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	<title>Arquivos Finn Wolfhard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ghostbusters &#8211; Mais Além</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 16:03:26 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de uma nova produção que recrie ou dê continuidade à queridas e conhecidas histórias é preocupante. A pergunta que vem de imediato é: por quê? Qual o propósito de mexer em algo que já marcou a história do cinema se você pode criar algo novo? E a primeira resposta que vem à mente é: dinheiro. O apelo emocional do público é o fator número um para um filme que revitaliza, reconstrói ou continua uma narrativa anterior. E esse é o caso de <b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> que, depois de quatro adiamentos por conta da pandemia, finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18).</p>
<p>O longa-metragem causou um rebuliço nos fãs da franquia quando foi anunciada a sua produção. Apesar da empolgação, a ideia de um novo Caça-Fantasmas recaiu nesta discussão sobre o valor de sua existência dentro da franquia. <b><i>Ghostbusters: Afterlife</i></b> (título original), no entanto, se mostra um projeto sensível e inteligente. A  produção soube dosar os momentos de servir o público com coisas do passado sem perder de vista o seu valor de construção próprio. Tudo isso entregue ao público com graça, emoção e charme.</p>
<p>Callie (Carrie Coon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>) se muda com seus filhos, Phoebe (Mckenna Grace, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>) e Trevor (Finn Wolfhard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), para a casa de seu recém falecido pai. Com uma relação conturbada entre pai e filha, tanto Callie quanto as crianças não sabiam o que esperar da ida para a pacata cidadezinha até que o passado se fez presente. Aparições de fantasmas trazem à tona os segredos da família, revelando que Phoebe e Trevor são netos de Egon Spengler, o antigo Caça-Fantasmas. Agora os decentes de Egon terão a difícil missão de conter as forças paranormais que estão tentando tomar conta da pequena cidade.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14743" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ghostbusters - Mais Além" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> é uma produção que se mantém por si só por saber respeitar o que veio antes dela. E é evidente que a proximidade das mentes que comandaram o processo são as responsáveis por isso. Dirigido e co-escrito por Jason Reitman (<em>Tully</em>), <b><i>Mais Além</i></b> é um legado passado de pai para filho. Jason é filho do diretor dos dois primeiros filmes, Ivan Reitman. O Reitman pai também é o produtor do projeto, ou seja, estava tudo em família. Como se eles pudessem retomar de onde Ivan parou, em 1989. E é a sensação que dá ao sair da sessão. O espectador sente como se tivesse vivenciado uma história que não é apenas uma continuação direta dos clássicos de ficção científica dos anos 1980, mas uma produção com a mesma energia e qualidade.</p>
<p><b><i>Afterlife</i></b> vem para revitalizar a querida franquia <i>sci-fi</i> e mostrar que é possível se fazer continuações com qualidade e que se sustentam &#8211; como <i>Halloween</i> (2018) também fez há alguns anos. Os detalhes que conectam o filme com seus antecessores é uma força motriz. Evidentemente existe o <i>fan service</i> espalhado pelo longa, mas nada que atrapalhe a recepção. Pelo contrário, as escolhas de serviço não são excessivas e foram colocadas nos momentos perfeitos para gerar nostalgia.</p>
<p>E é por meio dessa construção narrativa regada de memórias afetivas que o público é conduzido numa história com comédia, drama e tensão. A participação dos Caça-Fantasmas originais é um dos momentos mais emocionantes para os fãs, em especial porque Harold Ramis, o ator que interpretou Egon Slenger, faleceu em 2014, aos 69 anos. Talvez daí venha a explicação simbólica do título original do filme (que quer dizer além da vida, em tradução livre). A presença dele com imagens de arquivo dos outros filmes é um abraço quente no espectador. Ramis, além de dar vida a um dos personagens principais, também co-escreveu <em>Os Caça-Fantasmas</em> (1984) e <em>Os Caça-Fantasmas 2</em> (1989) com seu colega de cena Dan Aykroyd, o eterno Ray Stantz.</p>
<p>Tanto o elenco jovem como o adulto conduz o público por cada momento cômico com maestria. A participação de Paul Rudd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa/"><i>Homem Formiga e a Vespa</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><i>Vingadores: Ultimato</i></a>, de 2019), por exemplo, é um show à parte. O ator mostra mais uma vez porque está em Hollywood há tantos anos fazendo o espectador chorar de rir. Além dele, outro destaque do filme é a jovem Mckenna Grace (<a href="http://Annabelle 3: De Volta Para Casa"><i>Annabelle 3: De Volta Para Casa</i></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><i>Maligno</i></a>, de 2021). A atriz esbanja talento e comove o público em sua jornada de autoconhecimento e aceitação. Entre risadas e lágrimas, <b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> é um filme preparado para divertir todas as pessoas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jason Reitman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Grace, Paul Rudd, Bill Murray, Celeste O&#8217;Connor, Dan Aykroyd, Ernie Hudson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ikqtxp8Yd-U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: It &#8211; Capítulo 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 16:07:47 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com <strong><em>It &#8211; Capítulo 2, </em></strong>pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, <em>It &#8211; A Coisa</em>. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse.</p>
<p>Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e seguiram sua vida em outras cidades. Isso permitiu que eles esquecessem a maior parte dos acontecimentos daquele período. Menos Mike (Isaiah Mustafa), que continuou morando no mesmo lugar e lembrando constantemente de tudo que passou.</p>
<p>No primeiro filme, o grupo de crianças funcionava perfeitamente bem. O elenco era muito equilibrado, com ótimas atuações de todos e características peculiares de cada personagem. Nos envolvemos individualmente com eles, o que poderia tornar difícil a tarefa do segundo filme de inserir novos atores para os mesmos personagens.</p>
<p>Um dos pontos altos de <strong><em>It &#8211; Capítulo 2</em></strong> é, definitivamente, o <em>casting</em>. Conseguiram escolher precisamente os atores que eram fisicamente mais parecidos com as crianças e que pudessem transmitir as mesmas sensações, com as características peculiares de cada um. E isso, por si só, já torna o filme bom, já que acertou no ponto principal.</p>
<p>James McAvoy (<em>Fragmentado</em>) e Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>) são nomes mais fortes do elenco e que conseguem vestir bem as personalidades de seus papéis, mesmo que eles acabem tendo um pouco menos de holofote do que poderiam. O destaque fica mesmo por conta de James Ransone (<em>A Rebelião</em>) e Bill Hader (série <em>Barry</em>), que são definitivamente o foco nas cenas em que aparecem. Não apenas a construção de personagem está bem feita, como a história que cruza os dois de maneira sutil e assertiva.</p>
<p>O roteiro acerta ainda em esmiuçar os personagens na individualidade, além do grupo como um todo. Cada um tem seu medo particular, seus traumas e marcas na vida que justifiquem seus comportamentos e decisões. Isso traz mais realidade para a história e fluidez para os atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11208" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontos polêmicos são tratados ao longo da trama, como a homofobia, o suicídio, o <em>bullying</em>, relacionamentos abusivos, etc. Falta um pouco de cuidado em alguns pontos, com excessivas piadas de gordo, uma relativa falta de tato com o suicídio ou o simples ignorar de um casamento abusivo. No entanto, ao tocar nestes assuntos, mesmo que não da melhor forma, as temáticas já propõe um debate necessário e um olhar do espectador para pontos constantemente deixados de lado.</p>
<p>O filme se demora demais em momentos desnecessários, alongando cenas que não têm tanta representatividade. Tudo isso rendeu um longa de quase 2h50, que poderia muito bem ter 30 minutos a menos de duração, sem nenhum prejuízo. Por mais que seja intercalado com cenas de susto e muito nojo, a experiência fica prejudicada e cansativa no meio da história.</p>
<p>Como filme de terror, um ponto muito importante é o susto e o medo que implica no espectador. Neste quesito, um ótimo acerto. Cenas nojentas e repugnantes, sustos em momentos certeiros e o medo que transpassa por toda a narrativa, fazem com que <em><strong>It &#8211; Capítulo 2</strong> </em>cumpra o seu objetivo principal de causar horror. Mesmo assim, ele contem pinceladas de riso e romance que funciona como um respiro necessário na narrativa.</p>
<p>O mote principal do longa é o medo e como ele pode aniquilar sonhos, transformar vidas e destinos. A finalização de filme é outro ponto alto. Eles conseguem fazer de maneira grandiosa e honesta, respeitando toda a trajetória que foi construída até ali e dando o devido desfecho aos personagens.</p>
<p>Com um pouco de excesso de nostalgia, o roteiro mescla os adultos com as crianças, unificando cada dupla e nutrindo um carinho entre as partes. Tanto quanto poderia se esperar. Mesmo que funcione muito bem, o sentimento de que o primeiro filme é melhor fica conosco o tempo todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Muschietti<br />
<strong>Elenco:</strong> Bill Skarsgård, James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, Jay Ryan, Isaiah Mustafa, James Ransone, Andy Bean, Jaeden Martell, Sophia Lillis, Wyatt Oleff, Jack Dylan Grazer, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jeremy Ray Taylor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9hTiR6qD3Ow" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/">Crítica: It &#8211; Capítulo 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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