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	<title>Arquivos Leonardo Sbaraglia - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Leonardo Sbaraglia - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 19:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Wasp Network: Rede de Espiões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Wasp Network: Rede de Espiões se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de Olga), Os Últimos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Wasp Network: Rede de Espiões</strong></em> se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de <em>Olga</em>), <em>Os Últimos soldados da Guerra Fria</em>.</p>
<p>O projeto conta com um elenco de estrelas de países de língua espanhola já estabelecidas em Hollywood como Penélope Cruz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Gael Garcia Bernal (<em>Acusada</em>), com outras latinas já em ascensão, como o brasileiro Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Sergio</em></a>) e a cubana Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), além de Édgar Ramírez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-garota-no-trem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Garota no Trem</em></a>), já bastante conhecido por atuar em produções americanas como <em>O Assassinato de Gianni Versace</em>. A direção coube ao francês Olivier Assayas, em momento inspirado de sua carreira depois de êxitos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acima das Nuvens</a> e <em>Personal Shopper</em>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Wasp Network" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong> </em>talvez seja o momento mais vacilante da carreira de Assayas nos últimos anos. A trama política e repleta de fatos históricos, como acontece em casos similares, claramente exibe pouco fôlego em uma versão dramatizada com elenco de estrelas. Para justificar o <em>cast</em> e a escolha do formato, <em><strong>Wasp Network</strong></em> insere em seu interessante relato histórico dramas familiares pouco interessantes e que versam basicamente sobre famílias separadas em razão do exílio. Essa veia melodramática do filme, semelhante a tantos outros que já trataram de temáticas similares reduz as participações do seu interessante elenco a personagens que vivem situações nada originais.</p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong></em> só engata de fato em seus momentos finais, quando toda a trama de espionagem atinge a família do personagem de Édgar Ramírez e quando ficção e realidade finalmente se fundem com a inserção de imagens de arquivo, como a entrevista de Fidel Castro a uma televisão americana ou o depoimento de Bill Clinton em uma coletiva de imprensa. Isso só serve par confirmar que o projeto tem sim uma trama bem interessante que talvez teria sido melhor servida se fosse apresentada ao público como um documentário. O longa tem momentos de fôlego investigativo e propõe algumas reflexões complexas sobre os temas que levanta, sobretudo a imagem estigmatizada de Cuba que sempre tivemos, mas se perde um pouco quando tenta transformar tudo em um novelão cujo interesse central é o futuro da relação dos personagens de Penélope Cruz e Édgar Ramírez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivier Assayas<br />
<strong>Elenco:</strong> Édgar Ramírez, Penélope Cruz, Wagner Moura, Ana de Armas, Leonardo Sbaraglia, Gael Garcia Bernal, Tony Plana, Nolan Guerra, Osdeymi Pastrana</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/miKvHXrkfM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Dor e Glória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2019 00:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, Dor e Glória, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser. Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, <em><strong>Dor e Glória</strong></em>, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser.</p>
<p>Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a homossexualidade, descoberta do amor precoce e o maduro, definição de propósito de vida, crises existenciais. Tudo isso pincelado com muita naturalidade em um roteiro que flui tão fácil quanto a própria vida cotidiana.</p>
<p>E esse é o ponto mais alto do longa. O perfil autobiográfico nos oferece elementos fortes das escolhas que levaram o diretor a ser quem é na atualidade. Ele aprofunda com muito cuidado a relação estreita com a mãe, Jacinta, vivida por Penélope Cruz, que desde a sua infância batalhou para que tivesse as melhores oportunidades possíveis. Esse relacionamento, inclusive, é o que determina momentos profundos de reflexão ao protagonista.</p>
<p>Além disso, temos a relação de Salvador com ele mesmo. E essa é a relação mais interessante da trama. A maneira como ele reage aos diversos elementos que são inseridos em sua narrativa e como isso molda a sua personalidade. São muitos detalhes que vão tecendo essa trama madura de Almodóvar.</p>
<p>A partir deste pontos, a trama vai se desdobrando na relação carnal e afetiva do protagonista. Ele mostra a homossexualidade com cuidado e como ela teria surgido. A descoberta da criança e o primeiro interesse que Salvador teria tido. Ainda assim, não se priva de ser honesto com a exposição da relação homossexual, sem oferecer rodeios.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10682" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Almodóvar pincela as cenas com memórias afetivas de seu passado. Cheiros, sabores, imagens e nuances. A lembranças que vão surgindo para o personagem, mesmo que de forma não-linear, é o que vai definindo o tom da trama. Associado a isso, uma produção visual que combina com a variações emocionais da personagem. Cores vivas do presente e do passado, em contraposição ao obscuro afetivo. É um trabalho cuidadoso não apenas na narrativa.</p>
<p>A medida que as camadas vão sendo expostas, as inquietações do protagonistas vão sendo sanadas e colocadas de uma nova perspectiva. O filme tem o cuidado real de trazer veracidade psicológica à evolução do personagem, o que torna ele ainda mais meticuloso no seu roteiro.</p>
<p>A força motriz por trás de tudo isso é a relação com a arte. A arte que inquieta o protagonista e o compele a sair de sua zona de conforto, imposta pela situação de saúde em que se encontra. Esse é o mote principal do roteiro. Ele faz com que a produção artística seja o maior motivador e transformador de Salvador.</p>
<p>Na atuação, Antonio Banderas definitivamente nos presenteia com uma das melhores atuações de sua carreira, o que rendeu o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival de Cinema de Cannes deste ano. Penélope Cruz também está excelente no papel da mãe do protagonista.</p>
<p>Por fim, Almodóvar deixa em aberto o que seria ficção e o que seria realidade neste longa. <em><strong>Dor e Glória</strong></em> é uma obra contundente e forte, que leva o espectador a experienciar a trajetória realista, sofrida e, ao mesmo tempo, colorida de seu protagonista. Uma verdadeira conversa entre a dor e a glória, como a leitura de um diário íntimo de alguém. Certamente um filme que vale a pena a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar<br />
<strong>Elenco:</strong> Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Leonardo Sbaraglia, Penélope Cruz, Julieta Serrano, Nora Navas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4IhyLHoSeLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Neve Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2017 23:09:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Laia Costa]]></category>
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		<category><![CDATA[Neve Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Darín]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neve Negra possui todos os predicados que costumam ser atribuídos às produções argentinas aqui no Brasil: o filme é marcado por uma narrativa envolvente conduzida por um roteiro que dá atenção a reviravoltas surpreendentes, mas também a construções amadurecidas dos seus personagens e, claro, é protagonizado por Ricardo Darín. Porém, definir Neve Negra e o cinema argentino através desses atributos é  simplificador. Além de amarrar uma sedutora trama de suspense, o longa de Martin Hodara (de O Sinal) nos conta uma tragédia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Neve Negra </i>possui todos os predicados que costumam ser atribuídos às produções argentinas aqui no Brasil: o filme é marcado por uma narrativa envolvente conduzida por um roteiro que dá atenção a reviravoltas surpreendentes, mas também a construções amadurecidas dos seus personagens e, claro, é protagonizado por Ricardo Darín. Porém, definir <i>Neve Negra </i>e o cinema argentino através desses atributos é  simplificador. Além de amarrar uma sedutora trama de suspense, o longa de Martin Hodara (de <i>O Sinal</i>) nos conta uma tragédia familiar, uma história de personagens guiados pelo rancor e atormentados pela culpa, mas também por um forte e impiedoso instinto de sobrevivência. É no drama humano e na predestinação de uma família a cumprir uma espécie de maldição que o longa impressiona quem está do outro lado da tela.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme acompanha o retorno de Marcos, personagem de Leonardo Sbaraglia (atualmente, um nome tão forte quanto o de Darín &#8211; ele esteve em <i>O Silêncio do Céu, </i>do brasileiro Marco Dutra), a sua cidade para convencer o irmão Salvador (Darín) a vender um terreno herdado por ambos. O reencontro de Marcos e Salvador traz à tona uma série de feridas não cicatrizadas na relação entre os dois. Desde que fora acusado de matar o irmão mais novo durante uma caçada com seu pai, Salvador vive isolado do mundo no chalé de propriedade da família e cabe a Marcos remexer em algumas coisas mal resolvidas do passado.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7697" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Nieve-negra-Cain-y-Abel-en-la-Patagonia_reference.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa de Hodara é fluido, centrado em uma narrativa que guarda seus mistérios e pouco a pouco os revela ao espectador. É certo que a maneira que ele encontra de desvendar algumas passagens mal resolvidas na vida dos irmãos recorre a recursos ingênuos, como a situação em que uma personagem do filme descobre um segredo muito importante da trama ao acaso, escondido em um cômodo danificado do chalé, mas ainda assim o que é descoberto nesse ato torna <i>Neve Negra </i>um suspense com ares shakespearianos e até mesmo esse acaso é orgânico à proposta do realizador.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Um dos grandes achados da obra é o seu trio central. Ricardo Darín está interessante como o amargurado Salvador e Leonardo Sbaraglia é sutil nas nuances do titubeante Marcos. Contudo, é Laia Costa quem entrega a performance mais instigante do suspense, sobretudo quando sua personagem cresce no terceiro ato. O êxito está no fato de que o trio consegue trazer mais substância a figuras que já parecem multifacetadas nos vestígios lançados pelo roteiro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Contando uma história sombria de indivíduos desajustados e inquietos com a própria pele, <i>Neve Negra</i> deixa o público bem satisfeito. Dentro do seu gênero, o longa faz o espectador ficar atento a cada passo dos seus personagens, curioso pelo desenrolar da sua trama, e íntimo de uma realidade com a qual a gente só deseja espiar<i> </i>mesmo. Suspense dos bons, de encher a boca para elogiar.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YzOkCNQy-gQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: No fim do túnel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2016 11:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Lago]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sbaraglia]]></category>
		<category><![CDATA[No Fim do Túnel]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Echarri]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Grande]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saber equilibrar os momentos de tensão e relaxamento, a iluminação, a trilha sonora que casa com cada cena e os planos certeiros. Esses são alguns detalhes que fazem um filme de suspense ser um bom título do gênero. Dirigido e roteirizado por Rodrigo Grande (Questão de princípios), o longa argentino No fim do túnel consegue se encaixar nessa categoria de películas. A narrativa aborda a história de um cadeirante, Joaquín (Leonardo Sbaraglia), que perdeu a mulher e a filha em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Saber equilibrar os momentos de tensão e relaxamento, a iluminação, a trilha sonora que casa com cada cena e os planos certeiros. Esses são alguns detalhes que fazem um filme de suspense ser um bom título do gênero. Dirigido e roteirizado por Rodrigo Grande (<em>Questão de princípios</em>), o longa argentino<em> No fim do túnel</em> consegue se encaixar nessa categoria de películas.</p>
<p>A narrativa aborda a história de um cadeirante, Joaquín (Leonardo Sbaraglia), que perdeu a mulher e a filha em um acidente. Após o acontecido, ele passa a viver na sua enorme casa com tudo trancado, sujo e escuro. Até que um dia ele decide colocar o quarto do terraço para alugar. Uma jovem mãe, acompanhada de sua filha, ocupa a vaga e a vida do rapaz começa a mudar completamente.</p>
<p>O que poderia ser mais uma história clichê, na qual a presença de um interesse amoroso muda a vida de um homem deficiente, se transforma em um suspenso repleto de tensão, quebrando a ideia de que aparências e supostas limitações condenariam a pessoa a viver triste e cheia de dependências. A história começa a seguir um rumo tenso, quando ao lado da casa de Joaquín vários homens e uma mulher começam a traçar um plano de assaltar a um banco.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6778" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/alfinaldeltunel3.jpg" alt="alfinaldeltunel3" width="610" height="348" /></p>
<p>Joaquín começa a investigar e se envolver nessa situação. O clima de mistério e descoberta é mesclado com os momentos de descontração dos novos moradores com o rapaz, enquanto ele vai descobrindo os crimes e planos que estão ocorrendo bem do seu lado. A estratégia da equipe do longa para criar a sua atmosfera é colocar música de pulsações e batidas fortes, planos que vêm de baixo para cima ou de cima para baixo, causando angústia e um pouco de sufocamento.</p>
<p>Outros pontos que causam suspense na película são a iluminação e a direção de arte. Os ambientes são escuros, bagunçados e o espectador precisa prestar atenção nos detalhes. Quando o público se conecta  com a imagem projetada acontece algo impactante. E é nessa mescla de ritmos que o filme se faz.</p>
<p>Ainda assim, <em>No fim do túnel</em> peca em dois aspectos. A dinâmica entre os atores não é muito bem construída. As relações parecem frágeis e apenas Sbaraglia consegue ter um bom desempenho com o grande desafio de atuar dentro e fora da cadeira. Outra questão é o desfecho um tanto óbvio do longa.</p>
<p>Contudo, o suspense argentino consegue desempenhar bem sua função no seu gênero, entretém e o espectador sente que o tempo passou rápido. As escolhas são, em sua maioria, boas, gerando um bom resultado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YaOIRq9NF0s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Silêncio do Céu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 00:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Dieckmann]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sbaraglia]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[O Silêncio do Céu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Silêncio do Céu começa com uma cena forte que acompanhará espectador e protagonistas ao longo de suas quase duas horas de duração: Diana, personagem de Carolina Dieckmann, é estuprada por dois homens dentro da sua própria casa. Vivendo o trauma de um ato tão brutal, ela decide não contar para ninguém o ocorrido, nem mesmo para o seu marido Mario, vivido pelo argentino Leonardo Sbaraglia (Relatos Selvagens), que, logo na sequência da cena de abertura do thriller, descobrimos ter testemunhado a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>O Silêncio do Céu </i>começa com uma cena forte que acompanhará espectador e protagonistas ao longo de suas quase duas horas de duração: Diana, personagem de Carolina Dieckmann, é estuprada por dois homens dentro da sua própria casa. Vivendo o trauma de um ato tão brutal, ela decide não contar para ninguém o ocorrido, nem mesmo para o seu marido Mario, vivido pelo argentino Leonardo Sbaraglia (<i>Relatos Selvagens</i>), que, logo na sequência da cena de abertura do <i>thriller</i>, descobrimos ter testemunhado a ação. Assim, o terceiro longa-metragem de ficção do paulista Marco Dutra, de <i>Trabalhar Cansa </i>e <i>Quando Eu Era Vivo, </i>acompanha seu casal de protagonistas atormentados com a lembrança do crime que silenciam pelo tabu que o próprio tema tem no ambiente doméstico e social e que, consequentemente, levará um deles a cometer um ato extremo para estancar a ferida.</p>
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<p>O filme é baseado no romance do argentino Sergio Bizzio, que, por sinal, já teve algumas das suas obras adaptadas para o cinema em filmes como <i>Rabia </i>e <i>XXY</i>, protagonizado por Ricardo Darín. Apresentado ao espectador como um suspense, o filme orquestra bem a cartela de efeitos do gênero, tendo Dutra como um mestre na arte de criar a atmosfera necessária para mergulhar personagens e espectador em uma situação de crescente tensão na qual o destino de todos surge como completamente imprevisível.</p>
<p>O roteiro, co-escrito por Bizzio, consegue costurar com destreza os caminhos percorridos por Diana e pelo seu esposo Mario na medida em que assimilam a situação que viveram e elaboram como vão lidar com ela dali em diante. A presença do cônjuge na rotina após o ocorrido é um fator psicologicamente desestabilizador para o casal pois ambos não sabem como e se devem falar sobre o ocorrido com o parceiro, especialmente ele que não consegue articular uma abordagem mais direta e sensível da questão com a mulher.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6753" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/silencioceu.jpg" alt="silencioceu" width="610" height="348" /></p>
<p>O longa consegue conduzir a sua trama através de momentos localizados em que priveligiam a perspectiva de ambos personagens sobre o drama. Com um material como o de <i>O Silêncio do Céu</i>, Dutra consegue converter em imagens a memória dilacerante do estupro pelo ponto de vista de Diana, que vivencia o horror do seu trauma em situações triviais como uma singela brincadeira dos filhos ou no momento íntimo do banho, sempre mediado pelo olhar distante e repleto de culpa de uma Carolina Dieckmann impecável na condução da personagem.</p>
<p>Dutra também é igualmente habilidoso na maneira como capta a obsessão de Mario pelos estupradores da sua esposa, o que abre caminho para uma interpretação igualmente avassaladora de Leonardo Sbaraglia. O diretor reforça a perspectiva do personagem sobre os eventos com <i>close-ups</i> nos seus olhos inquietos e cheios de medo e na maneira como enquadra a ambiência de Mario pelos cômodos da casa, externando uma atmosfera de inquietante conflito interno em espaços carregados pela sombra e pela sensação de  um perigo ilusório. Com essa abordagem, Dutra utiliza muito bem recursos típicos do suspense tais quais jogos de luzes e a exploração de sons diegético (uma chaleira esquentando ou o barulho do motor de um carro) como elementos que acentuam a tensão da história.</p>
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<p>Ainda assim, <i>O Silêncio do Céu </i>é arrebatador mesmo na maneira como compreende a dinâmica do casal principal e como o crime em questão é apenas um catalisador dos problemas de comunicação deles. Ao contar com atores aplicados em cena como Dieckmann e Sbaraglia, o filme de Marco Dutra ganha ainda mais em intensidade e cumplicidade do espectador. O longa não mede esforços em sua investigação da ferida exposta, tratando do trauma feminino à paralisia, machismo e fraqueza masculina no enfrentamento da questão. Portanto, <i>O Silêncio do Céu </i>prende o espectador na resolução do seu conflito principal como um bom exemplar de suspense, mas proporciona ao público um complexo mergulho na psicologia de personagens dilacerados por um dos crimes mais bárbaros que alguém pode imaginar ser vítima.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/frY3iDxzNlE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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