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	<title>Arquivos Jamie Bell - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jamie Bell - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Rocketman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 19:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um filme como Rocketman é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como Bohemian Rhapsody. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva. Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um filme como <strong>Rocketman</strong> é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como <em>Bohemian Rhapsody</em>. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva.</p>
<p>Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, o filme se propõe a explanar de maneira sincera a trajetória do músico, desde sua infância até o auge de sua carreira e momentâneo declínio. Tudo isso sob uma ótica psicológica.</p>
<p>Já ouvimos falar de um roteiro semelhante, não é? Então, <em>Bohemian Rhapsody</em> é justamente a mesma coisa, só que contando a história da banda Queen, com foco em seu vocalista Freddie Mercury.E entendam: eu não odeio <em>Bohemian</em>. Mas os problemas de mudança de diretores ficaram claros no ritmo do longa e na atuação afetada de Rami Malek.</p>
<p>Diferente disso, temos <em><strong>Rocketman</strong></em>, que é um longa musical. Sim, um musical. Ele não conta a história de composição das músicas, e sim as utiliza como pano de fundo para a narrativa do protagonista, que vai contando a sua própria história. E o viés da psicologia é que torna tudo mais palatável para o espectador</p>
<p>Taron Egerton (<em>Kingsman</em>) surge como uma grata surpresa na pele de Elton, assumindo todo o seu estilo e trejeitos, mas respeitando o espaço que o personagem pede. Ele foi orientado pelo próprio cantor, o que faz uma imensa diferença. Aliás, o fato do Elton John da vida real assumir a produção executiva é decisivo para o bom resultado do longa. Ele traz a realidade de maneira crua e, embora não vá tão afundo em questões como a dependência química, não se esquiva de mostrar todos os seus traumas em cena.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10618" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Curiosamente, o diretor Dexter Fletcher (<em>Voando Alto</em>) participou da produção executiva de <em>Bohemian</em>, o que nos leva a crer que ele pode observar os erros do primeiro e não aplicar no segundo. A direção é segura e crescente, dando espaço para os personagens, sem perder o foco no protagonista, que é um espetáculo à parte. Ele não deixa de falar de tema importantes como o vício em álcool e drogas, e a homossexualidade do cantor.</p>
<p>Além disso, outro fator importante e decisivo para o resultado do longa é o fato de que acompanhamos a história através do próprio protagonista, contando tudo em uma clínica de reabilitação. Sendo assim, temos dois fatores: primeiro, que entendemos que tudo aquilo é uma visão dele dos fatos; segundo, que a evolução dele na trama é amparada pelo cuidado psicológico, que justifica sua mudança de comportamento.</p>
<p>Ao final de <strong><em>Rocketman</em></strong>, temos uma das cenas mais bonitas de todo o filme e recheada de significados, que é quando Elton adulto abraça o Elton criança e entende todos os traumas emocionais que ele tem, mas decide seguir no seu &#8220;eu adulto&#8221;. É lindo e comovente, além de extremamente coerente.</p>
<p>Percebemos com esse longa que por trás do astro, existe um ser humano comum e com traumas. Com um passado emocional difícil e que ser irreverente do jeito que é foi a forma que ele encontrou para pertencer ao mundo. O filme rompe um pouco a narrativa nos momentos de música, que ficam mais no âmbito da fantasia, mas mantendo o enredo e a construção do personagem.</p>
<p>Mesmo quem não é um grande fã de Elton John e apenas conhece as suas principais músicas, vai gostar de conhecer e acompanhar a trajetória do astro, criando empatia pela figura dele. <em><strong>Rocketman</strong></em> é um musical redondo, de qualidade e que merece ser apreciado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dexter Fletcher<br />
<strong>Elenco:</strong> Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Gemma Jones, Stephen Graham, Tom Bennett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z7jSOLxCjhc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Expresso do Amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2015 22:04:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Precisou passar quase dois anos para Expresso do Amanhã ser lançado no Brasil. As razões do atraso só a confusa logística das distribuidoras brasileiras explica. Nesse jogo de alterações constantes de data que foi Expresso do Amanhã, a certeza que temos é a completa falta de timing da sua estreia já que, com a rapidez com que cada vez mais temos acesso ao que vem de fora seria fundamental encurtar as janelas dos lançamentos internacionais no Brasil. A verdade é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3432" aria-describedby="caption-attachment-3432" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-2-hp.gif"><img decoding="async" class="wp-image-3432 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-2-hp-620x349.gif" alt="snowpiercer-2-hp" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3432" class="wp-caption-text">Rebelião: Liderados pelo personagem de Chris Evans passageiros do último vagão lutam para conseguir os mesmos privilégios da elite do trem.</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Precisou passar quase dois anos para <i>Expresso do Amanhã </i>ser lançado no Brasil. As razões do atraso só a confusa logística das distribuidoras brasileiras explica. Nesse jogo de alterações constantes de data que foi <i>Expresso do Amanhã</i>, a certeza que temos é a completa falta de <i>timing </i>da sua estreia já que, com a rapidez com que cada vez mais temos acesso ao que vem de fora seria fundamental encurtar as janelas dos lançamentos internacionais no Brasil. A verdade é que <i>Expresso do Amanhã </i>chega às nossas salas quando a maior parte dos cinéfilos brasileiros já assistiram ao filme por vias alternativas em função da incerteza acerca de uma resposta definitiva sobre sua estreia nos cinemas. E nem adianta culpar a internet, novos tempos exigem novas estratégias de lançamento para barrar esse tipo de concorrência que, com o perdão das palavras rudes, é imbatível. Dito isso, vamos ao filme que é, sem exagero, espetacular.</p>
<p class="separator">Baseado em uma HQ francesa chamada <i>Le Transperceneige</i>, <i>Expresso do Amanhã </i>é ambientado em um futuro pós-apocalíptico no qual o ecossistema foi destruído e as tentativas de recuperação climática por ação do homem não deram certo. Agora todos vivem em uma implacável era glacial e os sobreviventes desse cenário acabam mantendo-se vivos presos em um trem dividido em vagões que acabaram abrigando castas sociais: a elite possui diversos privilégios e ocupa os vagões da frente enquanto ao fundo estão os mais pobres, mantidos em condições precárias. Um dia, o grupo do último vagão empreende um plano para tomar o poder dos mais abastados e equilibrar as condições de vida no trem. Para conseguirem o que querem, eles devem passar por todos os vagões até chegarem àquele em que vive o homem por trás de toda a desigualdade instalada no trem, o Sr. Wilford.</p>
<figure id="attachment_3433" aria-describedby="caption-attachment-3433" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-04WEB.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3433 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-04WEB-620x359.jpg" alt="snowpiercer-04WEB" width="620" height="359" /></a><figcaption id="caption-attachment-3433" class="wp-caption-text">Prisioneira: Camaleônica, a atriz Tilda Swinton vive uma das reféns do grupo rebelde</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator"><i>Expresso do Amanhã </i>é o primeiro trabalho em língua inglesa do diretor sul-coreano Joon-ho Bong, responsável por filmes primorosos como <i>O Hospedeiro </i>e <i>Mother &#8211; A Busca pela Verdade, </i>uma estreia, é preciso que se diga, que não deixa em nada a desejar, sobretudo quando os exemplos cotidianos nos mostram o quanto experiências de realizadores em línguas não-nativas são conturbadas. Nesse caso, facilita o controle que Joon-ho Bong tem em <i> Expresso do Amanhã, </i>não apenas por ter sido o roteirista do filme, mas também por ter na produção pessoas que entendem o seu modo peculiar de fazer cinema (o realizador também sul-coreano Chan-wook Park é um deles). Assim, o que vemos é sim um filme comercial e palatável às plateias com os mais diversificados repertórios, com determinados estratagemas do cinemão norte-americano, mas tudo com muito pulso e a assinatura de Joon-ho Bong, que concebe uma história de trama intrincada, com uma linguagem audiovisual segura e bem aplicada e que está muito longe de ser um esquecível caça-níqueis.</p>
<p class="separator">O filme se apresenta como um eficiente filme-pipoca, mas mostra uma faceta mais interessante ainda quando demonstra o seu potencial como alegoria sociológica, abordando temas eternamente contemporâneos como as nossas relações com o poder, a corrupção e a desigualdade social. Apesar de ter um elenco diversificado, <i>Expresso do Amanhã </i>não é um filme no qual esse ou aquele ator se destaque é o tipico &#8220;filme de elenco&#8221;, portanto cada personagem é peça fundamental de uma engrenagem que é mais importante como coletivo do que individualmente, entre os elementos desse grupo harmônico estão Octavia Spencer (vencedora do Oscar por <i>Histórias Cruzadas</i>), Jamie Bell (o Coisa do recente <i>Quarteto Fantástico</i>), John Hurt (de <i>Imortais</i>), Ed Harris (de <i>Medo da Verdade</i>) e Kang-ho Song (colaborador do diretor em <i>O Hospedeiro</i>). Ainda assim, é preciso reconhecer os méritos de dois atores em especial. O primeiro deles é a camaleônica Tilda Swinton, sempre um diferencial em qualquer produção. A atriz vive aqui a asquerosa Mason, que leva as ordens de Wilford aos passageiros do último vagão. O outro elemento interessante do elenco é o ator Chris Evans, popularizado como o Capitão América dos filmes da Marvel, o ator domina dramaticamente dois momentos cruciais da história ao final do longa.</p>
<figure id="attachment_3434" aria-describedby="caption-attachment-3434" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-screenshot-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3434 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-screenshot-2-620x311.jpg" alt="snowpiercer-screenshot-2" width="620" height="311" /></a><figcaption id="caption-attachment-3434" class="wp-caption-text">Desempenhos: Chris Evans surpreende com forte interpretação e Tilda Swinton mantém a diversificação usual dos seus trabalhos</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amplo em sua simbologia sem ser pretensioso, <i>Expresso do Amanhã </i>é um filme acessível e que sustenta a sua proposta do início ao fim sem as usuais concessões dramáticas que alguns filmes de estúdio costumam fazer. O longa acaba sendo interessante por contemplar profundidades de leituras diversas: pode ser encarado como uma ficção-científica pós-apocalíptica de primeira linha, como também um aplicado e inteligente &#8220;tratado sociológico cinematográfico&#8221;, ou ainda como uma combinação dos dois, o que o torna ainda mais interessante. <i>Expresso do Amanhã</i> tem muita violência gráfica, mas ela acaba não sendo mais impactante para o espectador do que a diversão que ele proporciona e do que a mensagem que Joon-ho Bong quer passar sobre a humanidade e sua urgente porém corrosiva necessidade de se organizar coletivamente para sobreviver.</p>
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		<title>Crítica: Quarteto Fantástico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2015 23:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Logo quando saíram as primeiras imagens, teasers e trailers do reboot de Quarteto Fantástico, a primeira impressão que tivemos sobre o trabalho do diretor Josh Trank (de Poder sem Limites) era a de que ele estava levando a popular família de super-heróis da Marvel para um terreno mais sombrio e sério, ou seja, algo bem diferente do tom bem-humorado dado por Tim Story em Quarteto Fantástico (2005) e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), que, apesar das duras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3240" aria-describedby="caption-attachment-3240" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fantastic-Four-Movie-2015-Images.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3240 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fantastic-Four-Movie-2015-Images-620x348.jpg" alt="Fantastic-Four-Movie-2015-Images" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3240" class="wp-caption-text">Mudança de tom: Josh Trank confere uma abordagem mais &#8220;séria&#8221; a Quarteto Fantástico</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Logo quando saíram as primeiras imagens, <i>teasers </i>e <i>trailers </i>do <i>reboot </i>de <i>Quarteto Fantástico</i>, a primeira impressão que tivemos sobre o trabalho do diretor Josh Trank (de <i>Poder sem Limites</i>) era a de que ele estava levando a popular família de super-heróis da Marvel para um terreno mais sombrio e sério, ou seja, algo bem diferente do tom bem-humorado dado por Tim Story em <i>Quarteto Fantástico </i>(2005) e <i>Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado </i>(2007), que, apesar das duras críticas, dizem alguns (não conheço bem as HQs), estava mais próximo do espírito dos personagens. O que a gente não esperava era que esta releitura (prefiro chamar assim) da abordagem de <i>Quarteto Fantástico </i>fosse o menor dos problemas já que o primeiro ato até funciona e promete entregar um filme, no mínimo, promissor. Os problemas do longa surgem quando o elemento &#8220;fantástico&#8221; entra em ação e Trank e seus co-roteiristas (entre eles Simon Kinberg, de <i>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</i>) não conseguem lidar com o &#8220;arroz e feijão&#8221; das histórias de super-heróis, transformando-o em uma sobreposição de clichês constrangedoramente cafonas.</p>
</div>
<div>
<p>A trama de <i>Quarteto Fantástico </i>traz a já conhecida origem dos heróis, aqui, quatro jovens enviados em uma missão fora da Terra. A expedição dá errado e eles retornam com alterações no próprio corpo: Reed Richards (Miles Teller, de <i>Whiplash)</i> ganha elasticidade, Sue Storm (Kate Mara, de <i>Transcendence</i>) pode tornar-se invisível e criar campos de força, o irmão dela, Johnny Storm (Michael B. Jordan, de <i>Fruitvale Station</i>), passa a ter o corpo coberto por chamas, e Ben Grimm (Jamie Bell, o eterno <i>Billy Elliot</i>), amigo de infância de Reed, transforma-se em um gigante rochoso apelidado de Coisa. Suas novas características, inicialmente encaradas como deformidades a serem curadas com a ajuda do próprio Reed Richards, passam a lhes ser úteis no enfrentamento de um grande vilão, o Doutor Destino (Toby Kebbel, de <i>O Conselheiro do Crime</i>), um companheiro de expedição que não retornou da viagem e tinha sido considerado morto por todos.</p>
</div>
<figure id="attachment_3242" aria-describedby="caption-attachment-3242" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3242 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four-620x333.jpg" alt="Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four" width="620" height="333" /></a><figcaption id="caption-attachment-3242" class="wp-caption-text">Reed Richards: Líder do Quarteto é vivido por Miles Teller, do oscarizado Whiplash</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Funcionando como um recomeço da franquia nos cinemas, <i>Quarteto Fantástico </i>tenta alterar tudo aquilo que havia sido criticado na série de filmes anterior e que, curiosamente, a tornava singular em meio a um universo de super-heróis cada vez mais sisudos (uma conclusão que só cheguei com o tempo e a maturidade). O novo <i>Quarteto Fantástico </i>é mais sombrio e sério sim, mas evoca uma complexidade e densidade dramática que fica apenas no discurso e no seu visual. O roteiro de Josh Trank, Simon Kinberg e Jeremy Slater nunca conseguem ir além nos temas que sugerem no primeiro ato e que até parecem promissores, como a forte amizade entre Richards e Grimm, a relação amorosa de Richards e Sue Storm e os conflitos de Johnny Storm com o seu pai, o Dr. Franklin Storm.</p>
</div>
<div>
<p>Quando os personagens ganham poderes, então, o filme se revela um verdadeiro projeto mal sucedido, para não dizer o pior. Trank e seus roteiristas simplificam as emoções dos seus personagens e suas dinâmicas são recheadas por clichês do sub-gênero &#8220;filmes de super-heróis&#8221; materializados no pior personagem de todo o longa, o Dr. Destino, péssimo não apenas na sua caracterização como incômodo em seus propósitos e motivações simplistas. Destino é reduzido ao lugar-comum de um vilão interessado em destruir o mundo, algo que lhe é motivado pela vontade de se isolar de todos e expresso por frases que parecem soltas de um seriado animado de super-heróis genérico. Do aparecimento ou ressurgimento do vilão em diante, os protagonistas do longa são consumidos pelo mesmo tom canastrão presente em toda participação de Destino, até mesmo a morte de um personagem importante, e que poderia ser o cume dramático do longa, é tratada com o tom de uma novela mexicana e a frivolidade de um filme antiquado de ação.</p>
</div>
<figure id="attachment_3243" aria-describedby="caption-attachment-3243" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/fantastic-four-2015-images-dimension.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3243 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/fantastic-four-2015-images-dimension-620x349.jpg" alt="fantastic-four-2015-images-dimension" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3243" class="wp-caption-text">Promessa: Filme não consegue sustentar o que sugere desenvolver ao longo do seu primeiro ato e cai em clichês</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A impressão que fica é que existiu o toque impertinente e equivocado de um estúdio sempre interessado em simplificar tudo através de uma subestimação da inteligência e do gosto do seu público, mas isto é só especulação de quem já assistiu esta novela se repetir em tantos outros longas promissores e que mudam de tom da água para o vinho no meio do caminho. O que quer que tenha acontecido no processo de concepção do novo <i>Quarteto Fantástico, </i>o que fica é uma promessa abandonada precocemente para abraçar um amontoado de cafonices que já foram superadas, não cabem mais nos exemplares da temporada de <i>blockbusters </i>e<i> </i>que só mancham a credibilidade tradicionalmente questionada deste tipo de produção. <i> </i></p>
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