<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Karl Glusman - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/karl-glusman/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/karl-glusman/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 28 Nov 2019 19:17:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Karl Glusman - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/karl-glusman/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Contato Visceral</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-contato-visceral/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-contato-visceral/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 22:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Babak Anvari]]></category>
		<category><![CDATA[Contato Visceral]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Glusman]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Zazie Beetz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11623</guid>

					<description><![CDATA[<p>Antes de Contato Viseral (Wounds, no original) começar, uma citação do clássico romance O Coração das Trevas surge na tela. O trecho escolhido fala sobre um homem que ignorava coisas a seu próprio respeito, mas, quando descobre, fascinação terrível lhe domina. Como todo exercício do gênero de terror, este segundo longa de Babak Anvari (À Sombra do Medo) diz algo sobre seus protagonistas. Ou melhor, tenta. Dono de um bar em Nova Orleans, Will (Armie Hammer, Me Chame Pelo Seu Nome) parece confortável com o fato [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-contato-visceral/">Crítica: Contato Visceral</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de <em><strong>Contato Viseral </strong></em>(<em>Wounds</em>, no original) começar, uma citação do clássico romance <em>O Coração das Trevas </em>surge na tela. O trecho escolhido fala sobre um homem que ignorava coisas a seu próprio respeito, mas, quando descobre, fascinação terrível lhe domina. Como todo exercício do gênero de terror, este segundo longa de Babak Anvari (À<em> Sombra do Medo</em>) diz algo sobre seus protagonistas. Ou melhor, tenta.</p>
<p>Dono de um bar em <em>Nova Orleans</em>, Will (Armie Hammer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em></a>) parece confortável com o fato de ter largado a faculdade e seguido a vida de <em>bartender</em>. Sempre brincalhão, seu estabelecimento abraça todo tipo de pessoa: mulheres obesas sem camisa; um confederado briguento; sua amiga Alicia (Zazie Beetz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Coringa</em></a>), com quem possui uma tensão sexual ambígua — apesar do namorado Jeffrey (Karl Glusman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/"><em>Love</em></a>)— ; e claro, menores de idade.</p>
<p>Todavia, após uma briga generalizada desencadear, esses jovens menores saem correndo — por medo da polícia chegar — e um deles esquece o celular. Por conseguinte, Will leva o objeto para casa e, junto com sua namorada Carrie (Dakota Johnson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></a>), começa a perceber coisas estranhas naquele aparelho, como mensagens de socorro chegando ou a foto de uma cabeça decapitada. Em seguida, uma espiral de loucura e baratas se espalham por <em><strong>Contato Visceral</strong></em>.</p>
<p>Uma das coisas mais interessantes do roteiro de Babak Anvari é como ele trabalha as frustrações inconscientes de Will. Por dentro de um homem niilista que acredita que ficar bêbado todo dia a partir das dez horas da manhã é &#8220;aproveitar a vida&#8221;, há um próprio ressentimento dele com suas escolhas do passado. Por exemplo, &#8220;<em>malditos millenials&#8221;,</em> diz ele, após o celular ser esquecido pelos adolescentes. De mesmo modo, quando leva Carrie para universidade, faz comentários maldosos sobre os estudantes. Evidentemente, ele está falando sobre si mesmo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11624" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2.jpg" alt="Contato Visceral" width="745" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2.jpg 745w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2-610x409.jpg 610w" sizes="(max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p>Similarmente, outra discussão fortemente presente em <em><strong>Contato Visceral </strong></em>é o do namoro psicologicamente abusivo. Enquanto Will acha que Carrie irá sair com professor da faculdade, esta acha que o celular esquecido é de uma menina que ele teve um caso. Assim, este relacionamento é marcado por um enorme desconfiança, deixando sempre um ar pesado entre os dois. Naturalmente, a assombração da trama é uma grande metáfora para esse caráter destrutivo e obsessivo do casal.</p>
<p>Apesar dessas desconstruções sociais com que o longa flerta, não há como não analisá-lo pelo que ele é: <em>terror</em>. Neste sentido, <strong><em>Contato Visceral </em></strong>fracassa completamente. Desde seus primeiros minutos, quando uma barata aparece no bar e Jeffrey afirma: &#8220;<em>onde há uma, há milhares escondidas</em>&#8220;, qualquer um que já tenho visto uma produção similar anteriormente, sabe que essa fala se concretizará. Além dos clichês, Babak falha em criar uma atmosfera assustadora, ao ponto que precisa recorrer a cortes rápidos de planos aleatórios para assustar o espectador. Igualmente, o diretor coloca, erroneamente, suas fichas no objeto central da trama (o celular), acreditando que a edição de som com vibrações e toques podem criar tensão.</p>
<p>Sem muitas explicações profundas, a entidade maligna está ligada a um ritual gnóstico. Para a religião, é através de uma ferida (<em>wound</em>) que se chega a transcendência e um contato com seres superiores. Obviamente, como todo <em>terror</em>, tal entidade tentará absorver o máximo de seus vassalos. Quando Carrie diz para Will que ele é apenas um corpo, isso serve tanto como essa explicação superficial quanto é também uma indicação de sua essência. O protagonista é uma pessoa sem ambições e conteúdo, algo que ele vai descobrindo ao ter contato com essa experiência.</p>
<p>Graças a um bom trabalho de Armie Hammer, Will consegue passar essa imagem do típico homem acomodado e despreocupado, ainda que guarde alguma fagulha dentro dele. Entretanto, nem sempre o roteiro ajuda o personagem, como uma estranha habilidade com malabarismo no início da trama que nunca tem função. Por outro lado, Zazie Beetz é sua figura antagônica, que, além de servir para que seja constantemente lembrado do passado, mostra um propósito em sua existência. Já Dakota Johnson, que possui menos atenção do roteiro e aparece a maior parte do tempo mostrando as pernas, é apenass outro artifício para expor verdades à Will.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Contato Visceral </strong></em>é um péssimo terror que, de alguma maneira, consegue funcionar como retrato do privilégio branco masculino. Will é, no fundo, aquela pessoa destrutiva que nunca viu esse potencial negativo em si, preferindo acreditar que o mundo conspira contra ele. Por isso, nada mais apropriado do que a principal ameaça do filme estar representada num celular, um aparelho tão obsoleto quanto ele.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Babak Anvari</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Armie Hammer, Dakota Johnson, Zazie Beetz, Karl Glusman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=81uxmIO_lps&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>Confira o longa <strong>Contato Visceral</strong> diretamente na <a href="https://www.netflix.com/watch/80207495?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C1%2C1c848ceb23a79644d3b5a2a1da6239217a43beb9%3Af20ddc769acb62c2af6a4463c091a1f045c335e3%2C%2C">Netflix</a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-contato-visceral/">Crítica: Contato Visceral</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-contato-visceral/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Love</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2015 00:02:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aomi Muyock]]></category>
		<category><![CDATA[Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Gaspar Noé]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Glusman]]></category>
		<category><![CDATA[Klara Kristin]]></category>
		<category><![CDATA[Love]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=3601</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Love conta a história de Murphy, um homem que antes fora um jovem americano estudante de cinema em Paris estudar cinema e que hoje encontra-se casado e com filho. Após receber uma ligação da mãe de sua ex-namorada Electra falando que ela está desaparecida, Murphy teme que ela tenha cometido um suicido e passa a questionar a vida enquanto relembra cenas do passado turbulento com a ex. Do diretor argentino Gaspar Noé, Love chega ao Brasil após a exibição [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/">Crítica: Love</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3613" aria-describedby="caption-attachment-3613" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/960.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3613 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/960-620x349.jpg" alt="960" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3613" class="wp-caption-text">Inventário de uma vida: Protagonista de &#8220;Love&#8221; passa a limpo os seus erros do passado</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Love</em> conta a história de Murphy, um homem que antes fora um jovem americano estudante de cinema em Paris estudar cinema e que hoje encontra-se casado e com filho. Após receber uma ligação da mãe de sua ex-namorada Electra falando que ela está desaparecida, Murphy teme que ela tenha cometido um suicido e passa a questionar a vida enquanto relembra cenas do passado turbulento com a ex.</p>
<p>Do diretor argentino Gaspar Noé, <em>Love</em> chega ao Brasil após a exibição no Festival de Cannes com as sessões mais concorridas. Com fama transgressora, Noé cumpre a promessa de mostrar muito sexo explícito em seu novo trabalho. O diretor é responsável por uma das obras mais chocantes da história do cinema, <em>Irreversível</em> (2012), em que uma cena de estupro é filmada sem cortes, por nove minutos.</p>
<p>Em uma declaração ao site UOL, Noé explica: “Quis filmar o sexo como um ato amoroso, da forma mais íntima possível. É algo de um cinema que desapareceu depois dos anos 70. Hoje em dia, ou vemos o ato amoroso ou o sexo como duas coisas separadas&#8221;.</p>
<figure id="attachment_3614" aria-describedby="caption-attachment-3614" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/LOVE-1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3614 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/LOVE-1-620x299.jpg" alt="LOVE-1" width="620" height="299" /></a><figcaption id="caption-attachment-3614" class="wp-caption-text">Ménage: Gaspar Noé choca mais uma vez as plateias do Festival de Cannes com longas cenas de sexo explícito</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sangue, esperma e lágrimas. </strong></p>
<p>O filme começa com uma cena de sexo explícito num plano aberto, com fotografia amarelada e o protagonista Murphy<strong> (</strong><strong>Karl Glusman</strong><strong>) </strong>e sua namorada Electra<strong> (</strong><strong>Aomi Muyock</strong>) masturbando-se mutuamente por minutos. A cena não tem cortes e só termina quando ele ejacula. Os primeiros minutos do filme já revelam o caráter provocativo da obra e choca o público desavisado.</p>
<p>O relacionamento entre eles foi curto e fulminante, com promessas de amor, intensidade, sexo e traição. Sangue, esperma e lágrimas, como diz a própria personagem, é disso que se trata o filme. Um delicado e sincero retrato de um relacionamento passional, corrosivo e autodestrutivo, com uso de drogas e abuso de gozo.</p>
<p>O namoro termina após a descoberta de que ele teria engravidado outra mulher, Omi <strong>(</strong><strong>Klara Kristin</strong><strong>).</strong> Omi é a vizinha de Murphy, uma jovem de dezessete anos que despertou a atenção do casal e foi sendo seduzida até viver o maior desejo sexual deles: um <em>ménage à trois</em>. Uma das mais longas do filme, a cena causa desconforto na sala de cinema com realismo sem pudor e partes intimas à mostra, só encerra após o orgasmo.</p>
<p><em>Love</em> é provocante, sensorial e capaz de despertar a libido com suas cenas explícitas, numa espécie de pornô sutil, marcado por longas cenas de sexo e mais exibição do corpo masculino do que do feminino. Com cenas de flashback, é possível mergulhar no universo melancólico de Murphy, imergir em sua confusão mental e desejo de fuga e de retorno ao passado, ao lado de Electra.</p>
<p>Em <em>Love</em> a história de um relacionamento é marcado por erros, traições e arrependimentos, o retrato de uma geração que está aprendendo a lidar com suas emoções e desejos mais íntimos. Sem dúvida, o filme marca não só pelas cenas de sexo explícito, mas também pela densidade dos personagens e dos relacionamentos, pela narrativa em flashback e pelas cenas sensoriais. O retrato de uma história com rupturas, dor e entrega.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/">Crítica: Love</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
