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	<title>Arquivos Ira Sachs - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ira Sachs - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Passagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 13:46:35 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Passagens</strong></em>, Ira Sachs desenvolve um interessante panorama sobre os termos em curso nos relacionamentos contemporâneos a partir de três personagens que se encontram e se desencontram ao longo das econômicas, mas eficientes, uma hora e meia de narrativa. No longa, Franz Rugowski (<em>Em Trânsito</em> e <em>Great Freedom</em>) interpreta Tomas, um diretor de cinema que vive há alguns anos um relacionamento aberto com o namorado Martin, Ben Whishaw em momento inspiradíssimo depois de entregar uma bela atuação no oscarizado Entre Mulheres. O personagem de Rugowski conhece Agathe, uma professora de educação infantil vivida por Adèle Exarchorpoulos (<em>Azul é a Cor mais Quente</em>) e imediatamente se sente atraído por ela, algo que fragiliza sua antiga relação com Martin.</p>
<p>Entre idas e vindas, Tomas separa-se de Martin para viver com Agathe. Logo depois o personagem se arrepende e volta a namorar Martin. Em um terceiro momento, uma vida a três chega a ser proposta, sem sucesso, pelo personagem de Rugowski. Em todos esses movimentos do trio, Ira Sachs, também responsável pelo roteiro do filme, desenvolve com profundidade os desejos e as personalidades dos seus personagens alicerçado pelo ótimo desempenho dos seus três atores.</p>
<p>Como Tomas, Franz Rugowski traz para a tela de <em><strong>Passagens</strong> </em>um sujeito envolvente, mas completamente instável, propulsor de relacionamentos abusivos com seus dois parceiros. Tomas gosta de ser o centro das atenções da vida de Martin e Agathe. O diretor se irrita quando um ou outro se afasta do seu convívio, ou seja, todos têm que estar na sua órbita e à disposição do temperamento de Tomas, qualquer elemento estrangeiro que adentre em suas relações e que de alguma forma rivalize um protagonismo é diminuído com desdém infantil pelo personagem. Rugowski conduz de maneira fascinante essa dualidade de Tomas. Inicialmente, o diretor revela-se uma figura fascinante, capaz de seduzir e despertar a curiosidade dos seus parceiros &#8211; e consequentemente do público -, para, logo em seguida, conforme a trama vai avançando, revelar-se a pior experiência amorosa possível para qualquer pessoa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17370" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/5113107.jpg" alt="Passagens" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/5113107.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/5113107-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/5113107-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/5113107-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ben Whishaw tem um desempenho silencioso e comovente ao longo do filme como Martin, pincelando sutilmente os sentimentos que permeiam a trajetória do seu personagem ao longo da história. Martin é um homem gay que não consegue desvencilhar-se das manipulações de Tomas, tendo dificuldade para dizer &#8220;não&#8221; e sempre cedendo aos caprichos do namorado, ainda que, curiosamente, seja o elo da relação que &#8220;segura as pontas&#8221;, quem toma coragem para verbalizar as decisões mais difíceis a serem tomadas na condução de um relacionamento. Em uma cena de sexo entre Tomas e Martin, Sachs &#8220;brinca&#8221; com essa pretensa passividade do personagem quando ele é quem toma uma posição ativa na cama com o namorado, desconstruindo qualquer tipo de estereótipo que o espectador possa vir a ter a respeito de dinâmicas em relacionamentos gays, algo que a sociedade costuma assumir ao adotar uma perspectiva binária das relações.</p>
<p>O terceiro elemento desse triângulo não é menos interessante. Adèle Exarchopoulos tem grandes momentos em <em><strong>Passagens</strong> </em>sobretudo quando sua personagem passa a questionar o seu lugar na relação entre Tomas e Martin, passando a se sentir só e descartada pelo antigo parceiro quando este retorna para o ex-namorado e propõe uma vida a três. Se no desenvolvimento de Martin Ira Sachs desconstrói alguns estigmas associados a homens gays, no que diz respeito a Agathe de Adèle Exarchopoulos o diretor também subverte algumas ideias a partir da firmeza com a qual sua personagem estebelece limites às investidas de Tomas, contrapondo-se imediatamente à submissão de Martin e sendo a grande responsável pelo despertar deste personagem para sua atual condição. A oposição entre os personagens quebra as expectativas porque na sociedade em que vivemos espera-se sempre que dinâmicas abusivas envolvam casais heterossexuais com vítimas mulheres, por exemplo.</p>
<p>Com esse mosaico riquíssimo de personagens, Ira Sachs faz uma síntese interessante sobre relacionamentos em nossos tempos e a subversão de expectativas a respeito das reações dos seus personagens às dinâmicas propostas. Nesse sentido, <em><strong>Passagens</strong> </em>é um filme maduro que trata essas relações com a complexidade que elas exigem, mas também com a ausência de preconceitos que merecem. Quem gosta de dramas calcados em dilemas sobre relacionamentos amorosos, tem aqui um &#8220;prato cheio&#8221;. O filme entrega personagens de psicologia complexa, é econômico em sua duração, mas não faz com que seus noventas minutos de projeção sejam sinônimos de superficialidade, pelo contrário, tem uma direção sensível e elegante de Ira Sachs e é protagonizado por três atores que entregam interpretações afiadas e cheias de sincronicidade e química.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ira Sachs</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Franz Rogowski, Ben Whishaw, Adèle Exarchopoulos</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Z8t9l9e-m8o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Frankie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 23:10:38 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante uma viagem por Sintra com três gerações da sua família, a atriz Françoise Crémont, chamada de Frankie pelos mais chegados, passa a olhar para sua vida e avaliar o impacto de uma notícia naquele núcleo de relações. O diretor e roteirista americano Ira Sachs (de <em>Deixe a Luz Acesa</em> e <em>O Amor é Estranho</em>) retorna em <strong><em>Frankie</em></strong>, um mosaico de personagens tomado por diálogos triviais extremamente reveladores e por um olhar nada denotativo para a jornada turística empreendida por Frankie e seus familiares.</p>
<p>Por uma leitura mais literal, <em><strong>Frankie</strong> </em>é um drama de relações cotidianas envolvendo os encontros e desencontros dos personagens escritos por Sachs e pelo seu parceiro de roteiro Mauricio Zacharias. Na tela, o que vemos é a representação de uma certa classe média alta envolvida por seus dilemas existenciais enquanto conhece toda a mítica em torno da cidade histórica portuguesa apresentada por um guia local. No entanto, logo, o drama de Ira Sachs demonstra ter outras camadas que estão escondidas por trás daquilo que se vê na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12450" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Frankie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De uma maneira geral, o cineasta faz um interessante olhar de uma protagonista que está no leito de morte para seus entes queridos, imaginando o impacto que sua ausência trará a todos. O cineasta é um pouco redundante em sua jornada existencial, mas, de uma maneira geral, ela rende ótimos momentos a seu excelente elenco e imagens deslumbrantes de Portugal que valorizam toda a aura em torno do local e a entrelaçam com a jornada da protagonista interpretada por Huppert.</p>
<p>Como de praxe, Isabelle Huppert (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-obsessao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Obsessão</em></a>) está fabulosa na precisão com que costura alguns dos mais singelos detalhes da sua personagem e é acompanhada por atores como Marisa Tomei e Brendan Gleeson, singulares em cena. Não espere de <em><strong>Frankie</strong> </em>grandes <em>plots</em> reveladores ou um roteiro excessivamente preocupado com sua trama, o que vale aqui é a mais bruta contemplação, dos personagens do filme a cada viela de Sintra e também a cada angústia, medo e fragilidade de suas almas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ira Sachs<br />
<strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Marisa Tomei, Brendan Gleeson, Jérémie Renier, Pascal Gregory, Vinette Robinson, Greg Kinnear, Ariyon Bakare, Carloto Cotta, Sennia Nanua</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hso1unHjR80" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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