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	<title>Arquivos Katie Holmes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Katie Holmes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Dama Dourada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2015 19:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. A Dama Dourada reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios. O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em A Rainha, desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3317" aria-describedby="caption-attachment-3317" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3317 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0-620x350.jpg" alt="woman-in-gold_0" width="620" height="350" /></a><figcaption id="caption-attachment-3317" class="wp-caption-text">A Dama Dourada: Helen Mirren interpreta mulher que entrou em uma batalha judicial para reaver a obra que foi roubada de sua família pelos nazistas</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. <i>A Dama Dourada</i> reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios.</p>
<p class="separator">O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em <i>A Rainha</i>, desempenho que lhe rendeu um Oscar) na pele de Maria Altmann, uma judia austríaca que fugiu para os Estados Unidos a tempo de não sofrer nos campos nazistas, mas que deixou para trás os seus pais e toda a coleção de obras de arte que eles tinham e que foram roubadas por Hitler e cia. Anos depois, motivada por recentes casos bem sucedidos de restituição de patrimônios artísticos tomados dos seus antigos donos pelo nazismo, Maria Altmann resolve exigir do governo da Áustria que lhe devolvam um dos quadros mais valiosos da coleção de seus pais e que, por sua vez, pertencia a sua tia, a modelo da obra: a famosa &#8220;A Dama Dourada&#8221; de Gustav Klimt.</p>
<figure id="attachment_3318" aria-describedby="caption-attachment-3318" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3318 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001-620x359.jpg" alt="WOMAN IN GOLD" width="620" height="359" /></a><figcaption id="caption-attachment-3318" class="wp-caption-text">Flashbacks: Tatiana Maslany ao lado de Max Irons. Atriz do seriado Orphan Black vive protagonista na juventude</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="separator">O filme conta com a direção de Simon Curtis. Puxando a sua filmografia descobrimos que ele também dirigiu <i>Sete Dias com Marilyn</i> e percebemos a mesma linearidade em seu <i>modos operandi</i> aqui. Nada de grandes movimentos ou rupturas de linguagem, <i>A Dama Dourada </i>mostra um certo tradicionalismo na maneira de contar sua trama, que pode parecer monótona para alguns, mas também pode ser encarado como o movimento calculado de um diretor despretensioso que parece saber até onde pode ir com a sua habilidade de contar histórias.</p>
<p class="separator">Curtis coloca parte do seu filme nas mãos de Helen Mirren, que surge aqui com a sua habitual segurança e competência, fazendo com que estabeleçamos uma simpatia imediata por Altmann. A inglesa divide a responsabilidade da protagonista com Tatiana Maslany (de <i>Orphan Black</i>), que está tão bem quanto Mirren e segura as pontas em momentos bem delicados do filme. Ryan Reynolds tem um desempenho interessante como o advogado que ajuda Maria a reaver &#8220;A Dama Dourada&#8221;. O elenco ainda traz Katie Holmes e Daniel Brühl, cujos personagens têm muito pouco a oferecer ao filme (Brühl ainda tem uma participação mais determinante que Holmes até).</p>
<figure id="attachment_3319" aria-describedby="caption-attachment-3319" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3319 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630-620x373.jpg" alt="resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630" width="620" height="373" /></a><figcaption id="caption-attachment-3319" class="wp-caption-text">Participação insossa: Intérprete da mulher de Ryan Reynolds, Katie Holmes tem presença apagada na história.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>A Dama Dourada</i>  é um drama convencional, mas que não chega a ser incomodo para públicos mais exigentes. O filme até faz uso de alguns recursos antiquados ou preguiçosos, existem alguns diálogos expositivos (para demonstrar a importância do quadro, o personagem de Daniel Brühl fala &#8220;É a Monalisa da Áustria!&#8221;, tá, já entendemos que é uma obra importante) e a questionável ideia de que os Estados Unidos são a terra da liberdade, restituindo uma ordem a um cenário de desordem provocado por governos estrangeiros maquiavélicos. Tudo isso incomoda um pouco, é verdade. Mas o saldo é mais positivo que negativo já que o filme usa seus chavões com uma certa moderação e, no geral, o longa acaba sendo uma experiência agradável garantida, sobretudo, por uma Helen Mirren em ótima forma.</p>
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		<title>Crítica: O Doador de Memórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2014 14:12:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Skarsgård]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[O Doador de Memorias]]></category>
		<category><![CDATA[Odeya Rush]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Doador de Memórias é o tipo do filme que cria toda uma expectativa principalmente pelo fato de ter Meryl Streep. O que por si só, vamos combinar, já é o suficiente para tirar qualquer pessoa de sua casa para ir ao cinema. Mas nem mesmo Meryl consegue sustentar sozinha um filme mediano que se propõe muito além do que efetivamente cumpre. O enredo conta a história de uma sociedade futurista, onde a humanidade atingiu a perfeição e ninguém passa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/3.jpeg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1918 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/3.jpeg" alt="3" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O Doador de Memórias é o tipo do filme que cria toda uma expectativa principalmente pelo fato de ter Meryl Streep. O que por si só, vamos combinar, já é o suficiente para tirar qualquer pessoa de sua casa para ir ao cinema. Mas nem mesmo Meryl consegue sustentar sozinha um filme mediano que se propõe muito além do que efetivamente cumpre.</p>
<p>O enredo conta a história de uma sociedade futurista, onde a humanidade atingiu a perfeição e ninguém passa fome, nem fica doente, nem briga, nem nada. Tudo isso foi possível, no entanto, graças à exclusão de sentimentos dos humanos. Diariamente eles tomam uma injeção que os impede se sentir e com isso, as pessoas não brigam, não iniciam guerras nem nada. As pessoas não sabem de nada do passado, nenhum detalhe, nem uma parte da história. Tudo isso é designado ao doador de memórias. Ele é representado por um homem que abriga todas as memórias do mundo, toda a história que ninguém lembra e serve de conselheiro dos anciãos, dizendo que decisões devem ser tomadas.</p>
<p>Quando os jovens atingem determinada idade, eles são escolhidos para representar papéis na sociedade. Têm as mães, os professoras, os esportistas e por aí vai. O protagonista, interpretado por Brenton Thwaites (o príncipe encantado de “Malévola”), é escolhido para ser o próximo doador de memórias e deve passar os próximos meses aprendendo o ofício. Acontece que ele começa a se chocar com essa nova realidade e entrar em confronto com a própria sociedade.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/DF-03407R.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1919 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/DF-03407R.jpg" alt="DF-03407R" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Em tese, a história já é comum o suficiente para segurar um filme inteiro. Toda a fotografia é em preto e branco e vai ganhando cores à medida que Jonas vai descobrindo as memórias. Ok, se não fosse o fato de que esse é um dos maiores ápices do longa. Aliás, reside aí o grande problema do enredo. Ele não tem um pico em momento nenhum. O filme segue morno o tempo todo e de repente acaba. O espectador fica esperando por algo que nunca acontece.<br />
É incrível dizer que a própria atuação de Meryl Streep fica bem apagada diante de todo o cenário sem graça da narrativa. Ela é ótima como sempre, mas passa facilmente despercebida. Jeff Bridges é outro que tem a interpretação abafada pelo enredo ruim. Uma grande pena.</p>
<p>Aliás, no geral, ninguém se sobressai no filme. Temos pessoas interessantes como Katie Holmes e Alexander Skarsgård, mas o espectador não consegue descobrir qual a deles o longa todo.</p>
<p>Talvez a falta de um vilão efetivo seja uma justificativa plausível para toda calmaria do filme. Ninguém é exatamente ruim nem se contrapõe totalmente ao protagonista. Por isso, certamente, que o filme acaba sem que tenha um confronto final nem nada do tipo. A sensação que fica é uma espécie de conto, que não sustenta as quase duas horas de filme.</p>
<p>No final das contas, O Doador de Memórias não é ruim, não. É legal e ponto. Mas esse ponto é que decepciona quem assiste, já que poderia ser um filme infinitamente melhor e mais bem trabalhado. Nada se sobressai, trilha sonora, fotografia, atuações, nada. Uma grande pena e desperdício de elenco.</p>
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