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	<title>Arquivos Joe Pesci - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Joe Pesci - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:14:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como no quesito direção e filmes, as atuações de 2019 foram impecáveis. Sejam nas categorias principais ou coadjuvantes, os artistas mostraram alguns dos seus melhores trabalhos nesse último ano. Aqui vamos conferir o Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante. Apesar de não existirem surpresas na lista de indicados, a sua presença é interessante quando pensada no Oscar como um todo. O quinteto de indicados é formado por cinco conhecidos do Academy Awards, onde quatro já venceram ao menos uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como no quesito direção e filmes, as atuações de 2019 foram impecáveis. Sejam nas categorias principais ou coadjuvantes, os artistas mostraram alguns dos seus melhores trabalhos nesse último ano. Aqui vamos conferir o <strong>Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante</strong>. Apesar de não existirem surpresas na lista de indicados, a sua presença é interessante quando pensada no Oscar como um todo. O quinteto de indicados é formado por cinco conhecidos do Academy Awards, onde quatro já venceram ao menos uma vez. O irônico disso é que o quinto membro da lista (o que nunca venceu) é justamente o favorito do ano. Liderado por Brad Pitt o quinteto do Oscar 2020 na categoria “Melhor Ator Coadjuvante” conta com a presença de Joe Pesci, Al Pacino, Tom Hanks e Anthony Hopkins.</p>
<p>A base dessa lista começa com a dupla de atores de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>O Irlandês</em></strong></a>. Tanto Joe Pesci como Al Pacino estão longe de serem os concorrentes mais fortes. Pesci, evidentemente, mostra sua vitalidade ainda em cena, mas nada comparado ao seu desempenho vitorioso de Os Bons Companheiros. Joe, assim como a narrativa do longa-metragem, parece estar numa zona de conforto. Não existe agitação. Apenas é possível encontrar a linearidade do argumento de Scorsese e, da mesma forma, a linearidade em Pesci. Falta o brilho que ele já mostrou em outras produções.</p>
<p>Da mesma forma está Al Pacino. Apesar de ter reaparecido nas premiações com esse papel, sua dinâmica em cena pede mais. Existem momentos que ele parece estar retraído e, por isso, não explora suas possibilidades em cena. Faltam momentos em que a personagem de Pacino possa explodir o seu turbilhão de emoções que existem naquele momento da narrativa. Falta a característica tão marcante do ator de extrapolar o extracampo. O longa de Martin Scorsese é muito comedido em atuações &#8211; mesmo quando a cena pede mais &#8211; e isso afeta a performance tanto de Robert De Niro, que nem foi indicado, quanto de Pesci e Pacino.</p>
<p>Tom Hanks, no entanto, consegue já estar na disputa apesar do favoritismo ser declaradamente para Pitt. Hanks mostra que, apesar de questão de roteiro e direção, ele é capaz de ir além. A performance do ator é uma de suas melhores dos últimos tempos. Ao viver o famoso apresentador de um programa infantil, Fred Rogers, Tom traz toda a sensibilidade inerente a pessoa real. A todo momento o público é lembrado que existe uma tênue linha entre o mundo da fantasia e a vida real para Rogers. E essa precisão ao abordar essas nuances é brilhante. Tom Hanks está simplesmente emocionante e que tornam <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></strong></a> muito melhor.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12410" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda no páreo pela estatueta, Anthony Hopkins surge como um exemplo estonteante. Sua interpretação do Papa Bento XVI em <em><strong>Dois Papas</strong></em>. Ao lado de Jonathan Pryce, Hopkins demonstra ainda ter muito o que mostrar e interpretar no cinema. Sua atitude em cena é impecável. Fernando Meirelles aproveita os pequenos detalhes tanto de Pryce como de Hopkins para potencializar os filmes. Esse embate cênico de gigantes cria um resultado soberbo merecedor das duas indicações. A autoridade que Anthony Hopkins demonstra na tela é produto de uma carreira recheada de coisas diferentes, mas que são complementares. Hopkins demonstra ser exatamente isso como ator &#8211; e aqui não foi diferente &#8211; ele é adaptável e assertivo.</p>
<p>Por fim temos o favorito da noite. Apesar de muitos afirmarem que esse é um prêmio por seu trabalho da vida, Brad Pitt deu uma de suas melhores performances da carreira. De fato ele não é um ator de trabalhos exclusivamente excelentes, mas existentes muitos que marcam e Cliff Both é um deles. Mais uma vez o roteiro de Quentin Tarantino permitiu que seu ator brilhasse. É incrível a forma como Pitt brinca com as minúcias do texto. Seus momentos em frente à câmera demonstram o resultado de uma carreira com cicatrizes de aprendizado e essa personagem é a sua redenção.</p>
<p>É divertido, tenso e saudoso ver Pitt em cena. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a> proporciona para o público o vislumbre de um ator que tem qualidade quando se é exigida. Aqui Pitt está diante de um divisor de águas para a sua carreira que, em 2019, foi apenas de sucesso. Tanto nesse filme como em <em>Ad Astra &#8211; Rumo às Estrelas</em>, ele se provou merecedor de toda a pompa que envolve sua carreira. Brad Pitt não é mais o garoto bonito que aparece e <em>Thelma &amp; Louise</em> como um objeto sexual. Ele é um ator experiente e com qualidade que vai dar o seu máximo quando for pedido.</p>
<p>Apesar de tudo isso, a imprevisibilidade da Academia merece ser pontuada sempre. Nada é certeza até que seja anunciado o(a) ganhador(a) de determinada categoria. Mas, sem sombra de dúvidas, Brad Pitt está invicto por merecimento. Resta aguardar os próximos capítulos dessa curiosa premiação e torcer para que, na noite de 9 de fevereiro, o desejado se concretize. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
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		<title>Crítica: O Irlandês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2019 19:29:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando O Irlandês (The Irishman) acabou, sua trama e as três horas e meia — que fluem organicamente — acabaram sendo um mero detalhe. Não que a história tenha sido fraca, pelo contrário, mas a única coisa que eu conseguia assimilar era como este filme é uma grande carta aberta e sentimental de Martin Scorsese. Aos 77 anos, ele reflete sobre a morte, seu legado e o futuro do cinema. O Irlandês abre com Frank Sheeran (Robert De Niro, Coringa), em um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <em><strong>O Irlandês </strong>(The Irishman) </em>acabou, sua trama e as três horas e meia — que fluem organicamente — acabaram sendo um mero detalhe. Não que a história tenha sido fraca, pelo contrário, mas a única coisa que eu conseguia assimilar era como este filme é uma grande carta aberta e sentimental de Martin Scorsese. Aos 77 anos, ele reflete sobre a morte, seu legado e o futuro do cinema.</p>
<p><em><strong>O</strong></em> <em><strong>Irlandês</strong> </em>abre com Frank Sheeran (Robert De Niro, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em>Coringa</em></a>), em um asilo, narrando sua trajetória de vida. Ele volta aos tempos de seu serviço militar na 2ª Guerra Mundial e vai até sua ascensão na Máfia. Sua passagem pela ilegalidade começou quando passou a se envolver em um esquema de desvio de caminhões de carne para <em>gangsters</em>.</p>
<p>Isso fez com que ele conhcesse Russell (Joe Pesci, <em>Os Bons Companheiros</em>), um chefe local, com quem desenvolve uma grande amizade. Realizando bicos como assassino e cobrando dívidas locais, ele também passa a se relacionar com o poderoso Jimmy Hoffa (Al Pacino, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em>Era uma Vez em Hollywood</em></a>), líder sindical de personalidade forte. Quando Hoffa começa a ter seus problemas com o resto da Máfia, Sheeran precisa escolher sua lealdade.</p>
<p>Retornando ao subgênero do drama de máfia já visto em <em>Os Bons Companheiros </em>e <em>Cassino</em>, Scorsese adota uma abordagem diferente. Não há a brutalidade visceral do passado, mas uma espécie de distanciamento. A violência  é seca e fria, não se prolongando demais. Ela interrompe a trama abruptamente — como se não fosse convidada ou nem incentivada — mas rapidamente vai embora.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11872" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/O-Irlandês.jpg" alt="O Irlandês" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/O-Irlandês.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/O-Irlandês-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/O-Irlandês-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Assim, é quase como se a câmera afastada estivesse julgando aqueles atos, indicando um amadurecimento no próprio diretor, que olha para seu filme de uma maneira muito mais intimista e familiar, com a máfia sendo só mais um pano de fundo daquele enredo. Quando o personagem de De Niro começa a envelhecer, apesar de suas palavras ecoarem as glórias do passado, vai ficando visível que não sobrou nada. O tempo levou tudo. E de que adiantou aquela jornada de sangue? Não que Scorsese glorificasse os foras-da-lei em suas obras anteriores, mas acaba sendo uma visão muito mais cética e madura daquele submundo.</p>
<p>A complexidade política de <em><strong>O</strong> <strong>Irlandês</strong></em> — que envolve até o assassinato do presidente Kennedy — e todo aquele jogo de ameaças trocadas por homens de terno acabam sendo um grande desvio para os momentos mais marcantes do longa. Mesmo com pouco tempo de tela, a relação de Sheeran com sua família e, principalmente sua filha, Peggy (Anna Paquin, <em>X-Men</em>), é muito significante. Sem precisar dizer muitas palavras, Peggy faz esse julgamento silencioso do pai e seu estilo de vida, valendo mais do que qualquer diálogo do filme. A personagem é esta espécie de bússola moral para o público, que, à primeira vista, pode glorificar a violência do protagonista em certas situações (até pelo carisma de De Niro), mas rapidamente é lembrado de que os fins não justificam os meios.</p>
<p>Conforme o fim vai se aproximando, fica clara a aproximação de <em><strong>O Irlandês</strong></em> com a espiritualidade e a religiosidade. Logo, é muito difícil não pensar no próprio Scorsese. Como católico, ele sente o peso e o valor da família. Há este sentimento de culpa cristã acumulado por uma vida inteira. Seria possível um homem, que cometeu diversos pecados ao longo da vida, ser perdoado na reta final?</p>
<p>Recentemente envolvido em opiniões controversas sobre o que seria cinema ou não, Scorsese acaba que traz um pouco disso ao seu novo projeto. Amadurecido, ele busca entender o mundo atual e o lugar de sua filmografia dentro dele. Ele sabe que as tradições não são mais respeitadas e estão sendo desafiadas, algo personificado no próprio Tony Pro (Stephen Graham, <em>Hellboy),</em> personagem caricato que está sempre atrasado e com roupas inapropriadas para os encontro da Máfia, algo que tira Jimmy Hoffa do sério.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11928" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0507561.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Irlandês" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0507561.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0507561.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0507561.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Justamente aí que entra a função da tecnologia de rejuvenescimento em <em><strong>O Irlandês</strong></em>. Trazendo um estranhamento visual de início, ela rapidamente se torna natural ao olho humano (o que é beneficiado pela longa duração). Ao mesmo tempo que Scorsese assimila as novas tecnologias disponíveis na produção cinematográfica, existe uma próprio sentido em sua existência no filme. Não só Frank Sheeran parece fugir dos pensamentos sobre a proximidade e a inevitabilidade da morte, neste fluxo entre passado e presente, mas é o próprio Scorsese que, com o rejuvenescimento, remete a aparência dos atores em seus tempos de glória. Infelizmente, não dá mais para voltar aos tempos de <em>Os Bons Companheiros</em>.</p>
<p>Para um longa que fala tanto sobre morte, <strong><em>O Irlandês </em></strong>é uma digna resposta para os que dizem que o crescente uso dos efeitos especiais irá matar o cinema. Aqui, o renomado diretor consegue utilizá-la, não só de um ponto de vista impecável tecnicamente, como também para mostrar que ela pode ser uma enorme aliada do enredo, sendo muito mais do que adereço para enfeitar o filme através de um embelezamento artificial.</p>
<p>Portanto, Scorsese está reinventando, ressignificando, experimentando e até quebrando os próprios estigmas de sua filmografia. Por exemplo, quem diria que Joe Pesci, em uma atuação tocante, traria um dos personagens mais sensíveis e delicados de toda a carreira de Scorsese.</p>
<p>Próximo do fim de sua vida, é possível que Martin Scorsese esteja com medo do legado que deixará quanto se for. O que não deixa de ser irônico, pois sua própria modéstia — e até uma visão pessimista e humilde de si mesmo — apenas reforça seu nome como um dos maiores cineastas da história ao trazer mais uma obra de arte.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Martin Scorsese</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Al Pacino, Robert De Niro, Joe Pesci, Harvey Keitel, Ray Romano, Jesse Plemons, Anna Paquinn, Boby Cannavale</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZxuTltUvvkI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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