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	<title>Arquivos Jeremy Renner - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jeremy Renner - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Te Peguei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 19:53:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme baseado em fatos reais traz um importante elemento para o enredo: o respaldo da veracidade. Quando se trata de um longa de comédia nestes moldes, a situação fica mais interessante, já que elementos que podem beirar o absurdo têm onde se apoiar. No caso de Te Peguei, toda a surrealidade da trama, mesmo que existam exageros não verídicos, torna-se aceitável diante do fato de que existem pessoas reais sendo representadas. É com um pouco de desconfiança que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme baseado em fatos reais traz um importante elemento para o enredo: o respaldo da veracidade. Quando se trata de um longa de comédia nestes moldes, a situação fica mais interessante, já que elementos que podem beirar o absurdo têm onde se apoiar. No caso de <em><strong>Te Peguei</strong></em>, toda a surrealidade da trama, mesmo que existam exageros não verídicos, torna-se aceitável diante do fato de que existem pessoas reais sendo representadas.</p>
<p>É com um pouco de desconfiança que o espectador inicia a sessão de <em><strong>Te Peguei</strong></em>. Com alguns toques iniciais de besteirol, o filme vai tomando corpo de maneira gradativa, objetiva, mas sem pressa. Isso auxilia o público a entender o que está acontecendo e criar empatia pela história, que é incrivelmente surreal.</p>
<p>Um grupo de amigos que se conhecem desde a infância e sempre brincaram de pega-pega, se reúnem todos os anos no mês de maio para dar continuidade à brincadeira. Claro que com o passar dos anos isso foi ficando cada vez mais difícil e emocionante, já que cada um foi morar em uma cidade diferente, alguns casaram, tiveram filhos, etc. Um dos membros, no entanto, nunca foi pego durante os 30 anos da brincadeira. Sendo assim, o demais resolvem traçar uma estratégia e um plano para finalmente pegar o esperto.</p>
<p><strong><em>Te Peguei</em></strong> é um filme de muitas risadas. Aliás, risadas sinceras, abismadas e altas. O nível de surrealidade do roteiro ultrapassa qualquer coisa, uma vez que assistimos homens de meia idade correndo atrás uns dos outros e tentando criar emboscadas em prol de um jogo que não tem exatamente um objetivo. Eles efetivamente tiram férias, pedem licença do trabalho, para conseguir participar da brincadeira. Algo muito louco na cabeça do espectador.</p>
<p>O novato diretor Jeff Tomsic faz uma boa estreia nos cinemas, com uma comédia muito engraçada, com história atraente (embora insana) e fluidez no roteiro. A escolha de elenco foi muito acertada. Ed Helms veste bem a camisa da liderança do grupo, enquanto Jon Hamm assume o papel de garanhão rico e perdido que quer apenas fugir das responsabilidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9276" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/0676077.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="filme te peguei" width="610" height="348" /></p>
<p>Como uma paródia de si mesmo, Jeremy Renner assume o papel do membro que nunca foi pego e tem milhares de táticas para escapar dos demais. Alguns elementos de ação e espionagem são utilizados e acrescentam bem ao roteiro. Destaque importante para Hannibal Buress, que incorpora o personagem com tamanha maestria que pelo simples fato de entrar em cena, já arranca risadas do espectador.</p>
<p>Como o grupo é composto apenas de homens &#8211; eles ressaltam que na época em que fizeram o trato eles eram pequenos e não deixavam menina brincar &#8211; as mulheres que surgem servem como apoio e suporte para a trama. Ainda assim, tem boa representatividade ao que se propõem, como é o caso de Isla Fisher, que faz o papel da esposa mega competitiva.</p>
<p><strong><em>Te Peguei</em></strong> mostra uma clara preocupação em ter uma história, efetivamente, e não apenas fazer um compilado de momentos engraçados. O fato de ser baseado em fatos reais ajuda bastante, mas eles conseguem colocar elementos próprios e ter uma personalidade independente do material original.</p>
<p>Ao final do longa, temos a conclusão que já vai se mostrando ao longo da trama: tudo aquilo não se passa de um motivo para reunir os amigos e curtir os bons tempos de antigamente. É uma válvula de escape para todos eles, uma possibilidade de deixar a criança interior se divertir mais uma vez. Com o desfecho inesperado de um dos personagens, o espectador finaliza o filme com ainda mais empatia por todos e a sensação de que esta é uma comédia que vale a pena.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RajUfLG1daQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Chegada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 22:32:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em A Chegada, Amy Adams (Trapaça) interpreta Louise Banks, uma especialista em Linguística chamada às pressas para solucionar um entrave de comunicação entre humanos e uma raça alienígena que acaba de chegar na Terra. O que a protagonista e o espectador do mais recente longa do canadense Denis Villeneuve (Sicario) não esperam é que esse contato acabe trazendo à tona determinadas recordações de profundo teor emocional para Louise. Ao final da sessão, a protagonista do filme e, possivelmente, o público [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: left;">
<p><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Em </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">A Chegada</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">, Amy Adams (</span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Trapaça</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">) interpreta Louise Banks, uma especialista em Linguística chamada às pressas para solucionar um entrave de comunicação entre humanos e uma raça alienígena que acaba de chegar na Terra. O que a protagonista e o espectador do mais recente longa do canadense Denis Villeneuve (</span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Sicario</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">) não esperam é que esse contato acabe trazendo à tona determinadas recordações de profundo teor emocional para Louise. Ao final da sessão, a protagonista do filme e, possivelmente, o público ficarão devastados com o que toda a situação acaba revelando a respeito dos caminhos traçados pela acadêmica.</span></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A ficção-científica que o leitor verá em <i>A Chegada </i>não é simplificada por efeitos especiais de ponta, ainda que eles existam, ou por sequências sonoramente estridentes de espaçonaves explodindo o nosso planeta. O roteiro de Eric Heisserer (<i>Quando as Luzes se Apagam</i>), baseado no romance <i>Story of Your Life </i>de Ted Chiang, parece querer utilizar sua trama de invasão extraterrestre como catalisadora de questões filosóficas de fundo privado. Esse intuito parece claro desde o primeiro momento, quando o espectador tem contato com a história de Louise e sua filha, morta por uma trágica doença. Esta história não é sobre a humanidade, ainda que possamos traçar paralelos com a vida de qualquer um, mas sobre Louise Banks.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Realizador de filmes tendentes a cisão de opiniões, Denis Villeneuve tem no currículo títulos certeiros na execução das suas metas como <i>Os Suspeitos</i>, suspense protagonizado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal, e outros vacilantes como <i>Sicario</i>, longa cujo elenco é encabeçado por Emily Blunt, mas que tem um maestro perdido em meio a inconsistências do roteiro. <i>A Chegada </i>me parece uma obra intermediária da sua filmografia. O longa tem uma inegável e eficiente carga emocional, oferecendo um desfecho intenso que nos dá conta dos caminhos percorridos por sua protagonista e de uma compreensão profunda sobre ela a partir das escolhas que faz mesmo ciente do que a espera no futuro, nisso o longa de Villeneuve é preciso e atinge com muito impacto o espectador. Contudo, o diretor parece ainda sob efeito de uma certa falta de &#8220;pé no chão&#8221; durante a execução da sua obra.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6968" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Arrival.jpg" alt="arrival" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Até chegar a esse momento de grande impacto emocional no final do seu longa, Villeneuve lida com <i>flashbacks </i>e projeções do futuro da protagonista que só parecem instigantes no último ato da sua trama, quando todas as suas questões parecem ficar mais claras. Diante das demandas inevitáveis de uma história atravessada por passado e futuro, o diretor parece estender o seu filme um pouco mais do que ele de fato solicita, conferindo ao mesmo um ar etéreo <i>kubrickiano</i> que o longa parece não requerer do realizador a partir de sonhos da protagonistas, silêncios entre os personagens e elocubrações visuais da fotografia de Bradford Young. Nesse aspecto, Villeneuve tropeça, ainda que, sublinho, ofereça um arco dramático inegavelmente forte para a sua protagonista, defendida com a discrição e sensibilidade pela sempre competente Amy Adams.</p>
<p>Assim, <i>A Chegada </i>é um filme que conquista o espectador emocionalmente, mas oferece como contrapartida algumas decisões questionáveis do seu realizador, que, assim como ocorrera <i>Sicario</i>, segue distraído na contemplação do seu próprio poder de composição imagético, muito mais do que às requisições da sua própria obra. Villeneuve estica o seu filme até não poder mais deixar de entregar o seu desfecho e se distrai com firulas por tempo demais. É certo que ele consegue oferecer um final satisfatório e dilacerante, mas um certo fio da meada se perde até chegar ao seu clímax emocional.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rNciXGzYZms" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2015 21:37:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma mudou um pouco o destino e a trajetória da franquia Missão: Impossível nos cinemas. É certo que Missão: Impossível 3 de J.J. Abrams já trazia transformações importantes na série após a bagunça cometida por John Woo no problemático segundo filme protagonizado pelo agente Ethan Hunt, mas Protocolo Fantasma trouxe um formato, uma base na qual os diretores das possíveis sequência poderiam trabalhar de maneira concisa. Isto se confirma neste quinto filme da série cinematográfica Missão: [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-nacao-secreta/">Crítica: Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3324" aria-describedby="caption-attachment-3324" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/mission-impossible-rogue-nation-05.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3324 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/mission-impossible-rogue-nation-05.jpg" alt="mission-impossible-rogue-nation-05" width="612" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-3324" class="wp-caption-text">Mão na massa: Tom Cruise continua dispensando dublês em cenas cruciais de Missão: Impossível</figcaption></figure>
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<p><i>Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma </i>mudou um pouco o destino e a trajetória da franquia <i>Missão: Impossível </i>nos cinemas. É certo que <i>Missão: Impossível 3 </i>de J.J. Abrams já trazia transformações importantes na série após a bagunça cometida por John Woo no problemático segundo filme protagonizado pelo agente Ethan Hunt, mas <i>Protocolo Fantasma </i>trouxe um formato, uma base na qual os diretores das possíveis sequência poderiam trabalhar de maneira concisa. Isto se confirma neste quinto filme da série cinematográfica <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</i>. Antes de <i>Protocolo Fantasma</i> o que a gente tinha eram três filmes com frequências completamente diferentes em universos praticamente opostos, conectados apenas pelo fato comum de que eram protagonizados por Tom Cruise na pele de um personagem que modificava sua natureza conforma a música.  A impressão que tivemos em <i>Protocolo Fantasma </i>era que uma linguagem própria estava sendo traçada.</p>
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<p><i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>traz Tom Cruise novamente como o agente do Ethan Hunt. No longa ele descobre um grupo que está tentando destruir o IMF. O desafio do personagem neste quinto filme da franquia é encontrar uma forma de destruir esta poderosa organização que está tão equipada e tem habilidades tão especiais quanto as dele e de seus colegas. A missão de Ethan e daqueles que restaram da IMF é acabar com esta organização antes que todos sejam exterminados.</p>
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<figure id="attachment_3326" aria-describedby="caption-attachment-3326" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3326 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-2-620x349.jpg" alt="maxresdefault (2)" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3326" class="wp-caption-text">Mocinha ou vilã: Rebecca Fergusson é o novo elemento da franquia com uma personagem misteriosa.</figcaption></figure>
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<p><i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>não é o melhor filme da série &#8211; nesse posto, ainda prefiro <i>Protocolo Fantasma </i>-, mas o filme mantém o espetáculo em alto nível oferecido pelo longa anterior. É claro que a ausência de Brad Bird na direção é sentida, já que <i>Protocolo Fantasma </i>tinha sacadas muito interessantes e originais, sobretudo para as cenas de ação. Christopher McQuarrie, que dirigiu <i>Jack Reacher </i>e tem sido a &#8220;menina dos olhos&#8221; de Cruise desde então já que o ator o chama para qualquer função em seus recentes filmes, não tem a mesma capacidade de tirar o fôlego do público e raros são os momentos em que vemos algo verdadeiramente revigorante para o gênero neste filme (a cena na ópera em Viena talvez). Ainda assim, McQuarrie é coerente com o que foi estabelecido no filme anterior da franquia e isso é muito bom para a longevidade da série cinematográfica e para a fidelidade e interesse do público nela.</p>
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<p>Como sempre, Tom Cruise continua eficiente nesse tipo de personagem e Ethan Hunt é a origem de toda esta vocação do ator para o cinema de ação, portanto ele está em casa. Cruise continua com a interessante parceria com o ator britânico Simon Pegg, que na pele de Benji garante mais leveza e humor ao filme. A adição de Rebecca Ferguson como a misteriosa Ilsa Faust é muito bem-vinda, ainda que indique um certo machismo do cinema de ação em descartar com muita facilidade as personagens femininas de uma grande franquia, cadê Paula Patton que é tão fundamental para o grupo quanto Pegg, Ving Rhames e Jeremy Renner? Por sinal, Renner continua absolutamente descartável e nulo para a engrenagem de <i>Missão: Impossível</i>, ainda que aqui tenha lá a sua função. Como os vilões, Sean Harris e Simon McBurney, por sua vez, não deixam a desejar.</p>
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<figure id="attachment_3334" aria-describedby="caption-attachment-3334" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3334 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault2-620x349.jpg" alt="maxresdefault2" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3334" class="wp-caption-text">Direção &#8220;certinha&#8221;: Christopher McQuarrie não demonstra o brilho de Brad Bird (Protocolo Fantasma) mas entrega um filme correto.</figcaption></figure>
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<p>Não tão eletrizante quanto <i>Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma, </i>mas coerente com os termos estabelecidos por este, <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>é um filme eficiente que serve bem aos seus propósitos sem desmerecer ou renegar o próprio gênero com um pretenso realismo ou seriedade que têm predominado no cinema de ação/espionagem nos últimos anos. Mesmo que McQuarrie seja um diretor que ainda não conseguiu dar fôlego ou vigor aos filmes que dirige, <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>entrega o que propõe e o faz muito bem.</p>
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		<title>Crítica: Era uma vez em Nova York</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2014 15:47:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Era uma vez em Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[James Gray]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Renner]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquin Phoenix]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Era uma vez em Nova York é o tipo de projeto que já nasce com grandes chances de dar certo. O filme tem um excelente diretor, o pouco reconhecido James Gray, mas que dirigiu filmes cultuados por instâncias da crítica como Amantes e Os Donos da Noite e aqui, assim como fez no primeiro longa citado, assina o roteiro com Ric Menello. Além disso, o longa conta com o elenco dosado pela sensibilidade de Marion Cotillard e pela entrega [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1913" aria-describedby="caption-attachment-1913" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1913" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant.jpg" alt="the-immigrant" width="604" height="308" /></a><figcaption id="caption-attachment-1913" class="wp-caption-text">Lobo em pele de cordeiro: Bruno (Joaquin Phoenix) consegue que Ewa (Marion Cotillard) entre nos EUA, mas a que custo?</figcaption></figure>
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<p><em>Era uma vez em Nova York </em>é o tipo de projeto que já nasce com grandes chances de dar certo. O filme tem um excelente diretor, o pouco reconhecido James Gray, mas que dirigiu filmes cultuados por instâncias da crítica como <em>Amantes </em>e <em>Os Donos da Noite </em>e aqui, assim como fez no primeiro longa citado, assina o roteiro com Ric Menello. Além disso, o longa conta com o elenco dosado pela sensibilidade de Marion Cotillard e pela entrega de Joaquin Phoenix. Para completar, uma equipe competente formada, entre outros, pelo diretor de fotografia Darius Khondji (<em>Seven</em>) e pela figurinista Patricia Norris (<em>12 Anos de Escravidão</em>), que fazem uma reconstituição de época apurada, com escolhas que não só nos leva a uma viagem no tempo, mas também dialogam com as emoções dos personagens e com os caminhos que o realizador pretende percorrer na história. No entanto, ao contrário do que vinha acontecendo na carreira de Gray até então &#8211; como já sinalizado, apesar do aval da crítica, a carreira do diretor parecia permanecer em alguma zona desconhecida do grande público -, a morna recepção a <em>Era uma vez em Nova York </em>parece ser justa. Não se trata do melhor exemplar da carreira do seu realizador.</p>
<p>Nova York, 1921. Ewa (Cotillard) é uma polonesa recém chegada que é afastada da irmã pois esta contraiu uma doença pulmonar durante a viagem e, por motivos de segurança, teve que ser isolada em quarentena. A vinda de Ewa para os EUA é obstacularizada ainda por suspeitas de que ela seja uma mulher de &#8220;vida fácil&#8221;. A polonesa é salva por Bruno Weiss (Phoenix) que consegue a liberação dela no país. Contudo, para permanecer em Nova York e vislumbrar a possibilidade de se reencontrar com sua irmã, Ewa terá que trabalhar para Bruno como cortesã junto ao grupo que ele agencia nos becos da cidade. O destino de Ewa se transforma quando ela conhece Orlando (Jeremy Renner), um jovem mágico que se apresenta na casa de shows onde Bruno leva suas garotas. Logo, Bruno e Orlando disputam Ewa, que fica dividida entre a possibilidade de libertar-se daquela vida e a oportunidade de ver novamente Magda, sua irmã doente.</p>
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<figure id="attachment_1914" aria-describedby="caption-attachment-1914" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant-jeremy-renner.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1914 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant-jeremy-renner-620x298.jpg" alt="the-immigrant-jeremy-renner" width="620" height="298" /></a><figcaption id="caption-attachment-1914" class="wp-caption-text">A terceira ponta do triângulo: O mágico Orlando (Jeremy Renner) apresenta-se a Ewa como sua &#8220;tábua de salvação&#8221;.</figcaption></figure>
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<p>O que mais impressiona em <em>Era uma vez em Nova York </em>é como James Gray se perde nas armadilhas do melodrama de tal maneira que chega um momento do filme em que ele passa a sensação para o espectador de que não sabe resolver sua trama e de que não tem segurança sobre a natureza ou sobre as transformações dos seus personagens. Na dúvida, o cineasta recorre ao clichê da &#8220;moça sofrida&#8221; e joga toda a responsabilidade do filme nos colos de Marion Cotillard, que a despeito da tentativa de construir um personagem minimamente multidimensional (e ela tenta ao retratar Ewa como uma mulher simples e, por vezes, submissa), acaba &#8220;caindo&#8221; em armadilhas que a tornam aborrecida.</p>
<p>Gray até que se redime na sua cena final e consegue, com um duelo entre Joaquin Phoenix e a própria Cotillard, conferir uma certa substância a sua história, mas até chegar a esse momento, o realizador se perde tanto e arrasta tanto a sua trama que o desfecho acaba se tornando um <em>insight </em>tardio. Entre os esforços de Marion Cotillard e Joaquin Phoenix (louváveis), está um Jeremy Renner completamente dispensável, cujo personagem não diz a que veio. Como já mencionado no parágrafo de abertura, o longa vence pelo seu rigor estético, técnico, mas carece de um rumo mais consistente.</p>
<figure id="attachment_1915" aria-describedby="caption-attachment-1915" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the_immigrant.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1915 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the_immigrant-620x331.jpg" alt="the_immigrant" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-1915" class="wp-caption-text">Trama emperrada: Diretor não consegue encontrar a solução para diversos problemas, apesar dos esforços da sua equipe técnica e dos seus atores.</figcaption></figure>
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<p>Curioso notar que um diretor que fez um dos filmes mais maduros e realistas sobre os relacionamentos amorosos do cinema contemporâneo, <em>Amantes</em>, evitando por completo o sentimentalismo, mas não abandonando a sensibilidade, tenha sido seduzido pelas teias de um melodrama mal feito em <em>Era uma vez em Nova York. </em>Talvez não seja um terreno para James Gray, talvez ele tenha que retornar a seus dramas policiais familiares ou a simplicidade dos relacionamentos humanos&#8230; Com esse filme, a sensação que fica é de que a responsabilidade de atender a tantas demandas &#8211; demandas essas que talvez nem ele mesmo esperava &#8211; o levou a um labirinto sem saída.</p>
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