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	<title>Arquivos Jacob Elordi - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jacob Elordi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Priscilla</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jan 2024 01:17:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cailee Spaeny]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As cinebiografias têm ocupado um espaço cada vez maior nos últimos anos e em 2023 não foi diferente. Após o sucesso e aclamação da crítica para Elvis (2022), o novo filme da diretora Sofia Coppola (O Estranho que Nós Amamos, de 2017) chega aos cinemas brasileiros para expandir um pouco mais o imaginário sobre a intimidade das relações e vida de uma das maiores estrelas da música mundial, Elvis Presley. Desta vez, no entanto, a cineasta traz Priscilla, a ex-mulher [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As cinebiografias têm ocupado um espaço cada vez maior nos últimos anos e em 2023 não foi diferente. Após o sucesso e aclamação da crítica para <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/">Elvis</a> (2022)</em>, o novo filme da diretora Sofia Coppola (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-estranho-que-nos-amamos/"><em>O Estranho que Nós Amamos</em></a>, de 2017) chega aos cinemas brasileiros para expandir um pouco mais o imaginário sobre a intimidade das relações e vida de uma das maiores estrelas da música mundial, Elvis Presley. Desta vez, no entanto, a cineasta traz <strong><em>Priscilla</em></strong>, a ex-mulher e mãe da filha do rei do rock, para o centro da narrativa.</p>
<p>O longa-metragem, que leva o nome da atriz e empresária Priscilla Presley, foi baseado no livro de memórias escrito por ela e Sandra Harmon, lançado em 1985. <strong><em>Priscilla</em></strong> narra o relacionamento da personagem-título com o cantor do momento que os dois se conheceram até sua separação. A adaptação foi escrita por Sofia Coppola que, como de costume, usou sua sensibilidade característica para tecer os acontecimentos reais da vida do casal.</p>
<p>A partir das vivências do conturbado relacionamento que durou cerca de 14 anos, a cineasta utiliza de planos fechados e silenciosos momentos de solidão para expressar a intensidade e as ausências da relação. Com uma direção precisa e um roteiro estrategicamente esquematizado, <strong><em>Priscilla</em></strong> é uma bela obra adaptativa que consegue expressar de forma incômoda os altos e baixos do relacionamento.</p>
<p>Ainda que essa sensibilidade de condução seja um ponto alto da produção, o maior acerto de <strong><em>Priscilla</em></strong> é a escolha de tirar essa figura do segundo plano e colocá-la sob os holofotes da atenção do público. É como se o público tivesse conhecido Elvis com Baz Luhrmann, mas o espectador só soube quem ele realmente era ao vislumbrar o livro da vida de Priscilla. O projeto de Sofia é um olhar na fechadura da intimidade, dos destemperos e das dores do astro do rock que, em diversos episódios, foram gerados por ele próprio.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17619" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image.png" alt="Priscilla" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A sensibilidade no olhar por trás da figura de quem foi Elvis é uma mostra do poder de Sofia Coppola ao brincar com os silêncios e o íntimo de seus personagens. O impacto aqui é, contudo, maior (ao menos em alguns momentos) por tratar de uma vida pública e exageradamente conturbada. Por vezes, a sutileza de Coppola faz essa intensidade se dissipar nas quase 2h de duração de <strong><em>Priscilla</em></strong>. No entanto, quando ela é sentida, o público se vê completamente imerso e entregue aos acontecimentos do cotidiano nada comum do casal.</p>
<p>Para materializar e dar corpo às configurações comentadas, foi preciso uma escalação potente para os papéis principais. Cailee Spaeny (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>, de 2018) como Priscilla é de tirar o fôlego. Sua atuação minuciosa e delicada encanta e prende a atenção do espectador desde o primeiro minuto. E é a evolução da personagem e, consequentemente, de Cailee que aumenta ainda mais a beleza do resultado do trabalho da atriz em <strong><em>Priscilla</em></strong>. Suas indicações nos maiores prêmios do cinema é justificável, ainda que parece distante de uma vitória &#8211; não pela falta de potência de seu trabalho, mas pelo desempenho de suas concorrentes.</p>
<p>Seu parceiro, Jacob Elordi (trilogia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-barraca-do-beijo-2-netflix/"><em>A Barraca do Beijo</em></a>), por outro lado, tem mais dificuldades. Ainda que seu desempenho seja interessante e louvável por mostrar um Elvis descontrolado e fetichista, é impossível não comparar com a atuação de Austin Butler. Além do ator ter sido fenomenal em sua interpretação como o rei do rock, o filme de Lurhmann foi aclamado nas premiações principalmente pelo desempenho de Butler. Por essa razão, e pelo tempo de tela de Elordi ser expressivamente menor que o de Austin, o ator de <strong><em>Priscilla</em></strong> perde um pouco de força para o público, apesar de acompanhar sua parceira de cena na intensidade e força em cena.</p>
<p>A narrativa de Coppola ganha, portanto, nesse novo olhar sobre a personagem-título e seu ex-companheiro. Essa mudança no enfoque torna <strong><em>Priscilla</em></strong> uma jornada interessante e íntima. Existe uma sinceridade na exposição daquelas vidas mostradas em tela que sensibiliza o público e o abraça. E é essa sensação que guia o público do início ao fim do filme, como prova de que uma ‘mesma história’ pode se tornar inúmeras, basta uma mudança de olhar.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Sofia Coppola</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Cailee Spaeny, Jacob Elordi, Dagmara Domińczyk</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/wgJ2wGwJTb4?si=2CWJx_blktPizeGl" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Barraca do Beijo 2 (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 17:52:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Barraca do Beijo de 2018 foi um dos filmes mais populares produzidos pela Netflix. Apesar do apelo popular, a comédia teen que fez a carreira do seu jovem elenco, Joey King (indicada ao Emmy pela minissérie The Act) e Jacob Elordi (destaque na elogiada Euphoria da HBO), não é muito conhecida por sua qualidade dramatúrgica, tampouco por conter bons exemplos de representação de relacionamentos para seu público alvo, os adolescentes. O filme de 2018 derrapava com uma trama capenga [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Barraca do Beijo</em> de 2018 foi um dos filmes mais populares produzidos pela Netflix. Apesar do apelo popular, a comédia teen que fez a carreira do seu jovem elenco, Joey King (indicada ao Emmy pela minissérie <em>The Act</em>) e Jacob Elordi (destaque na elogiada <em>Euphoria</em> da HBO), não é muito conhecida por sua qualidade dramatúrgica, tampouco por conter bons exemplos de representação de relacionamentos para seu público alvo, os adolescentes.</p>
<p>O filme de 2018 derrapava com uma trama capenga que versava sobre o relacionamento de Elle (King) e Lee (Joel Courtney), amigos de longa data que estudam no mesmo colégio. A amizade é abalada quando ela acaba se apaixonando pelo irmão dele, o bonitão descamisado Noah (Elordi), o garoto mais disputado do colégio. O conflito central da protagonista era inócuo e, como se não bastasse, o filme abria brecha e tratava com naturalidade e romantismo relacionamentos amorosos e de amizade abusivos. Elle se debatia o tempo inteiro entre atender às chantagens de Lee e Noah e tinha muita dificuldade de ter uma voz própria durante toda a história.</p>
<p>Uma continuação de A Barraca do Beijo, dirigida e roteirizada pelo mesmo Vince Marcello do primeiro seria a oportunidade do próprio se redimir dos tropeços do primeiro longa. E durante parte de <em><strong>A Barraca do Beijo 2</strong></em>, Marcello até que tenta ocultar questões que foram problemáticas no filme anterior, como a sufocante lista de exigências que Lee faz a Elle para manter a amizade dos dois. Em parte da sua duração, o longa até que consegue se mostrar positivamente como uma descompromissada comédia High School. Isso até os dilemas amorosos de Elle com Noah virem à tona e a maldita lista de regras voltar para a história.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13039" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/2772072.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/2772072.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/2772072.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/2772072.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há um excesso de tramas e personagens em <strong><em>A Barraca do Beijo 2</em> </strong>que fazem a sequência atirar para todos os lados e não se preocupar com aquilo que realmente importa, construir um arco dramático convincente o suficiente para sua mocinha Elle, ao menos complexo o bastante para justificar uma sequência. O longa traz um novo interesse amoroso para Noah, um novo interesse amoroso para Elle, o namoro de Lee, um casal homossexual amigo da protagonista que aparentemente não tem função alguma na história a não ser tentar &#8220;limpar a barra&#8221; do primeiro filme, o destino universitário de Elle, um campeonato de dança e a promoção da barraca do beijo que dá título à história. É muito e o filme sequer consegue dar unidade a tudo isso em mais de duas horas de duração.</p>
<p>Para completar, o terceiro ato de <em><strong>A Barraca do Beijo 2</strong></em> sela o desastre que é essa comédia romântica com toda uma sequência constrangedora em um almoço de ação de graças que reforça alguns dos principais problemas do primeiro filme no olhar que ele lançava para o relacionamento de Elle com os dois garotos. Justificativas estapafúrdias para a presença de um brinco misterioso debaixo da cama de Noah e mais uma D.R. sem sentido entre Elle e Lee tomam conta desse momento e são responsáveis por afundar essa sequência de forma constrangedora.</p>
<p><em>A Barraca do Beijo</em> é um dos produtos mais bem sucedidos da Netflix e seus produtores têm muita segurança de estarem no caminho certo. A popularidade do projeto antes mesmo de sua segunda sequência estrear fez a equipe filmar a terceira parte simultaneamente, com estreia prevista para 2021. É uma pena que a franquia é de um clássico caso no qual a popularidade do produto não vem junto com qualidade. Para os fãs do gênero que estão na adolescência, a própria Netflix tem em seu catálogo vários títulos mais recomendáveis do que <em>A Barraca do Beijo</em>, não é difícil encontrar. O segundo não redime o primeiro filme, pelo contrário, reforça o constrangimento que ele é.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Vince Marcello<br />
<strong>Elenco:</strong> Joey King, Jacob Elordi, Joel Courtney, Taylor Zakhar Perez, Maisie Richardson-Sellers, Meganne Young, Molly Ringwald</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lWImVp38gy4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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