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	<title>Arquivos Julia Garner - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Julia Garner - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Hora do Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 12:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado A Hora do Mal. Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7) com a promessa de ser um dos melhores filmes de terror do ano. Mas será que <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> cumpre seu objetivo? A produção marca o segundo longa de Cregger e, depois de sua estreia impactante com <em>Noites Brutais (2022)</em>, tanto público quanto a crítica têm altas expectativas para o cineasta. <em>Spoiler</em>: para a alegria dos fãs do gênero, a promessa de Cregger é cumprida com um filme que choca, assusta e te deixa na beira da poltrona de uma forma pouco convencional.</p>
<p>A trama de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> se desenrola depois do desaparecimento de quase uma classe inteira de crianças. Durante uma madrugada, às 2h17, as crianças apenas se levantaram e saíram correndo, sozinhas, em direção à escuridão e não voltaram mais. Os pais, desesperados por respostas, se questionam porque apenas os alunos da professora Gandy sumiram. O que ela tem a ver com o mistério e onde foram parar as crianças?</p>
<p>O novo projeto do cineasta estadunidense instiga o espectador desde seu primeiro momento por ser formado por um mistério. Além de ser uma trama que naturalmente já chama a atenção do público, o roteiro de Cregger faz questão de investir num desenrolar narrativo que se preocupa em amarrar as pontas soltas dos acontecimentos aos poucos. <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> não é o típico terror costurado por <em>jumpscares</em> &#8211; ainda que tenha os seus. Na verdade, o longa decide seguir uma linha investigativa que intriga ainda mais quem assiste ao filme.</p>
<p>Essa decisão de Cregger em conduzir o filme como um thriller investigativo bem &#8216;<em>slow burn</em>&#8216; &#8211; ou seja, aquelas tramas que tomam seu tempo para desenvolver os acontecimentos narrativos &#8211; é seu maior acerto. Atrelado à isso, ele divide <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> a partir dos arcos centrais dos principais personagens do filme, se aprofundando em cada um deles antes de verdadeiramente trazer ao espectador às respostas que ele procura desde o início da sessão. Essa escolha pouco convencional ajuda a manter o público cada vez mais intenso e investido em sua história.</p>
<figure id="attachment_19922" aria-describedby="caption-attachment-19922" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19922" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg" alt="A Hora do Mal (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19922" class="wp-caption-text">Julia Garner em cena de &#8216;A Hora do Mal (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p><strong><em>A Hora do Mal</em></strong> flerta com montagens paralelas, referências de clássicos do gênero e uma ambiência tensa do início ao fim. Se em <em>Noites Brutais</em> Cregger já havia provado que sabia construir cenas tensas e assustadoras, em seu novo projeto, o diretor prova que sabe brincar ainda mais com as possibilidades do horror. Ele não tem medo de tomar o tempo que for preciso para tensionar as relações entre os personagens, o clima de pavor e, principalmente, as dúvidas do público.</p>
<p>Existe uma sensação de prazer quase sádica do cineasta em horrorizar o espectador com essa espera pelas respostas. O mais interessante, no entanto, é que, quando elas chegam, ele não abandona a trama e foca apenas em sequências corridas e/ou de embate entre mocinhos e vilões/monstros. Zach Cregger mantém o público na beira da poltrona, embasbacado com as imagens de horror e insanidade vistas em tela no terço final de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>O filme como um todo merece elogios e méritos. A visualidade como um todo do projeto (arte, fotografia) merecem os parabéns por entregarem as imagens aterradoras necessárias. Da mesma forma, o som sabe se colocar muito bem, fugindo da obviedade costumeira desse tipo de projeto. O elenco também precisa ser parabenizado por conseguirem incorporar os terrores do roteiro e darem vida e, principalmente, corpo para ele. Mas o maior mérito de <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é seu roteiro.</p>
<p>Cregger faz um trabalho primoroso ao conseguir orquestrar perfeitamente um projeto que poderia ser desinteressante ou confuso em outras mãos. Este é o tipo de filme que facilmente poderia cair no lugar de &#8216;tinha potencial, mas não chegou lá&#8217;, mas ele chega &#8211; e com louvor! <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é uma aula de construção de clima, ambiente e atmosfera para o gênero. Ao mesmo tempo, também é uma aula de construção de personagem e desenvolvimento de trama. No fim, todo o burburinho e espera valem à pena, assim como a ida ao cinema para ver o filme na maior tela possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zach Cregger</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Julia Garner, Josh Brolin, Cary Christopher, Alden Ehrenreich, Austin Abrams, Benedict Wong e Amy Madigan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/pluV0xgnAAc?si=B2_THABPfLAZa5nJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Assistente (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 15:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Revelando lentamente do que se trata A Assistente, a roteirista e diretora Kitty Green (Quem é JonBenet) entrega uma produção cuidadosa, forte e minimalista. Ambientado, majoritariamente, dentro de um escritório de uma empresa de entretenimento, o público acompanha ações rotineiras do trabalho da protagonista, Jane (Julia Garner, série Ozark). Como assistente, ela xeroca documentos, entrega o café, atende telefonemas etc. É nesta aparente rotina repetitiva e cansativa de Jane que, aos poucos, as informações vão sendo entregues. O primeiro elemento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Revelando lentamente do que se trata <strong><em>A Assistente</em></strong>, a roteirista e diretora Kitty Green (<em>Quem é JonBenet</em>) entrega uma produção cuidadosa, forte e minimalista. Ambientado, majoritariamente, dentro de um escritório de uma empresa de entretenimento, o público acompanha ações rotineiras do trabalho da protagonista, Jane (Julia Garner, série <em>Ozark</em>). Como assistente, ela xeroca documentos, entrega o café, atende telefonemas etc.</p>
<p>É nesta aparente rotina repetitiva e cansativa de Jane que, aos poucos, as informações vão sendo entregues. O primeiro elemento que salta aos olhos é a presença mais significativa de homens. Eles cercam Jane e há uma constante sensação de sufocamento e opressão. Os elementos técnicos contribuem para este feito. Um exemplo são os enquadramentos que colocam Jane em destaque, mas sempre deixam algum colega de trabalho dela ao fundo, lembrando para o espectador que suas ações estão sendo observadas e controladas.</p>
<p>O estabelecimento da tensão vai se expandindo e, a partir dos momentos de virada do longa, vão se intensificado. Em um dado momento, o espectador se encontra com o conflito principal da obra e é a partir daí que toda a construção da narrativa ganha força. Era preciso que o público conhecesse a rotina da personagem principal, soubesse da dinâmica de suas intermináveis horas de serviço, do local hostil, machista e nada amistoso, das tentativas de manipular suas palavras nos e-mails trocados com o chefe.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13667" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2.jpg" alt="A Assistente" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O argumento de <strong><em>A Assistente </em></strong>é muito sobre o privilégio masculino branco, onde eles se tornam quase deuses, sem punições para os seus atos. Mas, é, sobretudo, sobre o silenciamento das vozes femininas e como são ofertadas apenas duas saídas: dançar conforme a música para tentar se alcançar um objetivo mínimo ou ser rechaçada por tentar romper com este sistema. Todas estas questões são fomentadas pelo trabalho de Julia Garner. A atriz compõe uma Jane que mescla movimentações contidas e olhar atento. Na construção corporal é notável o seu entendimento sobre o papel que está performando.</p>
<p>Jane parece um elemento estranho dentro daquele espaço. Cada ação dela provoca olhares, respiradas fundas. Através desta compreensão, Garner calcula os gestos, os tons de voz e até mesmo o como sentar e levantar de sua cadeira. As nuances de velocidade e sentimentos impressos na tonalidade da voz também estão presentes. Ainda que Jane não seja de explosões, ela não é colocada como sem camadas e monocórdica. Dentro da criação dela, há uma exploração de emoções, que passam todo o sentimento de exaustão e revolta de Jane, como na cena em que ela decide, finalmente, denunciar os abusos feitos por seu chefe, porém é tratada com deboche e sofre um <em>gaslighting</em> tão forte, que desiste de prestar a queixa que desejava realizar.</p>
<p>Talvez, o incômodo que surja durante a exibição seja o pensamento derrotista impresso na produção ou a sutileza excessiva, que faz com que Jane empaque e não se desenvolva completamente. Estas duas características parecem ser conscientes e há um ganho em sugerir mais do que mostrar. No entanto, a ausência de uma movimentação da protagonista de um lugar para o outro reduz um tanto da qualidade de <strong><em>A Assistente</em></strong>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kitty Green</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Julia Garner, Jon Orsini, Rory Kulz, Matthew Macfadyen, Makenzie Leigh</p>
<p><strong>Assista ao trailer<a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/criticas/">!</a></strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/A84ebW5wNLk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-assistente-prime-video/">Crítica: A Assistente (Prime Video)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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