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	<title>Arquivos Justin Theroux - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Justin Theroux - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Diabo Veste Prada 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:32:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como O Diabo Veste Prada 2 dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original? Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como<strong><em> O Diabo Veste Prada 2</em></strong> dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original?</p>
<p>Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O que é um grande bálsamo para os fãs mais fervorosos, como essa jornalista que aqui escreve. Andy Sachs (Anne Hathaway) passou anos vivendo o seu sonho de escrever histórias relevantes, política, economia, sociedade. Ela é uma jornalista renomada e reconhecida pelo seu trabalho investigativo. Mas nem isso a consegue blindar do trator que é o capitalismo e a necessidade constante de “cortar os custos”.</p>
<p>Os tempos são outros e essa nova realidade de inteligência artificial, produções online e rapidez líquida fez com que o jornalismo de verdade, aquele que tem tempo de pesquisar, entrevistar, fosse colocado em segundo plano. São tempos incertos. Inclusive para Miranda Priestly (Meryl Streep), que do outro lado da moeda, sofre as consequências do trabalho mal feito de sua equipe jornalística, o que pode levar ao seu declínio do topo da Runway (que a essa altura já se tornou uma revista muito mais on-line).</p>
<p>Em meio a essas nuances de cada personagem, o reencontro acontece através da necessidade de ambas. Cada uma de uma ponta, convergindo com o mesmo propósito.</p>
<p>É curioso perceber como mesmo depois de tantos anos, Andy ainda fica nervosa e insegura ao lado de Miranda. É como se ela ativasse aquela jornalista recém formada lá do começo, que tinha que se provar o tempo todo. Ela precisa ser constantemente lembrada que ela ocupa, hoje, um outro espaço e uma outra posição.</p>
<p>Já Miranda segue com a sua personalidade altiva, mas sendo convocada o tempo todo a acessar momentos de mais humanidade. Ela entende (ou é forcada a entender) que o topo é solitário, mas não precisa necessariamente ser. Que por mais que ela esteja sempre jogando com as peças deste quebra-cabeça que é comandar uma revista que dita a moda do mundo todo, o tabuleiro pode contar com outros jogadores.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="O Diabo Veste Prada 2" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Minha preocupação com o trailer, onde achei as personagens muito caricatas, por sorte não se confirmou. O roteiro não foi para o caminho de exploração até a última gota de quem é Miranda Priestly e sua indiferença com o próximo. E claro que Meryl Streep faz toda a diferença neste quesito, mas acredito que podemos colocar o resultado nas costas do diretor David Frankel, responsável também pelo primeiro longa.</p>
<p>Aqui em<em><strong> O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>a rivalidade feminina é substituída por uma parceria construída de maneira muito natural. As personagens entendem que precisam convergir no mesmo propósito, já que o “universo” (leia-se aqui “capitalismo masculino”) não está disposto a isso.</p>
<p>Mesmo assim, ainda temos a rivalidade feminina apresentada, mas muito mais como um resquício de vingança ou uma necessidade de se provar suficiente pelo passado que viveu ali naquele espaço. Fico triste apenas que o roteiro quis redimir essa personagem no final, completamente sem necessidade. Era melhor ter assumido o seu lado vingativo e seguido com isso.</p>
<p>Para a dupla principal, vemos outras facetas de suas personalidades. Existe uma profundidade maior das personagens, uma exploração mais detalhada de quem cada uma é.</p>
<p>É uma mudança que eu achei legal foi Miranda estar num casamento bacana e amoroso, com um cara que entende a sua posição, enquanto Andy está solteira, mas sem a necessidade de busca pelo masculino. Ela está bem, feliz, completa, sem aquele ar de demanda de relacionamento, mas também sem a sombra da solidão. Isso vai de encontro com o machismo habitual de alguns roteiros, o que é ótimo!</p>
<p>O filme também é um grande serviço para os fãs do primeiro. Ele bebe da mesma fonte, traz milhares de referências claras (e outras sutis), mas sem deixar de lado uma personalidade muito própria. <em><strong>O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>é uma grata surpresa em uma época que as continuações tardias são tão rasas e sem propósito. O longa entrega excelentes atuações, uma história legal, nostalgia, looks incríveis e uma leveza necessária. Vale muito a pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Frankel</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Aline Brosh McKenna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/r3_gZDsy1iQ?si=4JfTUyL0iCtK7tJB" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Fantasmas Ainda Se Divertem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:24:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das principais ferramentas usadas por Hollywood para mobilizar fãs é o retorno de filmes ou franquias de sucesso com sequências, remakes ou requels. No universo do terror, isso se torna ainda mais comum, a ponto de ser uma estratégia executada por estúdios desde o início da década de 2010. No caso da Warner Bros., sua nova investida traz o retorno de um clássico de Tim Burton (Dumbo, de 2019, e Wandinha, desde 2022) depois de 36 anos da sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais ferramentas usadas por Hollywood para mobilizar fãs é o retorno de filmes ou franquias de sucesso com sequências, <em>remakes</em> ou <em>requels</em>. No universo do terror, isso se torna ainda mais comum, a ponto de ser uma estratégia executada por estúdios desde o início da década de 2010. No caso da Warner Bros., sua nova investida traz o retorno de um clássico de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-tim-burton/">Tim Burton</a> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dumbo/"><em>Dumbo</em></a>, de 2019, e <em>Wandinha</em>, desde 2022) depois de 36 anos da sua estreia. Este ano o cineasta volta às telonas com uma de suas histórias mais marcantes: a do bio-exorcista mais conhecido. A sequência do sucesso de Burton dos anos 1980, intitulada <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5) com a promessa de carregar a aura do seu antecessor e do cinema de Tim que o público não vê há muito tempo.</p>
<p>De cara, já é importante esclarecer que o novo longa-metragem de Tim é bem sucedido em sua missão. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> tanto acerta em reviver o clássico de 1988 como em estabelecer conexões com a atualidade e possíveis novos fãs. O tom da comédia é extremamente calibrado e pronto para fazer piadas escrachadas ou <em>nonsense</em> sobre si, o passado e os dias atuais. O roteiro de Alfred Gough e Miles Millar (ambos criadores de <em>Wandinha</em>) não perde de vista os elementos de terror &#8211; aqui até mais presentes do que em seu antecessor -, criando um tom ainda mais equilibrado do que o primeiro filme.</p>
<p>Além disso, o projeto aposta na continuidade visual do que estabeleceu <em>Os Fantasmas Se Divertem</em> lá em 1988 como um clássico <em>cult</em>. O uso de <em>stop-motion</em>, efeitos práticos e cores saturadas continua a representar a visualidade do longa-metragem e isso mantém seu caráter original. O investimento nessas características tão próprias de <em>Beetlejuice</em> (título original) só fortalecem a ideia de que o estúdio quis manter a energia do filme anterior em <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>.</p>
<p>Outro fator que enriquece o filme e alegra os fãs do original, é ver Burton em sua melhor forma. Depois de 5 anos sem lançar um novo filme, o diretor estadunidense retorna com um dos projetos que mais marcou sua carreira e o catapultou para o sucesso. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem </em></strong>tem em seu cerne o DNA do que eram os longas dirigidos por Tim Burton no início de sua carreira. É possível perceber na sequência a mesma energia que existiu nos primeiros sucessos de sua carreira, como <em>Batman (1989)</em>, <em>Edward Mãos de Tesoura (1990)</em>, <em>Ed Wood (1994)</em> e <em>Marte Ataca! (1996)</em>.</p>
<figure id="attachment_18666" aria-describedby="caption-attachment-18666" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18666" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-750x500.jpg" alt="Os Fantasmas Ainda Se Divertem (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4.jpg 1581w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18666" class="wp-caption-text">Jenna Ortega em cena de &#8216;Os Fantasmas Ainda Se Divertem&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Mais do que o prazer que é ver Burton retornando às suas origens, é ter ele fazendo isso ao lado de pessoas que estiveram com ele nessa caminhada. O retorno de Michael Keaton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-flash/"><em>The Flash</em></a>, de 2023), Winona Ryder (<em>Stranger Things</em>, desde 2016) e Catherine O&#8217;Hara (<em>Argylle &#8211; O Superespião</em>, de 2024) é uma chancela de continuidade ainda maior. Eles se mostram tão sagazes e prontos para uma nova aventura insana do diretor em <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>. A sensação que dá ao vê-los em cena é como se o tempo não tivesse passado. O <em>timing</em> e a troca são tão poderosos como no original. Cada um tem seu momento de brilhar ao longo do filme, mas é preciso destacar O&#8217;Hara como um ponto fora da curva. Sua Delia Deetz está mais excêntrica e hilária do que nunca.</p>
<p>Ao lado do trio que fez parte do elenco original, <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem </em></strong>ganha adições poderosas ao incorporar Jenna Ortega (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <em>Pânico VI</em>, de 2023), Justin Theroux (<em>A Dama e o Vagabundo</em>, de 2019), Monica Bellucci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mafia-mamma-de-repente-perigosa/"><em>Máfia Mamma &#8211; De Repente Criminosa</em></a>, de 2023) e Willem Dafoe (<em>Pobres Criaturas</em>, de 2023) em seu elenco. Dafoe entrega um chefe de polícia excêntrico que , em vida, era um ator vaidoso; Theroux chega com o exagero de um aproveitador clássico; e Bellucci abraça o público com o encantamento de uma <em>femme fatale</em> zumbi. E ainda tem uma participação surpresa que tira boas risadas, apesar do seu curto tempo em tela.</p>
<p>Cada um cumpre seu papel em cena muito bem e divertem o público sempre que surgem em tela, mas Jenna precisa ser destacada separadamente. Apesar de ser a filha de Lydia Deetz, seu mérito não é pelo tempo de tela &#8211; até porque Keaton segue com menos de 20 minutos de filme e continua a ser um estouro -, mas pela sua presença. Tim encontrou em Jenna uma referência perfeita para incorporar o terror gótico satírico tão presente em sua carreira. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> só ganhou com essa nova leva do elenco, especialmente por levar ao público mais uma parceria entre Ortega e Burton.</p>
<p>A mistura de elementos clássicos e atuais, do elenco original com as adições e da retomada do cinema raiz de Tim Burton fazem de <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> uma surpresa extremamente feliz. A sequência é tão divertida e surreal como o primeiro filme. Talvez o roteiro da sequência seja mais redondo e saiba usar melhor os elementos exageradamente surreais. É evidente que a narrativa já tem fãs há mais de três décadas, contudo, os acertos, as apostas e as certezas de produção fazem com que o segundo filme sobre Beetlejuice seja capaz de superar o primeiro em todos os aspectos possíveis. Que esse seja o início de novos projetos de Burton que retornem e abracem a sua verdadeira essência, que o fazem ser um diretor único.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tim Burton<br />
<strong>Elenco: </strong>Michael Keaton, Winona Ryder, Catherine O&#8217;Hara, Jenna Ortega, Justin Theroux, Monica Bellucci e Willem Dafoe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jqVGSIIwLi0?si=cIeZPQRNIG6c4e6U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Suprema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:34:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio ao interesse em torno da figura de Ruth Bader Ginsburg, uma advogada pioneira na defesa da questão de gênero nomeada ao Supremo Tribunal norte-americano em 1993, a diretora Mimi Leder (A Corrente do Bem e O Pacificador) chega aos cinemas com Suprema, biografia dessa importante figura pública dos EUA, interpretada aqui por Felicity Jones (indicada ao Oscar por A Teoria de Tudo). Suprema representa um retorno de Leder aos cinemas depois de um período produzindo e dirigindo a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao interesse em torno da figura de Ruth Bader Ginsburg, uma advogada pioneira na defesa da questão de gênero nomeada ao Supremo Tribunal norte-americano em 1993, a diretora Mimi Leder (<em>A Corrente do Bem</em> e <em>O Pacificador</em>) chega aos cinemas com <strong><em>Suprema</em></strong>, biografia dessa importante figura pública dos EUA, interpretada aqui por Felicity Jones (indicada ao Oscar por <em>A Teoria de Tudo</em>). <strong><em>Suprema</em> </strong>representa um retorno de Leder aos cinemas depois de um período produzindo e dirigindo a aclamada série da HBO <em>The Leftovers</em>.</p>
<p>O longa acompanha os primeiros anos da carreira de Ginsburg, notável aluna de Direito que enfrentou o sexismo na sua carreira, até então dominada por homens. A narrativa culmina com um caso de Direito Tributário assumido por Ruth junto com seu marido Martin (papel de Armie Hammer), uma causa que resultou numa transformação legislativa sem precedentes no país.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10240" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Leder conduz a biografia de Ginsburg com burocracia, seguindo uma cartilha conhecida no gênero. No lugar de deixar a impressionante jornada da sua personagem &#8220;falar por si só&#8221;, a diretora insiste em reforçar os feitos da protagonista com recursos redundantes, como diálogos repletos de frase de efeito e apelos dramáticos. <strong><em>Suprema</em> </strong>só soa natural mesmo no terceiro ato, quando o tribunal entra em cena e a artificialidade do roteiro da história encontra guarida no performático jogo do júri.</p>
<p>No mesmo momento que <strong><em>Suprema</em> </strong>chega aos cinemas, outra obra que tem como referência a história de Ruth Bader Ginsburg é bastante comentada, o documentário <em>RGB</em>, indicado em duas categorias do Oscar mais recente (documentário e canção original). Como ficção baseada em eventos reais, <strong><em>Suprema</em> </strong>é cheia de cacoetes, com bons momentos aqui e ali para seus atores, em especial a protagonista Felicity Jones e Justin Theroux como um advogado especializado em Direitos Civis que ajuda Ginsburg e seu marido. Está aquém da biografada, mas também não faz muito estrago na dramatização do relato da sua vida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mimi Leder<br />
<strong>Elenco:</strong> Felicity Jones, Armie Hammer, Justin Theroux, Sam Waterston, Kathy Bates, Cailee Spaeny, Jack Reynor, Stephen Root, Chris Mulkey, Gary Werntz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xXcROQVNv30" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lego Ninjago – O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 20:51:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Lego Ninjago: O Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lego Ninjago – O Filme é o terceiro longa do universo Lego, desta vez, com uma história inspirada na série de televisão Ninjago (2011-2017). Apesar das outras projeções anteriores, Uma Aventura Lego (2014) e Lego Batman: O filme, possuírem uma qualidade alta, o mesmo não acontece com a nova produção da empresa de brinquedos. Como numa colagem de histórias já vistas que narram a trajetória do herói, Ninjago utiliza-se de clichês como o pai do mocinho que é o vilão, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lego Ninjago – O Filme</em> é o terceiro longa do universo Lego, desta vez, com uma história inspirada na série de televisão <em>Ninjago</em> (2011-2017). Apesar das outras projeções anteriores, <em>Uma Aventura Lego</em> (2014) e <em>Lego Batman: O filme,</em> possuírem uma qualidade alta, o mesmo não acontece com a nova produção da empresa de brinquedos.</p>
<p>Como numa colagem de histórias já vistas que narram a trajetória do herói,<em> Ninjago</em> utiliza-se de clichês como o pai do mocinho que é o vilão, um mestre ninja que passa a narrativa falando do poder interior, a identidade secreta de adolescentes que lutam contra o crime e que precisa ser escondida, além dos robôs que mais parecem megazords tirados de <em>Power Ragers</em>. Os roteiristas Bob Logan (<em>Madagascar</em>) e Paul Fisher (<em>O príncipe do Egito</em>) não tentam disfarçar suas referências, porém, ainda que seja uma estratégia, o filme ganha um tom de tédio por não ter fôlego para sustentar sua própria narrativa em formato de recortes de histórias anteriores.</p>
<p>As personagens também são fracas. O próprio protagonista Lloyd não cativa o espectador pois possui uma atitude apática perante os acontecimentos da trama, mesmo quando tenta dar uma virada em seu caminho e tomar as decisões corretas. Supostamente, ele deveria inspirar um garotinho de aproximadamente oito anos, já que a aventura faz parte de uma espécie de fábula contada pelo Master Wu (Jackie Chan). Os integrantes de seu grupo de ninjas também não chamam a atenção. Exceto pelo robô Zane, o único que traz algumas tiradas engraçadas durante a exibição.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8250" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/legoninjago-03.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>A questão fundamental para o longa vem justamente do cômico. As tentativas forçadas de tirar o riso da plateia parecem o objetivo principal. Para além de tentar fazer um roteiro bem construído ou trazer personagens carismáticas, <em>Ninjago</em> quer ser engraçado. Contudo, ele falha até neste fator e pode somente alcançar este ensejo com Zane, o ninja gelo.</p>
<p>Apesar de todas as questões apontadas, <em>Lego Ninjago – o filme</em> possui uma única cena que pode valer para o público. Em um <em>plot twist</em>, no momento clímax do longa, o rumo da narrativa surpreende, pois algo que parecia descartável torna-se importante para a trama, fazendo com que as personagens se desenvolvam um pouco mais e os efeitos especiais sejam mais bem trabalhados, com detalhes propícios para cenas de ação.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0dvQJBL5Ars" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Garota no Trem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2016 20:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Garota No Trem]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Theroux]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Hawkins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Publicado em 2015, A Garota no Trem é um suspense psicológico de autoria da britânica Paula Hawkins que logo se transformou em best-seller mundial. Como destino natural de qualquer best-seller que tem uma repercussão com as suas proporções, o romance teve os seus direitos comprados por um grande estúdio de Hollywood para ganhar uma versão nas telonas que chegou aos cinemas esse ano. Também é natural que muita expectativa tenha sido gerada no entorno da produção. Existiam associações da obra [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicado em 2015, <i>A Garota no Trem </i>é um suspense psicológico de autoria da britânica Paula Hawkins que logo se transformou em <i>best-seller</i> mundial. Como destino natural de qualquer <i>best-seller </i>que tem uma repercussão com as suas proporções, o romance teve os seus direitos comprados por um grande estúdio de Hollywood para ganhar uma versão nas telonas que chegou aos cinemas esse ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Também é natural que muita expectativa tenha sido gerada no entorno da produção. Existiam associações da obra com outro título que fizera bastante sucesso há muito pouco tempo atrás, <i>Garota Exemplar</i>, de David Fincher<i> </i>(comparação descabida, já que ambos tem em comum apenas o gênero e o fato de ter uma personagem feminina muito presente na história). Além disso, Emily Blunt, que vem com uma carreira ascendente com interpretações marcantes em filmes como <i>Caminhos da Floresta</i>, <i>No Limite do Amanhã </i>e <i>Sicario &#8211; </i>e que só está à espera de uma protelada indicação ao Oscar -, protagonizaria a produção.<i> </i></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Além dos elementos de bastidor que fizeram parte da própria campanha do filme antes mesmo dele começar a ser rodado, a premissa de <i>A Garota no Trem </i>bastava como grande chamariz para o longa. O livro traz a  história de Rachel, uma jovem deprimida e alcóolatra que tenta superar o casamento do seu ex-marido com a amante dele. Enquanto persegue o casal e vive um cotidiano vazio, Rachel fantasia sobre o romance perfeito de uma moça que sempre vê da janela do trem e seu marido, mal imaginando que logo estará enredada em uma trama de assassinato que a transformará em peça fundamental do seu desfecho.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"> <img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6866" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/AGarotaNoTrem2.jpg" alt="agarotanotrem2" width="610" height="348" /></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Todo esse contexto que prenunciava a realização de uma grande obra infelizmente não resultou no esperado ainda que <i>A Garota no Trem </i>esteja longe de ser um completo fiasco. O filme prende o espectador com o quebra-cabeça que constrói, mantendo sua atenção na resolução do mistério central como uma fita burocrática de suspense exige. Além disso, o longa traz uma interpretação empenhada de Emily Blunt, que, ainda que não receba um material complexo e desafiador o suficiente graças a visão estreita do roteiro do filme e da sua direção, consegue fazer da protagonista uma personagem cujo arco dramático é realmente interessante para se acompanhar. Acontece que falta muito para o longa sublimar as suas falhas.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que impede <i>A Garota no Trem </i>de explorar todo o potencial que ele possui é o mesmo obstáculo que se coloca diante do desempenho de Blunt: a falta de visão do seu diretor Tate Taylor (<i>Histórias Cruzadas</i>) e da sua roteirista Erin Cressida Wilson (<i>Homens, Mulheres e Filhos</i>) a respeito do próprio material que têm em mãos. Wilson não consegue dar substância a personagens que são relevantes para a trama e que poderiam render muito em um roteiro que explorasse suas camadas, como a babá Megan (Haley Bennett, de <i>Sete Homens e um Destino</i>), o marido dela (Luke Evans, de <i>Imortais</i>), a investigadora do caso (Allison Janney, de <i>Tallulah</i>), o terapeuta de Megan (Edgar Ramírez, de <i>Joy</i>), o ex-marido de Rachel (vivido por Justin Theroux, da série <i>The Leftovers</i>) e sua rival (Rebecca Ferguson, de <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</i>).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O diretor Tate Taylor, por sua vez, não consegue resolver a superficialidade do seu roteiro com uma condução mais firme, respondendo de maneira burocrática e pouco inventiva aos comandos de Wilson. Há ainda outras questões que brecam uma apreciação mais fluida do espectador, como a dificuldade que Taylor tem ao lidar com as constantes idas e vindas na linha temporal do filme que fazem cruzar a história de Rachel com a de Megan ou o fato dele pouco explorar um tema sugerido na obra e que a faria alçar voos mais ambiciosos, a cumplicidade feminina diante de históricos de relacionamentos abusivos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não dá para dizer que ao final da sessão de <i>A Garota no Trem </i>o espectador sairá insatisfeito do cinema. Visto pela chave do gênero, o longa funciona como um suspense cujo caminho até a sua resolução mostra-se sempre instigante e mantém o espectador fiel ao filme do início ao fim. Acontece que não deixa de ser frustrante perceber que a obra tinha muito mais potencial a ser explorado. É frustrante perceber que graças a pouca visão dos seus realizadores questões tão pulsantes e personagens tão interessantes como os de <i>A Garota no Trem </i>não puderam ser exploradas a contento proporcionando ao espectador uma experiência melhor.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kmQ1WcX425E" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Zoolander 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2016 12:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Stiller]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Theroux]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Will Ferrell]]></category>
		<category><![CDATA[Zoolander 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando Zoolander chegou aos cinemas em 2001, a criação do ator, diretor e roteirista Ben Stiller nessa sátira do universo da moda chamou a atenção não apenas pela maneira como mostrava o seu tema, mas também pela interessante figura que o ator havia entregue ao mundo, o super-modelo Derek Zoolander, um homem capaz de literalmente paralisar qualquer coisa com um único olhar, o &#8220;Blue Steel&#8221;. Levou quase quinze anos para que Stiller retornasse ao universo de Zoolander na continuação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4713" aria-describedby="caption-attachment-4713" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4713 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/zoolander-620x349.jpg" alt="zoolander" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4713" class="wp-caption-text">Fazendo graça: Penélope Cruz junta-se a Ben Stiller na continuação de Zoolander como uma agente especial e modelo de moda praia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando <i>Zoolander </i>chegou aos cinemas em 2001, a criação do ator, diretor e roteirista Ben Stiller nessa sátira do universo da moda chamou a atenção não apenas pela maneira como mostrava o seu tema, mas também pela interessante figura que o ator havia entregue ao mundo, o super-modelo Derek Zoolander, um homem capaz de literalmente paralisar qualquer coisa com um único olhar, o &#8220;Blue Steel&#8221;. Levou quase quinze anos para que Stiller retornasse ao universo de Zoolander na continuação <i>Zoolander 2 </i>e as coisas parecem ter saído diferente do que o ator havia vivenciado no filme original. O longa sofreu alguns problemas nas bilheterias norte-americanas em sua estreia, enfrentando a dura concorrência de <i>Deadpool, </i>um dos filmes de maior arrecadação desse primeiro semestre, e as críticas a comédia não foram nada elogiosas. Em parte, a diferença da repercussão entre <i>Zoolander 2 </i>e o primeiro longa protagonizado pelo personagem se justifica, a continuação é mesmo inferior a comédia de 2001, mas não chega a ser completamente ruim como andam alardeando.</p>
<figure id="attachment_4714" aria-describedby="caption-attachment-4714" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4714 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/29edcaee3d65ad3a3c9ba61e1d68607a-620x349.jpg" alt="29edcaee3d65ad3a3c9ba61e1d68607a" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4714" class="wp-caption-text">Tipos impagáveis: Will Ferrell retorna como o interessante vilão Mugatu e Kristen Wiig rouba a cena em uma irreconhecível aparências graças ao trabalho de maquiagem do longa.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Zoolander 2</i>, Ben Stiller retorna ao personagem para contar como ele se encontra depois dos eventos do longa anterior. Aqui acompanhamos Zoolander e seu antigo rival das passarelas Hansel enfrentando as consequências do tempo no mundo da moda. Humilhados em um desfile e enfrentando sucessivos problemas pessoais, ambos somem dos holofotes e vivem bem longe da fama. Tudo muda quando um grupo de celebridades começa a ser assassinado por um misterioso <i>serial killer </i>e eles são recrutados por uma modelo de editoriais de roupas de praia para descobrir o que está por trás dos crimes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A continuação ainda aposta na sátira ao mundo da moda em suas excentricidades e &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221; e o trio Ben Stiller, Owen Wilson e Will Ferrell continuam valendo por suas interessantes criações para esse universo. Existe, porém, uma evidente perda de fôlego na construção dessa sátira, sobretudo quando temos como comparativo o uso que o primeiro filme fez sobre temas sérios que rondam o mundo dos super-modelos e das grifes de alta costura, como a utilização de mão de obra escrava pela indústria da moda em países com problemas políticos e sociais e a superficialidade das celebridades <i>fashionistas</i>. Dessa vez, tudo parece muito diluído em uma trama que mergulha sem concessões no absurdo, algo que o próprio longa faz questão de salientar quando o personagem de Will Ferrell, o vilão Mugatu, ironiza uma certa lenda antiga sobre o &#8220;modelo original&#8221; que mobiliza toda a trama do filme.</p>
</div>
<figure id="attachment_4715" aria-describedby="caption-attachment-4715" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4715 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/720x405-MCDZOOL_EC019_H-620x349.jpg" alt="720x405-MCDZOOL_EC019_H" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4715" class="wp-caption-text">Mudança de tom: Sátira cede espaço ao humor dos absurdos.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Além das participações especiais de estilistas, personalidades conhecidas das passarelas e alguns atores em evidência ou que andam fora de circulação na indústria (sim, Billy Zane está de volta como Billy Zane!), <i>Zoolander 2 </i>tem no seu elenco a adição de Penélope Cruz, como a modelo de biquinis e agente especial Valentina, e Kristen Wiig, irreconhecível através de uma interessante composição e um curioso trabalho de maquiagem na sua versão hilária de Donatella Versacce, a sinistra Alexania Atoz. É de Wiig alguns dos melhores momentos do filme, sem dúvida.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Perdendo um pouco da sagacidade e inteligência que o primeiro filme apresentava como uma sátira ao mundo <i>fashion</i>, <i>Zoolander 2 </i>se redime pela consciência que tem dos absurdos da sua própria história. Evidente que é um filme menor que o longa de 2001, mas a continuação protagonizada, dirigida e co-roteirizada por Ben Stiller acerta ao entender isso e não ter vergonha de acolher e fazer humor com as suas próprias limitações. Retornos são sempre complicados, ainda mais depois de tantos anos passados desde que a primeira obra fora lançada nos cinemas, mas <i>Zoolander 2 </i>tem alguns ótimos momentos e mantém as características dos seus personagens centrais, porém com uma abordagem levemente diferenciada. Entendendo isso, é relaxar e se divertir com o desfile de tipos concebidos por Ben Stiller e seu grupo de talentosos atores.</p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/">Crítica: Zoolander 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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