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	<title>Arquivos Kyo-hwanJi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Zona Zero</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 16:11:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma coisa básica para que um filme de terror efetivamente funcione: é necessário torcer pela personagem central. Zona zero não consegue esse feito e ainda entrega uma narrativa irregular. A inconstância da qualidade ocorre porque, no início da obra, a história parece caminhar para algo diferente do costumeiro, quando o assunto são zumbis. A premissa gira em torno de um cientista, que cria um vírus avassalador, propositalmente e por motivos não nobres, mesmo que ele pense que é para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma coisa básica para que um filme de terror efetivamente funcione: é necessário torcer pela personagem central. <em>Zona zero</em> não consegue esse feito e ainda entrega uma narrativa irregular.</p>
<p>A inconstância da qualidade ocorre porque, no início da obra, a história parece caminhar para algo diferente do costumeiro, quando o assunto são zumbis.</p>
<p>A premissa gira em torno de um cientista, que cria um vírus avassalador, propositalmente e por motivos não nobres, mesmo que ele pense que é para um bem maior, a vingança é seu mote central.</p>
<p>A maneira como a lógica de colônia (título original do filme, inclusive) é quase criativa. Principalmente porque eles possuem um sistema que se assemelha ao digital e liberam uma gosma, que cria um paralelo com a atualidade.</p>
<p>Talvez, essa discussão seja o que há de mais interessante aqui. Há um discurso que parece dizer como essa horda pode ser tola, quando age por imitação.</p>
<p>Todavia, a dinâmica de agrupamento zumbu já estava em produções como Terra<em> dos Mortos</em> (2005) e <em>The Last of Us,</em> de forma mais contundente, porque amarram a proposta com o desenvolvimento do roteiro.</p>
<p>O que ocorre com <em>Zona Zero</em> é que, no início da projeção, a história cria uma dinâmica instigante. O fato de existir um homem capaz de controlar os zumbis estabelece um clima de tensão.</p>
<p>Nesse cenário, o cientista Seo Yeong Cheol (Koo Kyo-hwan), que criou o vírus transformador dos humanos, é mais um empecilho de fuga e isso poderia criar uma imprevisibilidade na trama.</p>
<p>Ainda que o plot com pessoas malvadas criando zumbis ou mandando criá-los exista desde os anos 1930/1940, a diferença está na maneira como o antagonista é atualizado com um pensamento contemporâneo.</p>
<p>Ele acredita que é o único que pode melhorar a sociedade e isso significa implantar um sistema dele mesmo. Esse é um jeito que ele encontra de obrigar as pessoas a cumprirem a sua autocracia.</p>
<p>Caso esse caminho da produção fosse mais explorado, o longa seria bem sucedido em sua totalidade. Contudo, Cheol fica apenas na superfície e suas intenções e sentimentos não são aprofundados.</p>
<p>Na realidade, a protagonista e seus coadjuvantes também são planos. As personagens clichês são colocadas na tela e não são investigadas. O filme tem a cientista que se auto-sabota, o ex-marido preocupado, uma dupla que faz bullying, o empresário egoísta e por aí vai…</p>
<p>O problema não está em colocar figuras batidas ou um vilão de razões pouco trabalhadas e sim o encontro dos dois elementos. Porque quando isso ocorre em um título de terror, as ações se tornam vazias.</p>
<p>Para se salvar, <em>Zona Zero</em> teria que ter uma premissa inovadora ou ser visualmente estimulante. O plot em si é repetitivo, para além da parte óbvia de como o vírus afeta os humanos.</p>
<p>Porque ainda existe o fato de que tudo isso acontecer em um centro comercial. Sugaram o tanto que puderam de  George A. Romero e, ainda assim, não alcançaram o objetivo de criar um terror tenso e intenso.</p>
<p>Romero conseguia explorar suas personagens e o contexto de suas narrativas. Além disso, algumas sequências dão uma sensação de deja vu. Todo o primeiro ato se assemelha a <em>Zombie &#8211; o despertar dos mortos</em> (1978).</p>
<p>Há muito de Madrugada dos mortos (2004, de Zack Snyder) &#8211; só para citar os que mais se assemelham. Essa miscelânea genérica cansa o espectador.</p>
<p>No final das contas, a melhor opção é ver outras produções com zumbis. Existem diversos filmes no mundo que contam essa mesma história até, mas de forma mais criativa e aprofundada.</p>
<p>Sem grandes surpresas, mas desesperado para ser diferente, o roteiro ainda tenta enganar o público com reviravoltas mirabolantes. Talvez, esse seja o mal da década, essa quebra do pacto com o espectador.</p>
<p>É infundado trazer regras que serão quebradas sem um desenvolvimento. No cinema, tudo pode ser disruptivo e fugir da norma, se isso é feito com um objetivo, seja ele estético ou discursivo.</p>
<p>Mas, <em>Zona Zero</em> é mais um daqueles longas que querem provocar sensações e esquecem que o cinema é uma linguagem plural. Efeitos de câmera e de narrativa existem, porém a base de tudo é a história em si e com obviedade a obra não se sustenta.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Yeon Sang-ho</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Jun Ji-hyunKoo, Kyo-hwanJi, Chang-wook</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Zona Zero | Trailer Oficial Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/lquBEABi5ks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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