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	<title>Arquivos Josiane Balasko - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Josiane Balasko - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Quando Chega o Outono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 19:56:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Chega o Outono é um filme no qual François Ozon coloca sob suspeita a boa fé dos seus personagens principais. Há anos, Michelle Giraud vive longe de Paris em uma casa de campo no interior da França. A relação entre ela e a filha Valérie não é das melhores e isso fica evidente para o espectador quando a moça está de passagem pela casa de Michelle com o filho e acaba sofrendo uma intoxicação pelos cogumelos servidos pela protagonista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong> é um filme no qual François Ozon coloca sob suspeita a boa fé dos seus personagens principais. Há anos, Michelle Giraud vive longe de Paris em uma casa de campo no interior da França. A relação entre ela e a filha Valérie não é das melhores e isso fica evidente para o espectador quando a moça está de passagem pela casa de Michelle com o filho e acaba sofrendo uma intoxicação pelos cogumelos servidos pela protagonista durante um almoço. Desde então, a relação entre mãe e filha que já não era boa fica ainda pior.</p>
<p>Paralelamente à conturbada relação com a única filha, Michelle tem uma certa afeição por Vincent, um rapaz, filho da sua melhor amiga. Vincent não tem bons precedentes e é visto com desconfiança por muitos, inclusive por Valérie, em razão de ter cumprido uma pena na prisão. Apesar de tudo, o rapaz consegue refazer sua vida e abrir um bar graças a ajuda de Michelle. Em retribuição a todo esse suporte dado pela amiga da mãe, Vincent tenta intermediar a relação entre Michelle e a filha Valérie, mas as coisas acabam tomando um rumo inesperado.</p>
<p><strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong> é um filme no qual  François Ozon faz questão de deixar lacunas na sua trama. É difícil para o espectador ter um juízo definitivo sobre as intenções dos seus personagens principais. A vida pregressa de Michelle e Vincent acaba sendo inserida no roteiro de Ozon para o cineasta provocar o público e seus personagens, sinalizando como nossos preconceitos são capazes de preencher lacunas narrativas quando não temos certezas sobre as coisas. Assim, em <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong>, Ozon é capaz de construir duas histórias diametralmente opostas: de um lado, uma trama de conspirações e assassinatos dissimulados e, do outro, a possibilidade da tragédia engendrada pelo mero acaso, evidenciando como é difícil reconstruir uma imagem diante de decisões do passado que maculam reputações.</p>
<p>Aparentemente, o cineasta François Ozon acaba não deixando muito claras suas respostas ao final de <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong>. O mistério em torno de uma morte que mobiliza parte considerável das ações do filme leva o espectador a elaborar o tempo todo uma trama na qual Michelle é responsável por um ato vil com a ajuda de Vincent. Ozon leva o espectador a essa confabulação e o passado desses personagens é determinante para que o cineasta consiga esse efeito, provocando o juízo do público: até que ponto estamos imunes aos nossos preconceitos na presunção que fazemos de histórias que sequer conhecemos a fundo? Nesse sentido, não existe zona cinzenta nas lacunas que preenchemos na narrativa, ou os protagonistas (Michelle e Vincent) são figuras maquiavélicas ou são vítimas do acaso, quando no final das contas eles podem muito bem ser um pouco de ambos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19319" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1.png" alt="Quando Chega o Outono" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O ponto-chave da dualidade intencional com a qual Ozon desenvolve seus personagens em <strong><em>Quando Chega o Outono </em></strong>é esse esforço deliberado do cineasta de dar a todos eles o benefício da dúvida ao invés de uma sentença definitiva. No final das contas, o novo projeto do cineasta é sobre a dúvida e como, fora a nossa própria vivência, não temos total domínio do que existe por trás dos mistérios em torno das situações que nos são apresentadas.</p>
<p>A dúvida põe um holofote no direito que Ozon dá a seus personagens de serem humanos, capazes de virtudes, mas também de faltas graves. É fascinante como ele sinaliza isso desde o princípio com o sermão do padre sobre Maria Madalena na Igreja. Michelle pode ter de fato sido uma péssima mãe no passado e sua filha pode ter razões para odiá-la ou talvez ela está apenas sendo preconceituosa com a mãe, inserindo Valérie também no território da dubiedade. Vincent pode ser um sujeito violento e dissimulado, mas também um rapaz que está buscando uma segunda oportunidade fora da cadeia. A relação entre Michelle e Vincent pode esconder vínculos soturnos ou eles podem ter empatia um pelo outro, a ponto de Michelle até ser omissa e fechar os olhos para algumas ações do rapaz. Nada é muito óbvio na resolução do emaranhado de mistérios de <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong> e toda sentença parece precipitada porque assim acaba sendo a vida até que tenhamos uma prova cabal da culpabilidade de algo e isso François Ozon não entrega no seu roteiro, tirando do cineasta e do público essa posição plena de onisciência.</p>
<p>As possibilidades de interpretação são inúmeras e é impressionante como Ozon costura esse roteiro para que ele consiga permanecer em uma zona de completa nebulosidade. O filme também consegue um bom resultado nesse sentido porque o elenco consegue conferir a esses personagens essa dubiedade nos perfis psicológicos traçados. Nesse quesito, o trabalho de Hélène Vincent merece destaque na construção da protagonista Michelle, encarada pelo público como uma assassina dissimulada ou como uma mulher buscando a todo custo fazer as pazes com o passado e falhando nesse intento por conta de tragédias que tomam conta da sua vida.</p>
<p>Em <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong>, François Ozon encarrega o público da resolução do mistério de sua trama, uma função que, no modelo clássico (e, por vezes, preguiçoso e excessivamente didático) seria da detetive vivida aqui pela atriz Sophie Guillemin. Como nos seus melhores filmes e de forma potencializada, François Ozon destaca a importância da postura ativa do espectador cinematográfico, colocando o debate como ponto fundamental para fazer a experiência espectatorial de <em>Quando Chega o Outono</em> extremamente estimulante e satisfatória.</p>
<p><strong>Direção:</strong> François Ozon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hélène Vincent, Josiane Balasko, Ludivine Sagnier</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/UmtgV0zrYXM?si=qxKqO2EjoD-VgiFQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Graças a Deus &#8211; Festival Varilux de Cinema Francês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 15:36:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>François Ozon é um cineasta que mantém uma certa regularidade em sua carreira. Não é um diretor como Woody Allen, por exemplo, capaz de realizar ótimos longas e outros nem tão bons assim. Ozon não chega a comprometer sua filmografia com desastres, realizando obras que ficam no mínimo na média em seus resultados. Graças a Deus é mais um ótimo trabalho do realizador, dessa vez comprometido com a investigação da pedofilia na Igreja Católica. Vencedor do grande prêmio do júri [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>François Ozon é um cineasta que mantém uma certa regularidade em sua carreira. Não é um diretor como Woody Allen, por exemplo, capaz de realizar ótimos longas e outros nem tão bons assim. Ozon não chega a comprometer sua filmografia com desastres, realizando obras que ficam no mínimo na média em seus resultados. <em><strong>Graças a Deus</strong> </em>é mais um ótimo trabalho do realizador, dessa vez comprometido com a investigação da pedofilia na Igreja Católica.</p>
<p>Vencedor do grande prêmio do júri no último Festival de Berlim, <strong><em>Graças a Deus</em> </strong>se baseia em eventos reais para narrar as acusações de pedofilia dirigidas a um padre que coordenou um grupo de escoteiros da Igreja Católica na década de 1980 e início dos anos 1990. O filme consegue explorar em minúcias os casos a partir de três perfis diferentes de vítimas, um homem que se mantém católico quando adulto e que inicia a onda de queixas na alta cúpula da instituição, outro que é ateu e que acaba se tornando o líder de uma organização de suporte às vítimas e outro que teve consequências mais severas dos diversos abusos e estupros cometidos pelo sacerdote.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10737" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4686491.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4686491.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4686491.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4686491.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além de explorar as reverberações do trauma nas vítimas a partir dos casos, o longa aborda a repercussão dos casos na vida dos pais dos envolvidos (que são acometidos pela culpa ou negação) e também as questões políticas na administração interna das acusações pela Igreja. Nesse sentido, o roteiro de Ozon é extremamente competente nas bifurcações da sua história e na extensão do seu tratamento, sendo pertinente também na construção psicológica dos seus três personagens centrais e suas diferentes formas de lidar com as sequelas do trauma.</p>
<p>É certo que o cineasta se prolonga um pouco no seu filme e até abusa de certos expedientes, como as inúmeras mensagens trocadas entre seus personagens e os membros conciliadores da Igreja, mas em certo momento certo recurso mostra-se necessário, sobretudo para dar conta do próprio processo administrativo do caso. <strong><em>Graças a Deus</em> </strong>acaba se revelando também um filme contundente quando questiona o uso da fé de terceiros para fins escusos e a pedofilia cometida pelos padres acaba se mostrando apenas a ponta de uma cadeia de erros e vergonhas muito mais extensas para a instituição. É um longa de fôlego e que, certamente, exige o mesmo do espectador que se deparará com a banalidade com a qual a Igreja e seus representantes trata o crime, ou melhor, com a distorção da atitude criminosa em prol da sobrevivência da própria instituição e dos seus homens.</p>
<p><strong>Direção:</strong> François Ozon<br />
<strong>Elenco:</strong> Melvil Poupaud, Denis Ménochet, Éric Caravaca, François Marthouret, Bernard Verley, Josiane Balasko, Martine Erhel, Hélène Vincent, François Chattot</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZpCOr_mVNT4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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