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	<title>Arquivos Glenn Close - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Glenn Close - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crític: De Volta à Ação (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (As Panteras) e Jamie Foxx (Ray), será analisada. Entre potencialidades e falhas, De Volta à Ação cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente. O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Jamie Foxx (<em>Ray</em>), será analisada. Entre potencialidades e falhas, <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente.</p>
<p>O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam afastados do cinema, por diferentes razões. Ela, porque havia se aposentado para cuidar da família e da vida pessoal. Ele, porque apresentou um problema de saúde, aparentemente grave, porém misterioso. No entanto – e para a alegria dos fãs –, a dupla conseguiu se reunir e finalizar o longa-metragem, que somente pela presença de dois atores tão carismáticos e marcantes para Hollywood, já valeria a pena.</p>
<p>Em termos qualitativos da obra, a produção tem uma primeira metade que não decepciona. A dinâmica entre Diaz e Foxx revela a razão desta união ficcional. Os intérpretes jogam com as pausas, interrupções e silêncios de tal maneira que formam uma construção de intimidade forte entre as personagens. Quanto mais eles brincam com essa lógica de casal, que se interrompe e sabe o momento de se escutar, mais a relação entre seus papéis cresce e a conexão com o público também.</p>
<p>Aqui, a dupla mostra como é necessário habilidade para suavizar e tornar crível diálogos de filmes besteirol de ação. Juntamente a eles, também há Glenn Close, que fomenta ainda mais a crença da plateia naquele universo ficcional. O trio interpreta ex-agentes da CIA, que se aposentam e precisam enfrentar os perigos da vida de espião novamente. No entanto, Emily (Diaz) e Matt (Foxx) criaram uma família típica do subúrbio de filmes hollywoodianos.</p>
<p>Assim, é aí que vem toda a graça do longa, na ideia de dialogar com os mais jovens, dizendo: seus pais podem ter sido espiões da CIA e você nem saber. Apesar de não ser o suprassumo da criatividade, porque Hollywood tem gostado de explorar essa dualidade de família classe média e cenários extra-cotidianos &#8211; Os incríveis é um exemplo disso -, em <em><strong>De Volta à Ação</strong></em>, além do elenco central ser afiado, a direção de Seth Gordon (<em>Pixels</em>), alivia as trapalhadas e mesmices do roteiro – que escreveu ao lado de Brendan O’Brien (<em>Vizinhos</em>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19191" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png" alt="De Volta à Ação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isto porque é extremamente relevante que filmes deste gênero tenham uma decupagem apuradíssima, principalmente em suas cenas de ação e tensão. Gordon tem consciência de que os espectadores precisam entender visualmente o que está acontecendo, sentirem-se ansiosos durante as lutas e confrontos, que consigam enxergar bem as pancadarias, mas com criatividade, em termos de movimentação e efeitos de câmera, efeitos especiais e marcação de cena. São muitos questões para dar conta e, neste caso aqui, ainda há o fator desta ser uma produção da Netflix.</p>
<p>É necessário que a direção pense que a maioria das pessoas contará com uma sessão em casa, vendo o longa por uma tela menor. Seth Gordon revela que compreende essa lógica e, mesmo que conte com sequências tensas e com inventividade, a grandiosidade das explosões, carros que capotam e lutas corporais são reduzidas. Um exemplo é o momento da família espiã no posto de gasolina. Eles são atacados, porém por uma quantidade relativamente pequena de bandidos.</p>
<p>É com esta consciência, tanto da parte mais experiente do elenco, quanto da direção que <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> entretém quem assiste a trama. Todavia, é preciso destacar que a segunda metade do filme não é tão boa quanto a anterior. Na busca por colocar caminhos e saídas diferentonas, Gordon e O’Brien se perdem no roteiro. A história já não prometia ser um poço de inovação e a maior graça era o “como” Cameron Diaz e Jamie Foxx iriam salvar o dia com a ajuda de Glenn Close .</p>
<p>Contudo, nesta tentativa de surpreender o público, a tensão se esvai e a obra fica menos divertida. É bem verdade que o vilão não era esperado, mas seria mais interessante que o antagonista fosse mesmo Baron (Andrew Scott), pelas seguintes razões: primeira, Andrew é mais talentoso do que o outro ator que faz o bad guy verdadeiro – mas, o intérprete não será revelado para não dar spoiler para o leitor.</p>
<p>A segunda razão é que Baron é mais desenvolvido, nesta busca de Gordon e O’Brien para enganar o receptor. Assim, o outro rapaz não convence. As suas motivações são rasas e todo o conflito interno do papel de Andrew Scott é desperdiçado nos últimos minutos de exibição. Muitas vezes, no audiovisual, é melhor ficar com o seguro, o óbvio, mas executar bem esse óbvio, cuidar desse óbvio e entregar ele bonitinho para o público. E era isso que o filme estava fazendo até a sua reviravolta. Mesmo assim, a produção vale uma sessão de sábado à tarde, com muita pipoca e refri. Este é um tipo de cinema que refresca o ares e distrai, é como comer uma pizza de uma rede de fast food – calorias vazias que divertem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Seth Gordon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cameron Diaz, Jamie Foxx, Glenn Close</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3davFh1eoVs?si=LiFPRt7V2Ito0l8u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/">Crític: De Volta à Ação (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: A Libertação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 19:04:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Libertação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de anos dedicados a dramas como Matadores de Aluguel (2005), Preciosa (2009), Obsessão (2012), O Mordomo da Casa Branca (2013) e Estados Unidos vs. Billie Holiday (2020), o diretor Lee Daniels faz sua estreia em filmes de terror com A Libertação, produção original da Netflix. Possivelmente, o resultado dessa aposta do realizador é uma das piores cartadas da sua carreira. Lee Daniels aposta em uma história sobre possessão demoníaca vivida por uma família nos EUA. A protagonista do filme é Ebony, papel de Andra Day (atriz indicada ao Oscar de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de anos dedicados a dramas como Matadores de Aluguel (2005), Preciosa (2009), Obsessão (2012), O Mordomo da Casa Branca (2013) e Estados Unidos vs. Billie Holiday (2020), o diretor Lee Daniels faz sua estreia em filmes de terror com <strong><em>A Libertação</em></strong>, produção original da Netflix. Possivelmente, o resultado dessa aposta do realizador é uma das piores cartadas da sua carreira.</p>
<p>Lee Daniels aposta em uma história sobre possessão demoníaca vivida por uma família nos EUA. A protagonista do filme é Ebony, papel de Andra Day (atriz indicada ao Oscar de melhor atriz em 2020 por Estados Unidos vs. Billie Holiday), uma mulher que vive sozinha com os filhos e a mãe doente vivida por Glenn Close, desde que o marido foi servir ao exército no Iraque. Os filhos de Ebony passam a apresentar um comportamento esquisito, pontualmente violento. O problema é que Ebony está sendo vigiada por uma assistente social que está analisando o seu comportamento em virtude do seu alcoolismo. A situação então leva todos a acreditarem que Ebony esteja agredindo os filhos, coloca em risco a guarda das crianças.</p>
<p>Um dos maiores problemas de <strong><em>A Libertação</em></strong> é a completa inabilidade que Lee Daniels apresenta para lidar com as demandas do gênero horror. Durante toda a história, o realizador apresenta dificuldades para construir uma atmosfera enervante para trama, manejando de forma atabalhoada recursos comuns ao gênero como os jump scares.</p>
<p>Há uma completa falta de timing na história para a exposição das revelações em torno do estranho comportamento dos filhos da protagonista. Quando tudo é revelado, Daniels apela para todas as possibilidades visuais, lidando com uma montagem repleta de flashes compostos por imagens que isoladamente até surtem algum efeito, mas que não apresentam muita função no contexto. O diretor fica disperso demais com suas pretensões artísticas e esquece de demandas fundamentais da sua narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18739" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5.png" alt="A Libertação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os dramas das personagens principais logo são perdidos de vista pelo excesso de construções imagéticas que parecem um fetiche para o diretor. No lugar de esmiuçar a psicologia de Ebony, seus problemas com o alcoolismo e o desespero daquela mulher para não perder os filhos, ou mesmo o conflito desta com sua mãe, Daniels prefere dedicar-se ao impacto visual da sua história, algo que por si só não diz muito ao espectador.</p>
<p>Excessivo, <strong><em>A Libertação</em></strong> tem como mote original oferecer a perspectiva de outra vertente religiosa para o controverso tópico das possessões demoníacas, opondo o procedimento título (&#8220;a libertação&#8221;) ao exorcismo, já amplamente explorado pelo cinema. Infelizmente, nem mesmo isso o filme de Lee Daniels consegue com sua história, não esclarecendo muito a respeito desse aspecto distintivo da sua narrativa.</p>
<p>Com um elenco de peso, destacando o desempenho de Andra Day e, claro, Glenn Close em uma cena que, pelas razões certas ou erradas, é inesquecível, <strong><em>A Libertação</em></strong> não presta muitos favores pela carreira dos seus envolvidos, especialmente Lee Daniels. Desde 2009 (e lá se vão mais de dez anos), o diretor parece penar para encontrar um projeto que faça valer a repercussão extremamente favorável de Preciosa, um dos trabalhos mais exitosos da sua carreira.</p>
<p>Direção: Lee Daniels</p>
<p>Elenco: Andra Day, Glenn Close, Anthony B. Jenkins</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MwORkOiuY-8?si=eAuLEfCXl6ke8f1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Era uma Vez um Sonho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 13:31:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no livro de J.D. Vance, Era uma Vez um Sonho: A História de uma Família da Classe Operária e da Crise da Sociedade Americana, o novo filme da Netflix é sofrível. Retratando a típica família branca, integrante da classe de trabalhadores dos Estados Unidos, o longa parece desejar mostrar sofrimentos, lutas e conquistas destas personagens tão tipicamente “americanas”. Além da antipatia causada de cara pelos estereótipos de pessoas desta região, a produção falha em construir uma narrativa firme. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado no livro de J.D. Vance, <em>Era uma Vez um Sonho: A História de uma Família da Classe Operária e da Crise da Sociedade Americana</em>, o novo filme da Netflix é sofrível. Retratando a típica família branca, integrante da classe de trabalhadores dos Estados Unidos, o longa parece desejar mostrar sofrimentos, lutas e conquistas destas personagens tão tipicamente “americanas”.</p>
<p>Além da antipatia causada de cara pelos estereótipos de pessoas desta região, a produção falha em construir uma narrativa firme. A grande questão aqui é que a escolha em não seguir a cronologia de fatos, atrapalha no estabelecimento da trama e da conexão com a história. Antes mesmo que o espectador possa adentrar naquela atmosfera, momentos de peso dramático – aqui, no sentido do gênero – são colocados na tela, como na cena do enterro do avô de J.D.</p>
<p>Não há nem como falar em progressão quando não se tem construção alguma. Os erros aqui são, de fato, do roteiro, que tenta ser audacioso, misturando temporalidades e emoções do protagonista. Contudo, ele não só traz um enredo embolado e que distancia o espectador, mas interfere nos outros trabalhos dentro do longa. A começar pelas atuações. A possibilidade de se conectar com as construções dos intérpretes é destruída, quando o tom das cenas não condizem com o tempo de projeção.</p>
<p>Assim, a sensação que fica é a de que um exagero habita as atuações. Mesmo sendo notável o esforço de Glenn Close (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/"><em>A Esposa</em></a>) e Amy Adams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>), a organicidade escapa delas, justamente porque as motivações são turvas. A representação toma conta de suas criações, o que reitera o afastamento de quem assiste. Alguns truques também se tornam repetitivos, enquanto a exibição avança. Parece que as duas estão mais tentando reproduzir as figuras da vida real do que passar as emoções que as cenas pedem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13552" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Era uma Vez um Sonho" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda assim, Close e Adams são um bálsamo neste contexto. As suas interações com o jovem ator Owen Asztalos (Paterson) também fazem a obra crescer e render. Inclusive, existe uma pequena crescente no final do segundo ato da produção, quando as contracenas entre Close e Asztalos são mais recorrentes. Há algo de genuíno ali e isto vem também da direção de Ron Howard (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-inferno/"><em>Inferno</em></a>), que demonstra certo cuidado em seu olhar. Seja na decupagem ou na <em>mise-en-scène</em>, os espaços e as movimentações revelam essa conexão de J.D. com a sua avó e as marcas de seus cotidianos, cheios de altos e baixos.</p>
<p>Contudo, o trabalho de Howard não vai muito longe. Não há nada de inventivo. Não que isto seja um problema, mas o cineasta se põe em um lugar confortável de imprimir uma técnica formulaica, com toques de pieguismos. Planos fechados em cenas de crianças que sofrem, foco e desfoco em momentos em que há um desejo forte em revelar a dor daquelas personagens que ele precisa mostrar ambos ao mesmo tempo, estes são alguns exemplos do que Howard faz para tocar e acaba gerando tédio.</p>
<p>A vontade de <strong><em>Era Uma Vez um Sonho</em></strong> é de emocionar e trazer um enredo de superação. O que ele entrega é uma grande colagem de esquetes sem costura, onde problemas sérios da sociedade &#8211; como a dependência química &#8211; são colocados aleatoriamente, sem humanização, sem contar quem são aqueles indivíduos, além de seus percalços. A cereja do bolo é um discurso sobre superação, sem mencionar por um segundo todos os privilégios de J.D. Vence, sendo que ele é, na sociedade em que vive.</p>
<p>Se no livro não existe uma visão crítica sobre Vence o mínimo que se poderia fazer aqui era uma adaptação mais distanciada e crítica. Algo que passa longe de acontecer e, pior, de ser ser bem realizado. Talvez, uma boa ideia teria sido avaliar a sua realização, em primeiro lugar. Principalmente, pelo fato da quantidade de controvérsia que Vence trouxe, em 2016, no período de eleições presidenciais, pelo o que ele diz e representa. No final das contas, é melhor pensar que existem muitos filmes que merecem ser vistos e escolher assisti-los ao invés de gastar quase duas horas com <strong>Era uma Vez um Sonho</strong>.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Ron Howard</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Amy Adams, Glenn Close, Owen Asztalos, Gabriel Basso, Haley Bennett, Freida Pinto, Bo Hopkins, Sunny Mabrey</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gqb3dU4AfcU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 01:38:31 +0000</pubDate>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de índios. Os cinco nomes que concorrem ao Oscar de melhor atriz em 2019 podem construir uma bela narrativa ao vencer o prêmio. Confira quem são elas e quais as suas chances:</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10010" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/blogib_a-esposa_feat.jpg" alt="Glenn Close" width="610" height="348" /><br />
<strong>Glenn Close, por <em>A Esposa</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Para os que acharam a vitória de Leonardo DiCaprio no Oscar por sua interpretação em <em>O Regresso </em>tardia, há mais de três décadas a veterana Glenn Close espera pelo prêmio. A atriz já foi indicada ao Oscar seis vezes antes de <em>A Esposa</em>, incluindo nessas menções dois de seus desempenhos mais reverenciados, em <em>Atração Fatal</em> de 1987, pelo qual perdeu a estatueta para Cher em <em>O Feitiço da Lua</em>, e <em>Ligações Perigosas </em>de 1988, numa edição do prêmio que deu a vitória para Jodie Foster em <em>Acusados</em>. No drama de Björn Runge, Close interpreta a esposa de um renomado escritor que viaja com o marido para Estocolmo  a fim de prestigiar a cerimônia de entrega do prêmio Nobel de literatura para ele. Gradualmente, essa mulher começa a questionar tudo aquilo que abdicou em nome desse matrimônio. Diferente dos seus desempenhos mais célebres, incluindo a icônica vilã Cruela DeVil de <em>101 Dálmatas</em>, a interpretação da atriz em <em>A Esposa </em>é marcada pela economia, pelas reações de suas personagens aos demais e pelo esboço de reações que contrariam aquilo que ela verdadeiramente sente. É discreto e algo que somente uma atriz do calibre de Close conseguiria transmitir. Tendo vencido o SAG Awards, premiação do sindicato dos atores, o Critic&#8217;s Choice e o Globo de Ouro, podemos dizer que, até o momento, Glenn Close está na dianteira da corrida pelo Oscar de melhor atriz.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10011" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lady_gaga_nasce_uma_estrela.jpg" alt="Lady Gaga" width="610" height="348" /><br />
<strong>Lady Gaga, por <em>Nasce uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A principal concorrente de Close é Lady Gaga, que, assim como Cher em 1987, pode tirar o favoritismo da veterana. Estreando nos cinemas com a quarta versão para os cinemas de <em>Nasce uma Estrela</em> após vencer o Globo de Ouro de melhor atriz com a 5ª temporada de <em>American Horror Story</em>, Gaga vive Ally, uma personagem que tem paralelos com a própria trajetória da cantora. De revelação, a jovem compositora e cantora é lançada ao estrelato pop após ser descoberta por um músico interpretado por Bradley Cooper. Nessa mesma edição do Oscar, Gaga concorre ao prêmio de melhor canção pelo <em>hit </em>&#8220;Shallow&#8221; e deve levar esse prêmio, o que pode ser uma vitória de consolação na cabeça dos votantes, que se sentiriam desobrigados de premiá-la também como melhor atriz. A questão é que apesar de Close ser veterana na sua arte, não teve um nome mais presente na temporada de prêmios de 2019 que Lady Gaga, que se esforçou ao máximo para promover o seu filme em todas as circunstâncias na qual foi convocada para falar sobre sua experiência em <em>Nasce uma Estrela</em>, que, diferente de <em>A Esposa</em>, concorre ao prêmio de melhor filme. Poderia Gaga repetir o feito de Cher, conseguindo algo que Madonna e Beyoncé não conquistaram?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10012" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2228285.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Olivia Colman, <em>A Favorita</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Olivia Colman é daquelas atrizes amadas pelo circuito de festivais de cinema que o grande público finalmente conhece através de um desempenho indicado ao Oscar. Em <em>A Favorita </em>de Yorgos Lanthimos a inglesa interpreta a Rainha Anne, objeto de cobiça de duas mulheres (Rachel Weisz e Emma Stone) que cobiçam o poder através do estreitamento da relação com a monarca. Colman brilha na pele de uma mulher repleta de problemas físicos e emocionais cuja imaturidade era um traço típico dos reis de sua época, que assumiam uma grande responsabilidade, mas tinham pouquíssima experiência para carregá-la. Pelo seu desempenho em <em>A Favorita</em>, Colman venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza, sendo um dos nomes que deu o pontapé na temporada de premiações em agosto de 2018, mês no qual os especuladores do Oscar já começaram a enxergá-la como provável indicada ao prêmio. Dito e feito. Após desempenhos marcantes e premiados como no drama <em>Tiranossauro </em>e participações em filmes como <em>A Dama de Ferro </em>e <em>Chumbo Grosso</em>, finalmente Olivia Colman ganha o destaque que merece. Pode correr por fora na disputa pois venceu os prêmios de melhor atriz em comédia ou musical no Globo de Ouro e no Critic&#8217;s Choice Awards.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10013" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/98522909-18f7-4e6c-8c50-91b3062e77e0-CYEFMMobile.max-2000x2000.jpg" alt="Melissa McCarthy" width="610" height="348" /><br />
<strong>Melissa McCarthy, <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Comediante popular em Hollywood, Melissa McCarthy não precisou esperar por um &#8220;drama sério&#8221; para enfim ser reconhecida pela Academia. Logo em 2012, a atriz conseguiu sua primeira indicação ao prêmio como melhor atriz coadjuvante por <em>Missão Madrinha de Casamento</em>, um <em>hit </em>de Paul Feig que a catapultou como um dos nomes mais rentáveis do gênero com longas como <em>A Espiã que Sabia de Menos </em>e <em>As Bem-Armadas. </em>Em <em>Poderia me Perdoar? </em>é que McCarthy exibe uma faceta mais dramática interpretando uma renomada escritora que entra para o mercado da falsificação de artigos para colecionadores de objetos relacionados ao universo das artes. Na pele de Lee Israel, McCarthy dá a complexidade necessária para a personagem, lidando com sua incapacidade de articular-se socialmente, por exemplo. O filme vem num bom momento da carreira da atriz, que, curiosamente, acaba de amargar o fracasso comercial de <em>Crimes em Happytime</em> e <em>Alma da Festa</em>, que lhe renderam indicações ao Framboesa de Ouro de pior atriz nesse mesmo ano do Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10014" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2018-12-21-roma.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Yalitza Aparicio, <em>Roma</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A mexicana Yalitza Aparicio estreia no cinema em <em>Roma</em>, um dos grandes destaques do Oscar desse ano. Para muitos que esperavam nomes como Nicole Kidman (<em>O Peso do Passado)</em>, Charlize Theron (<em>Tully</em>) ou Emily Blunt (<em>O Retorno de Mary Poppins</em>) foi uma das surpresas da categoria, principalmente pela atriz ter sido pouco citada em outras premiações como o Critic&#8217;s Choice, Globo de Ouro ou SAG Awards, fortes indicadores do Oscar. No longa, Aparicio interpreta a funcionária doméstica de uma casa de família de classe média no México dos anos de 1970. Por sua indicação ao Oscar, Yalitza tem chamado a atenção no seu país natal, sendo agora cortejada por uma das maiores emissoras de TV, a Televisa, responsável por telenovelas populares aqui no Brasil como <em>Maria do Bairro </em>e <em>A Usurpadora</em>. Aparicio é a segunda mexicana a concorrer ao Oscar de melhor atriz, a primeira foi Salma Hayek por <em>Frida </em>em 2003, e a primeira indígena a estar na categoria. Acredita-se que seja a candidata com menos possibilidade de vitória na lista por ter sido o nome recepcionado com mais surpresa. A presença de Yalitza na lista, todavia, indica que a Academia gosta muito de <em>Roma </em>e que o filme pode ter chances concretas na categoria melhor filme.</p>
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		<title>Crítica: A Esposa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 21:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Esposa]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Pryce]]></category>
		<category><![CDATA[Max Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como A Esposa mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens. Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como <em><strong>A Esposa</strong></em> mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens.</p>
<p>Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Eles têm que viajar até Estocolmo para receber a premiação e este novo momento da carreira de Joe traz problemas para o relacionamento do casal.</p>
<p>A trama vai sendo cuidadosamente tecida cena após cena e nos pequenos detalhes. As reações da esposa e do escritor aos acontecimentos que sucedem a ligação o Prêmio Nobel deixam o espectador curioso e confuso. Embora haja empolgação e alegria pela conquista, é como se ambos estivessem pisando em ovos e reticentes com os fatos.</p>
<p>Ninguém poderia interpretar o papel da esposa melhor do que Glenn Close. Ela passa uma calmaria imensa em todas as cenas, mas seus olhos revelam que existe um terremoto acontecendo dentro da personagem e que toda aquela &#8220;paz&#8221; é, na verdade, um excesso de autocontrole. Autocontrole esse que vai sendo explorado pelo roteiro e explicado ao longo da trama.</p>
<p>Ela trafega pela emoções de maneira muito fluida e sem dificuldades. Assistimos às variações e a irritação crescente de Joan, que está cansada de ser apenas &#8220;a esposa&#8221;. Enquanto seu marido recebe os parabéns pelo prêmio alcançado, ela está cuidando de absolutamente tudo dele. Desde os horários dos remédios até a mudança do óculos normal para os de leitura. Tudo isso é envolto em sutileza e revolta.</p>
<p>Joe sempre enaltece a esposa e não perde a oportunidade de demonstrar seu amor e gratidão pela presença constante dela em sua vida. A medida que a trama evolui, vamos descobrindo novas camadas deste relacionamento, que é cheio de desarmonia e atritos, inicialmente discretos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9778" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/5170951.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Esposa" width="610" height="348" /></p>
<p>O roteiro nos mostra, desde o início, quem é que deve ser nosso foco. Embora ele é quem seja o prestigiado e ela apenas a acompanhante, as cenas focam nas emoções de Joan e em como ela lida com tudo que acontece à sua volta. Em um dos melhores papéis de sua carreira (talvez mesmo o melhor), Glenn Close nos presenteia com uma protagonista passiva, frustrada, forte e intensa, ao mesmo tempo.</p>
<p>Além de mostrar a questão da mulher, o roteiro traça o paralelo de como o homem com a autoestima frágil lida com a força de sua companheira. Ele precisa traí-la para se afirmar como macho alfa dominante e superior, já que em outros setores da vida ele é um mero espectador da incrível mulher que o &#8220;acompanha&#8221;. Tudo isso faz o espectador refletir sobre as relações humanas e que a sociedade esconde o tempo todo.</p>
<p>Joe utiliza da baixo autoestima da sua mulher para conseguir controlá-la e se sentir menos miserável com seus fracassos e falta de capacidade. Ele conseguia fazer Joan se sentir culpada por tudo que aconteceu entre os dois e as consequências disso. A todo momento, revertendo a situação de forma que, mesmo culpado, ele saísse ileso. Isso fica muito claro quando ele culpa ela pela traições que ele mesmo cometeu.</p>
<p>Todo o roteiro é imenso golpe no estômago de espectador que assiste o quão real e próxima esta realidade é ou pode ser. O quanto que mulheres até hoje são subjugadas e colocadas de lado. O quanto que a própria sociedade quer fragilizar a autoestima da mulher para tê-la sempre sob controle.</p>
<p>Os arcos narrativos são restritos e o ritmo do filme é mais uniforme e constante. Mesmo com revelações surpreendentes, não temos um ápice específico de cenas. O foco é realmente o leque de emoções que a personagem de Close nos exibe, fazendo de sua premiação no Globo de Ouro extremamente justificada.</p>
<p>Mesmo não sendo o filme mais primoroso de todos no quesito técnico, <em><strong>A Esposa</strong></em> ganha o espectador pelo balé de emoções, pelas incríveis atuações e por um roteiro cuidadoso em mostrar o quão difícil é a vida de uma mulher que quer ser tratada igualmente em uma sociedade machista.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hj8KPhUMI88" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Como 2018 pode ser o ano das atrizes veteranas no Oscar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2017 20:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Fonda]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano, a máxima de que as categorias de interpretação feminina do Oscar consagram uma jovem estrela do momento que com a estatueta galga mais um degrau na sua ascendente carreira &#8220;persegue&#8221; a Academia. Por tal ímpeto, tivemos vitórias recentes como as de Alicia Vinkander (A Garota Dinamarquesa), Brie Larson (O Quarto de Jack) e Emma Stone (La La Land). Me entendam, não estou &#8220;falando mal&#8221; do desempenho de nenhuma dessas atrizes em seus respectivos filmes ou mesmo diminuindo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano, a máxima de que as categorias de interpretação feminina do Oscar consagram uma jovem estrela do momento que com a estatueta galga mais um degrau na sua ascendente carreira &#8220;persegue&#8221; a Academia. Por tal ímpeto, tivemos vitórias recentes como as de Alicia Vinkander (<i>A Garota Dinamarquesa</i>), Brie Larson (<i>O Quarto de Jack</i>) e Emma Stone (<i>La La Land</i>). Me entendam, não estou &#8220;falando mal&#8221; do desempenho de nenhuma dessas atrizes em seus respectivos filmes ou mesmo diminuindo seu talento, mas é fato que Hollywood se transforma num território espinhoso para atrizes com mais de 40 anos.</p>
<p>No geral, seus papeis de protagonistas no cinema acabam diminuindo drasticamente por uma falta de interesse de estúdios, diretores e roteiristas de endossarem histórias com personagens nessa faixa etária. Tudo isso acaba se refletindo no Oscar.</p>
<p>Notamos, no entanto, que 2018 tem tudo para mudar esse cenário e como a agitação em torno das especulações para o prêmio já começaram nesse segundo semestre com a proximidade da estreia de alguns desses títulos em circuito comercial e em alguns festivais, elencamos 10 nomes de veteranas que podem ser alvo de indicações da Academia. Para a nossa felicidade, a lista ainda deixou de fora muitas outras possibilidades!</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8091" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/annette_bening_getty_h_2016.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>#01. Annette Bening</b></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Por pouco a veterana indicada quatro vezes ao prêmio (<i>Minhas Mães e Meu Pai</i>, <i>Adorável Julia</i>, <i>Beleza Americana </i>e <i>Os Imorais</i>) não foi nomeada por seu trabalho em <i>Mulheres do Século 20</i>. Sua ausência na seleção de melhores atrizes do ano passado foi sentida por muitos e como Annette é muito bem relacionada em Hollywood e há anos sua vitória bate na trave é bem possível que esse ano surja mais uma indicação e, quem sabe, até uma vitória.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa <b><i>Film Stars Don&#8217;t Die in Liverpool</i></b>, Bening interpreta a estrela do cinema <i>noir</i> Gloria Grahame, vencedora do Oscar em 1953 pelo filme <i>Assim Estava Escrito</i>, que viveu um romance com o jovem ator Peter Turner e escandalizou Hollywood. O longa é dirigido por Paul McGuigan, cujas credenciais são <i>Xeque-Mate </i>e <i>Heróis</i>, longas que fogem completamente da abordagem desse drama, mas que pode surpreender. O parceiro de cena de Annette no longa é Jamie Bell. Ainda em 2018, Bening também pode surgir na categoria coadjuvante já que terá um papel coadjuvante na adaptação de <i>A Gaivota </i>de Tchekov, com Saoirse Ronan e Elisabeth Moss no elenco.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8090" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/1490729748907.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#02. Michelle Pfeiffer</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Desde que vimos o trailer de <i><b>Mãe!</b></i> de Darren Aronofsky (<a href="http://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-do-horror-mae-de-darren-aronofsky-com-jennifer-lawrence-no-elenco/" data-blogger-escaped-target="_blank">veja o trailer aqui</a>), estamos indóceis! O papel de Pfeiffer parece ter uma importância significativa nesse horror delirante do diretor de <i>Cisne Negro </i>e promete não ser uma ponta como a participação de Winona Ryder no longa que rendeu o Oscar a Natalie Portman. <i>Mãe! </i>é veículo para Jennifer Lawrence, sua protagonista incontestável, mas Pfeiffer ofereceu momentos sinistros no trailer e, a depender de como for a trajetória do longa na temporada de premiações, pode render uma indicação e, quem sabe, uma vitória a atriz na categoria coadjuvante (pensa em como a Academia, pontualmente, abraça personagens e filmes assim nessas categorias como o próprio <i>Cisne Negro </i>ou mesmo <i>Elle </i>do ano passado e <i>Reino Animal</i>, não em casos como os de <i>Precisamos Falar sobre o Kevin</i>, que excluiu Tilda Swinton da festa). Em <i>Mãe!</i>, Pfeiffer vive uma das hóspedes <i>creepies</i> que os personagens de Lawrence e Javier Bardem recebem em casa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Caso as coisas não andem como desejado em <i>Mãe!</i>, Pfeiffer ainda estará em 2017 na mais recente versão de <i>Assassinato no Expresso do Oriente</i>, também em papel coadjuvante. Há ainda <i>Where is Kyra</i>?, a única possibilidade da atriz concorrer na categoria principal dos prêmios de atuação. Porém, como nessa altura dos acontecimentos o filme ainda encontra-se com distribuidor incerto, fica difícil saber como sobreviverá diante de uma concorrência tão acirrada.  Qualquer coisa também, <i>Where is Kyra</i>? pode ficar para o próximo ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em sua carreira, Pfeiffer já recebeu indicações por <i>Ligações Perigosas</i>, <i>Susie e os Baker Boys </i>e <i>As Barreiras do Amor</i>. Assim como Bening, apesar de ser uma das atrizes mais celebradas da sua geração, nunca ganhou a estatueta do Oscar.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8089" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/meryl-streep.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#03. Meryl Streep</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Streep é uma das poucas atrizes que podem se gabar de ganhar indicações a prêmios mesmo que seus filmes não sejam lá essas coisas. Ela até já ganhou um Oscar por <i>A Dama de Ferro</i>! Além disso, Streep tem um talento incontestável e conta com uma <i>fanbase </i>enorme nos bastidores dos processos de votação dessas premiações. Claro que no meio disso tudo há merecimento, mas não podemos negar que quando o assunto é Streep há todo um contexto que a favorece.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i><b>The Papers</b></i>, o próximo trabalho da veterana que possui 3 estatuetas no bolso, é dirigido por ninguém mais ninguém menos do que Steven Spielberg, outro queridinho da Academia não importa o trabalho que faça (alô, <i>Cavalo de Guerra</i>!) portanto, as chances são reais.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em<i> The Papers</i>, Streep vive a primeira editora de jornais dos EUA, Kay Graham do <i>Washington Post</i>. Junto com seu colega de trabalho, o também editor Ben Bradlee (Tom Hanks), Kay enfrenta uma batalha contra todo um sistema para publicar documentos que comprovaram a papel do governo americano na Guerra do Vietnã.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8088" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/olive-kitteridge-hbo-premiere.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#04. Frances McDormand</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Vencedora do prêmio de melhor atriz por <i>Fargo </i>em 1997, Frances McDormand chega esse ano com o mais recente título do cineasta Martin McDonagh (o mesmo de <i>Na Mira do Chefe </i>e <i>Sete Psicopatas e um Shih Tzu</i>), <i><b>Three Billboards Outside Ebbing, Missouri</b></i>. Como os longas anteriores do realizador, o título é bem incomum, parece uma comédia dramática de humor negro que traz a atriz como uma mulher em busca de vingança pelo assassinato brutal de sua filha. Para a missão, a personagem de McDormand contrata um grupo de pistoleiros a fim de matar o responsável pelo crime. O trailer já foi divulgado,<a href="https://www.youtube.com/watch?v=IBLIowfucCs" data-blogger-escaped-target="_blank"> assista aqui</a>. O longa faz parte da seleção do Festival de Veneza desse ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não acredito que o tom do filme seja um obstáculo para McDormand como costuma versar o senso comum quando o assunto é Oscar (&#8220;ah, o material é muito <i>dark </i>para Oscar&#8221;). Assim como o caso de Pfeiffer em <i>Mãe!, </i>a Academia já deu provas de que abraça histórias &#8220;difíceis&#8221; e tons &#8220;sombrios&#8221; sobretudo em categorias de interpretação.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8086" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/judi-dench.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>#05. Judi Dench</b></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dench chegará na temporada de prêmios com um filme com o autêntico selo Harvey Weinstein, produtor que endossou alguns dos seus principais trabalhos indicados ao Oscar como <i>Philomena </i>e <i>Shakespeare Apaixonado</i>, pelo qual ganhou a estatueta de melhor atriz coadjuvante em 1999. Dame Dench protagoniza <i><b>Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha</b></i>, no qual interpreta a rainha Vitória numa época específica da sua vida quando se tornou grande amiga de um empregado indiano chamado Abdul Karim. Já tem trailer disponível, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hAjR1vy9NJI" data-blogger-escaped-target="_blank">assista aqui</a>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Perceba a combinação de elementos atrativos para a Academia: o filme é dirigido por Stephen Frears (mesmo de <i>Philomena </i>e <i>Sra Henderson Apresenta</i>, ambos renderam indicações para a atriz, além de <i>A Rainha</i>, que deu a Helen Mirren o prêmio de melhor atriz) e Dench interpreta uma rainha!</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Caso não seja indicada por <i>Victoria e Abdul</i>, Dench pode ter chances como coadjuvante de <i>Assassinato no Expresso do Oriente</i>, como sua colega Michelle Pfeiffer.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8087" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/glenn-close1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>#06. Glenn Close</b></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É um absurdo Glenn Close ser uma das maiores da sua geração e não ter sequer um prêmio em sua estante sendo que já foi indicada sete vezes ao Oscar. E tem gente que ainda acha que Leonardo DiCaprio ou Amy Adams são os maiores injustiçados da história da Academia&#8230; Olha o currículo dessa mulher!</p>
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<p>Na próxima temporada, Close traz ao público o drama <i><b>The Wife</b></i>, no qual interpreta uma mulher casada há anos com um homem controlador, escritor premiado. Por força dessa relação, a personagem de Close nunca se dedicou à sua carreira de escritora. Quando o marido está prestes a receber o Prêmio Nobel de Literatura, ela decide abandoná-lo e cuidar da sua própria vida profissional.</p>
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<p>Em 2011 quase achamos que Close finalmente colocaria as mãos na bendita estatueta do Oscar por <i>Albert Nobbs</i>, projeto pelo qual fora premiada no teatro e que foi gestado por anos pela própria atriz, mas que nos cinemas se mostrou levemente decepcionante, ainda que tenha lhe rendido uma nomeação. Vamos torcer para que dessa vez tudo corra bem com nossa eterna Alex Forrest.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8085" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/BERLIN-FILMFESTIVAL_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p><b>#07. Kristin Scott Thomas</b></p>
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<p>É incrível constatar que em anos de carreira, a Academia só tenha reconhecido uma atriz do calibre de Kristin Scott Thomas por sua interpretação em <i>O Paciente Inglês</i>, única indicação no currículo da inglesa. Na próxima temporada, Thomas chega aos cinemas com <i><b>O Destino de uma Nação</b></i>, drama político de Joe Wright (de <i>Desejo e Reparação</i>) sobre os anos do governo Winston Churchill, a ser vivido por Gary Oldman (<a href="http://coisadecinefilo.com.br/trailer-comentado-o-destino-de-uma-nacao/" data-blogger-escaped-target="_blank">veja o trailer aqui</a>). No longa, Thomas interpreta a esposa do político, Clementine Churchill, e parece ter um papel fundamental na trama.</p>
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<p>E só torcemos para que o gosto amargo pela não indicação da atriz por <i>Há tanto tempo que te amo </i>em 2010 não se repita. Caso seja indicada por <i>O Destino de uma Nação</i>, é provável que Thomas concorra na categoria atriz coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8081" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Halle-Berry-Kingsman-2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>#08. Halle Berry</strong></p>
<p class="separator">Ela foi a primeira (e única) negra a vencer um Oscar de melhor atriz por sua atuação no filme <i>A Última Ceia </i>de 2001, mas desde então Hollywood não tem sido muito grata a Halle Berry condenando a atriz a um número sem fim de papeis pouco expressivos no cinema. Aos 50, nem mesmo a tentativa de ir para a TV com a série <i>Extant</i>, que sobreviveu a apenas duas temporadas, fez jus ao que a eterna Tempestade de <i>X-Men </i>pode nos oferecer.</p>
<p class="separator">Na primeira incursão da diretora de <i>Cinco Graças </i>em solo americano, <i><b>Kings</b>, </i>Halle interpreta uma mulher moradora de uma região marginalizada de Los Angeles ajudada por um policial interpretado por Daniel Craig. O filme trata do clima na cidade após o violento assassinato de um taxista negro sem motivo por policiais locais (quem assistiu o documentário <i>OJ Made in America </i>e a minissérie <i>O Povo contra OJ Simpson: American Crime Story </i>está familiarizado com o caso). Correm boatos de quem está próximo da produção de que a atuação de Berry é uma das melhores de sua carreira.</p>
<p class="separator">Berry tem retornado às conversas com suas declarações sobre a falta de diversidade entre os indicados ao Oscar e até mesmo sobre o que sua vitória de fato representou para mudar o quadro. Uma indicação para a atriz agora poderia oferecer uma narrativa de <i>comeback </i>interessante na temporada.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8084" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/P_Fonda_PS.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p><b>#09. Jane Fonda</b></p>
</div>
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<p>Jane Fonda dominou as manchetes com uma cena de <i>Juventude </i>em 2015, mas isso não foi o suficiente para chamar a atenção da Academia naquele ano. A vencedora de duas estatuetas do Oscar (<i>Klute: O Passado Condena </i>e <i>Amargo Regresso</i>) chega na próxima temporada de prêmios com o romance produzido pela Netflix <b><i>Our Souls at Night</i>,</b> atuando ao lado de Robert Redford.</p>
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<p>O que tem sido dito sobre o longa é que nele há ecos de <i>As Pontes de Madison</i>. Já tratamos dele aqui no blog (v<a href="http://coisadecinefilo.com.br/netflix-lanca-o-teaser-de-our-souls-at-night-com-jane-fonda-e-robert-redford/" data-blogger-escaped-target="_blank">eja aqui</a>). O longa promete trazer uma parceria entre os dois atores veteranos que interpretam viúvos que se apaixonam.</p>
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<p>Todo mundo tá cansado de saber como Fonda tem trânsito livre no corpo a corpo com os votantes do Oscar, mas para ser nomeada por esse trabalho precisa vencer uma resistência ainda a ser quebrada na Academia: o prêmio vai finalmente ceder aos apelos dos títulos lançados diretamente via <i>streaming</i>? O elogiado <i>Beasts of No Nation</i>, por exemplo, não conseguiu quebrar essa resistência, nem mesmo quando em 2015 diversos previsores da temporada apontavam Idris Elba como vencedor natural dos prêmios de melhor ator coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8083" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/download.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p><b>#10. Melissa Leo</b></p>
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<p>Muita gente torce o nariz para Melissa Leo pelo seu comportamento na campanha do Oscar de 2011, quando venceu o prêmio de melhor atriz coadjuvante por seu desempenho em <i>O Vencedor</i>, de David O.Russell, mas não podemos negar que ela é uma atriz maravilhosa e destacar o fato de que, diferente de muitas de suas colegas, ela tem o feito de construir sua carreira basicamente na maturidade. Leo acaba de receber muitos elogios por seu desempenho em <i><b>Novitiate</b> </i>no qual interpreta a freira diretora de um convento lidando com as transformações da Igreja Católica em plena década de 1960, quando alguns movimentos começaram a abordar a questão da sexualidade feminina (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=o6QrP53BEug" data-blogger-escaped-target="_blank">veja o trailer do filme aqui).</a></p>
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<p>Há a dúvida se o nome de Leo será sugerido como protagonista ou coadjuvante desse longa já que a trama da sua personagem é atravessada pela de uma noviça interpretada por Margaret Qualley (da série <i>The Leftovers</i>). Os trailers indicam que Leo tem nas mãos uma personagem densa que parece dominar as atenções. <i>Novitiate </i>é a estreia da diretora Margaret Betts.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8092" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/nicole-kidman.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p><b>Mais alguns nomes fortes para 2018:</b></p>
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<p>Salma Hayek, <i>Beatriz at the Dinner</i>;</p>
<p><strong>Nicole Kidman por <i>O Estranho que Nós Amamos</i>, <i>The Killing of a Sacred Deer </i>e <i>How to Talk to Girls at Parties;</i></strong></p>
<p>Debra Winger por The Lovers<i>;</i></p>
</div>
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<p>Julianne Moore por <i>Suburbicon </i>ou <i>Sem Fôlego;</i></p>
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<p>Holly Hunter por <i>The Big Sick </i>ou <i>Strange Weather;</i></p>
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<p>Lois Smith, por <i>Marjorie Prime; </i></p>
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<p>Lesley Manville por <i>Phantom Thread;</i></p>
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<p>Emma Thompson, por <i>The Children Act;</i></p>
<p>Catherine Keener por <i>Corra!;</i></p>
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<p>Kate Winslet por <i>Wonder Wheel;</i></p>
<p>Octavia Spencer por <i>The Shape of Water</i>;</p>
<p>Mary J. Blidge por <i>Mudbound</i>;</p>
<p>Carrie Coon por <i>The Papers</i>;</p>
<p>Sarah Paulson por <i>The Papers</i>;</p>
<p>Sally Hawkins por <i>Maudie </i>ou <i>The Shape of Water</i>;</p>
</div>
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<p>Penélope Cruz por <i>Loving Pablo </i>ou <i>Assassinato no Expresso do Oriente.</i></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8080" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/jlaw.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p><b>Jovens que podem &#8220;estragar&#8221; a festa:</b></p>
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<p>Emma Stone por <i>Battle of the Sexes;</i></p>
<p>Rooney Mara por <i>Mary Magdalene</i>;</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Jessica Chastain por <i>Womans Walks Ahead</i>, <i>The Death and Life of John F. Donovan</i><b> </b>ou <i>Molly&#8217;s Game;</i></p>
<p><b>Jennifer Lawrence por <i>Mãe!;</i></b></p>
<p>Carey Mulligan por <i>Mudbound</i>;</p>
<p>Florence Pugh por <i>Lady Macbeth</i>;</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Michelle Williams por <i>The Greatest Showman</i>, <i>Sem Fôlego </i>ou  <i>All the Money in the World;</i></p>
</div>
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<p>Tatiana Maslany por <i>Stronger;</i></p>
</div>
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<p>Margot Robbie por <i>Goodbye Christopher Robbin;</i></p>
<p>Betty Gabriel por <i>Corra</i>!;</p>
</div>
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<p>Rebecca Fergusson por <i>Boneco de Neve </i>ou <i>The Greatest Showman;</i></p>
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<p>Claire Foy por <i>Breathe;</i></p>
</div>
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<p>Saoirse Ronan por <i>On Chesil Breach</i>, <i>Lady Bird </i>ou <i>The Seagull.</i></p>
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</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/como-2018-pode-ser-o-ano-das-atrizes-veteranas-no-oscar/">Como 2018 pode ser o ano das atrizes veteranas no Oscar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2014 12:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Benício Del Toro]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Guardiões da Galáxia]]></category>
		<category><![CDATA[Vin Diesel]]></category>
		<category><![CDATA[Zoe Saldana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Aguardado por muitos, Guardiões da Galáxia conseguiu agradar mais do que aqueles espectadores fiéis que torciam pela chegada do filme há alguns anos. Como uma espécie de Star Wars moderno, o longa surpreende ao trazer um enredo e elenco interessantíssimos. Existe uma mistura equilibrada de ação e comédia que faz com que as mais de duas horas de duração passem voando. O enredo conta a história de Peter Quill, um garoto que perdeu a mãe e foi abduzido logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_1699" aria-describedby="caption-attachment-1699" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Guardioes-da-Galaxia-31dez-213-011.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1699 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Guardioes-da-Galaxia-31dez-213-011.jpg" alt="Guardioes-da-Galaxia-31dez-213-011" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1699" class="wp-caption-text">Grupo improvável: Heróis de &#8220;Guardiões da Galáxia&#8221; são um coletivo de desajustados.</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aguardado por muitos,<em> Guardiões da Galáxia</em> conseguiu agradar mais do que aqueles espectadores fiéis que torciam pela chegada do filme há alguns anos. Como uma espécie de<em> Star Wars</em> moderno, o longa surpreende ao trazer um enredo e elenco interessantíssimos. Existe uma mistura equilibrada de ação e comédia que faz com que as mais de duas horas de duração passem voando.</p>
<p>O enredo conta a história de Peter Quill, um garoto que perdeu a mãe e foi abduzido logo em seguida por extraterrestre. Ele passa a viver, então, neste novo universo paralelo e vira um saqueador. Em uma de suas expedições, Quill rouba uma esfera e passa a ser perseguido por diversos grupos que querem a todo custo recuperar o objeto. Neste meio tempo, ele se encontra com mais quatro personagens que vão, depois de um tempo, integrar o grupo dos Guardiões da Galáxia. São eles: Gamora, Rocket, Groot e Drax.</p>
<p>A primeira cena do filme já atrai bastante a atenção do espectador, principalmente por conta da trilha sonora. Ao som de<em> I’m Not In Love</em>, da banda 10cc, o pequeno Quill chora no leito de morte da mãe. Logo depois, ao ser abduzido, ele já aparece crescido, interpretado por Chris Pratt, e também ouvindo ao walkman que utilizava quando pequeno. O contexto que essas simples cenas do início dão permite que o filme tenha muito mais embasamento do que os comuns de ação vistos atualmente.</p>
<p>O diretor James Gunn conseguiu utilizar toda a sua estranha experiência e aplicar bem neste filme. Ele já dirigiu desde o desenho animado até o filme de terror, passando pela comédia e ação. <em>Guardiões da Galáxia</em> tem um pouco de tudo isso e é justamente este ponto que faz dele único no universo da Marvel. O filme consegue arrancar grandes gargalhadas do público, dado o contexto e leveza dos personagens.</p>
<p><figure id="attachment_1700" aria-describedby="caption-attachment-1700" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/guardioes-da-galaxia-04.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1700 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/guardioes-da-galaxia-04.jpg" alt="guardioes-da-galaxia-04" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1700" class="wp-caption-text">Comédia pipoca: O novo filme da Marvel explora o humor e se assume como blockbuster do início ao fim.</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha de atores não podia ser mais acertada. Embora eu não seja fã de Zoe Saldana, devo admitir que ela cabe perfeitamente no papel de Gamora. Parece que ela perdeu todo o estilo caricato que me irritava e assumiu com muita naturalidade o papel de uma mulher geniosa e cheia de personalidade. Já Chris Pratt, que passeou por diferentes estilos de filmes como <em>Ela</em>, <em>A Hora Mais Escura</em> e <em>Para Maiores</em>, encaixou-se com perfeição no papel do protagonista. Ele é naturalmente engraçado.</p>
<p>Não podemos esquecer de Vin Diesel e Bradley Cooper, que apesar de não aparecerem no filme, dão voz aos hilários Rocket e Groot. Rocket, por sinal, é um dos personagens mais interessante do filme. Um guaxinim cheio de vontade que simplesmente consegue tudo o que quer. Engraçadíssimo! Temos ainda Glenn Close no papel de uma mulher que manda e desmanda na organização e Benício Del Toro impagável como um dos vilões.</p>
<p>A dinâmica do filme é excelente e ele consegue passear pela ação e comédia com muita leveza. A trilha sonora também dá o tom mais completo ao filme. O protagonista está sempre escutando músicas em seu walkman e às vezes a canção é o plano de fundo de uma grande briga.</p>
<p>Além deste ótimo investimento em som, a equipe de efeitos especiais caprichou nas cenas. Nada mais justo, já que o filme se passa completamente no espaço e grande parte foi gravada em estúdio. A mistura de cores, as reações do guaxinim e da árvore falante, tudo isso mostra o trabalho minucioso que foi realizado.</p>
<p>Diferente do que se poderia esperar do trailer, <em>Guardiões da Galáxia</em> consegue superar todas as expectativas. É o tipo de filme que agrada do nerd ao espectador comum que comprou o ingresso por acaso. Fico feliz em saber que a continuação certamente virá. Espero que este se torne uma boa série de super-heróis e que consiga manter o nível nos próximos filmes.</p>
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