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	<title>Arquivos Harry Melling - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Harry Melling - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:45:08 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> foi lançado esta semana na <em>Netflix</em> e conta com grande elenco composto por Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>), Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) e Jason Clarke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>). O diretor Antonio Campos, da série <em>The Sinner</em>, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma construção gradativa e sem pressa, o filme vai ganhando o espectador, que fica cada vez mais interessado com os acontecimentos.</p>
<p>Willard (Bill Skarsgård) retorna da Segunda Guerra Mundial com traumas de combate e vai para sua cidade natal, um pequeno vilarejo nos EUA. Logo ele se apaixona e se casa com uma garçonete, se mudando com a família para uma casa distante da cidade. Seu filho Arvin, quando crescer, se tornará Tom Holland, o nosso protagonista aqui. Paralelo a eles, temos a constituição de um casal de psicopatas que age sem a menor dificuldade matando viajantes que pedem carona nas estradas, com um ar de sadismo e humilhação. O terceiro núcleo se completa com a mãe religiosa de Willard, que coloca a fé acima de tudo e está sempre na igreja.</p>
<p>Adaptado do livro homônimo do escritor Donald Ray Pollock, <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> não tem pressa em construir o cenário em que os personagens estão inseridos e os episódios que levam eles a tomar determinadas decisões, mesmo que estranhas. Somos pincelados o tempo todo com as consequências diretas da fé ou da ausência dela. Como forma crítica, o filme quer nos mostrar muito mais o diabo nas ações (como já sugere o título) do que efetivamente pontuar a presença de Deus.</p>
<p>Ao começar a entrelaçar histórias que parecem distintas, o filme constrói os personagens em volta da aura de decepção e falha do divino. Funciona como pequenos capítulos de uma história que pretende se unir em algum momento &#8211; e de fato o faz. O atrativo, no entanto, acaba sendo muito mais o todo das narrativas aplicadas do que efetivamente pelo desfecho de cada uma, individualmente.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg" alt="O Diabo de Cada Dia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco é o ponto alto e a causa de <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em>. Dando um aprofundamento ainda maior na personalidade dos personagens, cada um vai expressando todo o incômodo e consequências negativas que a religiosidade pode empregar. São papéis completamente diferentes do comum para Skarsgård, Holland e Pattinson, que acabam se tornando o cerne do roteiro. O que deixa à desejar é o aproveitamento efetivo de alguns atores, especialmente Bill e Robert. Eles deixam o longa rápido demais, sem a exploração adequada de seus personagens.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos que o diabo é, de fato, a própria natureza do ser humano e sua capacidade de distorção dos eventos que o rodeia. Diferentes motivações levam as pessoas a agirem da maneira errada como agem, mas a exploração disso é rasa. Falta aprofundamento das nuances de interpretação e consequências espirituais e <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong> </em>acaba passando muito tempo em elementos que não são tão importantes assim. A finalização do filme deixa a desejar neste sentido, pois vai para um lugar comum e usual, ao invés de seguir o rumo mais observativo e monótono da trama.</p>
<p>Mesmo com alguns tropeços, o que vemos em <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> é uma construção intrigante e bem feita da religiosidade utilizada na sua distorção. Uma ótima escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Antonio Campos<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Jason Clarke, Harry Melling, Mia Wasikowska, Riley Keough, Eliza Scanlen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MUS6nMMjLSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Old Guard (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 19:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem múltiplos tipos de obras audiovisuais. Algumas são impecáveis esteticamente e cumprem sua função de forma plena. Outras, por mais que tentem imprimir qualidade técnica, falham por não funcionarem na tela de certa maneira, como em uma falta de estabelecimento de tensão em um suspense ou ter o tempo certo em uma comédia. Ainda existem aqueles que, por mais equívocos que possuam aqui e ali, divertem, elencam quesitos positivos e, mesmo que não sejam brilhantes, acabam entregando um resultado aceitável. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Existem múltiplos tipos de obras audiovisuais. Algumas são impecáveis esteticamente e cumprem sua função de forma plena. Outras, por mais que tentem imprimir qualidade técnica, falham por não funcionarem na tela de certa maneira, como em uma falta de estabelecimento de tensão em um suspense ou ter o tempo certo em uma comédia. Ainda existem aqueles que, por mais equívocos que possuam aqui e ali, divertem, elencam quesitos positivos e, mesmo que não sejam brilhantes, acabam entregando um resultado aceitável. Este último caso é o de <strong><em>The Old Guard</em></strong>, nova produção da Netflix, estrelada por Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casal-improvavel/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Casal Improvável</em></a>).</p>
<p>Começando pelo o que há de melhor no filme, é possível destacar fortemente o desenvolvimento das personagens, principalmente como isto cria um elo de conexão do espectador com a obra. A forma como a vida pregressa das personagens é contada de maneira orgânica e pontual. Depois, traços de suas personalidades apareçam em momentos de conflitos e batalhas é um ganho aqui. O público acaba conseguindo alcançar uma sensação de proximidade com aquelas personas ficcionais e suas escolhas também fazem mais sentido por isso. Como foram muitos séculos de existência, as suas trajetórias ganham força, seja em frases que parecem soltas em cenas espaçadas ou em situações nas quais tudo cessa para que se possa mergulhar no passado. Isto faz com que, ao final da projeção, um senso forte de empatia seja atingido.</p>
<p>Outro fator que chama a atenção é a mescla equilibrada entre enquadramentos com a câmera parada e os que utilizam amplamente diversos movimentos, fomentando as sequências de ação e criando um clima mais intimistas nos instantes de conversa. Como se é sabido, é crucial neste tipo de gênero os respiros bem feitos, daqueles não façam com que o fôlego se perca. Dessa maneira, a diretora Gina Prince-Bythewood (<em>A Vida Secreta das Abelhas</em>) sabe quando priorizar o foco dos momentos introspectivos e das revelações sobre outras épocas, deixando que estas partes sejam realmente dos atores. Já nas batalhas e brigas, panorâmicas, <em>tilts</em>, <em>trackings</em> etc aparecem bastante. Esta dinâmica, inclusive, é acentuada pela iluminação, pelo figurino e o cenário, que têm uma sobriedade maior, com cores mais neutras e/ou lisas, direcionando sempre o olhar para o que está sendo mostrado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13020" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="The Old Guard" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, o roteiro desenvolve bons <em>backgrounds</em> das personagens, mas falta um tanto de vontade em não subestimar o público na construção das relações. Além de uma narração de Theron &#8211; que se perde no meio da exibição &#8211; os diálogos são, muitas vezes, expositivos. Eles explicam e reexplicam elementos que já foram compreendidos ou que poderiam ficar subentendidos. Outro incomodo da narrativa é a quantidade de <em>plots</em> em um único longa. O desespero em colocar premissas que deixem ganchos para uma continuação faz com que o rumo daquele episódio fique um tanto turvo.</p>
<p>O que é extremamente estranho já que quem assina o roteiro é Greg Rucka, criador da HQ que inspirou a adaptação de <strong><em>The Old Guard</em></strong>.  Há muita informação e, até a conclusão do conflito principal, fica uma suspensão estabelecida, porque existem dois caminhos claros que poderiam ser seguidos. E eles ficam se espremendo constantemente, procurando um espaço para ocorrerem com tranquilidade. Esta sede por inserir muitas subtramas diminui o impacto do que está sendo contado, porém, o seu resultado final é uma sessão divertida e empolgante.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Gina Prince-Bythewood </p>
<p><strong>Elenco</strong>: Charlize Theron, Charlize Theron, Harry Melling, Kiki Layne, Chiwetel Ejiofor, Veronica Ngo, Matthias Schoenaerts</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/x4_EAlRLY_E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/">Crítica: The Old Guard (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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