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	<title>Arquivos Festival de Cinema de Vassouras - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Festival de Cinema de Vassouras - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras: Rosa – A Narradora de Outros Brasis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jul 2023 14:37:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Procurando contar a jornada de uma das maiores carnavalescas do país, a Rosa Magalhães, o documentário Rosa – A Narradora de Outros Brasis é coeso, ainda que dentro de toda uma estética tradicional. Com uma estrutura que mescla entrevistas e imagens de arquivo, o que mais instigante aqui é acompanhar os relatos da protagonista, bem como conhecer todo universo que a cercava. Dentro desta lógica, é possível compreender como funcionava todo o processo de seus desfiles.  Neste sentido de conseguir revelar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Procurando contar a jornada de uma das maiores carnavalescas do país, a Rosa Magalhães, o documentário <strong><em>Rosa – A Narradora de Outros Brasis</em></strong> é coeso, ainda que dentro de toda uma estética tradicional. Com uma estrutura que mescla entrevistas e imagens de arquivo, o que mais instigante aqui é acompanhar os relatos da protagonista, bem como conhecer todo universo que a cercava. Dentro desta lógica, é possível compreender como funcionava todo o processo de seus desfiles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido de conseguir revelar as facetas plurais de sua personagem principal, que também era figurinista, cenógrafa e professora, o longa-metragem é bem sucedido, pois ambienta o seu público, através de depoimentos ricos de informação. Para quem é de fora do sudeste, por exemplo, a dimensão do trabalho de Rosa fica bastante palpável nas falas dos entrevistados e nas próprias filmagens de seu trabalho em tantos carnavais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, é preciso salientar que, pensando na importância que a artista e educadora representa, em termos de criatividade e identidade, as escolhas técnicas e estilísticas frustram o espectador que espera mais de um doc do que as famosas “cabecinhas flutuantes”. Outros recursos de linguagem poderiam ter sido utilizados para deixar a narrativa mais dinâmica e menos cansativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que mantivessem um formato mais comum, elementos da tecnicidade audiovisual conseguiriam fomentar o ritmo do longa. Seja em termos de decupagem, iluminação e mise-en-scène, a equipe parece confiar no potencial da história de Rosa e somente nele, sem convocar ferramentas cinematográficas que aumentassem a capacidade da produção, elevando a qualidade de seu resultado geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em><strong>Rosa – A Narradora de Outros Brasis</strong></em> é uma obra que não traz grandes defeitos, que incomodem ao ponto da conexão com o enredo ser quebrada. Existe um carisma das personagens que aproxima quem assiste de todo aquele contexto que está sendo mostrado. No entanto, uma trajetória tão forte e inventiva como a da Rosa merecia um esforço maior, uma engenhosidade expressiva, algo menos cômodo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Valmir Moratelli, Libário Nogueira</span></p>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras: Horizonte </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 15:10:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há um pensamento desta que vos escreve, que talvez seja brega, porém bastante verdadeiro: Todo dia é dia de recomeçar. A cada despertar, as pessoas ganham uma nova oportunidade de se reinventar, de conhecer novas pessoas, de amar, de lutar, de descansar, de sonhar, de comer e beber, de viver. Horizonte é um longa-metragem que vai fundo nesta lógica, revelando que a idade não é um marcador definitivo para que jornadas possam ser iniciadas. A sociedade, que parece querer pausar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Há um pensamento desta que vos escreve, que talvez seja brega, porém bastante verdadeiro: Todo dia é dia de recomeçar. A cada despertar, as pessoas ganham uma nova oportunidade de se reinventar, de conhecer novas pessoas, de amar, de lutar, de descansar, de sonhar, de comer e beber, de viver. <strong><em>Horizonte</em> </strong>é um longa-metragem que vai fundo nesta lógica, revelando que a idade não é um marcador definitivo para que jornadas possam ser iniciadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sociedade, que parece querer pausar a vida dos idosos, como se eles apenas aguardassem pela morte, é criticada durante a projeção de forma pontual, mas também sensível. Através do protagonista, Rui (Raymundo de Souza), o espectador é imerso em um universo muito particular, que se inicia com uma atmosfera de luto, melancolia e revolta e vai se transformando em esperança e resiliência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saber trabalhar o carisma e a força da personagem principal é o maior ganho do filme. É na conexão afetiva com Rui que o público não se importará tanto com detalhes técnicos, que escapam a equipe aqui e ali, diminuindo um tanto da sua qualidade geral, porém sem quebrar completamente o laço que já é estabelecido com a trama, desde o seu início. Este fator acontece pela decisão da direção em entregar um plano longo, já de cara, no qual a família de Rui é apresentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este começo justifica toda a obra e cada ação de Rui durante o enredo. Com poucas ações e palavras é possível compreender a dinâmica completa do cenário que ele vive, aos 72 anos, após perder o seu irmão. Todavia, os equívocos estão presentes em <strong><em>Horizonte</em> </strong>e eles, infelizmente, precisam ser descritos. Apesar de todo talento do elenco, principalmente de Raymundo, falta organicidade do roteiro na construção dos diálogos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta artificialidade provoca uma sensação de que a todo momento um discurso ou uma palestra está sendo proferida. Esta característica interfere no estabelecimento das relações, porque há mais estranheza do que proximidade, quando as falas se encaminham para os tons não cotidianos, em sequências que pedem realismo quase absoluto. Além disso, ainda que a decupagem pareça segura, existem movimentos de câmera vacilantes, que interferem profundamente na fruição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No balanço, no tremor e no desfoque, quem assiste pode ser retirado da narrativa de quando em quando, pelo desconforto da ausência de estabilidade das imagens. Por fim, a iluminação também convoca a impressão de que a fotografia desliza ao chapar a luz, apresentando poucas nuances de texturas e tonalidades. Não é algo que compromete, mas que deveria ser melhor executado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De toda maneira, <strong><em>Horizonte</em> </strong>vai além dos detalhes de sua tecnicidade e tem relevância na sua história em si. Afetivo e convocando o lugar dos idosos no mundo – algo de extrema relevância e urgência –, esta é uma produção que vale muito mais pelo seu intento do que por seu resultado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rafael Calomeni</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Raymundo de Souza, Ana Rosa, Suely Franco</span></p>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras: Era Uma Noite de São João</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 15:00:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Saudade, meu remédio é cantar”. É com a atmosfera da música de Luiz Gonzaga que o curta-metragem Era uma noite de São João mais emociona e consegue passar todas as sensações da importância dos festejos juninos para a população do Nordeste. Com o foco em evocar toda a melancolia e nostalgia sentida pelas pessoas durante o período da Covid-19, quando as festas do mês de junho foram canceladas, em poucos minutos de projeção, a equipe consegue convocar camadas de sensações. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">“Saudade, meu remédio é cantar”. É com a atmosfera da música de Luiz Gonzaga que o curta-metragem <strong><em>Era uma noite de São João</em></strong> mais emociona e consegue passar todas as sensações da importância dos festejos juninos para a população do Nordeste. Com o foco em evocar toda a melancolia e nostalgia sentida pelas pessoas durante o período da Covid-19, quando as festas do mês de junho foram canceladas, em poucos minutos de projeção, a equipe consegue convocar camadas de sensações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior ganho aqui é justamente a progressão de emoções que são transmitidas durante a sessão. Os elementos são lentamente inseridos, aumentando a cada ato a dimensão da saudade do São João, mas também da união e do afeto que este período do ano transmite. Sem diálogos falados, o espectador é convidado a conhecer as lembranças da vida inteira da protagonista e a sua relação com este evento tão caro para os nordestinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o sentimento individual da personagem principal vai se espalhando e o roteiro universaliza este amor, através dos coadjuvantes, que vão surgindo na tela e ficando marcantes para o público. Isto ocorre porque a obra está atenta aos detalhes, que conectam quem assiste ao filme. Seja nas expressões faciais das personagens, na música selecionada para embalar a exibição ou nas idas e vindas temporais, há uma completude narrativa, que conta muito daquele universo, de forma objetiva, mas também sensível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Bruna Velden converge com esta lógica do gradual, do particular para o global, mesclando em sua decupagem quadros da protagonista com planos gerais, que revelam as outras casas e as praças. Há uma sintonia discursiva e técnica, que combina estes dois momentos, o interno e o externo, algo tão presente durante o tempo pandêmico, quando as pessoas se voltaram para dentro, porém com experiências tão similares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <strong>Era uma noite de São João</strong> é cuidadoso ao investigar vivências humanas, em descrever um momento tão delicado e difícil como a pandemia e ao expor um mundo tão específico para o plural e universal. É uma animação que vale cada minuto, que deixa lágrimas no rosto em seu desfecho e aquece o coração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Bruna Velden</span></p>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras: A Menina e o Mar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 21:36:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inspirado no livro O Menino e o Mar, Gabriel Mellin – também diretor da obra –, ao lado de Lalan Bessoni e Lulu Lima trazem em A Menina e o Mar uma adaptação poética, coberta de simplicidade, mas de doçura e tom de ludicidade. Ao narrar o encontro de uma garota e um garoto na praia, o curta-metragem faz deste breve momento entre os dois uma discussão profunda sobre a vida, a natureza e as emoções humanas, sob a perspectiva [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no livro O Menino e o Mar, Gabriel Mellin – também diretor da obra –, ao lado de Lalan Bessoni e Lulu Lima trazem em <strong><em>A Menina e o Mar</em></strong> uma adaptação poética, coberta de simplicidade, mas de doçura e tom de ludicidade. Ao narrar o encontro de uma garota e um garoto na praia, o curta-metragem faz deste breve momento entre os dois uma discussão profunda sobre a vida, a natureza e as emoções humanas, sob a perspectiva de duas crianças que encaram o mundo de formas bastante distintas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que o roteiro conte com certa ingenuidade, seja por tentar esconder um detalhe um tanto óbvio sobre uma das personagens ou por contar com algumas frases de efeito, o resultado final do curta não é comprometido, principalmente pela organicidade dos dois atores mirins: Yasmin Praddo e Lorenzo Papa jogam verdadeiramente em cena, revelando uma dinâmica difícil de encontrar em intérpretes adultos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há escuta entre eles, o que permite que ambos tenham espaço para trabalhar suas intenções, criando imagens, o que traz fluidez. Este fator fomenta a imersão do espectador, que também consegue se aproximar das personagens pelo trabalho de Mellin ao lado do fotógrafo Dudu Mafra. As temperaturas são quentes, porém existem tons de ciano que evocam algo melancólico, que circunda o filme durante toda projeção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é um dos maiores ganhos da produção, porque a equipe consegue transmitir uma sensação muito peculiar que existe quando se vai à praia. Há a beleza da natureza, a diversão, na maioria das vezes, o dia está ensolarado. Todavia, existe também a imensidão do oceano, as reflexões que somente aquele ambiente pode trazer, por ser um dos poucos espaços que ainda permite que as pessoas possam escapar da realidade e do mundo virtual. Inclusive, esta discussão está presente no curta, na figura do garoto principal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pauta sobre experienciar o presente e se conectar com as relações humanas de maneira completamente entregue e verdadeira é bem válida, mas é nessa crítica que o filme mais se enfraquece. Com planos mais extenso do menino jogando no celular e uma repetição de momentos assim, o curta acaba reiterando demais esta característica dele, o que passa a impressão, novamente, de que existem algumas ingenuidades na construção da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De todo modo, <strong><em>A Menina e o Mar</em></strong> vale pelos momentos emocionantes e divertidos, como na sequência em que as crianças se imaginam mergulhando no mar, vestidos de sereia e pirata. O único pecado aqui é querer mostrar demais o que já salta na tela, porém é na sua singularidade e simpatia, que o público pode sair satisfeito da sessão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Gabriel Mellin</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Yasmin Praddo,  Lorenzo Papa, Bibiana Rozenbaum</span></p>
<p><strong>Assista o trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://player.vimeo.com/video/805689831?h=ba3e79ad44&amp;color=569196" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><a href="https://vimeo.com/805689831">&#8220;A Menina e o Mar&#8221; (trailer oficial)</a> from <a href="https://vimeo.com/riocinemadigital">Rio Cinema Digital</a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras: Chef Jack – O Cozinheiro Aventureiro </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 04:16:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Guilherme Fiúza Zenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma aventura que mescla o universo da competição culinária com toda a ação da disputa ocorrer em uma floresta, Chef Jack – o Cozinheiro Aventureiro é um longa-metragem despretensioso, de narrativa simples, mas que agrada por sua leveza e construção amarrada. Trabalhando a relação de amizade e a resiliência de seu protagonista Jack (Danton Mello), o maior ganho da obra é conseguir equilibrar o tom aventureiro com as dinâmicas dos relacionamentos entre as personagens. Este talvez seja o tipo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-cinema-de-vassouras-chef-jack-o-cozinheiro-aventureiro/">Festival de Cinema de Vassouras: Chef Jack – O Cozinheiro Aventureiro </a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em uma aventura que mescla o universo da competição culinária com toda a ação da disputa ocorrer em uma floresta, <strong><em>Chef Jack – o Cozinheiro Aventureiro</em> </strong>é um longa-metragem despretensioso, de narrativa simples, mas que agrada por sua leveza e construção amarrada. Trabalhando a relação de amizade e a resiliência de seu protagonista Jack (Danton Mello), o maior ganho da obra é conseguir equilibrar o tom aventureiro com as dinâmicas dos relacionamentos entre as personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este talvez seja o tipo mais complexo de crítica cinematográfica para se fazer, porque não existem elementos negativos ao ponto desta animação ser considerada ruim. Ao mesmo tempo, não há nada em termos narrativos, técnicos e discursivos que o coloque em um destaque de uma grande produção. Este é um filme honesto, que consegue prender a atenção do espectador na maior parte da projeção e que conta com figuras carismáticas, ajudando a manter essa conexão do público durante a exibição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, há uma previsibilidade dentro do enredo, que torna a sessão cansativa. Pensando no próprio gênero de Chef Jack, a sua obviedade quebra a atmosfera de suspensão, que seria necessária para que a torcida pelos personagens principais se estabelecesse. Desta maneira, o que conecta quem assiste com a trama é o laço afetivo de Jack com seu ajudante mirim. A dinâmica da dupla encanta, porque a jornada dramatúrgica é desenhada de forma completa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A amizade deles é desenvolvida progressivamente, com viradas dentro da história que vão ampliando os laços entre eles, através de marcas simbólicas, como no momento em que Jack ainda está egoísta e não salva o jovem garoto do exército de castores, mas, depois, o chef confia no menino para fazer toda a receita final sozinho. São nesses detalhes que o encantamento com o que está sendo contado se faz presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é necessário dizer que <strong>Chef Jack – O Cozinheiro Aventureiro</strong> é divertido e uma boa opção para quem tem filhos ou crianças na família, para assistir em um final de semana de tarde. Além disso, olhar para uma animação nacional que tem uma qualidade técnica apurada também traz um orgulho para quem ama o cinema nacional. Não é um conteúdo para se criar grandes expectativas, mas que entretém de alguma forma, não sendo enfadonho na maior parte do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Guilherme Fiúza Zenha</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Danton Mello, Rejane Faria, Guilherme Briggs</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/cncd2EuI95Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras: Capitão Astúcia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 18:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre convocar uma história cheia de aventuras e explorar as relações humanas mais íntimas, que são aquelas vindas dos laços familiares, Capitão Astúcia traz uma espécie de ternura para as telas, que pode conquistar o público desde os primeiros minutos de projeção. Ainda que conte com certa ingenuidade em seu roteiro, com uma linguagem quase pueril, o carisma de algumas personagens e a reflexão geral proposta para o enredo equilibram o resultado geral do longa-metragem. Dirigido por Filipe Gontijo (A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entre convocar uma história cheia de aventuras e explorar as relações humanas mais íntimas, que são aquelas vindas dos laços familiares, <strong><em>Capitão Astúcia</em></strong> traz uma espécie de ternura para as telas, que pode conquistar o público desde os primeiros minutos de projeção. Ainda que conte com certa ingenuidade em seu roteiro, com uma linguagem quase pueril, o carisma de algumas personagens e a reflexão geral proposta para o enredo equilibram o resultado geral do longa-metragem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Filipe Gontijo (<em>A Volta do Candango</em>), a obra convoca uma dinâmica balanceada de velocidades, tomando um tempo para explorar a relação do protagonista Santiago (Paulo Verlings), com seu avô, o <strong><em>Capitão Astúcia</em></strong> (Fernando Teixeira), com planos mais longos e um tanto mais fechados e temperaturas mais pastéis, que criam uma sensação de intimidade, estabelecida progressivamente durante a sessão. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, há um jogo de tempo acelerado, com luzes coloridas, que mesclam tons de azuis e vermelho, e fomentam o tom aventureiro do longa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afinal, este também é um filme de herói! Em uma lógica entre o real e o imaginário, o espectador embarca nas ideias de Astúcia e consegue caminhar junto com Santiago nesta imersão fantasiosa de heróis e vilões. Este é um dos maiores méritos do roteiro de Gontijo com Eduardo Gomes, esta visão tão nítida da personagem principal, que deixa refletida as suas emoções em quem acompanha a sua jornada. </span><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que chama a atenção é a vivacidade das tonalidades impressas no núcleo dos idosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O avô de Santiago mora em uma casa para pessoas da terceira idade, porém há uma vivacidade na coloração dos figurinos, do cenário e dos elementos de cena, que transmitem toda a energia vital que se pode ter em qualquer fase da vida. Este é um elemento que chama a atenção, porque existe toda uma mentalidade da sociedade – bem capitalista e etarista, diga-se de passagem – de que chega um momento no qual os seres humanos viram apenas aqueles que esperam a morte chegar.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16819" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/capita_medo.jpg" alt="Capitão Astúcia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/capita_medo.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/capita_medo-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/capita_medo-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/capita_medo-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E este é o pensamento oposto da produção. Há toda uma caminhada que pode começar a qualquer momento, em qualquer época, inclusive a vivência de um amor. O romance do Astúcia com a Dulcinéia (Nívea Maria) entra nesta esfera de revelar que a todo tempo é possível recomeçar e acreditar em seus ideais, seus desejos e vontades. A personagem da Nívea chega para complementar a dupla (Santiago e Astúcia) e também traz esta força para que Santiago se liberte das suas amarras do passado e da relação complicada que ele tem com seu pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com este trio estabelecido, uma ambientação de diversão é implementada, com uma história à lá Dom Quixote. Neste sentido, a obra deixa nítida esta referência. No entanto, há um incômodo nesta estrutura, porque, por mais que não importe o que está no plano do real ou não para o que está sendo contado, a narrativa apresenta certa indecisão em relação ao universo elaborado pelo <strong><em>Capitão Astúcia</em></strong>. É titubeante e interfere, de certa maneira, na fruição do conteúdo trazido em cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As quebras provocadas pelas idas e vindas de Santiago contando sobre o que vivenciou com o avô também provocam distanciamento durante a projeção. Há uma desconexão, que retira um tanto da imersão que é tão bem construída na maior parte do tempo. </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, a figura do pai de Santiago também acaba por se enfraquecer, seja por não haver espaço dentro de tantas propostas da trama ou pela desistência repentina dele de ser essa figura da opressão e formalidade, a angústia do protagonista soa quase como injustificável, diante do que é, de fato, a sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De todo modo, ainda que carregue consigo algumas questões, que reduzem a sua qualidade, <strong><em>Capitão Astúcia</em></strong> diverte e deixa um sentimento terno ao final de sua exibição.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Felipe Gontijo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paulo Verlings, Fernando Teixeira, Nívea Maria</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ejy-kQyft2g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Festival de Cinema de Vassouras começa nesta sexta-feira, 16</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jun 2023 15:04:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Pitanga]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cinema de Vassouras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 16 e 24 de junho, acontece a segunda edição do Festival de Cinema de Vassouras, no município que dá nome ao evento e fica localizado no Centro-Sul do estado do Rio de Janeiro. Idealizado pelos irmãos Jane e Bruno Saglia, o festival traz sessões de curtas e longas-metragens, além da oferta de atividades, como painéis e palestras.  Serão exibidos, ao total, 53 filmes em seus 8 dias de realização, dividido nas mostras: Curta os curtas, Sessão Animação, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entre os dias 16 e 24 de junho, acontece a segunda edição do <strong><em>Festival de Cinema de Vassouras</em></strong>, no município que dá nome ao evento e fica localizado no Centro-Sul do estado do Rio de Janeiro. Idealizado pelos irmãos Jane e Bruno Saglia, o festival traz sessões de curtas e longas-metragens, além da oferta de atividades, como painéis e palestras.  Serão exibidos, ao total, 53 filmes em seus 8 dias de realização, dividido nas mostras: Curta os curtas, Sessão Animação, Curta o Vale, Sessão Doc e Sessão Nobre. Na noite de abertura, o longa </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de João Paulo Miranda Maria, é atração e começa às 20h. A projeção, que marca oficialmente o início dos trabalhos no Vale do Café, é devido ao fato de que o ator Antônio Pitanga é o homenageado deste ano e receberá o Troféu Paulo José. Já no dia 24, às 19h30, é o momento da cerimônia de premiação. Durante a celebração, os espectadores descobrem qual foram as produções escolhidas por voto do júri técnico e do júri popular. Para maiores informações acesse o site: </span><em><a href="https://festivaldecinemavassouras.com.br/"><span style="font-weight: 400;">https://festivaldecinemavassouras.com.br/</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> ou Instagram <a href="https://www.instagram.com/festivaldecinemadevassouras/"><em>@festivaldecinemadevassouras </em></a></span></p>
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