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	<title>Arquivos Jason Clarke - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jason Clarke - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:45:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Diabo de Cada Dia foi lançado esta semana na Netflix e conta com grande elenco composto por Tom Holland (Vingadores: Guerra Infinita), Robert Pattinson (O Farol), Bill Skarsgård (It &#8211; Capítulo 2), Sebastian Stan (Vingadores: Ultimato) e Jason Clarke (Cemitério Maldito). O diretor Antonio Campos, da série The Sinner, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> foi lançado esta semana na <em>Netflix</em> e conta com grande elenco composto por Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>), Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) e Jason Clarke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>). O diretor Antonio Campos, da série <em>The Sinner</em>, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma construção gradativa e sem pressa, o filme vai ganhando o espectador, que fica cada vez mais interessado com os acontecimentos.</p>
<p>Willard (Bill Skarsgård) retorna da Segunda Guerra Mundial com traumas de combate e vai para sua cidade natal, um pequeno vilarejo nos EUA. Logo ele se apaixona e se casa com uma garçonete, se mudando com a família para uma casa distante da cidade. Seu filho Arvin, quando crescer, se tornará Tom Holland, o nosso protagonista aqui. Paralelo a eles, temos a constituição de um casal de psicopatas que age sem a menor dificuldade matando viajantes que pedem carona nas estradas, com um ar de sadismo e humilhação. O terceiro núcleo se completa com a mãe religiosa de Willard, que coloca a fé acima de tudo e está sempre na igreja.</p>
<p>Adaptado do livro homônimo do escritor Donald Ray Pollock, <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> não tem pressa em construir o cenário em que os personagens estão inseridos e os episódios que levam eles a tomar determinadas decisões, mesmo que estranhas. Somos pincelados o tempo todo com as consequências diretas da fé ou da ausência dela. Como forma crítica, o filme quer nos mostrar muito mais o diabo nas ações (como já sugere o título) do que efetivamente pontuar a presença de Deus.</p>
<p>Ao começar a entrelaçar histórias que parecem distintas, o filme constrói os personagens em volta da aura de decepção e falha do divino. Funciona como pequenos capítulos de uma história que pretende se unir em algum momento &#8211; e de fato o faz. O atrativo, no entanto, acaba sendo muito mais o todo das narrativas aplicadas do que efetivamente pelo desfecho de cada uma, individualmente.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg" alt="O Diabo de Cada Dia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco é o ponto alto e a causa de <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em>. Dando um aprofundamento ainda maior na personalidade dos personagens, cada um vai expressando todo o incômodo e consequências negativas que a religiosidade pode empregar. São papéis completamente diferentes do comum para Skarsgård, Holland e Pattinson, que acabam se tornando o cerne do roteiro. O que deixa à desejar é o aproveitamento efetivo de alguns atores, especialmente Bill e Robert. Eles deixam o longa rápido demais, sem a exploração adequada de seus personagens.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos que o diabo é, de fato, a própria natureza do ser humano e sua capacidade de distorção dos eventos que o rodeia. Diferentes motivações levam as pessoas a agirem da maneira errada como agem, mas a exploração disso é rasa. Falta aprofundamento das nuances de interpretação e consequências espirituais e <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong> </em>acaba passando muito tempo em elementos que não são tão importantes assim. A finalização do filme deixa a desejar neste sentido, pois vai para um lugar comum e usual, ao invés de seguir o rumo mais observativo e monótono da trama.</p>
<p>Mesmo com alguns tropeços, o que vemos em <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> é uma construção intrigante e bem feita da religiosidade utilizada na sua distorção. Uma ótima escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Antonio Campos<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Jason Clarke, Harry Melling, Mia Wasikowska, Riley Keough, Eliza Scanlen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MUS6nMMjLSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cemitério Maldito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 01:57:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas esta semana o longa de terror Cemitério Maldito, inspirado na obra literária de Stephen King. A história já havia sido adaptada em 1989 e foi o maior sucesso na época. Com esse alvoroço, o thriller atual promete atrair muitos espectadores para se assustar nas salas de todo o país. A história gira em torno de uma família que acaba de se mudar para o interior, por conta do trabalho do pai. O casal e os dois filhos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas esta semana o longa de terror <strong><em>Cemitério Maldito</em></strong>, inspirado na obra literária de Stephen King. A história já havia sido adaptada em 1989 e foi o maior sucesso na época. Com esse alvoroço, o <em>thriller</em> atual promete atrair muitos espectadores para se assustar nas salas de todo o país.</p>
<p>A história gira em torno de uma família que acaba de se mudar para o interior, por conta do trabalho do pai. O casal e os dois filhos, uma garotinha e um bebê, procuram uma vida mais pacata e sem os estresses da cidade grande. No entanto, assim que se estabelecem na casa que compraram, descobrem que um cemitério de animais domésticos faz parte da propriedade. A partir daí, eventos estranhos começam a se suceder na residência e na vizinhança.</p>
<p>Com um enredo que traz elementos do passados dos protagonistas, em especial a mãe, vivida por Amy Seimetz (<em>Alien: Covenant</em>), o filme vai se desenrolando e criando uma atmosfera de terror e suspense que envolve o espectador. Com cenas repugnantes e nojentas, a narrativa caminha para o desdobramento principal, que é a questão da morte e sua permanência.</p>
<p>A morte é o principal elemento de confronto com os protagonistas, que querem driblar o destino final da forma como podem, mesmo que isso signifique a perda da alma e da essência daqueles que conhecem. A cegueira conferida aos personagens é natural ao se pensar que fariam tudo para agradar a quem ama e tê-los de volta.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10481" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1053758.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Cemitério Maldito" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1053758.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1053758.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1053758.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Jason Clarke (<em>A Maldição da Casa Winchester</em>) no papel de pai é tão comum e trivial quanto poderia ser. Embora seja um bom ator, não entendo exatamente o <em>hype</em> em cima dele, especialmente com filmes de terror. Falta um pouco mais de alma na sua atuação, embora ele tenha bons momentos.</p>
<p>Já a garotinha interpretada por Jeté Laurence (<em>Boneco de Neve</em>) é uma grata surpresa que conduz a trama com muita naturalidade. Podemos dizer o mesmo de Seimetz, que interpreta uma mulher traumatizada e assustada com seu passado, que parece ser a pessoa mais consciente da casa e das redondezas (embora tome atitudes duvidosas).</p>
<p>O que peca no filme, no entanto, é o ritmo. Ele demora a engrenar e tem um início lento demais para uma história que é predominantemente assustadora. A trilha sonora dá um bom adicional de suspense à situação, mas isso não muda a informação anterior.</p>
<p>Apesar de tudo, <em><strong>Cemitério Maldito</strong></em> é uma ótima adaptação cinematográfica do livro homônimo de Stephen King, mesmo que não seja a melhor delas. Vale a pena conferir, especialmente para os amantes de um bom terror sangrento!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kevin Kölsch, Dennis Widmyer<br />
<strong>Elenco:</strong> Jason Clarke, Amy Seimetz, John Lithgow, Jeté Lawrence</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tJ8vn2dhc0E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Calmaria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 15:56:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O roteirista Steven Kinight circula faz algum tempo em Hollywood e impressionou a crítica recentemente com seu segundo longa como diretor, Locke, que só tem o ator Tom Hardy em seu elenco e é centrado em suas ações dentro de um carro. Antes disso, Knight esteve por trás de roteiros dirigidos por gente como Stephen Frears (Coisas Belas e Sujas), pelo qual foi indicado ao Oscar, e David Cronenberg (Senhores do Crime). Estranhamente, alguém com tanta estrada e caminhos abertos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O roteirista Steven Kinight circula faz algum tempo em Hollywood e impressionou a crítica recentemente com seu segundo longa como diretor, <em>Locke</em>, que só tem o ator Tom Hardy em seu elenco e é centrado em suas ações dentro de um carro. Antes disso, Knight esteve por trás de roteiros dirigidos por gente como Stephen Frears (<em>Coisas Belas e Sujas</em>), pelo qual foi indicado ao Oscar, e David Cronenberg (<em>Senhores do Crime</em>). Estranhamente, alguém com tanta estrada e caminhos abertos na indústria é capaz de realizar um filme como <em><strong>Calmaria</strong></em>, cujo &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; é justamente o seu roteiro trôpego com direito a um absurdo twist que faria inveja a M. Night Shyamalan nos seus piores dias (algo do nível <em>Fim dos Tempos</em>).</p>
<p><em><strong>Calmaria</strong> </em>tem início quando somos apresentados a Baker Dill, personagem de Matthew McConaughey, e sua obsessão por um peixe. Dill tem um barco chamado &#8220;Calmaria&#8221; cujos clientes, a maioria turistas que estão de passagem pela região litorânea onde mora, parecem pretextos para o solitário marinheiro sair em busca do animal que batiza de &#8220;Justiça&#8221;. Quando Karen, personagem de Anne Hathaway, retorna na vida de Dill lhe oferecendo muito dinheiro em troca de um serviço sujo ele se vê tentado a aceitar a oferta concretizando sua obstinada procura pelo animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10060" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1903197.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Calmaria" width="610" height="348" /></p>
<p>Claramente, Steven Knight faz de <strong><em>Calmaria</em> </strong>um filme <em>noir</em> ambientado no litoral americano. McConaughey e Hathaway interpretam figuras conhecidas do gênero, o anti-herói enlaçado por uma trama criminosa apresentada a ele pela<em> femme fatale</em> da atriz exibindo uma inédita (?) madeixa loira. A princípio, o realizador parece apostar no gênero e nessa variação alternativa oferecida por essa ambiência, instigando o espectador a perseverar na história a fim de descobrir o que existe por trás da obsessão do seu protagonista pelo tal peixe e o risco que a moça interpretada por Hathaway irá oferecer a sua vida.</p>
<p>Na medida que a trama avança, vem a grande decepção. Como uma &#8220;carta na manga&#8221;, o realizador traz uma história paralela que faz com que toda a realidade construída até então seja uma verdadeira farsa. No terceiro ato, Knight faz <strong><em>Calmaria</em> </strong>aparentar ser inteligente demais, como se tivesse extraído da &#8220;cartola&#8221; informações para impressionar o público mais desavisado, mas no fim das contas isso tudo só serve para a trama cair na descrença do espectador. <strong><em>Calmaria</em> </strong>acaba esquecendo-se de encerrar &#8220;nós&#8221; da sua história que no final das contas não fazem muito sentido. Fica com a honra de provavelmente ser o filme com o <em>twist</em> mais estapafúrdio do ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/brlixT-fPSQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Por Trás dos Seus Olhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 14:50:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Blake Lively]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No drama de suspense Por Trás de Seus Olhos, a ansiedade do expectador é colocada a prova nas quase duas horas de duração do longa. Todo esse ideal é quebrado a medida que absolutamente nada acontece durante a exibição e o que era ansiedade dá lugar à completa frustração. Gina é uma mulher que fico cega após um acidente sofrido quando ainda era criança e resultou na morte de seus pais. Ela aprendeu a lidar com essa adversidade da vida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No drama de suspense <em>Por Trás de Seus Olhos</em>, a ansiedade do expectador é colocada a prova nas quase duas horas de duração do longa. Todo esse ideal é quebrado a medida que absolutamente nada acontece durante a exibição e o que era ansiedade dá lugar à completa frustração.</p>
<p>Gina é uma mulher que fico cega após um acidente sofrido quando ainda era criança e resultou na morte de seus pais. Ela aprendeu a lidar com essa adversidade da vida e conta com o apoio do amoroso marido, James, que a ajuda em tudo. Eles estão morando na Tailândia por conta do trabalho dele, quando surge uma possibilidade dela voltar a enxergar de um olho, através de uma cirurgia. Animada com essa nova esperança, ela se joga na chance. Afinal, além de tudo, ela está tentando engravidar há algum tempo.</p>
<p>As coisas vão acontecendo de forma gradativa e sem pressa. O que, confesso, é bom no início. Vai dando contexto aos personagens, você cria empatia, além de deixar um estado de tensão constante no espectador, que sabe que algo vai acontecer, só não sabe quando.</p>
<p>A primeira frustração começa quando você olha no relógio e percebe que se passou uma hora sem que absolutamente nada tivesse acontecido. Um bolsão de &#8220;sem quê&#8221; e &#8220;nem pra quê&#8221; que entedia, apesar de uma fotografia bem escolhida e estilo de filmagem bem feito. O diretor coloca o espectador dentro da noção da cegueira dela, assim como trás para si também os momentos em que ela começa a enxergar. É realmente muito interessante e um tanto claustrofóbico.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8809" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/359208.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O &#8220;ápice&#8221;, por assim dizer, de <em>Por Trás de Seus Olhos</em> se dá nos últimos 30 minutos de filme e não poderia ser pior conduzido. É como uma marola que quebra na areia da praia, sem a menor importância e sem chamar a atenção. É duplamente frustrante porque a premissa da história é ótima! Um casal que sofre as consequências da mulher voltar a enxergar porque o casamento se deu completamente no escuro (ela nunca tinha visto ele pois ficou cega antes mesmo de o conhecer). Quando ela começa a despertar para o mundo, isso causa um incômodo no marido, assim como na relação. Como se ele gostasse da dependência que ela tinha dele.</p>
<p>Sim, é realmente uma boa história, mas muito mal conduzida. Não há ápice, o antagonista não convence como tal e não é criado um clima de tensão digno da história. O espectador fica esperando o tempo inteiro algo emocionante acontecer, o que simplesmente não é realizado.</p>
<p><em>Por Trás de Seus Olhos</em> é um filme com ótimo potencial, mas que virou um compilado de vários nadas que culmina em mais um nada. Extremamente frustrante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fXCR8FovC2g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-por-tras-dos-seus-olhos/">Crítica: Por Trás dos Seus Olhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: A Maldição da Casa Winchester</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2018 23:41:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa A Maldição da Casa Winchester traz a premissa de terror com o suporte dos fatos reais. A mansão realmente existe nos EUA e a história sobre ser mal-assombrada desperta interesse em curiosos há anos. Com Helen Mirren no papel da protagonista, o filme tinha tudo para ser muito bom. No entanto, é apenas bom, sem nenhum superlativo para acompanhar. A narrativa começa com um médico sendo contratado por empresários para dar o atestado de insanidade de uma viúva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>A Maldição da Casa Winchester</em> traz a premissa de terror com o suporte dos fatos reais. A mansão realmente existe nos EUA e a história sobre ser mal-assombrada desperta interesse em curiosos há anos. Com Helen Mirren no papel da protagonista, o filme tinha tudo para ser muito bom. No entanto, é apenas bom, sem nenhum superlativo para acompanhar.</p>
<p>A narrativa começa com um médico sendo contratado por empresários para dar o atestado de insanidade de uma viúva que ainda é dona de uma grande empresa de armamentos. Mas ela é uma pessoa muito estranha e reclusa. Para conseguir avaliar a paciente, o doutor tem que ir na casa dela e fazer o diagnóstico <em>in loco</em>. Claro que, ao chegar lá, ele se depara com uma série de coisas estranhas, especialmente a própria mansão em que a viúva mora.</p>
<p>A premissa é interessante, mas o esforço imenso em tentar fazer o filme ser assustador resulta, na verdade, em algo bastante amador. Eu venho falando há algum tempo sobre minha frustração com filmes de terror. A boa maioria se preocupa em dar susto e não meter medo no espectador, enquanto eu acredito que devia ser justamente o contrário. O susto é apenas uma consequência do estado de tensão constante que o roteiro consegue manter o espectador. Quando se tem medo, um alfinete caindo no chão assusta.</p>
<p>Mas é justamente o contrário que a boa maioria dos longas de terror faz. E este não é diferente. <em>A Maldição da Casa Winchester</em> traz um contexto simples e  história boa, mas peca pelo esforço. É como se cada cena fosse feita para assustar o espectador. Cada olhar macabro e desnecessário que só faz a pessoa se questionar do por quê o personagem não é ligeiramente mais inteligente.</p>
<p>O roteiro não apresenta nenhum elemento curioso e intrigante que pudesse atrair mais a atenção do espectador. Ao invés disso, segue numa série de clichês sem graça e sem propósito. Porque assim, até um bom clichê pode ser algo interessante, se for bem trabalhado. Mas não é o caso desse aqui.</p>
<p>O que se tem ao final é um filme insosso com desperdício de elenco e potencial. Algo como se os roteiristas e diretores tivessem tido certa preguiça em pensar em algo mais elaborado. Não acho que valha a pena conferir.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tbqthHc8E2k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Evereste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 22:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Debicki]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Watson]]></category>
		<category><![CDATA[Evereste]]></category>
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		<category><![CDATA[Jason Clarke]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Evereste é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. Evereste é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3559" aria-describedby="caption-attachment-3559" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3559 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest-620x331.jpg" alt="_85342243_everest" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3559" class="wp-caption-text">Viagem arriscada: Grupo de alpinistas liderado por Jason Clarke enfrenta uma nevasca rumo ao Evereste</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Evereste </i>é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. <i>Evereste </i>é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão perigosa. Isso é ainda mais complicado se o filme encontrar uma plateia completamente indiferente a tal jornada, ela continuará gélida àqueles personagens já que, em momento algum consegue compreendê-los.</p>
</div>
<div>
<p>O longa de Baltasar Kormákur (de longas esquecíveis como <i>Dose Dupla </i>e <i>Contrabando</i>) se passa em 1996 e acompanha dois grupos de alpinistas liderados por guias com estilos completamente diferentes, um interpretado por Jason Clarke e outro por Jake Gyllenhaal. Eles enfrentam uma nevasca que coloca a vida de todos em risco para chegar ao cume do monte Evereste. Assim, alcançar a meta da aventura mostra-se infinitamente mais fácil do que o retorno para casa.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3551" aria-describedby="caption-attachment-3551" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3551 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal-620x349.jpg" alt="Everest+Jake+Gyllenhaal" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3551" class="wp-caption-text">Grande elenco, poucas possibilidades: O filme traz muitos atores conhecidos, como Jake Gyllenhaal e Keira Knightley, que são subaproveitados</figcaption></figure>
<div>
<p>O filme de Kormákur é muito eficiente naquilo que tem mais que a obrigação de ser competente: a produção de grandes sequências de tensão no Evereste utilizando efeitos visuais e sonoros de ponta. Nada menos do que o esperado para um filme do seu porte. Em outro departamento, no entanto, <i>Evereste </i>acaba revelando-se um filme arrastado, com um material humano pouco interessante e que se sustenta em dramas familiares pouco esmiuçados pelo roteiro, mas que surgem na tela como algo muito precioso ao andamento da trama. Há um emaranhado de dilemas familiares que são mal explicados pelo filme (o núcleo do ator Josh Brolin, por exemplo, que tem uma relação complicada com sua esposa vivida por Robin Wright), mas que, por alguma estranha razão, estão lá e entram em ebulição com viagem ao Evereste.</p>
</div>
<div>
<p>Escrito pelo vencedor do Oscar Simon Beaufoy (<i>Quem quer ser um milionário?</i>) e pelo indicado ao mesmo prêmio William Nicholson (<i>Gladiador</i>), o roteiro desse filme é tão problemático que, como já antecipamos, jamais deixa claro uma informação fundamental para que o espectador se envolva com a trajetória dos seus personagens: a motivação do grupo para empreender uma jornada tão arriscada. Tudo é simplificado com explicações subentendidas do tipo &#8220;tesão pela aventura&#8221;. Desculpem, mas é muito pouco para entender decisões fundamentais que alguns personagens tomam ao longo do filme. Como resultado, <i>Evereste </i>acaba contando com as relações amorosas para causar o mínimo de empatia no espectador,  o que também não funciona já que, com pouquíssimo tempo em cena, alguns personagens sequer conseguem mostrar a que veio, é o caso das esposas vividas por Robin Wright e Keira Knightley, que cumprem a cota &#8220;Penélope&#8221; de <i>A</i> <i>Odisseia</i> ao viverem mulheres que ficam em casa esperando o retorno dos seus amados. E não é só Wright e Knightley que saem perdendo tamanha a falta de tratamento do roteiro com a história, todos os atores são vítimas dessa característica de <i>Evereste</i>, a falta de densidade do seu script, incluindo aqueles que seriam os seus protagonistas, Jason Clarke, Jake Gyllenhaal e Josh Brolin.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3561" aria-describedby="caption-attachment-3561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201-620x349.jpg" alt="everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x720" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3561" class="wp-caption-text">Resultado insatisfatório: Filme é tecnicamente eficiente, mas falha como narrativa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguindo a tradição de filmes com um elenco estelar subaproveitado, <i>Evereste </i>não consegue sustentar toda a sua qualidade técnica com personagens e trama que jamais envolvem emocionalmente o público. Assim, todo o seu drama humano, que é sugerido como o foco do filme de Kormákur, é absolutamente oco, estéril e genérico. Entre outras questões mal resolvidas do roteiro, não dá para simplificar a motivação dos personagens para enfrentar o que enfrentam rumo ao Evereste como um insano tesão pelo perigo, tampouco sustentar duas horas de filme com conflitos amorosos tão rasos.</p>
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		<title>Crítica: O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 11:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Taylor]]></category>
		<category><![CDATA[Arnold Schwarzenegger]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
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		<category><![CDATA[Jason Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[O Exterminador do Futuro - Gênesis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis chega aos cinemas com a insustentável obrigação de superar o seu legado. Quanto a isso, não tem como ele escapar. Aliás, nenhuma continuação, reboot ou remake consegue sair dessa esfera de julgamento, as comparações do público e da crítica são praticamente automáticas. No caso desta franquia específica, as comparações chegam a ser injustas quando os filmes anteriores, sobretudo o primeiro e o segundo, ambos dirigidos por James Cameron, revolucionaram a própria indústria do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3059" aria-describedby="caption-attachment-3059" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CxcTO7w.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3059 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CxcTO7w-620x367.jpg" alt="CxcTO7w" width="620" height="367" /></a><figcaption id="caption-attachment-3059" class="wp-caption-text">He&#8217;s back: Schwarzenegger retorna para viver o icônico exterminador em Gênesis</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>chega aos cinemas com a insustentável obrigação de superar o seu legado. Quanto a isso, não tem como ele escapar. Aliás, nenhuma continuação, <i>reboot </i>ou <i>remake </i>consegue sair dessa esfera de julgamento, as comparações do público e da crítica são praticamente automáticas. No caso desta franquia específica, as comparações chegam a ser injustas quando os filmes anteriores, sobretudo o primeiro e o segundo, ambos dirigidos por James Cameron, revolucionaram a própria indústria do cinema. Infelizmente, a repercussão deste quinto capítulo da franquia, <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</i>,<i> </i>não tem sido boa, na verdade, decepcionante. As cotações do filme nos sites estão baixas e o boca-a-boca confirma as comparações que mencionamos a pouco, <i>Gênesis </i>está anos luz dos seus predecessores, dizem os especialistas. Está sim, mas apesar dos seus equívocos e derrapadas, o filme consegue ser bem divertido, satisfatório até. O seu grande &#8220;porém&#8221; talvez seria o visível desgaste da série, evidenciado por um final que demonstra pouco fôlego para as futuras continuações.</p>
<figure id="attachment_3060" aria-describedby="caption-attachment-3060" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3060 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623-620x349.jpg" alt="la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3060" class="wp-caption-text">Viagem no tempo, novamente: Connor, o exterminador e Reese têm um plano para retornar ao futuro (ou passado, a depender do ponto de vista) e alterar o curso da história</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>vemos os episódios que deram início ao primeiro filme. Em 2029, a resistência humana às máquinas, liderada por John Connor, envia para o ano de 1984 um protetor para a sua mãe, Sarah Connor, o sargento Kyle Reese. Reese terá que salvá-la de um exterminador que pretende matá-la a fim de evitar que, no futuro, Connor represente algum risco a dominação dos homens pelas máquinas. No entanto, em função das mudanças de rumo promovidas por esta mesma ação no início da franquia, o ano de 1984 agora não será o mesmo do primeiro filme da série, ou seja,  Sarah Connor não é mais aquela garçonete desprotegida e conta com a ajuda  de um exterminador que foi enviado para protegê-la quando ainda era pequena.</p>
</div>
<div>
<p>É verdade que <i>Gênesis </i>se aproveita de todo o legado deixado pelos filmes anteriores da série, tornando-se uma espécie de híbrido anabolizado do primeiro e do segundo longa. O diretor Alan Taylor, de <i>Game of Thrones </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio </i>consegue reconstituir sequências semelhantes aos filmes anteriores. O filme então funciona basicamente como uma reverência ao passado, como o recente <i>Jurassic World</i>. No entanto, ao contrário de <i>Jurassic World, O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>não consegue promover nenhuma espécie de expansão de um universo já conhecido, soa repetitivo e até mesmo esgota qualquer tipo de possibilidade de ampliação. Sempre que <i>Gênesis </i>tenta promover algum movimento que surpreenda nosso horizonte de expectativas, e ele tem muito potencial para isso já que um dos elementos da franquia é a viagem no tempo e já vimos do que ele é capaz recentemente em <i>Star Trek </i>e <i>X-Men</i>, o filme parece ser engolido por uma megalomania de efeitos especiais que arruina qualquer possibilidade de expansão e está a serviço de mostrar apenas algumas passagens que não foram mostradas no passado por falta de orçamento ou avanços tecnológicos.</p>
</div>
<figure id="attachment_3061" aria-describedby="caption-attachment-3061" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terminator-genisys.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3061 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terminator-genisys-620x310.jpg" alt="terminator genisys" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3061" class="wp-caption-text">John Connor e Kyle Reese: Filme começa exatamente no ponto de partida do primeiro longa da franquia, mas as coisas não são exatamente as mesmas</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme é beneficiado por um elenco interessante, que inclui a icônica figura de Arnold Schwarzenegger, sempre a vontade como o exterminador, e os novos rostos de Sarah Connor (Emilia Clarke), Kyle Reese (Jai Courtney) e John Connor (Jason Clarke), todos muito eficientes em suas respectivas funções (a exceção de um J. K. Simmons recém-saido de um Oscar e que aparece completamente avulso em cena). No mais, o longa fica em uma zona cinzenta à procura de uma razão para a sua própria existência ao mesmo tempo em que se justifica por ser funcional aos anseios contemporâneos &#8211; e momentâneos &#8211;  de uma indústria que sempre que pode tenta retornar ao passado no intuito de perpetuar o que já é conhecido e está na zona de conforto do espectador &#8211; e esse ano isso parece mais forte do que nunca. <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</i> entretém e satisfaz o espectador em momentos isolados, mas não chega a surpreender ou revelar uma nova faceta sobre uma história que já conhecemos.</p>
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		<title>Crítica: Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2014 23:12:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Serkis]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Oldman]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[Keri Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Reeves]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta dos Macacos: O Confronto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É admirável a forma como esse prequel da franquia Planeta dos Macacos vem sendo conduzido. Em seu segundo capítulo, a série cinematográfica reúne elementos , além dos efeitos especiais de última linha, que deveriam ser essenciais aos blockbusters e que os transformam em verdadeiro entretenimento (sim, porque entretenimento, na raiz de sua definição, não deveria ser equivalente a um produto desleixado em seu tratamento como narrativa, como fazem uns e outros diretores por ai): ritmo, um roteiro inteligente e bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/maxresdefault.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1584 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/maxresdefault-620x348.jpg" alt="maxresdefault" width="620" height="348" /></a></p>
<p>É admirável a forma como esse <em>prequel </em>da franquia <em>Planeta dos Macacos </em>vem sendo conduzido. Em seu segundo capítulo, a série cinematográfica reúne elementos , além dos efeitos especiais de última linha, que deveriam ser essenciais aos <em>blockbusters </em>e que os transformam em verdadeiro entretenimento (sim, porque entretenimento, na raiz de sua definição, não deveria ser equivalente a um produto desleixado em seu tratamento como narrativa, como fazem uns e outros diretores por ai): ritmo, um roteiro inteligente e bem costurado e personagens defendidos com segurança e sensibilidade pelo seu elenco. <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em>, como o seu capítulo anterior <em>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem</em>, preenche todos esses requisitos com larga folga.</p>
<p><em>O Confronto </em>se passa quinze anos após os eventos do último longa e traz César e os outros símios bem longe dos humanos, vivendo em harmonia e comunidade no meio da floresta de São Francisco. Estranhando a ausência de contato com humanos durante anos, César e seu grupo nem suspeitam que parte da raça foi dizimada pela &#8220;gripe símia&#8221;, fruto dos experimentos realizados pelos cientistas com os macacos no filme anterior. No entanto, um grupo de sobreviventes da região tenta entrar em contato com outros humanos mas não consegue pois não tem energia elétrica que faça funcionar os aparelhos de comunicação. A única forma de saírem do isolamento é reativarem uma antiga usina localizada na proximidade da aldeia que César e seus companheiros construíram. Novamente, macacos e homens se reencontram e as divergências e proximidades entre as espécies surgem para moderar uma potencial guerra entre os dois grupos.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Dawn-Of-The-Planet-Of-The-Apes-11.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1585 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Dawn-Of-The-Planet-Of-The-Apes-11-620x333.jpg" alt="Dawn-Of-The-Planet-Of-The-Apes-11" width="620" height="333" /></a></p>
<p>O diretor Rupert Wyatt, que comandou <em>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem</em>, cede espaço para Matt Reeves (de <em>Cloverfield &#8211; Monstro </em>e do remake <em>Deixe-me Entrar</em>). Em termos de identidade, a franquia não perde absolutamente nada. As características centrais da trama são mantidas. A atmosfera, no entanto, é completamente diferente, o que é bem coerente com o estágio da história. Em <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em>há um tom de realismo na forma como os personagens encaram uns aos outros e um ligeiro pessimismo no futuro das relações entre seres de espécies diferentes e até mesmo entre seres da mesma espécie, o que faz o filme dialogar com muita veemência com o quadro geopolítico atual.</p>
<p>Novamente, <em>Planeta dos Macacos </em>é exemplar para os filmes da temporada pela forma como maneja tecnologia de última ponta e domínio narrativo. O desenvolvimento dos macacos pela equipe de efeitos visuais, aliado a captura de performances <em>in loco </em>valoriza o trabalho não só da equipe técnica mas também de atores como Andy Serkis (o César, que após anos sendo reconhecido por isso finalmente consegue ser o primeiro nome na lista do elenco nos créditos do filme), Judy Greer (Cornélia), Toby Kebbell (Koba) e Nick Thurtson (Olhos Azuis), todos, inclusive, têm mais destaque que o elenco humano formado por ótimos atores como Jason Clarke, Keri Russell, Gary Oldman e Kodi Smit-McPhee. Além disso, Matt Reeves mantém a trama em ascendência e instiga o interesse do espectador pelos personagens e por seus destinos do início ao fim, dando conta de sequências muito bem executadas (a cena da caçada dos símios na abertura é exemplar). Tudo isso sem querer parecer &#8220;intelectualoide&#8221; com reflexões impertinentes e extensas demais ou oco ao se tornar refém das suas cenas de ação, como muitos de seus colegas que se aventuram nessa temporada de férias do cinema norte-americano fazem. Pelo contrário, tudo é muito bem dosado, equilibrado em <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/dawn-of-the-planet-of-the-apes-pics-6.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1586 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/dawn-of-the-planet-of-the-apes-pics-6-620x325.jpg" alt="XXX DAWN-PLANET-APES-MOV-JY-3806-.JPG A ENT" width="620" height="325" /></a></p>
<p>Ao ter completo domínio e <em>timing </em>do quanto deve fornecer de espetáculo visual e do quanto deve fazer o espectador refletir sobre a sua própria condição enquanto ser social e espécie humana &#8211; sim, porque, em sua essência <em>Planeta dos Macacos </em>é uma alegoria disso &#8211; <em>, Planeta dos Macacos &#8211; O Conf</em>ronto é mais uma contribuição referencial para a indústria do entretenimento cinematográfico dos EUA atual, que em alguns momentos é tão carente de lampejos como esse. O filme nos lembra que, para divertir, uma obra não precisa ser vazia de histórias, sentimentos e discussões e de que para ser &#8220;arte&#8221; não precisa ser excessivamente técnico ou se despir de qualquer simplicidade. Basta encontrar a dose certa para cada elemento.</p>
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