que evoca uma espécie de sinceridade.</p>
<p>Este elemento presente na obra aproxima o público daquelas histórias. Ainda que, em um dado momento, a sessão fique um tanto cansativa, pois os recursos selecionados pela diretora e roteirista Júlia Leite se tornam um tanto repetitivos, a força da obra não se perde por completo. A tranquilidade das vozes que se entregam para o público amortecem o impacto desta estilística que pouco se renova durante a exibição.</p>
<p>O interesse acaba sendo mantido pelo tom das personagens e pela complexidade das temáticas que elas convocam. Enquanto assuntos como a morte de um melhor amigo ou a descoberta de não estar sozinho sendo uma pessoa <em>queer</em> no mundo são trazidos, a experiência se torna mais palpável quando quem assiste se depara com as imagens dos locais no mapa.</p>
<p>Ao se deparar com os espaços é quase como se fosse possível criar uma narrativa paralela, na qual os cenários estáticos ganham vida e são preenchidos de transeuntes em movimento. Isto que torna <strong><em>Acesso</em> </strong>um tanto quanto especial. Em sua possibilidade restrita, provavelmente por ter sido gravado durante a pandemia, Leite encontra esta maneira singela de trazer enredos complexos.</p>
<p>O público se torna um confidente e é justamente por esta razão que a imersão acaba por ser intensa. No entanto, talvez, alguns pontos pudessem elevar a qualidade da produção. Um fator um tanto incômodo é a demora de ser colocado o primeiro rosto de personagem na tela. Nos quatro primeiros minutos de projeção, há apenas a visualização do <em>maps</em>.</p>
<p>Isto pode acabar provocando certa confusão em compreender que serão múltiplas narrações. Há de se tomar um tempo para notar a modificação da voz 01 para a 02, o que enfraquece essa conexão, que acaba por ganhar forma já na metade do curta-metragem. Ainda assim, no geral, o documentário apresenta um resultado equilibrado e contem estratégias criativas.</p>
<p>Na imensidão de São Paulo, nos encontros, medos, alegrias, semelhanças e diferenças da população LGBTQIAP+, um caminho coeso é traçado em <strong><em>Acesso</em></strong>. Além disso, a pluralidade da comunidade é mostrada, através de diferentes integrantes da sigla, mas, ao mesmo tempo, os sentimentos ali impressos possuem uma unidade. A forma como Júlia Leite mescla as duas coisas, faz com que o alcance do curta seja maior e mais rico.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Júlia Leite</p>
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