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	<title>Arquivos Halina Reijn - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Halina Reijn - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Babygirl</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 18:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Babygirl, escrito e dirigido por Halina Reijn (Morte. Morte. Morte) e estrelado por Nicole Kidman (Enfeitiçados), é uma produção ousada. Não apenas por ser um thriller com pinceladas de soft porn, mas por conseguir convocar organicidade em seus textos falados, que beiram ao absurdo. Mas, a grande questão, que talvez seja a maior de todas mesmo, é o quão o ser humano pode se sentir ainda mais confortável quando se depara com o aparentemente incomum, pois é nele que muitos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Babygirl</strong></em>, escrito e dirigido por Halina Reijn (Morte. Morte. Morte) e estrelado por Nicole Kidman (Enfeitiçados), é uma produção ousada. Não apenas por ser um thriller com pinceladas de soft porn, mas por conseguir convocar organicidade em seus textos falados, que beiram ao absurdo.</p>
<p>Mas, a grande questão, que talvez seja a maior de todas mesmo, é o quão o ser humano pode se sentir ainda mais confortável quando se depara com o aparentemente incomum, pois é nele que muitos segredos guardados na intimidade podem transbordar. Por isso que esses diálogos peculiares saem fluidos e não constrangedores, por essa noção da equipe sobre o prazer humano, que pode ir além do básico.</p>
<p>E Reijn é inteligente ao construir este universo e ao passá-lo de roteiro para imagem. Primeiramente, há todo o mundo asséptico da protagonista Rommy (Kidman). Ela é uma CEO extremamente bem sucedida e ainda é casada com Jacob (Antonio Bandeiras), um homem que é mostrado como perfeito. Mesmo assim, Rommy não é plena e não se satisfaz sexualmente com Jacob. Até que um estagiário, Samuel (Harris Dickinson), chega para mexer neste sistema.</p>
<p>A história de Supercine ganha mais camadas através das visualidades postas na tela. É importante pensar que a premissa é comum, mas é na encenação que ela cresce. Para realizar tal intento, a escolha do elenco é uma bom começo para notar a boa execução de mise-en-scène. Pensar no casal Kidman e Bandeiras e como as suas personagens possuem uma carreira brilhante é uma das camadas elaboradas para criar uma complexidade na narrativa.</p>
<p>A construção de papel que Banderas e Kidman fazem em <em><strong>Babygirl</strong> </em>também fomenta a compreensão de que a imagem de perfeição de alguém ou uma família sempre vem atrelada com diversas verdades escondidas. Kidman segura todos os seus trejeitos costumeiros e traz algo diferente do que geralmente elabora. Os seus gestos são calculados, pois ela cria uma dicotomia entre a Rommy que sempre foi e a nova Rommy, que surge quando ela está com Samuel. Somente com ele, a voz dela vacila e o corpo se torna lânguido.</p>
<p>Assim, é notável a diferença e a mudança progressiva que o garoto tem na vida dela. Já Banderas, que geralmente convoca uma força bruta em sua atuação, com rompantes e um tônus utilizado para explosões, chega com suavidade em <em><strong>Babygirl</strong></em>. A leveza e a sensibilidade de Jacob também funcionam como um contraste para Samuel e para todos os desejos secretos de Rommy.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5.png" alt="Babygirl" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O corpo de Antonio Banderas quase que desliza pela tela e as atuações dele e de Kidman são o ponto alto da obra. No entanto, é preciso salientar que a direção de Reijn também imprime qualidade para o longa-metragem. Ainda que a cineasta seja mais convencional na decupagem no que no restante de sua criação, alguns detalhes da encenação e da própria planificação são positivos. Os quadros são, em sua maioria, mais abertos.</p>
<p>Os objetos dispostos ao redor do elenco aparecem em maior ou menor quantidade a depender da situação colocada. Por exemplo, nos momentos de sexo entre Rommy e Samuel, o público tem contato, majoritariamente, com os dois. Em outros contextos, o ecrã é preenchido de objetos. A libertação versus o sufocamento de Rommy são inseridos na trama, através destes sinais dados pela equipe do longa. Desta forma, este trabalho é, em seu resultado geral, bem realizado.</p>
<p>Todavia, a obviedade e a ingenuidade da história em si estragam a complexidade presente em sua execução. Por isso, o maior incômodo em <em><strong>Babygirl </strong></em>é o seu roteiro. De fato, desde o início da projeção, o espectador não é enganado e isso é louvável. É perceptível de cara que este é mais um enredo sobre traição, envolvendo casais impossíveis (aqui, por ela, além de ser casada, ser chefe do rapaz). Ainda há a diferença de idade, que é ressaltada o tempo inteiro &#8211; não é um problema, porém é colocado como um por Rommy.</p>
<p>Os ímpetos juvenis de Samuel são bem esperados. O clássico do amante que vai visitar a família da amada está aqui! Há também o confronto do marido traído, a situação de vergonha após a descoberta do adultério e, claro, o sumiço de Samuel, que deixa de lembrança apenas a recordação da aventura vivida. É por esta razão que visualmente <em><strong>Babygirl </strong></em>interessa mais do que sua trama.</p>
<p>A visualidade é o que garante uma boa experiência durante a exibição, seja pela afinação do elenco &#8211; principalmente pelo trabalho de Kidman e Bandeira -, pelas ideias de Reijn e, claro, também há a concepção da equipe de arte, que conduz as relações de poder e de sentimento entre as personagens através das cores nos cenários, figurinos e maquiagem.</p>
<p>Algo que salta aos olhos neste sentido é o fato de Samuel está sempre ligado às temperaturas frias, Rommy entre o neutro e o quente e Jacob, obviamente, fica na paleta mais terrosa, com exceção de alguns momentos que ele oscila de comportamento. Assim, esta pode não ser a sessão mais empolgante do mundo, mas, em um sábado à noite, com uma pipoca quentinha, valerá a pena conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Halina Reijn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nicole Kidman, Harris Dickinson, Antonio Banderas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Morte Morte Morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2022 13:40:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Amandla Stenberg]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Halina Reijn]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No protagonismo de <strong><em>Morte Morte Morte</em></strong> está um grupo de jovens da geração Z. Economicamente privilegiados, eles seguem alguns traços comuns, como a falta de um projeto ou propósito de vida, a relação bitolada que estabelecem entre suas interações nas redes sociais e a forma como se expressam como sujeitos fora delas. É esse grupo que a diretora Halina Reijn escolhe para um slasher que mexe de forma interessante com uma das regras do subgênero tal qual Pânico (1996): a identidade do assassino. Aqui, no entanto, desde o princípio, há uma consciência de todos os integrantes do grupo de que o assassino que os persegue está entre eles. Ao mesmo tempo, o longa representa uma forma inteligente da realizadora repensar a forma como essa geração é retratada na tela, sobretudo entender que alguns dos seus traços podem repensar componentes dramáticos extremamente ricos para a trama de um slasher.</p>
<p>A matança em <strong><em>Morte Morte Morte</em> </strong>tem início quando o grupo protagonista inicia uma brincadeira no estilo &#8220;assassino e detetive&#8221;, que logo se torna realidade. Um dos jovens na casa é assassinado e o responsável pelos crimes só pode estar entre eles, ou seja, o que seria um final de semana de curtição numa casa luxuosa acaba se tornando um intrincado quebra-cabeças que põe personagens e público para pensar em sua resolução: descobrir qual deles tem sido responsável pela matança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15982" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/0048487.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Morte Morte Morte" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/0048487.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/0048487.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/0048487.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/0048487.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Halina Reijn sabe lidar com o teor absurdo do comportamento daqueles personagens sem perder de vista a escala de tensão crescente na medida em que poucos deles ficam vivos no terceiro ato. Quando o cerco se fecha e as possibilidades de identidade do assassino ficam restritas, <em><strong>Morte Morte Morte</strong></em> fica ainda mais interessante. Melhor ainda é a solução encontrada pelo roteiro escrito por Sarah DeLappe para sua história, um desfecho catártico para o público de uma maneira bem incomum. Há humor em <em>Morte Morte Morte</em>, uma comicidade que pende para a crítica social ao refletir como o principal algoz dessa geração de sobreviventes de um slasher não é nenhum assassino mascarado, mas tudo aquilo que forja a personalidade daquele coletivo de pessoas.</p>
<p>Halina Reijn conta com um grupo de atores interessantes como Rachel Sennott (de Shiva Baby), intérprete da podcaster Alice; Maria Bakalova, a revelação indicada ao Oscar de Fita de Cinema Seguinte de Borat; e Lee Pace, como o &#8220;tiozão&#8221; atlético do grupo. É verdade que o longa derrapa em alguns momentos da sua condução sobretudo no início e no &#8220;miolo&#8221; da história, perdendo por vezes um certo ritmo, mas o terceiro ato e a engenhosidade como algumas ideias do filme se apresentam, dialogando a questão geracional com as regras narrativas dos slashers, compensam alguns dos seus deslizes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Halina Reijn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Amandla Stenberg, Maria Bakalova, Rachel Sennott</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Dpx-VDeTlZU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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