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	<title>Arquivos Jeffrey Tambor - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jeffrey Tambor - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: Encontro Marcado (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 15:43:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. Encontro Marcado (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões em adorar este longa.</p>
<p><em>Meet Joe Black</em> (título original) conta a história de Bill Parrish (Anthony Hopkins, <em>Dois Papas</em>), um magnata da comunicação que está prestes a fazer 65 anos e terá uma grande festa promovida pelas filhas. Ele começa a ouvir vozes que ficam sussurrando palavras soltas no seu ouvido. Até que finalmente encontra com Joe Black (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), que é ninguém menos que a Morte. Ele chega afirmando que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o bilionário tornar estas &#8220;férias&#8221; interessantes e instrutivas.</p>
<p>A partir daí, se inicia uma longa trama de construção da relação entre os dois personagens, detalhada e cuidadosa. Bill é extremamente apegado às filhas, Susan (Claire Forlani, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Cinco Passos de Você</em></a>) e Allison (Marcia Gay Harden, <em>Na Natureza Selvagem</em>). A primeira é médica e favorita do pai, enquanto a segunda se dedica à família e convoca sempre a atenção paterna. Susan está prestes a casar com um dos braços direitos do pai e sente que a vida a está empurrando em direções. Ao conhecer um jovem numa cafeteria, tem um súbito envolvimento que vai mudar a sua vida.</p>
<p>À medida que o longa vai se desenvolvendo e caracterizando seus personagens, o espectador vai se envolvendo em uma trama de relacionamentos e questionamentos sobre o que de fato é importante na vida. A Morte parece muito interessada em conhecer a rotina dos humanos, enquanto esses parecem focar mais na ambição do que nas pequenas e importantes coisas. O filme trilha sem pressa este caminho. Sim, são 3h de duração para um filme de drama com romance, mas posso te afirmar que cada minuto é válido. Talvez a minha preferência por temáticas monótonas interfira nesta opinião? Sim. Mas acredito que o tempo alongado não chega a incomodar.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12921" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg" alt="Encontro Marcado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontuado com momentos de humor, o roteiro tem uma preocupação maior de fazer o espectador sentir todas as emoções que são experienciadas pelos personagens. Tudo isso é graciosamente beneficiado por uma trilha sonora incrível performada pelo compositor Thomas Newman, que teve destaque em vários longas, como <em>Perfume de Mulher</em>. Dito isso, os leitores mais vorazes do <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> já devem notar o quanto a trilha sonora é importante para mim. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> brilha neste quesito e vocês entenderão o motivo ao assistir ao longa.</p>
<p>Assistimos a desconstrução do propósito da Morte, que acaba se apaixonando perdidamente por Susan, dando início a uma grande paixão e todas as suas problemáticas. O envolvimento deles é bem construído e cuidadoso. Aliás, a excelente construção dos coadjuvantes contribui muito para o destaque das histórias principais. É o caso do ótimo Quince, vivido por Jeffrey Tambor (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-de-stalin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Morte de Stalin</em></a>).</p>
<p>Com um elenco fantástico e afiado, as composições dos personagens parecem muito naturais. A eminência da morte e o fácil convívio com ela mesma pondera a percepção de importância das pequenas coisas, como os abraços de filhos, desfrutar de seu prato favorito e ouvir uma boa música. O fim parece pouco surpreendente por um lado, mas acalenta ao público de outro. É emocionante e intenso. Talvez um pouco apelativo com sua grandiosidade? Sim. Mas <em><strong>Encontro Marcado</strong> </em>como um todo é assim e não vejo isso como demérito e sim, uma característica. Assista e se apaixone!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Brest<br />
<strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Marcia Gay Harden, Jake Weber, Jeffrey Tambor, June Squibb</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Kl33AWk9D1s" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Morte de Stalin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2018 22:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Morte de Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Tambor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Misturando acontecimentos verídicos registrados nos livros de História e algumas teorias da conspiração que até hoje seguem sendo discutidas, A Morte de Stalin faz uma irônica passagem pelos acontecimentos que sucederam a morte do líder político da União Soviética Josef Stalin em 1953 após reunir-se para um jantar com seus camaradas. O diretor e roteirista escocês Armando Iannucci (indicado ao Oscar pelo roteiro de Conversa Truncada) tem conseguido uma boa carreira para seu filme desde que ele passou a ser exibido em alguns [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Misturando acontecimentos verídicos registrados nos livros de História e algumas teorias da conspiração que até hoje seguem sendo discutidas, <i>A Morte de Stalin </i>faz uma irônica passagem pelos acontecimentos que sucederam a morte do líder político da União Soviética Josef Stalin em 1953 após reunir-se para um jantar com seus camaradas. O diretor e roteirista escocês Armando Iannucci (indicado ao Oscar pelo roteiro de <i>Conversa Truncada</i>) tem conseguido uma boa carreira para seu filme desde que ele passou a ser exibido em alguns festivais &#8211; até mesmo duas nomeações ao Bafta o longa conseguiu &#8211; e o filme faz jus a esta discreta e bem sucedida repercussão. Tudo aqui é muito bem conduzido.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Transformando toda a burocracia em torno da morte de Stalin numa verdadeira patifaria, o filme retrata seu quadro de personagens engravatados e conservadores como figuras patéticas que não conseguem esconder sua ganância e, por vezes, mediocridade intelectual &#8211; entre eles, ministros, militares e filhos do falecido, interpretado por um elenco afiado formado por atores como Steve Buscemi, Jeffrey Tambor e Andrea Riseborough. Iannucci divide o seu longa em atos representados pelos artigos que determinam como todos deveriam proceder na situação da morte do líder. Claro, que muito do que é determinado pela lei e lido em aspas na tela encontra nesse mosaico de personagens figuras dispostas a agir em sentido contrário ou procurar uma forma de mascarar as reais intenções das suas ações.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8990" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/A-Morte-de-Stalin-2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Um dos aspectos mais curiosos de <i>A Morte de Stalin </i>é como ele consegue se localizar historicamente, dimensionando a realidade que aborda e o seu tempo, mas também como estabelecendo comunicação de maneira mais ampla com o seu público, que consegue detectar nas situações sintomas um cenário parecido em outras realidades e lapsos temporais. Afinal, é para isso que a História nos serve. O que o longa retrata é a disputa ensandecida de poder a todo custo, as manobras ardilosas de políticos para tanto, as relações estabelecida na base da desconfiança mas sob a filosofia &#8220;mantenha os seus inimigos por perto&#8221;, o lugar da truculência física como ferramenta enérgica para a obtenção daquilo que se quer e, claro, o cerceamento explícito da liberdade, instaurando um clima no qual ninguém respeita seus governantes, nem mesmo aqueles que fazem parte do seu quadro de bajuladores.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa poderia ter sua duração reduzida, não lhe faria mal um tratamento mais enxuto já que em alguns momentos a piada parece ficar gasta. No entanto, o trabalho de Iannucci é dotado de uma acidez tão sofisticada e rápida em seu raciocínio que isso surge como um detalhe perto das horas que passamos vendo uma história tão distante de nós mas que, ao mesmo tempo, parece estar sempre à espreita nos diversos ciclos vividos pelas democracias, sempre sujeitas ao esfarelamento por aqueles que estão na sua órbita, aguardando o momento de maior fragilidade e crise para dar o &#8220;bote&#8221;. <i>A Morte de Stalin </i>evidencia como nenhum governo que começa com totalitarismo e qualquer tipo de violência tende a ser destituído com facilidade. Leva tempo. E até &#8220;tudo&#8221; se resolver sua população tem que lidar com um trauma que perpetua por gerações. Se ri muito em <i>A Morte de Stalin</i>, mas é um riso consciente e crítico que levamos como reflexão ao final da sessão.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RayRkMbh2gg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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