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	<title>Arquivos George Miller - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos George Miller - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Critica: Furiosa &#8211; Uma Saga Mad Max</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 11:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Com sua recente exibição no Festival de Cannes e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-furiosa/">Critica: Furiosa &#8211; Uma Saga Mad Max</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Furiosa: Uma Saga Mad Max</em></strong> marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria (2015)</em></a>. Com sua recente exibição no Festival de Cannes e seus quase 10 minutos de aplausos, é inevitável que se crie ainda mais expectativas no público sobre a nova produção.</p>
<p>É evidente que, quem de fato é fã da franquia, não vai assistir <strong><em>Furiosa</em></strong> por conta do burburinho de Cannes. Existe uma fidelização entre o gênero de ação e seu público muito claro &#8211; como vemos em filmes com os da franquia <em>Velozes e Furiosos (2001-)</em>. Apesar disso, a ideia de expandir a história da personagem-título, antes vivida por Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023) e agora comandada por Anya Taylor-Joy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-menu/"><em>O Menu</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024), gera uma curiosidade. Afinal, quando se fala de um universo distópico tão brutal quanto <strong><em>Mad Max</em></strong>, não se espera nada menos do que essa composição de choques e exageros tão característicos da franquia.</p>
<p>Na cadeira da direção, o público vê, mais uma vez, o retorno de George Miller. Depois de quase 10 anos, o cineasta australiano retorna para sua narrativa cativa que marcou o início de sua carreira. <strong><em>Mad Max</em></strong>, que já tem seus 45 anos, volta aos cinemas com o quinto longa do universo. Dessa vez, a ideia do diretor e roteirista é voltar alguns anos no passado para contar ao público a história da marcante e premiada personagem do filme anterior da franquia. O diretor se mantém fiel a sua essência, talvez com um truque ou outra a mais na manga, mas não foge do esperado com a direção de <strong><em>Furiosa</em></strong>.</p>
<p><em><strong>Furiosa</strong></em> conta a história de origem de sua personagem-título. Dividido em 5 partes, o espectador passa a ver suas desventuras desde o momento que ela se separa de sua família até ir parar na Cidadela, sob os desmandos insanos e cruéis de Immortan Joel (Lachy Hulme). Majoritariamente, a história é centralizada no período em que Furiosa (Anya) vive seu confronto de anos com Dementus (Chris Hemsworth), o responsável por tirar tudo dela, inclusive sua família.</p>
<figure id="attachment_18141" aria-describedby="caption-attachment-18141" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18141" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg" alt="Furiosa: Uma Saga Mad Max (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18141" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Furiosa: Uma Saga Mad Max&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>A ideia, como pontuado anteriormente, é estrategicamente interessante e financeiramente efetiva por conta da fidelidade dos fãs. No entanto, é questionável, para um olhar menos apaixonado pela história, se ela se faz necessária. A sensação que dá ao final do filme é que, assim como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rogue-one-uma-historia-star-wars/"><em>Rogue One: Uma História Star Wars (2016)</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-han-solo-uma-historia-star-wars/"><em>Han Solo: Uma História Star Wars (2018)</em></a>, <strong><em>Furiosa</em></strong> é mais uma forma de prender o público em um <em>looping</em> de repetições de uma fórmula que já deu certo. No fim, parece que é só mais um jeito de arrancar dinheiro dos fãs de <strong><em>Mad Max</em></strong> com a retroalimentação de algo que parece não sair do lugar.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> é indiscutivelmente bem executado, tal qual seus antecessores. Visualmente falando &#8211; seja na direção de arte como na fotografia &#8211; o resultado do novo filme é tão bem trabalhado como no filme de 2015. Ou seja, no que diz respeito à direção, estética e resultado final do projeto, a nova produção do universo <strong><em>Mad Max</em></strong> é bem feita. As perguntas que ressoam ao final da sessão, no entanto, são: precisava mesmo de mais um filme? A história se faz relevante o suficiente para justificar o retorno à franquia?</p>
<p>É importante destacar, contudo, que o desempenho da dupla principal de artistas é louvável. Ainda que sem o mesmo impacto de Charlize, Anya deixa a sua marca e tem cenas fortes &#8211; especialmente no final de <em><strong>Furiosa</strong></em>. Da mesma forma, Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>, de 2022) entrega um trabalho surpreendente por se distanciar de seus desempenhos mais conhecidos. Apesar de proporcionar esses momentos interessantes e de ter uma estética e visualidade bem elaboradas, o longa não vai além disso. Não há nada demais no roteiro co-escrito por Miller e Nico Lathouris (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, de 2015). A produção parece não correr riscos e se mantém apenas bebendo do que já foi feito durante a franquia.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> está longe de ser um filme ruim &#8211; especialmente para os fãs do cinema de ação -, mas tudo aquilo que Miller conseguiu trazer de diferente em <em>Estrada da Fúria</em> se perde aqui. Assim como nos primeiros filmes da franquia, esta narrativa foca mais na imagem do que na força da construção do texto (e aqui não me refiro aos diálogos, mas na construção do roteiro) e dos contextos dos personagens, vivendo apenas do seu antecessor direto. A sensação que fica é que a produção não inova em absolutamente nada, a não ser em novas possibilidades esdrúxulas de mortes, explosões e capotamentos de carros durante as cenas de perseguição.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George Miller</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke e Alyla Browne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/GZ01fSgExeU?si=RaJzk6tInSRxo_eg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>George Miller é escolhido como presidente do júri do Festival de Cannes 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 12:54:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes 2016]]></category>
		<category><![CDATA[George Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Max - Estrada da Fúria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recém indicado ao Oscar de melhor diretor por seu trabalho em Mad Max &#8211; Estrada da Fúria, o diretor George Miller foi anunciado nessa segunda-feira (01) como o presidente do júri do Festival de Cannes 2016, que acontecerá entre os dias 11 e 22 de maio. Como presidente do júri, Miller terá que escolher o filme da seleção oficial do festival que merece a tão almejada Palma de Ouro, prêmio máximo do evento cinematográfico. O restante do júri ainda será anunciado, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recém indicado ao Oscar de melhor diretor por seu trabalho em <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em>, o diretor George Miller foi anunciado nessa segunda-feira (01) como o presidente do júri do Festival de Cannes 2016, que acontecerá entre os dias 11 e 22 de maio.</p>
<p>Como presidente do júri, Miller terá que escolher o filme da seleção oficial do festival que merece a tão almejada Palma de Ouro, prêmio máximo do evento cinematográfico.</p>
<p>O restante do júri ainda será anunciado, assim como os filmes que farão parte da programação do festival esse ano. Este será um retorno de Miller ao festival. No ano passado, <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>teve a sua primeira exibição no evento e causou uma excelente impressão entre os críticos.</p>
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		<title>Artista recria história de Mad Max &#8211; Estrada da Fúria em forma de hieróglifo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 22:14:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria foi um dos filmes de maior impacto do verão norte-americano esse ano e conquistou os fãs da franquia da década de 80 e novos seguidores. O filme de George Miller foi elogiado pela crítica, se consolidou como uma referência para o cinema de ação contemporâneo, virou símbolo feminista através da sua Imperatriz Furiosa, personagem de Charlize Theron, ganhou memes e diversas homenagens de cinéfilos de toda parte do mundo. Um fã do filme chamado Takumi fez uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/mad_max_fury_road_wallpaper_1920x1080_by_sachso74-d8r49ti.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3462" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/mad_max_fury_road_wallpaper_1920x1080_by_sachso74-d8r49ti-620x349.jpg" alt="mad_max_fury_road_wallpaper_1920x1080_by_sachso74-d8r49ti" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong><em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em></strong>foi um dos filmes de maior impacto do verão norte-americano esse ano e conquistou os fãs da franquia da década de 80 e novos seguidores. O filme de George Miller foi elogiado pela crítica, se consolidou como uma referência para o cinema de ação contemporâneo, virou símbolo feminista através da sua Imperatriz Furiosa, personagem de Charlize Theron, ganhou <em>memes </em>e diversas homenagens de cinéfilos de toda parte do mundo.</p>
<p>Um fã do filme chamado <a href="https://twitter.com/takumitoxin">Takumi</a> fez uma interessante trabalho tendo como referência a história do longa. O artista transformou a trama de <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>em hieróglifo, forma de comunicação de antigas civilizações como a egípcia. Confira o resultado abaixo:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Mad-Max-Fury-Road-Egyptian-hieroglyph-1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-3463 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Mad-Max-Fury-Road-Egyptian-hieroglyph-1.jpg" alt="Mad-Max-Fury-Road-Egyptian-hieroglyph (1)" width="600" height="1254" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Mad-Max-Fury-Road-Egyptian-hieroglyph-1.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Mad-Max-Fury-Road-Egyptian-hieroglyph-1-282x590.jpg 282w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>Prestes a voltar às rodas de conversa com o seu lançamento em Blu-Ray e DVD previsto para setembro, <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>deve ganhar uma continuação em breve. O diretor George Miller já está conversando com a Warner para acertar os ponteiros sobre a sequência, que terá Tom Hardy no elenco. Ainda não é certa a presença de Charlize Theron no próximo filme e nem há previsão para sua data de estreia nos cinemas.</p>
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		<title>Crítica: Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2015 22:35:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira franquia Mad Max sempre se apresentou como uma série cinematográfica cindida em duas abordagens. Aquela do longa de 1979, um filme sóbrio, revisitando o western e a distopia em um conto sobre a vingança de um homem tomado pela raiva após uma ação cruel de uma gangue de motoqueiros contra sua mulher e filho, e outra representada pelas suas duas continuações, Mad Max 2 &#8211; A Caçada Continua e Mad Max &#8211; Além da Cúpula do Trovão, marcadas pela ação desenfreada e ininterrupta, inserindo personagem-título, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2845" aria-describedby="caption-attachment-2845" style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/furyroad.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2845 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/furyroad.jpg" alt="furyroad" width="619" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-2845" class="wp-caption-text">Novo Max: Personagem de Tom Hardy inicia o filme como refém de uma gangue que detém controle de petróleo e água.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;">A primeira franquia <i>Mad Max </i>sempre se apresentou como uma série cinematográfica cindida em duas abordagens. Aquela do longa de 1979, um filme sóbrio, revisitando o <i>western </i>e a distopia em um conto sobre a vingança de um homem tomado pela raiva após uma ação cruel de uma gangue de motoqueiros contra sua mulher e filho, e outra representada pelas suas duas continuações, <i>Mad Max 2 &#8211; A Caçada Continua </i>e <i>Mad Max &#8211; Além da Cúpula do Trovão</i>, marcadas pela ação desenfreada e ininterrupta, inserindo personagem-título, já apresentado ao público, no olho do furacão das disputas de gangues rivais por água e combustível. Este <i>reboot</i> (ou recomeço) da franquia pelas mãos do mesmo realizador que a idealizou em 1979, o australiano George Miller, está mais para a segunda fase <i>Mad Max </i>do que para a primeira.</p>
<p style="color: #000000;">Em <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i>, Miller está pouco interessado na apresentação dos seus personagens. Para ele, Max Rockatansky é uma espécie de mito que está no inconsciente coletivo e dispensa apresentações. Tampouco o cineasta quer fazer um filme em temperatura mais branda. Aqui, do início ao fim, o espectador é tomado pela ação frenética. Curiosamente, se preferia na trilogia inicial a abordagem do longa inaugural, a decisão do realizador de tornar <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i> um longa de ação insana sem grandes pausas ou construções graduais de personagens parece a mais acertada possível.</p>
<figure id="attachment_2847" aria-describedby="caption-attachment-2847" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2847 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/ImmortanJoe-620x348.jpg" alt="ImmortanJoe" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2847" class="wp-caption-text">Immortan Joe: Vilão do novo filme é vivido por Hugh Keays-Byrne.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;">No filme, ainda ambientado no futuro pós-apocalíptico que conhecemos nos longas anteriores da franquia, Max Rockatansky, encarnado desta vez por Tom Hardy (o Bane de <i>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas Ressurge</i>), é capturado por um grupo liderado por Immortan Joe, que detém o controle de água e combustível. O grupo é surpreendido pela ação de um dos braços direitos de Immortan Joe, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que, sem a ciência do líder, rapta as jovens que a gangue mantém como &#8220;parideiras&#8221; para levá-las a um lugar onde não sejam exploradas sexualmente. Dai, para frente é só perseguição frenética em duas, quatro ou seis rodas na velha tradição <i>Mad Max</i>, porém em uma versão turbinada.</p>
<p style="color: #000000;"><i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </i>parece ser a realização plena de George Miller para a segunda fase da franquia <i>Mad Max</i> dos anos de 1980. O diretor consegue finalmente fazer um filme de ação insana com a tecnologia (ou dinheiro) necessários para dar vazão a certas extravagâncias e ambições visuais. Diferente dos filmes da primeira trilogia, aqui as cores são mais fortes, beirando os tons de HQs, sem deixar de lado a preocupação de ambientar sua trama em um universo inóspito, árido, cujas temperaturas elevadas sentimos na pele através dos olhos que visualizam a predominante utilização de tons amarelados e o sol a esquentar a areia e os corpos dos personagens.</p>
<figure id="attachment_2852" aria-describedby="caption-attachment-2852" style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/1406482515011.jpg-620x349.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2852 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/1406482515011.jpg-620x349.jpg" alt="1406482515011.jpg-620x349" width="619" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-2852" class="wp-caption-text">Nux, Furiosa e as &#8220;parideiras&#8221;: Personagens fogem da gangue de Immortan Joe.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;">Na direção, George Miller demonstra um vigor adolescente, filmando sequências de ação bem orquestradas e que permitem que o espectador entenda o que ocorre em cada cena e qual a participação dos seus personagens nelas. Nos momentos introspectivos, que são muito poucos, mas pontuais e dosados de maneira precisa pelo realizador para que entendamos as motivações de cada um dos personagens e nos identifiquemos com elas, Miller conta com um elenco afiado encabeçado pelo excelente Tom Hardy, que não faz feio diante da história do seu antecessor Mel Gibson. Além dele, Charlize Theron ganha a atenção imediata do espectador ao conduzir sua Imperatriz Furiosa com doçura e sensibilidade, mas também com firmeza e força física quando necessário, um trabalho impecável da vencedora do Oscar. Outra performance que vale a pena destacar é a de Nicholas Hoult, intérprete de Nux, um jovem dissidente involuntário do grupo de Immortan Joe que em uma única cena arranca um dos momentos mais emocionantes da história.</p>
<p style="color: #000000;">Ampliando um universo que intuitivamente possuia uma extensão ilimitada, George Miller pôde com <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i> se redimir de qualquer eventual falta que tenha cometido nos episódios dois e três da antiga franquia estrelada por Mel Gibson. O novo filme possui um visual arrebatador proporcionado pelo que de melhor a tecnologia de ponta do cinema pode oferecer, nutre a carência de personagens femininas com voz ativa em Hollywood e proporciona entretenimento de primeira grandeza que só a grande tela pode fazer o espectador vivenciar sem correr o risco de ver o seu veículo ser destruído deserto afora por um grupo de ensandecidos.</p>
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		<title>Longa estrada da fúria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2015 21:25:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[George Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Mad Max - Estrada da Fúria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O percurso de George Miller para trazer Mad Max de volta às telas &#160; &#160; Em um futuro pós-apocalíptico, no qual água e petróleo são escassos, a única paisagem que se vê é composta por muita areia e sol e, consequentemente, o homem se rende à loucura, um ex-policial tem mulher e filho assassinados com crueldade por uma gangue de motoqueiros ensandecidos. Este foi o pontapé inicial dado pelo australiano George Miller para apresentar no final dos anos de 1970 [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>O percurso de George Miller para trazer Mad Max de volta às telas</strong></p>
<hr />
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<figure id="attachment_2832" aria-describedby="caption-attachment-2832" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2832 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Mad-Max-Fury-Road-Tom-Hardy-George-Miller-620x348.jpg" alt="" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2832" class="wp-caption-text">Cara nova: O diretor George Miller nos sets com o seu novo Max, o ator inglês Tom Hardy</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um futuro pós-apocalíptico, no qual água e petróleo são escassos, a única paisagem que se vê é composta por muita areia e sol e, consequentemente, o homem se rende à loucura, um ex-policial tem mulher e filho assassinados com crueldade por uma gangue de motoqueiros ensandecidos. Este foi o pontapé inicial dado pelo australiano George Miller para apresentar no final dos anos de 1970  <em>Mad Max</em>, uma das franquias de ação mais icônicas do cinema. Catapultando a carreira de Mel Gibson e rendendo a ele alguns bons trocados, <em>Mad Max</em> detém o feito de ser uma das produções australianas que mais arrecadou fora do solo nativo, como também a produção mais lucrativa da história do cinema ao conseguir superar com folga a difícil equação orçamento/ bilheteria logo no primeiro filme da franquia.</p>
<figure id="attachment_2833" aria-describedby="caption-attachment-2833" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2833 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/mad-max-2-1981-970x545-620x348.jpg" alt="mad-max-2-1981-970x545" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2833" class="wp-caption-text">Antigo Max: Mel Gibson chegou a ter seu retorno cogitado, porém a ideia foi abortada quando Miller decidiu fazer um reboot da série, que teve a benção do antigo intérprete.</figcaption></figure>
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<p><strong>Recomeço e um novo Max</strong></p>
<p>Do último <em>Mad Max </em>lançado, <em>Mad Max &#8211; Além da Cúpula do Trovão (1985),</em> até <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em>, longa que retoma a série cinematográfica e que será lançado comercialmente nesta quinta-feira (14), foram 30 anos. Em 2003, Mel Gibson chegou a conversar com George Miller sobre a possibilidade dele retornar aos cinemas como Max Rockatansky em um quarto filme da série, mas sua atribulada agenda com as filmagens de <em>A Paixão de Cristo</em> e posteriormente <em>Apocalipto </em>e a dificuldade que o diretor enfrentava para encontrar novas locações fizeram o ator naturalizado na Austrália sair da jogada. Novos nomes foram pensados nesses anos em que Miller desenvolveu projetos de tentativa de revitalização da série, entre eles Heath Ledger (<em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em>), Sam Worthington (<em>Avatar</em>), Jeremy Renner (<em>Os Vingadores</em>) e Eric Bana (<em>Livrai-nos do Mal</em>).</p>
<p>Contudo,  <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>teve em Tom Hardy  o rosto, a voz e o corpo de Max Rockatansky. O ator inglês, em ascensão desde que atuou em filmes como <em>A Origem, </em>o drama <em>Guerreiro </em>e <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas Ressurge</em>, no qual deu vida ao vilão Bane, chegou a consultar o antigo intérprete do personagem em busca de alguma inspiração. Segundo o jovem protagonista, em entrevista a revista <em>Details</em>, Gibson não fez nenhuma recomendação ou aconselhou o novo Max. Após uma longa conversa com o inglês, que nada teve a ver com a franquia, o ator da primeira trilogia <em>Mad Max </em>ligou para o agente de Hardy e disse: &#8220;Vocês encontraram um cara tão louco quanto eu&#8221;. E dessa forma Hardy entende  o personagem principal de <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em>, &#8220;Tudo machuca em <em>Mad Max</em>. Esse tipo de personagem com feridas abertas e não cicatrizadas me excita. São pessoas comuns em circunstâncias extraordinárias, são falhos&#8221;.</p>
<figure id="attachment_2834" aria-describedby="caption-attachment-2834" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2834 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/mad-max-620x339.jpg" alt="FURY ROAD" width="620" height="339" /><figcaption id="caption-attachment-2834" class="wp-caption-text">Filme feminista: Personagem de Charlize Theron na revitalização da franquia é tão importante quanto o icônico Max.</figcaption></figure>
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<p><b>Mad Max feminista</b></p>
<p>Max não carrega o filme todo nas costas desta vez. Para <em>Estrada da Fúria</em>, o cineasta George Miller criou uma protagonista feminina que tem tanta (ou mais) força que o próprio Mad Max do título, a Imperatriz Furiosa, vivida pela vencedora do Oscar Charlize Theron (<em>Branca de Neve e o Caçador</em>). Ao jornal <em>O Estado de S. Paulo</em>, Miller definiu da seguinte maneira a relação de co-protagonismo dos dois personagens no filme: &#8220;Max e Furiosa se estranham, brigam e eventualmente se aliam, mas cada um tem a sua trajetória. <em>Estrada da Fúria </em>pode ser chamado de <em>A Ascensão da Furiosa</em>, aqui eu liberei o meu lado feminista (risos). Mas o mérito é da Charlize que criou uma Furiosa com a dureza que eu imaginava e lhe emprestou sua doçura. Atores e atrizes formam uma raça à parte, com o Mel (Gibson) foi a mesma coisa. Ele deu ao personagem mais do que havia imaginado&#8221;.</p>
<p>A inserção e a importância de uma personagem feminina como Furiosa no universo da ação frenética de <em>Mad Max </em>também foi encarada  de forma positiva pela própria Charlize Theron, que tem aproveitado as entrevistas de divulgação do longa para &#8220;puxar a orelha&#8221; no machismo que ainda impera em Hollywood, sobretudo no circuito das grandes produções. Em entrevista ao <em>The Hollywood Reporter, </em>Theron disse: &#8220;Eu sempre quis explorar esse tipo de gênero um pouco mais, sobretudo porque sempre foi dito que mulheres não gostam de filmes de ação. Além disso, acho que as personagens femininas sempre foram muito deslocadas nesse tipo de produção. Por que veríamos um filme onde elas estão sempre atrás dos protagonistas masculinos? Não queremos ser os rapazes, mas em um mundo pós-apocalíptico, nós encontraríamos nossa forma de sobreviver também!&#8221;.</p>
<figure id="attachment_2835" aria-describedby="caption-attachment-2835" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2835" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/madmax.jpg" alt="madmax" width="622" height="371" /><figcaption id="caption-attachment-2835" class="wp-caption-text">Orçamento inflado: Mad Max &#8211; Estrada da Fúria é o longa de maior orçamento da carreira do diretor George Miller.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Super-produção</strong></p>
<p>O orçamento da nova produção é bem mais inflado do que àquele que George Miller usou para o seu primeiro <em>Mad Max. </em>Enquanto o filme de 1979 usou U$S 300 mil nas filmagens, o longa atual gastou cerca de U$S 150 milhões. Também pudera, o <em>Mad Max </em>de 1979 era uma despretensiosa distopia sobre a vingança e desde o segundo longa, o próprio universo do protagonista foi ampliado, apresentando-nos a muito mais personagens e inserindo-o em sequências de ação cada vez mais perigosas, todas envolvendo veículos. Com a competição dos anos 2000 e um cinema cada vez mais inclinado ao espetáculo, com atrativos como o 3D e novos sistemas de som, <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em> não poderia escapar dos gastos maiores.</p>
<p>No roteiro, Miller contou com o trabalho de Nick Lathouris, que escreveu o primeiro <em>Mad Max. </em>Segundo o realizador, a ideia não é fazer um remake do antigo <em>Mad Max</em>. Assim, Hardy vive o mesmo personagem de Mel Gibson sem que seja o mesmo Max. Ficou confuso? Nas palavras do diretor trata-se de um <em>reboot</em>, uma nova versão do universo que o próprio George Miller criou em 1979. &#8220;Mad Max é uma mitologia em cima de outras mitologias. O sujeito solitário que se torna herói mesmo não querendo, tem raízes na tragédia grega, é Orestes. Quando pensei em retomar a saga pensei que o Max não poderia mais ser o mesmo homem. O que nós queremos é reinventar a série. Enquanto no segundo filme tínhamos uma personagem feminina que era uma guerreira, aqui temos a Furiosa que encara Max de igual para igual&#8221;, disse Miller ao <em>Estadão</em>.</p>
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