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	<title>Arquivos James Gunn - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol.3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 21:49:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guardiões da Galáxia Vol.3 chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser. Peter Quill (Chris Pratt, Jurassic World: Domínio) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser.</p>
<p>Peter Quill (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-dominio/"><em>Jurassic World: Domínio</em></a>) ainda sofre a &#8220;perda&#8221; de sua amada Gamora (Zoe Saldana, <em>Avatar: O Caminho da Água</em>) &#8211; que não lembra de absolutamente nada do que eles viveram -, quando tem seu novo QG invadido e Rocket (Bradley Cooper, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-beco-do-pesadelo/"><em>O Beco do Pesadelo</em></a>) acaba sendo gravemente ferido. Na tentativa de salvar o seu amigo, ele precisa explorar mais do passado desconhecido dele e lidar com surpresas que nem imaginava que encontraria no caminho.</p>
<p>Voltar à formatação mais tradicional de produção de filmes é uma decisão sempre acertada da Marvel. O estúdio quis inovar com outros modelos por algum tempo e viu que nem sempre o novo é mais atraente, especialmente se você não dedica o tempo suficiente para isso. E sim, tempo é o que mais tem prejudicado o estúdio da Disney. Com produções que dependem cada vez mais de computação gráfica, não dá para cadenciar uma escala em massa, como se a edição destes filmes fosse algo simples e corriqueiro de fazer.</p>
<p>E se eu já não sou grande fã de filmes que abusam do CGI, imagine aqueles que fazem isso sem dedicar o tempo necessário para nos oferecer cenas de qualidade. Diferente do que vinha fazendo, aqui em <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> a Marvel se dedicou. Da parte dela, na finalização, e da parte de James Gunn (<em>O Esquadrão Suicida</em>), para fazer um <em>grand finale</em> na sua carreira dentro do estúdio, agora que ele foi de vez para a concorrente DC Comics.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16709 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg" alt="Guardiões da Galáxia Vol.3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme pega toda a energia leve e descontraída desta franquia e aplica as emoções necessárias para contextualizar seus personagens. Saber do passado de Rocket faz todo o sentido na trama, o que não vou esmiuçar mais aqui para não dar spoilers. Mas o fato é que não apenas rimos muito no longa, como choramos em vários momentos. Ele é igualmente leve e emocionante, sem pesar a mão de nenhum lado.</p>
<p>À medida que a história vai se aprofundando, vemos que o mote principal do roteiro é amizade. Essa relação de afeto pura e dedicada. Um amor construído e parceiro que torna alguém como parte da nossa família, mesmo sem compartilhar do mesmo sangue ou sobrenome. É a amizade verdadeira que move o mundo para o resgate e a salvação de Rocket. Assim como é este mesmo sentimento que une todos ali com o mesmo cuidado e companheirismo.</p>
<p>Nada menos do que o grupo merecia nesta despedida. Ainda que tenha um sentimento de saudosismo e lamento, não existe sofrimento em deixar partir os personagens que tomam novos caminhos. Depois de passar 2h30 vendo o quanto que a amizade é enaltecida, o acolhimento da partida é algo muito natural. Tanto para os personagens quanto para os espectadores.</p>
<p>É realmente incrível ver como Gunn consegue fazer de <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> um fechamento legítimo e honroso desta trilogia, que teve tanto equilíbrio. Diferente de outras franquias da Marvel que têm altos e baixos, filmes excelentes seguidos de longas super fracos, aqui nós temos constância. Os personagens seguem as suas lógicas, mantém suas personalidades. O humor é presente, mas sem o absurdo do escárnio que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>. Não precisamos ir para o deboche humilhante para fazer o espectador rir.</p>
<p>Assim como a sensação de se sentir em casa, <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3 </strong>nos revela a sua alma mais honesta e clara. A Marvel mostra um respeito pelos fãs, assim como Gunn nos honra com uma belíssima finalização de sua participação no estúdio. Os caminhos que este grupo vai tomar ainda não são exatamente precisos, mas temos a sensação de que isso pouco importa, pois tivemos as emoções que precisávamos para entender todas as mudanças que virão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gunn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Karen Gillan, Pom Klementieff, Will Poulter, Sean Gunn, Nathan Fillion, Vin Diesel, Bradley Cooper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d1yNc9skssk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Apr 2017 18:43:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Guardiões da Galáxia Vol. 2]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Quando lançado em 2014, <i>Guardiões da Galáxia </i>estabeleceu um novo padrão de realização de filmes para a própria Marvel Studios, que até então operava com sua cartela de personagens já conhecidos na chave de ignição de Jon Favreau em <i>Homem de Ferro</i>. Diferente de outros diretores que trabalharam na Marvel, James Gunn pôde transformar esse produto em um parque de diversões só seu, com direito a uma assinatura que todos imediatamente passaram a reconhecer como sua. E ele pôde fazer isso por não haver por parte da Marvel uma preocupação com os cânones desses personagens como há com Homem de Ferro, Thor ou Capitão América. Star Lord, Gamora e cia. fazem parte de um grupo de personagens que não tinham até então uma leva de fãs fieis que já seguiam suas histórias nas HQs. O filme de James Gunn apesentava ação e comédia &#8220;fora da casinha&#8221; com uma embalagem ainda mais <i>pop </i>com sua trilha sonora nostálgica, piadas de duplo sentido e referências <i>pop.</i></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i></i>O resultado foi um sucesso incalculável que influenciou até mesmo as produções da Marvel que o sucederam em diferentes níveis de êxito, como o divertido <i>Homem-Formiga </i>e o desarranjado <i>Doutor Estranho, </i>e a sua rival Warner/DC no problemático <i>Esquadrão Suicida</i>. Mas ainda que as marcas de Gunn tenham sido cooptadas pela própria Marvel, somente Gunn consegue fazer um filme a la <i>Guardiões</i> porque tal fórmula só funciona de fato com esse grupo de personagens e com a liberdade que somente ele parece gozar no estúdio. Natural que o filme tivesse uma continuação pois faz parte desse mega universo Marvel, e natural também que seguindo os mesmos passos do longa anterior, <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>fosse mais um êxito. Ele basicamente pega tudo que deu muito certo no filme que o antecedeu e amplifica (mais <i>awesome mix</i>, mais Groot fazendo fofuras e mais momentos sem noção do Drax).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Guardiões da Galáxia Volume 2, </i>o grupo liderado por Star Lord/ Peter Quill (Chris Pratt) está há um tempo em missões universo afora e são surpreendidos por revelações em torno da paternidade de Peter. Inicialmente, a quantidade de personagens e conflitos em <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i> preocupa: Será que Gunn conseguirá dar conta de tanta história assim? No cerne de toda a trama, a relação de Peter Quill/Star Lord com seu pai, mas também o retorno de Yondu, a conflituosa rixa entre Gamora e Nebulosa, conhecemos Mantis, dois vilões perseguem o grupo de personagens, os Guardiões se dividem em dois grupos durante parte do filme&#8230; Enfim, muita coisa acontece. Até certo ponto, a impressão que o longa dá é que a qualquer momento James Gunn perderá o fio da meada, mas na metade da história ele oferece a conexão entre todas essas peças, sublinhando o conceito dos Guardiões como uma família, e surge uma outra faceta de <i>Guardiões da Galáxia</i>. O grupo de heróis involuntários não abandona a anarquia, mas assume uma faceta mais emotiva, capaz de amarrar de maneira ainda mais forte os laços afetivos entre seus personagens e entre os mesmos e o público.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7622" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/New-Guardians-Of-The-Galaxy-Pics-5.1-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mantis, uma nova personagem, é adicionada à história e têm muito a oferecer não apenas à trama do segundo filme mas ao próprio grupo. As figuras que já existiam têm sua personalidade expandida, como Yondu, Nebulosa e Gamora, ainda que está última tenha que se envolver em uma trama amorosa ainda pouco elaborada com Peter Quill. Por sua vez, os personagens que já eram carismáticos no primeiro filme, seguem produzindo o mesmo efeito aqui. Assim, <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>cimenta sua relevância não apenas no universo Marvel, mas dentro de sua própria esfera de existência e, ao que tudo indica, a cada obra que passa prometerá esgarçar as possibilidades (relações, dramas, conflitos) das suas personagens. Particularmente, isso é um alento diante dos esforços nem sempre válidos do estúdio de estabelecer conexões mil entre todos os seus títulos. Não que <i>Guardiões </i>não crie alguns vínculos com o que ocorre na órbita da saga <i>Vingadores</i>, mas ele sobrevive dentro dos seus próprios termos e por isso tem uma preocupação extra em cuidar dos seus próprios personagens e tramas. Isso é bastante positivo.</p>
<p>Como universo cinematográfico, o mais interessante de <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>é perceber que ele sublinha uma característica que percebíamos no primeiro filme e que &#8211; sabiamente- foi mantida pela Marvel (que parece não ter sido seduzida pela popularidade do primeiro longa), os personagens dialogam com o grande projeto do estúdio (tanto que estarão no próximo filme <i>Vingadores</i>), mas estabelecem raizes firmes em seu próprio território, dando a entender que essa aproximação não será marcada por uma dependência excessiva. Com o segundo filme de sua franquia, James Gunn parece expandir as próprias possibilidades do universo dos Guardiões, trazendo até mesmo um grupo de personagens que, ao que tudo indica, pode gerar uma ramificação cinematográfica igualmente interessante encabeçada por ninguém menos que Sylvester Stallone. Não dá para ser mais <i>cool </i>que isso.</p>
<p><b>Atenção!!! Ao longo dos créditos há diversas cenas adicionais! Aliás, os créditos do próprio filme (!!!) são um show à parte. </b></p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4-i8nTNSQFI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-2/">Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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