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	<title>Arquivos June Diane Raphael - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos June Diane Raphael - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Dia do Sim (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 15:08:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua abertura, Dia do Sim mostra um resumo da vida da protagonista, Allison Torres (Jennifer Garner, Com Amor, Simon). Aventureira e alegre, a sua dinâmica se modifica quando ela passa a ser mãe. É complicado demais avaliar um filme como este que, destinado ao público infantil, prega a imagem de mulher controladora, que abandona a carreira profissional e perde a sua personalidade para criar seus filhos. Obviamente, as decisões femininas podem ser amplas, as que elas quiserem, até deixar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua abertura, <strong><em>Dia do Sim</em></strong> mostra um resumo da vida da protagonista, Allison Torres (Jennifer Garner, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/simonal-e-o-destaque-nas-estreias-do-cinema-esta-semana-08-08-confira-o-que-entra-em-cartaz/"><em>Com Amor, Simon</em></a>). Aventureira e alegre, a sua dinâmica se modifica quando ela passa a ser mãe. É complicado demais avaliar um filme como este que, destinado ao público infantil, prega a imagem de mulher controladora, que abandona a carreira profissional e perde a sua personalidade para criar seus filhos. Obviamente, as decisões femininas podem ser amplas, as que elas quiserem, até deixar o trabalho de lado. O que incomoda aqui, desde o início da projeção, é este retrato machista, impregnado por uma visão estereotipada e determinista das mulheres.</p>
<p>Após este estabelecimento de marcas de transformações de Allison, o longa tenta, durante toda a projeção, ressignificar o olhar em relação à personagem. Com uma premissa voltada para a liberação de todas as vontades das crianças por um dia, Allison revela que continua guardando dentro de si um espírito aventureiro. Em partes, o discurso sobre os papéis dos pais em uma família acaba suavizando o contexto do <em>plot</em> inicial, no qual a figura paterna é o ponto de alívio dentro e a materna é a que aprisiona e manipula todos. Mesmo assim, caso estas performances de gênero sejam ignoradas, por um público um pouco mais conservador ou alheio, a produção ainda falha em entregar um resultado positivo.</p>
<p>Dentro da trama, as ações são todas esperadas. Em sua obviedade, a obra não parece desejar ser muito além do que uma comédia leve e divertida. No entanto, o erro pode ser apontado justamente porque ela acaba sendo entediante. Entregando soluções fáceis para os conflitos, como a aparição de uma personagem aleatória para sugerir para Allison e seu marido façam o “Dia do Sim”, é cansativo acompanhar a sessão, possuindo a certeza de qual será o seu encaminhamento cena por cena. O espectador já encontrou algo semelhante no cinema, seja nas diversas versões de <em>Freaky Friday</em> (1976, 2003, 2018) ou em <em>Os Seus, os Meus, os Nossos</em> (1968), <em>Mamma Mia!</em> (2008), <em>Uma Mãe em Apuros</em> (2009), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fala-serio-mae/"><em>Fala Sério, Mãe!</em> </a>(2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dumplin/"><em>Dumplin’</em> </a>(2018), entre tantos outros.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13884" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158.jpg" alt="Dia do Sim" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A ideia de explorar a relação das mães com seus filhos, que parte do afastamento e irritabilidade das crianças – ou adolescentes –, até a redenção e restabelecimento da conexão entre eles é recorrentemente visto. O modo como isto vai ser contado é que pode trazer um resultado positivo. Para tal reaproximação ocorrer também é preciso que exista um desenvolvimento das personagens dentro do enredo e algum tipo de progressão nisto. O que acontece aqui são instalações repentinas, mal trabalhadas, porque entre as atividades lúdicas deste dia livre de “nãos” e os problemas vivenciados por estes parentes, há pouco espaço para que seja colocado algum desenvolvimento destes relacionamentos.</p>
<p>Neste tipo de conteúdo, ainda existem as piadas, mas estas chegam sem eficácia. A razão é que o roteiro passa uma sensação de que quem assiste já possui um conhecimento prévio sobre as situações e atividades pregressas das personagens. Em alguns momentos, o filme soa até como uma continuação. Assim, as gags perdem a graça, porque não houve uma ambientação para que tal efeito fosse alcançado. No geral, o <strong><em>Dia do Sim</em></strong> se esforça para ser cômico e sem muitas pretensões. Através de uma dinâmica corrida, não consegue engajar o consumidor e ainda possui um discurso um tanto ultrapassado.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Miguel Arteta</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Jennifer Garner, Edgar Ramírez, Jenna Ortega, Nat Faxon, June Diane Raphael</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RyCal7x6ras" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casal Improvável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 21:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema atual está muito focado em determinados gêneros. Super-heróis, terror e adaptações cinematográficas de livros juvenis é o que mais rende filmes ultimamente, especialmente porque é uma certeza de bilheteria um pouco maior. Diferente da década de 1990, a comédia romântica foi esquecida e relegada a projetos simplórios e rasos. É por isso que fui ao cinema assistir Casal Improvável com uma mistura de ansiedade e descrença. Na trama, o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) reencontra por acaso sua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema atual está muito focado em determinados gêneros. Super-heróis, terror e adaptações cinematográficas de livros juvenis é o que mais rende filmes ultimamente, especialmente porque é uma certeza de bilheteria um pouco maior. Diferente da década de 1990, a comédia romântica foi esquecida e relegada a projetos simplórios e rasos. É por isso que fui ao cinema assistir <em><strong>Casal Improvável</strong> </em>com uma mistura de ansiedade e descrença.</p>
<p>Na trama, o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) reencontra por acaso sua primeira paixão, Charlotte Field (Charlize Theron). Enquanto Flarsky cresceu e se tornou um redator impulsivo, Charlotte ocupa o cargo de Secretária de Estado norte-americana, sempre rodeada por assessores de sua confiança. O caminho dos dois vai se cruzar profissionalmente e render uma longa história.</p>
<p>Comentei no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-5-comedias-romanticas-imperdiveis/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Especial: Cinco Comédias Românticas Imperdíveis</strong> </em></a>que a principal receita para uma comédia romântica de qualidade é o equilíbrio nas duas partes do gênero. O espectador tem que ser ofertado com muita comédia e muito romance, tudo na medida certa e respeitando o espaço dos dois. O que vem acontecendo nos longas deste estilo nos últimos anos é que a comédia sobrepõe o romance, dando pouco espaço para apaixonar o espectador.</p>
<p>Felizmente, <strong><em>Casal Improvável</em></strong> acerta perfeitamente neste equilíbrio. Começamos com um ritmo acertado de risos exacerbados e cenas toscas, evoluindo lentamente para o romance que vai surgindo entre o casal principal. Acredito que um dos maiores ganhos do longa é que ele respeita o momento de romance, sem interferir com a risada. Em uma das cenas mais lindas quando o casal principal dança nos bastidores de uma festa, nós podemos curtir aquele momento, se apaixonar pela música e pelos dois. Não temos o clímax interrompido.</p>
<p>Diferente do que a ideia do filme pode propor, este não é um filme sobre um cara bosta que consegue a mulher maravilha. O que seria péssimo porque isso é muito triste de se ver em cena e alimenta um comportamento muito comum na sociedade, onde mulheres incríveis se rebaixam para se relacionar com homens medíocres. O enredo é muito mais sobre pessoas diferentes em comportamento e personalidade, se relacionando. Ele é jornalista investigativo impulsivo que perde o emprego porque não aceita a nova gerência e suas imposições. Ela é uma secretária de Estado que não deixa nem um fio solto porque está com o objetivo de concorrer à presidência. Então tudo é milimetricamente pensado e estudado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10732" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A maneira como eles se encontram, inclusive, é o que torna o romance possível. Em um mundo comum, onde eles não se conhecessem previamente, Charlotte jamais olharia para Fred com algum interesse. Ela já está condicionada a direcionar o olhar dela para outros estilos de homem. Então o histórico de infância dos dois torna tudo mais real.</p>
<p>Ainda que com toques de realismo, o filme não se propõe a ser menos lúdico. Momentos de ação, por exemplo, são inseridos como artifício para impulsionar o relacionamento do casal e funciona muito bem. O mesmo vale para resultados meio absurdos no final, que sabemos que não aconteceriam na vida real. Mas a ideia do filme é justamente ficar nesse limiar entre a realidade e a ficção.</p>
<p>Na pele do casal principal, a combinação de atores tão improvável quanto seus personagens. Seth Rogen (<em>Ligeiramente Grávidos</em>) é a cara do clássico nerd: barbudo com o cabelo sem cortar, roupas largas, barrigudo e com cara de que não curte um banho. Já Charlize Theron (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>) é a definição de perfeição de beleza. Elegante, sedutora, se veste bem, sabe se portar em todos os ambientes e dedicada. A química dos dois é suave e verdadeira, deixando as cenas ainda mais emocionantes. Eles nos convencem a todo momento sobre o surgimento do amor da dupla.</p>
<p>Podemos dizer que<strong><em> Casal Improvável</em></strong> é uma comédia romântica raiz, na melhor definição do termo. Ela possui todos os elementos para deixar o espectador completamente envolvido na história. O amigo maravilhoso que acredita no protagonista, o vilão suave que separa o casal principal, encontros emocionantes, o surgimento de uma paixão improvável e uma trilha sonora envolvente. Somos agraciados com todas essas emoções, que nos levam a rir muito, se apaixonar e chorar.</p>
<p>Há muito tempo (muito tempo mesmo) eu não assistia uma comédia romântica tão maravilhosa quanto essa. E quem vos fala é uma das maiores fãs de comédia romântica possível. Então acreditem quando eu digo: <strong><em>Casal Improvável</em></strong> é incrível e vale cada segundo da sessão. Assistam!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jonathan Levine<br />
<strong>Elenco:</strong> Charlize Theron, Seth Rogen, O&#8217;Shea Jackson Jr., Andy Serkis, June Diane Raphael, Bob Odenkirk, Ravi Patel, Alexander Skarsgård, Lisa Kudrow</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/asxSt10ZQac" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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