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	<title>Arquivos Jim Parsons - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jim Parsons - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2019 22:34:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O caso do serial killer Ted Bundy foi um dos mais icônicos nos Estados Unidos na década de 1970. A crueldade com que os crimes eram cometidos, a quantidade de casos e a frieza com que o criminoso lidava com o caso chocou o país e o mundo. É focando na relação de atração física pelo assassino e fascínio pelo crime que o filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal narra a história de seu protagonista. A história começa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O caso do <em>serial killer</em> Ted Bundy foi um dos mais icônicos nos Estados Unidos na década de 1970. A crueldade com que os crimes eram cometidos, a quantidade de casos e a frieza com que o criminoso lidava com o caso chocou o país e o mundo. É focando na relação de atração física pelo assassino e fascínio pelo crime que o filme <strong><em>Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal</em> </strong>narra a história de seu protagonista.</p>
<p>A história começa sob a perspectiva de Liz Kendall (Lily Collins), uma jovem mãe solteira que está desiludida amorosamente e acredita que nenhum homem vai se interessar por ela. É quando surge Ted Bundy (Zac Efron), um sedutor desconhecido que a trata como uma princesa e aceita a sua filha, adotando-a como tal. Os fatos vão progredindo até o surgimento das acusações e finalizando com julgamento.</p>
<p>É interessante ver como se deu a história de Ted, especialmente em se tratando do relacionamento amoroso Liz. Ele é cuidadoso e atencioso, envolvendo não apenas a protagonista como o espectador. Essa era a principal característica do personagem da vida real: seu poder de sedução. Mesmo sendo condenado e acusado dos piores crimes, que eram executados com requintes de crueldade, Ted conseguiu uma legião de fãs apaixonadas que não perdiam um julgamento.</p>
<p>Fã da plateia e extremamente egocêntrico, ele fazia o melhor uso da televisão, na época em que seu julgamento foi o primeiro a ser televisionado na história dos EUA. Ted brincava com as câmeras, seduzia, sorria. Tudo para envolver as pessoas, que começaram a levantar dúvidas sobre seus crimes (que sempre foram provados, sem espaço para questionamentos).</p>
<p>É neste ponto que vemos que a escolha do <em>casting</em> é um dos pontos mais altos do filme. Zac Efron (<em>O Rei do Show</em>) é tão bonito quanto sedutor. Ele envolve o espectador em todas as cenas, nos deixando realmente incomodados com essa relação. E o objetivo é justamente esse: mostrar o poder de sedução do<em> serial killer</em> e como as pessoas se sentiam naquela época.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10947" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além dele, temos Lily Collins (<em>Espelho, Espelho Meu</em>) que confere fragilidade e força ao papel de Liz, Kaya Scodelario (<em>Maze Runner</em>), que interpreta a amante apaixonada, John Malkovich (<em>Queime Depois de Ler</em>) no papel do juiz paternalista que também se vendeu aos encantos de Ted, Jim Parsons (<em>The Big Bang Theory</em>) numa rápida aparição e Haley Joel Osment (<em>O Sexto Sentido</em>), que tem um papel pequeno mas nos faz lembrar que ele é um bom ator.</p>
<p>O prejuízo no longa talvez seja no ritmo. Ele possui um fluxo de vai e vem um pouco cansativo, especialmente no meio do filme. Dão pouco enfoque às emoções de Liz e como ela está lidando com toda aquela situação. Existe também uma demora que vai além do necessário para se mostrar mais dos crimes e o que efetivamente acontecia. Entendo a necessidade de criar empatia pelo personagem (que faz sentido na trama), mas em dado momento isso começa a soar repetitivo.</p>
<p>Não há efetivamente um romantismo, por parte da tratativa do roteiro, nos crimes que Ted comente e no processo como um todo. No entanto, o filme não mostra o quão vil e cruel ele era, o quão perigoso. Isso acaba relegado às entrelinhas e poucas falas, perdendo força para o protagonista.</p>
<p>Com altos e baixos, o resultado de <strong><em>Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal</em> </strong>ainda é bastante positivo e merece a atenção do espectador. O longa desperta a curiosidade, inclusive, de assistir à minissérie documental da Netflix, <em>Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy</em>, que já soube ser muito mais intensa e chocante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Berlinger<br />
<strong>Elenco:</strong> Zac Efron, Lily Collins, Kaya Scodelario, John Malkovich, Jim Parsons, Haley Joel Osment, Dylan Baker, Grace Victoria Cox</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DKb0MorZDtc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Para sentir o drama mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2014 00:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Molina]]></category>
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		<category><![CDATA[Matt Bomer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A produção original da HBO The Normal Heart tem fortes chances de faturar alguns Emmys no próximo dia 25 de agosto – foram onze indicações ao prêmio, entre elas, as de melhor filme para TV, melhor ator principal e coadjuvantes em filmes neste formato, assim como de direção e roteiro. O filme já foi discutido antes aqui, mas merece destaque nessa coluna. Dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, o filme se baseia na peça teatral de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1792" aria-describedby="caption-attachment-1792" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1792 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh2-620x368.jpg" alt="normalh2" width="620" height="368" /></a><figcaption id="caption-attachment-1792" class="wp-caption-text">11 indicações: Telefilme chega ao Emmy com pinta de favorito aos prêmios das categorias nas quais concorre.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A produção original da HBO <em>The Normal Heart</em> tem fortes chances de faturar alguns Emmys no próximo dia 25 de agosto – foram onze indicações ao prêmio, entre elas, as de melhor filme para TV, melhor ator principal e coadjuvantes em filmes neste formato, assim como de direção e roteiro. O filme já foi discutido antes <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-the-normal-heart-hbo/">aqui</a>, mas merece destaque nessa coluna.</p>
<p>Dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, o filme se baseia na peça teatral de mesmo nome escrita por ele em 1985. Conduzidos pelo protagonista Ned Weeks, interpretado por Mark Ruffalo, acompanhamos o drama vivenciado pelas pessoas LGBT no início daquela década, quando os primeiros casos de AIDS começaram a atingir a população gay. Ao presenciar a morte dos amigos e o descaso do governo com aquela situação, cada vez mais agravante, Weeks, um escritor polêmico e combativo, que, inclusive, não é tão bem recebido pelo público gay por suas críticas aos comportamentos de liberdade sexual por julgá-los moralmente como promíscuos, junta forças com a Dra. Emma Brookner (Julia Roberts) para militar em busca de estudos sobre a doença que acabara de surgir assim como auxiliar e conscientizar a população atingida pela AIDS.</p>
<figure id="attachment_1794" aria-describedby="caption-attachment-1794" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1794 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/julia-620x348.jpg" alt="julia" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1794" class="wp-caption-text">Aliada: Médica vivida por Julia Roberts junta-se ao protagonista na luta da causa.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>É interessante notar, então, as estratégias que o filme toma ao trazer a tensão constante existente dentro do grupo identitário composto pelos LGBT. Os diálogos monologais, possivelmente advindos da peça original, dão um tom de confissão e desabafo ao filme. Aqui, não é só a AIDS que é discutida, mas a própria condição sexual e a maneira que os indivíduos vivenciam suas realidades através dela.</p>
<p>Quando Weeks e a Dra. Brookner passam a reunir amigos e realizar reuniões para conscientizar os mais próximos da necessidade de controlarem seus impulsos sexuais, já que haviam indicações da transmissão sexual da doença, os gays não aceitam bem a ideia já que vinham, até então, defendendo a sua liberdade de se relacionarem abertamente sem temerem sua sexualidade.</p>
<p>O temperamento explosivo de Weeks e o modo com que milita pelo suporte daqueles gays contaminados pela AIDS, com suas polêmicas atitudes para chamar a atenção das autoridades, seja em público ou na mídia, passa a ser vista por alguns como uma maneira de autopromoção, de modo a questionarem as reais intenções do escritor.</p>
<figure id="attachment_1795" aria-describedby="caption-attachment-1795" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-normal-heart.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1795 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-normal-heart-620x319.jpg" alt="the-normal-heart" width="620" height="319" /></a><figcaption id="caption-attachment-1795" class="wp-caption-text">As duas vozes da causa: As abordagens da questão pelos personagens de Mark Ruffalo e Taylor Kitsch chamam a atenção.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso, os amigos, que no início o ajudam e inclusive, se juntam pra montar uma instituição de apoio, começam a se sentir cada vez mais incomodados com a combatividade de Weeks, gerando um desgaste crescente dentro do grupo. Ora, Weeks já não era tão bem aceito por suas ideias em suas obras, agora, alguns passam a enxergá-lo como uma ameaça às conquistas da comunidade ao defender uma forma de repressão dos desejos sexuais dos gays.</p>
<p>A lógica de alguns personagens pode até parecer rasa e simplista à primeira vista, mas é compreensível graças ao modo com que, talvez por ser derivada de uma peça teatral, o filme traz os diálogos bem dramáticas e, muitas vezes, com um tom monologal como afirmei mais acima – é muito difícil não se emocionar e compreender a dor do personagem Mickey Marcus (Joe Mantello), em um ponto chave e representativo deste conflito entre os personagens, quando realiza um desabafo em que demonstra ao mesmo tempo uma indignação com a realidade de descaso vivida por eles diante da falta de atenção das autoridades, a culpa sentida por ter lutado durante tempos para terem a liberdade de vivenciarem suas sexualidades e agora ter essa liberdade apontada como a causa pela contaminação dentro da comunidade e a discordância com os métodos e as ideias de Weeks.</p>
<p>Tal tensão também é percebida, por exemplo, quando nas reuniões para se eleger o representante da instituição, há claramente uma preferência por Bruce Miles (Taylor Kitsch) – este é justamente o oposto de Weeks; masculino, com um pé dentro do armário e com um discurso de assimilação e integração aos padrões heterossexuais, Miles é enxergado como um caminho mais tranquilo para se dialogar com as autoridades e conseguir o apoio necessário. No entanto, Miles tem justamente em Weeks o melhor amigo, que o escuta em todos os momentos de crise – inclusive quando ele começa a sentir o peso da suspeita de ter sido um dos vetores iniciais da doença, já que perde, sucessivamente, parceiros contaminados pela AIDS ao longo do filme, o que vai gerando uma instabilidade emocional crescente no personagem.</p>
<figure id="attachment_1796" aria-describedby="caption-attachment-1796" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1796 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024-620x349.jpg" alt="650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1796" class="wp-caption-text">Alta tensão: Elevado teor emocional do protagonista dimensionam o problema para o espectador.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entender como e o porquê Ned Weeks tem um temperamento explosivo é um processo que se dá a partir de seu relacionamento com o irmão Ben Weeks (Alfred Molina), com o namorado, o jornalista Felix Turner (Matt Bomer) e também, embora em uma quantidade de tempo menor no longa, mas não menos importante, com a Dra. Emma Brooks e Tommy Boatwright (Jim Parsons). É na interação com estes personagens que Ned nos é revelado quanto a sua personalidade e seus posicionamentos, assim como nota-se a força da atuação deste núcleo de personagens – especialmente os dois últimos citados, que marcam pela ausência e sempre roubam a cena quando surgem.</p>
<p>Em um diálogo fortíssimo (palmas para Mark Ruffalo e Alfred Molina), a indignação de Ned transparece numa catarse em que ele dá um ultimato ao irmão de que só irá considera-lo novamente, quando aquele o enxergar como igual. Embora sempre tenha apoiado o irmão, fica claro que Ben foi cúmplice da maneira com que a família tratou a sexualidade de Ned, levando a vários psicólogos que tentavam curá-lo de sua “doença”; no discurso de Ben, embora revelado em meio a confusão e a dor, fica claro também a sua incompreensão com a luta do irmão e o modo como ele ainda o enxerga como um doente, revelando assim a contradição que muitos familiares têm com seus parentes LGBT ao ficarem dividos entre o sentimento que têm por eles e sua não aceitação da sexualidade do outro.</p>
<p>Assim, surpreendentemente, é Felix Turner, que, ao final, surge como uma possibilidade de retorno ao contato entre os irmãos quando, em outro ponto chave, é responsável por esse restabelecimento. A interpretação reservada de Matt Bomer é um dos pontos fortes do filme – namorado de Ned, o personagem ganha profundidade com o avanço do longa e dá ao telespectador um elo que demonstra os medos e fraquezas do outro personagem, já que ele sempre parece em combate com os outros e, com Turner, tem, naturalmente, um comportamento amoroso e confessional, ao mesmo tempo que, a partir do momento em que se descobre contaminado pelo vírus, nos apresenta a triste realidade vivenciada pelo casal advinda da crescente piora de sua saúde.</p>
<figure id="attachment_1797" aria-describedby="caption-attachment-1797" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh6.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1797 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh6-620x348.jpg" alt="normalh6" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1797" class="wp-caption-text">Jim Parsons: Ator de &#8220;The Big Bang Theory&#8221; é um dos destaques do projeto de Ryan Murphy.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros dois grandes destaques do filme, embora com pouco espaço na tela, são os personagens interpretados por Julia Roberts e Jim Parsons. A Dra. Emma Brookner é de longe a personagem mais interessante e complexa do filme – muito difícil entender suas motivações (fora aquelas alegadas explicitamente), visto que pouco nos é revelado sobre ela, a não ser o que a levou a paralisia foi a pólio em sua infância. Certo é que sempre rouba cena, seja pela personalidade arredia e ao mesmo tempo protetora, seja pelo esforço e paciência da personagem ao lidar com temperamentos, igualmente, difíceis como o próprio Ned Weeks, demonstrando, assim, um grande esforço de empatia. Destaque para a cena em que ela explode diante de uma comissão de apoio financeiro do Estado, que julga seu projeto para pesquisar a AIDS e nega o suporte.</p>
<p>A maior surpresa do filme, no entanto, fica a cargo de Jim Parsons. O ator, conhecido pelo seu papel na série de comédia The Big Bang Theory, traz um personagem, Tommy Boatwright, econômico e simples, mas que comunica pelo silêncio na mesma proporção que Ned Weeks comunica pelo grito. Solitário e reservado, o personagem apoia Weeks até os limites e surge como símbolo da amizade familiar existente entre os LGBT, já que muitas vezes estes têm de renunciar à vida no seio familiar dos laços de sangue pela discriminação sofrida pelos parentes e encontram nos amigos uma nova família. Vivendo sempre para os outros e para o trabalho, ele é incentivado por Ned ao longo do filme a buscar viver sua própria vida. Seu monólogo durante o enterro de um dos amigos do grupo é sem dúvida a cena mais forte e simbólica da dor e indignação sentida pelos LGBT, seja pela incapacidade de compreender o descaso e a assustadora circunstância em que eles se encontravam (e as outras vivenciadas nos dias atuais), assim como pela dificuldade em entender o porquê dele, seus amigos e aqueles que compartilhavam da mesma orientação sexual serem tão rejeitados, considerados abjetos e desumanizados pela sociedade.</p>
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