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	<title>Arquivos Justin Baldoni - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: É Assim Que Acaba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 20:41:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ser humano tem muitas facetas. E é isso que É Assim Que Acaba nos mostra a cada cena. A super aguardada adaptação cinematográfica do sucesso literário homônimo da autora Colleen Hoover finalmente chega aos cinemas, se tornando rapidamente um fenômeno de bilheteria, levando jovens de todas as idades. E a experiência é válida para quem leu e para quem não leu o livro (como eu mesma, que não tive a experiência literária). Blake Lively (Um Pequeno Favor) incorpora a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ser humano tem muitas facetas. E é isso que <em><strong>É Assim Que Acaba</strong></em> nos mostra a cada cena. A super aguardada adaptação cinematográfica do sucesso literário homônimo da autora Colleen Hoover finalmente chega aos cinemas, se tornando rapidamente um fenômeno de bilheteria, levando jovens de todas as idades. E a experiência é válida para quem leu e para quem não leu o livro (como eu mesma, que não tive a experiência literária).</p>
<p>Blake Lively (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a>) incorpora a protagonista Lily Bloom, uma jovem que acaba de descobrir o falecimento do pai e não consegue lidar muito bem com o fato, pelo simples motivo de que ela não expressa afeto pelo genitor. O filme vai nos explicar o motivo disso a medida que avança. Em meio ao luto recente, ela conhece Ryle (Justin Baldoni, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/"><em>A Cinco Passos de Você</em></a>), um neurocirurgião muito atraente com quem ela cruzou em um momento de fragilidade emocional.</p>
<p>O filme mescla o presente que a personagem vive com as histórias de seu passado, mostrando um caminhar seguro para os eventos que vão surgir lá na frente. A intenção do enredo é que a gente entenda as motivações das personagens e o que as levam a ser do jeito que são.</p>
<p>Ryle e Lily não vivem um romance logo de cara. Isso só vai acontecer mais na frente, quando ela se torna amiga da irmã dele e acabam se reencontrando. A ternura e a intensidade com que o relacionamento avança envolve o espectador completamente. Logo nos apaixonamos pela dupla, não tendo espaço para mais ninguém. Mas, é claro, que existe um terceiro elemento na história. Atlas (Brandon Sklenar, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>) é alguém do passado de Lily que mudou completamente a sua vida e que ressurge no seu presente.</p>
<p>O amor de Lily e Atlas é antigo. Eles viveram grandes descobertas juntos. Foram amigos, confidentes, apaixonados. Mas isso ficou no passado. Já o amor de Lily e Ryle é palpável, real, presente. Ele é intenso e cheio de possibilidades de futuro. É como um olhar vivido de esperança.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18565" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2.png" alt="É Assim Que Acaba" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em tese, <em><strong>É Assim Que Acaba</strong> </em>parece ser só mais um romance que vai nos apresentar um triângulo amoroso em que a mocinha tem dificuldades de escolher com quem ficar. Mas a história nos leva para muito além disso. Ela vem para nos mostrar as nuances que as pessoas podem ter. Ninguém é só luz, assim como ninguém é somente sombra. Mas ainda assim, não precisamos aceitar a sombra das pessoas, se isso nos fere.</p>
<p>Essa é uma história sobre violência contra a mulher. E os caminhos que levam Lily a passar por isso são muito tortuosos e afetivos. Ryle é um cara incrível, amoroso, romântico e dedicado. Ele não tem aquele perfil de agressor padrão que as histórias costumam nos mostrar. Mas ele é, sim, agressivo, e já mostra isso desde o primeiro momento em que entra em cena. Mas, assim como a protagonista, escolhemos ignorar.</p>
<p>Quantas vezes os sinais estão ali e as pessoas escolher olhar para o lado? Ainda que Ryle tenha toda uma história que nos faz entender o motivo de sua agressividade (entender é diferente de aceitar), isso não significa que Lily precisa passar por aquilo. E a necessidade que ela percebe de não repetir o ciclo de sua mãe é um dos momentos de maiores força da personagem.</p>
<p>Preciso tirar aqui o chapéu para a escolha de elenco deste longa. Fui informada que no livro os personagens são jovens, com 20 e poucos anos. Mas isso não faz nenhum sentido na trama, especialmente quando vemos o tipo de vida que as pessoas levam. Além de consertarem esse erro grotesco da autora, tiveram o cuidado de escolher atores que são muito parecidos para representar as diferenças de idades e até mesmo aqueles que são família. E isso fez toda a diferença no resultado final.</p>
<p><em><strong>É Assim Que Acaba</strong></em> é sobre o choque de realidade de entender que as pessoas não são apenas boas ou ruins. É compreender que podemos amar alguém, ser amados, e ainda assim não querer estar com a pessoa. É sobre a pluralidade do amor e todas as formas que ele se apresenta. É um filme forte, intenso, mas também afetuoso. Nos leva às lágrimas, ainda que nos abrace também. Vale muito a pena conferir no fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Justin Baldoni</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Blake Lively, Justin Baldoni, Brandon Sklenar, Jenny Slate, Hasan Minhaj, Amy Morton, Isabela Ferrer, Alex Neustaedter</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/XmRaA82dciU?si=wQV-tr3Yd2FRGgHz" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Cinco Passos de Você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 20:11:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood parece particularmente interessada em histórias de adolescente moribundos que fazem enterros em vida. Já vimos isso em A Culpa é Das Estrelas e Sol da Meia-Noite, por exemplo. O plot principal é sempre um adolescente que está à beira da morte e descobre um motivo para querer viver um pouco mais. A Cinco Passos de Você não é nenhum pouco diferente e deixa isso bem claro já no cartaz, com o casal principal respirando com tubos no nariz. Stella [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood parece particularmente interessada em histórias de adolescente moribundos que fazem enterros em vida. Já vimos isso em <em>A Culpa é Das Estrelas</em> e <em>Sol da Meia-Noite</em>, por exemplo. O <em>plot</em> principal é sempre um adolescente que está à beira da morte e descobre um motivo para querer viver um pouco mais. <em><strong>A Cinco Passos de Você</strong></em> não é nenhum pouco diferente e deixa isso bem claro já no cartaz, com o casal principal respirando com tubos no nariz.</p>
<p>Stella Grant (Haley Lu Richardson) é uma garota que passa a maior parte de sua vida no hospital por causa da doença fibrose cística. Ela está acostumada com a rotina, tem muitos amigos no hospital e faz parte do tratamento sozinha. Um belo dia, acaba conhecendo Will Newman (Cole Sprouse), um garoto novo no hospital que sofre da mesma doença que ela, mas com o agravante de uma bactéria resistente. Por conta da saúde, eles não podem se tocar e devem manter distância. No entanto, a atração dos dois é quase que instantânea, o que dá início a um romance impossível.</p>
<p>Naturalmente a história tem lá suas diferenças, mas a espinha dorsal é bem parecida com os filmes citados acima. Stella é bem motivada e não encara a doença como uma limitação na sua rotina. Embora ela tenha consciência dos perigos e sinta falta de viver certas experiências, ela consegue ver o mundo da maneira mais animadora possível. Ela tem ainda o apoio do amigo Poe (Moises Arias), que tem leva a situação da mesma maneira.</p>
<p>O ponto fora da curva que surge é Will. Ele não enxerga a doença desta forma e não tem motivação para lutar por uma melhora. O fato de que não existe efetivamente uma melhora torna tudo mais coerente. Will pode parecer sisudo em muitos momentos, mas é também o mais pé no chão em algumas circunstâncias, o aproximando mais da realidade. É um personagem menos caricato.</p>
<p>Com um enredo que se passa quase 100% dentro de um hospital, o roteiro vai criando diversas possibilidades de cenários, como a UTI Neonatal, a piscina de fisioterapia, o refeitório. Este ponto é muito positivo, já que a ideia de nos restringirmos aos quartos seria muito tediosa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10314" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/a-cinco-passos-de-voce-trailer-2-750x500.jpg" alt="A Cinco Passos de Você" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/a-cinco-passos-de-voce-trailer-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/a-cinco-passos-de-voce-trailer-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/a-cinco-passos-de-voce-trailer-2-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A protagonista é bem interessante e atrai a atenção do espectador. Haley Lu Richardson (<em>Fragmentado</em>) leva o papel com leveza e naturalidade, sendo uma grata surpresa. Não se pode dizer o mesmo de Cole Sprouse (<em>Riverdale</em>). O rapaz parece muito mais preocupado em ser sensual e manter o cabelo esvoaçante do que efetivamente nos presentear com uma boa atuação. Curiosamente, a química da dupla é muito gostosa de se ver e acaba equilibrando o problema de Sprouse.</p>
<p>Um dos problemas de<strong><em> A Cinco Passos de Você</em></strong> é que ele segue a cartilha de tragédia romântica que já vimos tantas vezes. O amor impossível de dois jovens, que se veem condenados à danação caso fiquem juntos, mas que preferem morrer a ter que abdicar daquele sentimento. Pelo menos, essa a ideia que paira o filme como um todo. O que ameniza a situação é que o desfecho é diferente do esperado e do que o próprio roteiro nos faz acreditar.</p>
<p>Este é um verdadeiro ganho do longa. Embora ele seja mais do mesmo e não traga elementos novos, a forma como o roteiro é conduzido é menos caricata e exagerada do que seus similares. Ele é claramente criado para o choro, mas não força a barra neste sentido. Os personagens são razoavelmente conscientes da situação implicada e não se tornam &#8220;<em>kamikazes</em>&#8221; da sua realidade.</p>
<p>Com muitos problemas no meio da caminho, mas com gratas surpresas como a química do casal e o próprio elenco de coadjuvantes, <em><strong>A Cinco Passos de Você</strong></em> é um filme que definitivamente agradará o público juvenil. No entanto, não deve ficar na memória, já que peca pela falta do elemento surpresa (uma glória que <em>A Culpa é Das Estrelas</em> utilizou anteriormente).</p>
<p><strong>Direção:</strong> Justin Baldoni<br />
<strong>Elenco:</strong> Haley Lu Richardson, Cole Sprouse, Moises Arias, Parminder Nagra, Sue-Lynn Ansari</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rya1l1zFjho" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/">Crítica: A Cinco Passos de Você</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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