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	<title>Arquivos Festival Cinepe - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Festival Cinepe - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>28º Cine PE: A Chuva Não Me Viu Passar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 20:53:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se vai escrever uma crítica, é necessário ter respeito com realizadores e toda a sua equipe. São obras feitas por pessoas, que se esforçaram, planejaram algo e conseguiram levar aquela produção para uma sala de cinema, seja em um circuito comercial ou em um festival de audiovisual. Todavia, esse respeito precisa ser mútuo, porque a plateia está entregando seu tempo e sua disposição para ir ao cinema. Neste sentido, falar sobre A Chuva Não Me Viu Passar é um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Quando se vai escrever uma crítica, é necessário ter respeito com realizadores e toda a sua equipe. São obras feitas por pessoas, que se esforçaram, planejaram algo e conseguiram levar aquela produção para uma sala de cinema, seja em um circuito comercial ou em um festival de audiovisual.</p>
<p>Todavia, esse respeito precisa ser mútuo, porque a plateia está entregando seu tempo e sua disposição para ir ao cinema. Neste sentido, falar sobre <em><strong>A Chuva Não Me Viu Passar</strong></em> é um exercício árduo, porque todos os problemas técnicos que se pode apontar em um filme estão ali, dançando na tela, rindo da cara da plateia.</p>
<p>As atuações são tão boas quanto as de um teatro infantil amador &#8211; perdão ao teatro infantil amador, porém vocês sabem do que estou falando. Dona Célia (Berna Sant’Anna) é uma caricatura de uma idosa. Ela performa aquela senhorinha de um espetáculo C de Chapeuzinho Vermelho.</p>
<p>Os coadjuvantes de <em><strong>A Chuva Não Me Viu Passar </strong></em>não ajudam e parecem declamar seus diálogos, apontando para o não orgânico em cada fala. Mas, sendo justa, o roteiro não auxilia o elenco. Com frases expositivas e com uma construção que não ajuda a desmitificar a ideia clichê de velhice &#8211; lentidão, falta de percepção temporal ou vivência atual da vida etc. -, a sessão também não constrói camadas para as personagens ou traz elementos visuais bem realizados.</p>
<p>A decupagem deflagra a falta de compreensão sobre audiovisual. Os enquadramentos não conversam com a narrativa, não fomentam visualmente o que deveria/poderia estar no roteiro. A fotografia entrega uma luz chapada e o resultado final é um curta-metragem que poderia ser um trabalho de conclusão de curso mal feito.</p>
<p>Falta compreender mais sobre envelhecimento e o lugar da mulher neste espaço. Falta ter noção de técnica cinematográfica para elaborar sentido com imagem. Falta cinema, falta discurso. Ainda assim, a sequência final de <em><strong>A Chuva Não Me Viu Passar </strong></em>é um bálsamo dentro desta lógica etarista. Finalmente, o poder é dado para a protagonista. Ainda assim, este é um filme difícil de acompanhar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Leonardo Gatti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Berna Sant’anna, Nanda Hermes, Denise Farber</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Em noite de encerramento, são anunciados os vencedores das Calungas de Prata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 20:47:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já era noite no Teatro do Parque quando a atriz pernambucana Nínive Caldas iniciou a cerimônia de encerramento do 27º Cine PE &#8211; Festival do Audiovisual. Inicialmente, foram entregues as Calungas de Prata de 2022. Com uma questão de falha técnica no ano anterior, a premiação acabou acontecendo apenas de forma on-line, mas a organização do evento trouxe as equipes dos filmes para Recife novamente para receberem seus troféus, em 2023. Em seguida, chegou o momento do anúncio dos vencedores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já era noite no Teatro do Parque quando a atriz pernambucana Nínive Caldas iniciou a cerimônia de encerramento do <strong>27º Cine PE &#8211; Festival do Audiovisual.</strong> Inicialmente, foram entregues as Calungas de Prata de 2022. Com uma questão de falha técnica no ano anterior, a premiação acabou acontecendo apenas de forma on-line, mas a organização do evento trouxe as equipes dos filmes para Recife novamente para receberem seus troféus, em 2023.</p>
<p>Em seguida, chegou o momento do anúncio dos vencedores d0 27º Cine PE. Com três mostras competitivas, a lista de premiados foi extensa e uma plateia animada celebrava quando os nomes eram lidos em cima do palco. Algumas produções apareceram de forma mais expressiva. <em>Entrelinhas</em>, do paranaense Guto Pasko, recebeu 05 prêmios: Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som, Melhor Direção de Arte e Melhor Atriz (Gabriela Freire).</p>
<p>Já <em>Agreste</em>, de Sérgio Roizenblit,  parece ter agradado ao júri oficial, pois venceu em quatro categorias: Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Ator Coadjuvante (Roberto Rezende) e Melhor Atriz Coadjuvante (Luci Pereira).  Nas categorias voltadas para os curtas, os grandes destaques foram <em>Eu Nunca Contei a Ninguém</em>, de Douglas Duan e <em>Quebra Panela</em>, de Rafael Anaroli. A animação de Duan, além de levar 4 Calungas para casa, foi agraciado com o Prêmio Canal Brasil de Curtas. A ficção de Anaroli, também obteve 04 Calungas.</p>
<p>Após todos os anúncios e discursos, Nínive encerrou a edição de 2023 chamando todos os ganhadores para uma foto coletiva, como uma forma de guardar a recordação daquele momento. A lista completa de produções agraciadas na festa do sábado está logo abaixo. Confira!</p>
<h4><strong>Lista Completa de Prêmios</strong></h4>
<p><strong>Prêmio da crítica (Abraccine)</strong> &#8211;  Longa-meragem: <em>Frevo Michiles</em>, de Helder Lopes. Curta-metragem: <em>Moventes</em>, de Jefferson Cabral.</p>
<p><strong>Prêmio Canal Brasil de Curtas</strong> &#8211; Eu Nunca Contei a Ninguém, de Douglas Duan</p>
<p><strong>Prêmio do Júri Popular</strong> &#8211;  Curta-metragem pernambucano:<em> Invasão ou Contatos Imediatos do Terceiro Mundo</em>; curta-metragem nacional: <em>Essa Terra É Meu Quilombo</em>, de Rayane Penha. Longa-metragem <em>Agreste</em>, de Sérgio Roizenblit.</p>
<p>Júri Oficial</p>
<h4 style="font-weight: 400;"><em><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS</strong></em></h4>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FILME</strong> &#8211; “Quebra Panela”, de Rafael Anaroli;</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR</strong> &#8211; Rafael Anaroli, por “Quebra Panela”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ROTEIRO</strong> &#8211; Virgínia Guimarães, por “Filhos Ausentes”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong> &#8211; Breno César, por “Coração da Mata”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR MONTAGEM</strong> &#8211; Priscilla Maria, Victória Drahomiro e André Hora, por “Coração da Mata”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR EDIÇÃO DE SOM</strong> &#8211; Matheus Mota e Jeff Mandú, por “Depois do Sonho”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIREÇÃO DE ARTE</strong> &#8211; Lia Letícia, por “Quebra Panela”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR TRILHA SONORA</strong> &#8211; Antônio Nogueira, por “Depois do Sonho”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR &#8211;</strong> Paulo César Freire, por “Invasão ou Contatos Imediatos do Terceiro Mundo”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ</strong> &#8211; Geraldine Maranhão, por “Alto do Céu”</p>
<h4 style="font-weight: 400;"><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS</strong></h4>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FILME</strong> &#8211; “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE), de Douglas Duan</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR</strong> &#8211; Douglas Duan, por “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ROTEIRO</strong> &#8211; Paola Veiga, Roberta Rangel e Emanuel Lavor, por “Instante” (DF)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong> &#8211; Lucas Loureiro, por “Fossilização” (RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR MONTAGEM</strong> &#8211; Arthur B. Senra, por “Virtual Genesis” (DF)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR EDIÇÃO DE SOM</strong> &#8211; João Milet Meirelles, por “Quintal” (BA)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIREÇÃO DE ARTE</strong> &#8211; Douglas Duan, por “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR TRILHA SONORA</strong> &#8211; Douglas Duan, por “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR</strong> &#8211; Edmilson Filho, por “Única Saída” (RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ</strong> &#8211; Ju Colombo, por “Fossilização” (RJ)</p>
<h4 style="font-weight: 400;"><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS</strong></h4>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FILME</strong> &#8211; “Porto Príncipe”, de Maria Emília de Azevedo (SC/RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR</strong> &#8211; Guto Pasko, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ROTEIRO</strong> &#8211; Newton Moreno e Marcus Aurelius Pimenta, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong> &#8211; Humberto Bassanello, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR MONTAGEM</strong> &#8211; Lucas Cesario Pereira, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR EDIÇÃO DE SOM</strong> &#8211; Kiko Ferraz, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR TRILHA SONORA</strong> &#8211; Jota Michiles, por “Frevo Michiles” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR DE ARTE</strong> &#8211; Isabelle Bittencourt, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR COADJUVANTE</strong> &#8211; Roberto Rezende, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ COADJUVANTE</strong> &#8211; Luci Pereira, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR</strong> &#8211; Diderot Senat, por “Porto Príncipe” (SC/RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ</strong> &#8211; Gabriela Freire, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p><b>MENÇÃO HONROSA &#8211; </b>Ijó Dudu, Memórias da Dança Negra na Bahia” (BA), de José Carlos Arandiba,</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Eu Nunca Contei a Ninguém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 19:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com uma equipe super enxuta, formada pelo quarteto Douglas Duan, Kadydja Erlen, Apollo Angelo e Gabriela Melo, a animação Eu Nunca Contei a Ninguém surpreende por sua qualidade técnica, mesclada ao tom sensível que emociona. Narrando a experiência de Luca (Apollo) e seu primeiro contato com uma morte na família, o curta-metragem consegue convocar um equilíbrio único entre realismo, metáforas e o lúdico. Estes elementos todos se dão pela junção do universo do stop-motion &#8211; que foi todo feito com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma equipe super enxuta, formada pelo quarteto Douglas Duan, Kadydja Erlen, Apollo Angelo e Gabriela Melo, a animação <strong><em>Eu Nunca Contei a Ninguém</em></strong> surpreende por sua qualidade técnica, mesclada ao tom sensível que emociona. Narrando a experiência de Luca (Apollo) e seu primeiro contato com uma morte na família, o curta-metragem consegue convocar um equilíbrio único entre realismo, metáforas e o lúdico.</p>
<p>Estes elementos todos se dão pela junção do universo do stop-motion &#8211; que foi todo feito com algodã0 -, que cria este mundo fantástico e imaginativo da criança, mas com interpretações na dublagem que carregam as tonalidades do realismo. Desta maneira, cria-se aqui uma atmosfera rica em sentido e enquanto o público investiga cada detalhe mostrado na tela, ele também passa a se emocionar com os pensamentos de Luca e sua visão sobre os adultos.</p>
<p>Este é o maior ganho do curta, o olhar cuidadoso e detalhista para cada elemento que está sendo posto em cena. A começar pelo roteiro, que convoca diálogos fluidos, sem exposição óbvia das circunstâncias, porém sem tentar esconder o que está acontecendo. Em poucas falas verbais, a plateia entende o protagonista e as pessoas que lhe cercam estão passando.</p>
<p>Há um tom adulto, que vem da escrita de Duan, mas com uma sensibilidade infantil &#8211; no melhor significado da palavra! -, carregando consigo uma espécie de pureza da infância. Este sentimento tão bonito, que se esvai com a dureza da vida adulta, continua com Douglas Duan de alguma forma.</p>
<p>Isto porque o artista capta esta imensidão, presente dentro da percepção que as crianças têm da vida, com propriedade, como na sequência na qual Luca está no carro e reflete sobre como os mais velhos mentem constantemente.</p>
<p>Outro fator tratado com zelo é a direção de arte e de fotografia, realizadas por Duan. Cenografia e figurinos estão em coesão com a iluminação, que trafegam pelas sensações da personagem principal, que vai da dúvida, passando pela empolgação, melancolia e mudança de estado (de tristeza para proteção).</p>
<p>O vermelho e seus tons próximos se fazem presentes durante toda projeção. Esta cor, que permeia a tela e toda mise-en-scène, mostra como esta é uma obra afetiva, que tem calor humano, saltando do ecrã. É uma produção sobre amor incondicional e cumplicidade. O rubro constante vem então fomentar esta emoção, que encontra com o azul claro persistente.</p>
<p>O azulado suave convoca o desalento da perda, juntamente com a serenidade de saber que somos eternos enquanto houver sentimento verdadeiro e possibilidade de reencontro. São notáveis também as atuações do elenco, formado por Douglas, Kadydja e Apollo, com destaque para o último citado, pois ele é um garoto de cinco anos, que demonstra em sua interpretação uma compreensão profunda sobre seu texto.</p>
<p>O artista mirim apresenta carisma, porém ele vai além disso. Apollo reúne a ingenuidade, que vem da sua própria fase de vida, com a firmeza de quem já tem certeza de tudo em tão tenra idade. Douglas e Kadydja ajudam nesta construção, mantendo a impressão de que desejam proteger e fortalecer os laços com este menino, que eles sabem que passa por um momento difícil.</p>
<p>São nas pausas e oscilações das vozes dos atores, que interpretam os adultos nesta trama, que a seriedade do que está ocorrendo é compreensível. Esta noção é colaborada pela montagem. O olhar do público é direcionado pelos cortes, que ampliam as definições do que está ocorrendo. Além disso, há um pequeno espaço criado entre um momento e outro, que pode ser ínfimo, mas que aumenta a criação narrativa, na cabeça de quem de assiste.</p>
<p>É como se existisse uma elaboração conjunta, na qual nem tudo é estampado no ecrã, porém é digerido e imaginado durante a sessão. E é por isso que <em><strong>Eu Nunca Contei a Ninguém</strong></em> contém maestria, entregando cinema de qualidade e arrancando algumas lágrimas dos mais sensíveis.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Douglas Duan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Apollo Angelo, Kadydja Erlen, Douglas Duan</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Coração da Mata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 16:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Maracatu é um movimento cultural de Pernambuco, que surge no período de escravização e que se mantém firme na tradição pernambucana ainda na contemporaneidade. Apesar de tanto tempo de história, este permanece sendo um local ocupado quase que majoritariamente por homens. O que mudou um pouco desta realidade foi um grupo de mulheres que, desde 2004, se juntaram para fazer um grupo de Maracatu rural 100% feminino. É sobre quatro integrantes desta equipe artística que o documentário Coração da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Maracatu é um movimento cultural de Pernambuco, que surge no período de escravização e que se mantém firme na tradição pernambucana ainda na contemporaneidade. Apesar de tanto tempo de história, este permanece sendo um local ocupado quase que majoritariamente por homens. O que mudou um pouco desta realidade foi um grupo de mulheres que, desde 2004, se juntaram para fazer um grupo de Maracatu rural 100% feminino. É sobre quatro integrantes desta equipe artística que o documentário <strong><em>Coração da Mata</em></strong> se debruça.</p>
<p>Todavia, o grande ganho aqui é que a diretora, roteirista e produtora Camila Martins &#8211; que assina a escrita e a produção ao lado de Daniel Edmundson &#8211; vai além da questão cultural, que já é em si riquíssima. Camila abre espaço para a discussão de gênero, dando visibilidade para a história e as vivências de Tina, Sônia e Luiza, que são personagens cheias de pluralidades, mas que se unem através do amor pelo carnaval. A mescla de imagens do cotidiano delas, com as performances do Maracatu elevam a potencialidade da narrativa.</p>
<p>Há uma estratégia de aproximar os espectador contando detalhes íntimos sobre aquelas figuras, com menções sobre suas jornadas, desafios, sofrimentos e reflexões sobre a sociedade, fazendo com que o distanciamento com a plateia se reduza progressivamente. Ao mesmo tempo,  a qualidade técnica e o talento delas e suas companheiras de arte é acompanhado, através de sequências com as danças, movimentos e cortejo dos festejos carnavalescos. Neste sentido, existe um elemento que chama a atenção na direção de Martins.</p>
<p>A cineasta consegue provocar emoção e &#8220;manipula&#8221; este sentimento em quem assiste sob um olhar muito mais aberto e amplificado. Camila Martins parece evitar os closes, por exemplo, revelando na tela o espaço onde estas mulheres vivem, transitam, costuram, cozinham, dançam e celebram a vida. O contexto geral é o mais essencial neste cenário, para que esta conexão com as personagens se firmem e não abandonem mais o público. Dentro deste universo, a equipe do documentário conta também com o carisma e a disponibilidade das personagens.</p>
<p>Elas se expõem e marcam a presença delas com falas conscientes, como no discurso sobre os homens não deixarem elas terem o protagonismo, colocando-as apenas para costurar e cozinhar. As tarefas são dignas, obviamente, mas é notável a angustia deste grupo em querer a chance da escolha, pois elas repetem diversas vezes &#8220;lugar de mulher é onde ela quiser&#8221;. Assim, seja em suas profissões, casas ou hobbies, a mensagem deste grupo de Nazaré da Mata é simples: elas existem, resistem e vão ocupar os espaços que desejarem, não importando os olhares masculinos de opressão.</p>
<p>Por conseguir retratar tão profundamente os sentimentos e lutas de um mundo corroído por tensionamentos diários das integrantes femininas de um movimento cultural tão importante para os pernambucanos, sem perder a poesia e a beleza imagética do Maracatu, que <strong><em>Coração da Mata</em></strong> se torna um belo trabalho, que emociona, cativa e faz o coração disparar, aquecido pela presença destas personagens tão intensas e pelas cenas cheias de figurinos bonitos e expressões artísticas bem performadas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Camila Martins</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Procuro Teu Auxílio Para Enterrar Um Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 15:36:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[27º Cinepe]]></category>
		<category><![CDATA[Anderson Bardot]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Este país é uma miragem&#8221;, diz Anderson Bardot no roteiro de seu novo curta-metragem, Procuro Teu Auxílio Para Enterrar Um Homem. Entre batidas de percussão, penumbra e uma imagem em p&#38;b durante quase toda a projeção, o filme soa como um manifesto. A cor, por exemplo, somente aparece na libertação das suas personagens. Assim, esta ausência do colorido vem para retratar a opressão de uma sociedade transfóbica e excludente. Na sinopse, Bardot, que também dirige e monta a produção, informa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Este país é uma miragem&#8221;, diz Anderson Bardot no roteiro de seu novo curta-metragem, <strong><em>Procuro Teu Auxílio Para Enterrar Um Homem</em></strong>. Entre batidas de percussão, penumbra e uma imagem em p&amp;b durante quase toda a projeção, o filme soa como um manifesto. A cor, por exemplo, somente aparece na libertação das suas personagens. Assim, esta ausência do colorido vem para retratar a opressão de uma sociedade transfóbica e excludente. Na sinopse, Bardot, que também dirige e monta a produção, informa que a obra se passa no Brasil de 1870.</p>
<p>Todavia, esta história é atemporal e quanto mais ela se mostra universal e sem demarcação de tempo, mais ela funciona na tela. Primeiramente, existe uma ausência de retratação fiel na cenografia e no figurino, que trazem um pouco de incômodo para o espectador. No entanto, é preciso ressaltar que esta falha do curta somente ficará mais intensa, podendo interferir na fruição, se a plateia tiver a consciência do período que Bardot quis mostrar. Do contrário, a narrativa cresce e tem a capacidade de causar um impacto maior no público.</p>
<p>Isto porque as dinâmicas sonoras e visuais trabalham para imprimir as sensações daquelas figuras ficcionais em quem acompanha aquela trama. Na decupagem há menos movimento de câmera e o foco fica com a mise-en-scène. Os movimentos do elenco e as proximidades dos mesmos entre si, fazem com que a suspensão se eleve. A atmosfera criada por Anderson Bardot é de mistério, de mundo das bruxas, do qual Gita faz parte e se coloca através dele para ter força para quebrar com um destino que parece ser inevitável.</p>
<p>O poder de Gita sobre seu futuro é reforçado progressivamente e reafirmado pela estratégia de retirar o preto e branco, colocando as cores nas sequências finais. É bonito de acompanhar a jornada deste heroína e de suas companheiras &#8220;bruxas&#8221; que, em uma espécie de ritual, vão quebrando a maldição do patriarcado repressor. Ainda que o curta seja um tanto pretensioso, pois se vale de complexidades demasiadas &#8211; técnica e discursos não tão deglutíveis, talvez? -, esta suposta prepotência se desfaz na qualidade do conteúdo em si, revelando como Bardot utiliza direção e montagem à serviço de seu roteiro.</p>
<p>A tecnicidade apurada não está ali somente para floreios, mas para fomentar as emoções discursivas e dos sentimentos das personagens. Desta forma, <em><strong>Procuro Teu Auxílio Para Enterrar Um Homem</strong> </em>é visualmente impactante e constrói reflexões plurais. Mesmo sem o zelo de pesquisa maior da equipe de arte, o fato de ser no Brasil Imperial não importa tanto para o contexto convocado. Por isso, é no sensorial e visual que Bardot ganha qualidade para seu trabalho e faz com que a plateia, do início ao final da sessão, se conecte com aquele universo ficcional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anderson Bardot</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Erik Martincues, Guaja, Higor Campagnaro, Thelma Lopes</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Ainda Somos os Mesmos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Sep 2023 22:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda somos os mesmos]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Cinepe 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Celulari]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Cinepe]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Nascimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Procurando contar uma história tensa, de um período difícil para o Brasil e toda a América Latina, Ainda Somos os Mesmos parece ser bem intencionado, mas falha ao não conseguir entregar a obra que a própria trama original merecia. Baseando-se nos 42 dias que João Carlos Bona Garcia passou na embaixada da Argentina no Chile, durante a ditadura de Pinochet, é possível perceber que há uma tentativa forte de emocionar e atingir a mente plateia com um discurso político potente. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Procurando contar uma história tensa, de um período difícil para o Brasil e toda a América Latina, <strong><em>Ainda Somos os Mesmos</em></strong> parece ser bem intencionado, mas falha ao não conseguir entregar a obra que a própria trama original merecia. Baseando-se nos 42 dias que João Carlos Bona Garcia passou na embaixada da Argentina no Chile, durante a ditadura de Pinochet, é possível perceber que há uma tentativa forte de emocionar e atingir a mente plateia com um discurso político potente.</p>
<p>A vontade de impactar o público, para lembrar a todes que a democracia não é algo dado como eterno e invencível, mas algo que pode ser perdido a qualquer momento, existe uma criação sombria e melancólica criada dentro da narrativa. No entanto, a técnica falha ao não saber como criar, verdadeiramente, tensão em uma obra.</p>
<p>A começar pela ideia de ritmo. Esta que vos escreve é insistente em explicar em críticas diversas a falsa ideia que perambula a mente da sociedade de que ritmo é velocidade acelerada. Ora, ritmo nada mais é do que equilíbrio, não apenas de velocidade, como de tom da cena — recomendo a leitura do livro <em>Ritmo e dinâmica no espetáculo teatral,</em> de Jacyan Castilho.</p>
<p>Assim, o longa-metragem, de Paulo Nascimento, tem em seu maior pecado a ausência de respiros e de dosagem desta tonalidade. Se o tempo inteiro alguém grifa uma emoção, esta emoção se esvai porque é como se a mesma não estivesse grifada. Neste sentido, a música é um dos elementos que mais contribui para esta ausência de ritmo.</p>
<p>A mesma sonoridade é repetida desde o início da projeção e está sempre presente, em qualquer ação das personagens, diluindo o impacto do que é colocado na tela. Além disso, a equipe de arte, juntamente com o diretor de fotografia, falhou na criação da unidade visual. Ainda que seja possível perceber que há um desejo em mostrar este Chile abalado e esta embaixada soturna, existem dissonâncias no que eles mesmos criaram.</p>
<p>Um exemplo é uma sequência que o ator Edson Celulari está em um quarto com uma paleta de verde que foge completamente dos outros tons que aparecem na exibição inteira. Para piorar a situação da equipe, é perceptível a troca de luz na mudança ou transição de alguns planos. Existem três possibilidades aqui: erro de continuidade na hora da captação da imagem, problema na sala de edição quando foram fazer a correção de cor ou ambos.</p>
<p>E não é apenas a temperatura que muda de quando em quando na mesma cena que incomoda. A montagem é também um dos pontos mais frágeis do filme. O raccord é totalmente ignorado e esquecido no churrasco e não é nem propositalmente. Falta fluidez na condução da passagem de cena. Mesmo que exista elipse temporal, é preciso lembrar que os cortes descontínuos podem contar com uma estrutura amarrada.</p>
<p>Por fim, dentro das questões negativas, há o fato de que as atuações não são das melhores. Há um exagero na construção dos papéis, que não são estudados e tridimensionais, mas representações que habitam o imaginário do senso comum. Todavia, o elenco não está ruim, em um sentido geral. Alguns momentos, como na cena de um parto que o protagonista faz, os intérpretes demonstram talento e entrega.</p>
<p>A grande questão de <strong><em>Ainda Somos os Mesmos</em></strong> é que falta algo para uma boa condução técnica. Nascimento é um cineasta experiente, porém seu novo projeto é verde, ingênuo e fraco. No entanto, é necessário salientar dois pontos. Apesar de seus defeitos operacionais, esta é uma obra que dialoga com um consumidor geral, por possuir momentos que podem emocionar e enganchar a atenção da plateia.</p>
<p>O que nos leva ao segundo ponto! Ao observar a história do mundo, mas principalmente no Brasil, que é de onde este longa sai, a certeza da permanência da democracia nunca existiu e deixar registrado no cinema um momento difícil e criminoso que foi a Ditadura militar no Brasil, mas também no Chile, faz com que seja relevante assistir a sessão. Não é um bom filme, porém o acontecimento em si que é ali narrado é absurdamente importante de ser visto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paulo Nascimento</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lucas Zaffari, Edson Celulari, Carol Castro</p>
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		<title>27ª edição do Festival Cine Pe acontece em setembro</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/27a-edicao-do-festival-cine-pe-acontece-em-setembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 14:41:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinepe]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Cinepe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 04 a 09 de setembro, Recife abriga, mais uma vez, o Cine PE – Festival do Audiovisual. Em seu vigésimo sétimo ano, as sessões acontecem no Teatro do Parque, na Boa Vista. De acordo com informações oficiais da equipe do evento, neste ano, foram recebidas 752 inscrições e os resultados serão divulgados em breve. Com a exibição de curtas e longas-metragens, o Cine PE conta com sessões voltadas para a Competitiva Pernambucana e a Competitiva Nacional. Para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entre os dias 04 a 09 de setembro, Recife abriga, mais uma vez, o <em><strong>Cine PE – Festival do Audiovisual</strong></em>. Em seu vigésimo sétimo ano, as sessões acontecem no Teatro do Parque, na Boa Vista. De acordo com informações oficiais da equipe do evento, neste ano, foram recebidas 752 inscrições e os resultados serão divulgados em breve. Com a exibição de curtas e longas-metragens, o Cine PE conta com sessões voltadas para a Competitiva Pernambucana e a Competitiva Nacional. Para maiores informações sobre o projeto e tudo que ocorre nele em 2023, acesse: <a href="https://festivalcinepe.com.br" target="_blank" rel="noopener"><em>https://festivalcinepe.com.br</em></a>. </span></p>
<p>Nesta sexta-feira, 28, foi divulgada a lista das obras que serão exibidas nesta edição, em suas diferentes mostras, sendo elas:</p>
<h5><strong>CURTAS PERNAMBUCANOS</strong></h5>
<p>Alto do Céu, de Leo Tabosa</p>
<p>Coração da Mata, de Camila Martins</p>
<p>Depois do Sonho, de Ayodê França</p>
<p>Filhos Ausentes, de Jansen Barros e Virgínia Guimarães</p>
<p>Invasão ou Contatos Imediatos do Terceiro Mundo, de Hugo Barros Aquino e Maria Eduarda Soares Gazal</p>
<p>Mestra Juditaenga, de Daniel Edmundson e Tuca Siqueira</p>
<p>Quebra Panela, de Rafael Anaroli</p>
<h5><strong>CURTAS NACIONAIS</strong></h5>
<p>Cadim (SP), de Luiza Pugliesi Villaça</p>
<p>Céu (PB), de Valtyennya Pires</p>
<p>Eles não são estrangeiros (SC), de Pedro Bughay</p>
<p>Essa terra é meu quilombo (AP), de Rayane Penha</p>
<p>Eu Nunca Contei a Ninguém (PE), de Douglas Duan</p>
<p>Fossilização (RJ), de João Folharini</p>
<p>Instante (DF), de Paola Veiga</p>
<p>Moventes (RN), de Jefferson Cabral</p>
<p>Procuro teu auxilio para enterrar um homem (ES), de Anderson Bardot</p>
<p>Quintal (BA), de Mariana Netto</p>
<p>Solidariedade (SP), de Fernanda Pessoa</p>
<p>Única Saída (RJ), de Sérgio Malheiros</p>
<p>Virtual Genesis (DF), de Arthur B. Senra</p>
<h5><strong>LONGAS</strong></h5>
<p>Agreste (SP), de Sergio Roizenblit</p>
<p>Chumbo (MT), de Severino Neto</p>
<p>Entrelinhas (PR), de Guto Pasko</p>
<p>Frevo Michiles (PE), de Helder Lopes</p>
<p>Ijó Dudu, Memórias da Dança Negra na Bahia (BA), de Jos arlos Arandiba “Zebrinha”</p>
<p>Porto Príncipe (RJ), de Maria Emília de Azevedo</p>
<h5><strong>SESSÃO MATINÊ</strong></h5>
<p>Apocalypses Repentinos (CE), de Pedrokas</p>
<p>Bizarros Áudios (CE), de Diego Akel</p>
<p>Contraplano (BA), de Débora Bukanowsky</p>
<p>Geração Cinemateca (PR), de Miriam Karam</p>
<p>Papel de Parede (PE), de Duda Cavalcanti</p>
<p>Quem me quer? (PE), de Tiago Pinheiro</p>
<p>A última vez que saímos do armário (MG), de Bruno Tadeu</p>
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