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	<title>Arquivos Felicity Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Felicity Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Sonhos de trem (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 14:52:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos maiores desafios da contemporaneidade é encontrar um material tão refinado quanto Sonhos de trem, principalmente quando falamos de Estados Unidos e Netflix em uma mesma frase. Com uma história pouco previsível, que toma tempo para desenvolver seu protagonista, Robert Grainier (Joel Edgerton), o longa-metragem de Clint Bentley (Jockey) é praticamente irretocável. Há um cuidado com a progressão dramática e com os sutis avanços temporais, que tornam a sessão instigante e tocante. Cada personagem apresentada durante a sessão ganha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores desafios da contemporaneidade é encontrar um material tão refinado quanto <em>Sonhos de trem</em>, principalmente quando falamos de Estados Unidos e Netflix em uma mesma frase. Com uma história pouco previsível, que toma tempo para desenvolver seu protagonista, Robert Grainier (Joel Edgerton), o longa-metragem de Clint Bentley (<em>Jockey</em>) é praticamente irretocável. Há um cuidado com a progressão dramática e com os sutis avanços temporais, que tornam a sessão instigante e tocante.</p>
<p>Cada personagem apresentada durante a sessão ganha algum nível de profundidade e a relação delas é explorada em múltiplas camadas em relação à Robert. A jornada de Grainier é premiada com um desenho de som sensível, que insere ruídos no silêncio da floresta e da casa que este homem passa tanto tempo esperando. O verde forte que transborda a tela, reflete a sua esperança em reencontrar seus amores perdidos e a clausura de seu ofício. Uma esperança sustentada em grande parte da projeção, mas não como um jogo cruel para enganar a plateia, porém como um mergulho imersivo na perspectiva de sua figura central. Há neste trabalho uma mescla complexa de significados plurais em uma mesma sequência.</p>
<p>Os longos quadros abertos em contraponto com os um pouco mais fechados e ligeiros, também ditam o tom da obra. Quando ele não está com um amigo querido ou (mais ainda) sua família, as temperaturas caem. Gladys (Felicity Jones), sua esposa, está sempre colorida, cheia de vida. A luz que invade sua quieta personalidade vem dela e sua filha pequena. Mas, ao mesmo tempo, o tom quente é do que destrói toda a sua felicidade. É curioso observar como o momento do incêndio é o que ganha mais tonalidades cálidas, mesmo que a frieza somente perpasse (tirando este momento) as tristezas de Robert.</p>
<p>Novamente, tons , texturas e frames que ganhando sentidos vários e, por isso, provocam sensações plurais. Neste sentido, a fotografia de Adolpho Veloso (<em>Rodantes</em>) também brilha ao lado da direção geral de Bentley em termos de angulação e posicionamento do elenco no ecrã. Os plongées e contras-plongées e a lateralização dos rostos na tela revelam o que oprime, alivia e engradece o protagonista. Robert coloca sua família de lado para poder apoiá-la. É uma dicotomia enlouquecedora para esta figura central tão pacífica e resiliente. A vida dele é vista como pequena por seus empregadores, que sequer aparecem pessoalmente em sua jornada, porém que marcam seu destino.</p>
<p>A maneira como Grainier se engrandece ao lado da mulher e em sua propriedade escancara o que é importante para ele e o que é inevitável e sufocante em sua trajetória, também elevam a qualidade da trama. Desta forma, <em>Sonhos de trem</em> é uma produção que consegue ser cinema em sua completude, porque transmite em imagens fatos políticos profundos e tempos históricos que geram consequências graves para o presente da sociedade, através de imagens repletas de apuro estético e conhecimento de técnica cinematográfica. O longa é completamente sutil em seus diálogos e até no que escolhe para expor visualmente.</p>
<p>Quando deseja revelar algo, existem diálogos e contemplações que fazem com que a informação chegue como um rio, que traz o debate com fluidez. Ainda assim, não há uma romantização das vivências de Robert. Pelo contrário, existe uma crueza da realidade dos operários, que foram mãos-de-obra básica para o crescimento econômico dos Estados Unidos por um bom tempo, mas que eliminaram árvores e deixaram um pedaço de si naquelas terras que passaram tanto tempo trabalhando, colocadas em cena. É uma dureza com poesia, que toca os corações, mas com as farpas da verdade dos fatos sobre a natureza humana.</p>
<p>O jeito de contar tanto em uma única história, que é completamente focada em &#8220;apenas&#8221; um homem ficcional &#8211; baseado no livro homônimo de Denis Johnson -, mas que abarca toda uma época, um imaginário sobre lenhadores e o sofrimento dos oprimidos é que faz a diferença aqui. Há um toque até mesmo de genialidade neste filme, que não usa a morte de personagens importantes como um mero artifício, mas como um amadurecimento para Robert e uma oportunidade de debater não apenas as injustiças sociais, como também da própria vida. Para fazer tudo isso, a equipe se apresenta coesa, com um elenco sensível e conectado à atmosfera da narrativa.</p>
<p>Neste encaixe ideal, o único problema em termos de trama é o momento entre o desaparecimento de Gladys e sua filha e o restabelecimento do cotidiano de Robert. Em alguns momentos, parece que o roteiro não era certo sobre o destino da personagem central do enredo. Há uma titubeada que soa como uma estratégia para confundir o público. Será que elas foram embora ou algo aconteceu com elas? A dúvida não é ruim, é a catalisadora de boa parte da projeção, porém o tempo que ela dura é estranho e um tanto apelativo. Ainda assim, e</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clint Bentley</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Joel Edgerton, Clifton Collins Jr., Felicity Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Sonhos de Trem 2025 Teaser Oficial Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/e7p9mreTgZQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Um. Natal. Surreal. (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 11:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma comédia de Natal não precisa de muita coisa. Este tipo de produção é feita para rir e relaxar durante os festejos natalinos. O que se espera, tão somente, são personagens carismáticas e alguma profundidade de personagem. Estes elementos são cruciais para a conexão do produto midiático com a plateia. E é justamente nesse quesito básico que Um. Natal. Surreal. falha. Falta aqui trabalhar as personagens e a própria narrativa. O enredo acaba por ser uma junção de ações atrapalhadas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma comédia de Natal não precisa de muita coisa. Este tipo de produção é feita para rir e relaxar durante os festejos natalinos. O que se espera, tão somente, são personagens carismáticas e alguma profundidade de personagem.</p>
<p>Estes elementos são cruciais para a conexão do produto midiático com a plateia. E é justamente nesse quesito básico que <i>Um. Natal. Surreal</i>. falha. Falta aqui trabalhar as personagens e a própria narrativa.</p>
<p>O enredo acaba por ser uma junção de ações atrapalhadas, sem remendo e camadas. Um exemplo é o conflito entre Claire (Pffeifer) e Channing (Jones). O confronto mãe e filha é um clássico.</p>
<p>No entanto, não existe aqui uma questão de fato entre as duas que justifique o destaque que a tensão ganha na narrativa. Até mesmo o gatilho para a reviravolta da trama parece um exagero.</p>
<p>A família esquece de levar Claire ao show que toda família foi junya. Mas, ela está em casa e de carro. Por que ela não iria ao show? Ok, ok, existe o lado sentimental de tudo isso. Claire comprou os ingressos e foi deixada para trás.</p>
<p>Todavia, seria necessário um estabelecimento de suspensão maior entre os parentes e um conhecimento mais intenso sobre a própria figura central da história para que esse esquecimento fosse motivador do plot twist.</p>
<p>Quem é Claire? Qual seu passado e suas emoções? A produção defende que é necessário que se existam mais filmes natalinos sobre mães.</p>
<p>Contudo, do que adianta realizar um longa com esse foco com um roteiro raso, que não revela as características de sua protagonista?</p>
<p>Desta maneira, <i>Um. Natal. Surreal.</i> deseja trazer para tela uma história que discuta o espaço das mães nas famílias e faça uma homenagem à elas. No entanto, esse intento não é realizado.</p>
<p>Seja porque a figura central do enredo não é explorada ou a sua própria trajetória é demasiadamente simplificada, falta algo que conecte a plateia com o filme.</p>
<p>Além disso, os coadjuvantes também não ganham camadas, tampouco são arquétipos. Por isso, a projeção fica desinteressante e é desafiador chegar ao final da projeção.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Michael Showalter</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Michelle Pfeiffer, Chloë Grace Moretz, Felicity Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="UM NATAL SURREAL - Trailer Dublado (Oh What Fun) Amazon Prime Vídeo Filme, Chloë Grace Moretz " width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/P42vC-9yXZ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Última Carta de Amor (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 14:18:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do sucesso de Como Eu Era Antes de Você, a escritora britânica Jojo Moyes retorna às telas com A Última Carta de Amor, longa lançado na Netflix e que conta com Shailene Woodley (série Big Little Lies) e Felicity Jones (Rogue One: Uma História Star Wars) nos papéis principais. Se no primeiro precisamos lidar com a frustração de um amor interrompido para sempre, neste conseguimos vislumbrar os percalços que um casal pode passar ao longo dos anos e como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do sucesso de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>, a escritora britânica Jojo Moyes retorna às telas com <strong><em>A Última Carta de Amor</em></strong>, longa lançado na Netflix e que conta com Shailene Woodley (série <em>Big Little Lies</em>) e Felicity Jones (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rogue-one-uma-historia-star-wars/"><em>Rogue One: Uma História Star Wars</em></a>) nos papéis principais. Se no primeiro precisamos lidar com a frustração de um amor interrompido para sempre, neste conseguimos vislumbrar os percalços que um casal pode passar ao longo dos anos e como isso interfere no tipo de vida que eles acabam tendo.</p>
<p>Em duas histórias paralelas que se conectam, temos a jovem Jennifer Stirling, que acorda sem memória de um acidente de carro nos anos 1960 e o roteiro começa a contar o que aconteceu para que a levasse até ali: um romance proibido fora do casamento de fachada. Já nos tempos atuais, temos a jornalista Ellie Haworth, que casualmente encontra as cartas deste amor do passado e decide investigar sobre a vida dos envolvidos, juntamente com um colega de trabalho. Enquanto isso, lida com questões pessoais de relacionamentos amorosos.</p>
<p>Diferente do sucesso de 2016, esse filme tem um pouco de dificuldade de envolver o público justamente pela dividida de atenções. É como se as relações se privassem de grandes aprofundamentos o tempo todo em função do roteiro principal de envolver dois caminhos diferentes. E não é como se a história em si não fosse aprofundada. Conseguimos conhecer muito do que acontece nos tempos atuais e nos anos 1960 (mais neste último, que acaba sendo o foco).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14362" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix.jpeg" alt="A Última Carta de Amor" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, a relação dos dois casais fica um pouco prejudicada em termos de amor verdadeiro, já que resta pouco tempo para cenas de close nos rostos apaixonados. Para além disso, o uso excessivo de clichês frustra o espectador, que pode ter vindo com grande expectativa depois de <em>Como Eu Era Antes de Você</em>.</p>
<p>O ritmo do filme consegue um bom trabalho em termos de equilíbrio nas duas histórias, sabendo exatamente em que momentos elas devem se contrapor. O diretor Augustine Frizzell foi assertivo neste sentido, mesmo não contanto com o roteiro original da própria Jojo Moyes, como foi o caso do primeiro longa dela. Ainda assim, falta entusiasmo, emoção, paixão.</p>
<p>Este tipo de romance proposto tem que arrancar suspiros do público, sorrisos encantados, mas não é o que acontece. Seguimos numa maré quase monótona de emoções esperando um pulo no peito que nunca vem. <strong><em>A Última Carta de Amor</em></strong> é um filme ruim? Longe disso. É um longa interessante mas com perda de potencial, que atribuo muito mais ao roteiro do que à obra original em si. Deixa um sentimento de frustração do que poderia ser.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Augustine Frizzell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Shailene Woodley, Felicity Jones, Joe Alwyn, Callum Turner, Ben Cross, Ann Ogbomo, Nabhaan Rizwan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AfwAAH0sQEQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Suprema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:34:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio ao interesse em torno da figura de Ruth Bader Ginsburg, uma advogada pioneira na defesa da questão de gênero nomeada ao Supremo Tribunal norte-americano em 1993, a diretora Mimi Leder (A Corrente do Bem e O Pacificador) chega aos cinemas com Suprema, biografia dessa importante figura pública dos EUA, interpretada aqui por Felicity Jones (indicada ao Oscar por A Teoria de Tudo). Suprema representa um retorno de Leder aos cinemas depois de um período produzindo e dirigindo a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao interesse em torno da figura de Ruth Bader Ginsburg, uma advogada pioneira na defesa da questão de gênero nomeada ao Supremo Tribunal norte-americano em 1993, a diretora Mimi Leder (<em>A Corrente do Bem</em> e <em>O Pacificador</em>) chega aos cinemas com <strong><em>Suprema</em></strong>, biografia dessa importante figura pública dos EUA, interpretada aqui por Felicity Jones (indicada ao Oscar por <em>A Teoria de Tudo</em>). <strong><em>Suprema</em> </strong>representa um retorno de Leder aos cinemas depois de um período produzindo e dirigindo a aclamada série da HBO <em>The Leftovers</em>.</p>
<p>O longa acompanha os primeiros anos da carreira de Ginsburg, notável aluna de Direito que enfrentou o sexismo na sua carreira, até então dominada por homens. A narrativa culmina com um caso de Direito Tributário assumido por Ruth junto com seu marido Martin (papel de Armie Hammer), uma causa que resultou numa transformação legislativa sem precedentes no país.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10240" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Leder conduz a biografia de Ginsburg com burocracia, seguindo uma cartilha conhecida no gênero. No lugar de deixar a impressionante jornada da sua personagem &#8220;falar por si só&#8221;, a diretora insiste em reforçar os feitos da protagonista com recursos redundantes, como diálogos repletos de frase de efeito e apelos dramáticos. <strong><em>Suprema</em> </strong>só soa natural mesmo no terceiro ato, quando o tribunal entra em cena e a artificialidade do roteiro da história encontra guarida no performático jogo do júri.</p>
<p>No mesmo momento que <strong><em>Suprema</em> </strong>chega aos cinemas, outra obra que tem como referência a história de Ruth Bader Ginsburg é bastante comentada, o documentário <em>RGB</em>, indicado em duas categorias do Oscar mais recente (documentário e canção original). Como ficção baseada em eventos reais, <strong><em>Suprema</em> </strong>é cheia de cacoetes, com bons momentos aqui e ali para seus atores, em especial a protagonista Felicity Jones e Justin Theroux como um advogado especializado em Direitos Civis que ajuda Ginsburg e seu marido. Está aquém da biografada, mas também não faz muito estrago na dramatização do relato da sua vida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mimi Leder<br />
<strong>Elenco:</strong> Felicity Jones, Armie Hammer, Justin Theroux, Sam Waterston, Kathy Bates, Cailee Spaeny, Jack Reynor, Stephen Root, Chris Mulkey, Gary Werntz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xXcROQVNv30" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>4 filmes recém lançados na Netflix!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/feriado-4-filmes-recem-lancados-no-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2017 18:56:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Winona Ryder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pastoral Americana Adaptar uma obra do escritor Philip Roth é tarefa ingrata. Como acontece com o trabalho de qualquer autor cultuado que vai para as telas, Pastoral Americana convive com esse comparativo. Qualquer cineasta que se aventura em uma empreitada como essa sempre terá que lidar com as injustas comparações com o material de origem. Estando ciente que nenhum realizador cinematográfico conseguirá conferir a fidelidade precisa à escrita do autor, o debut de Ewan McGregor como diretor poderia ter sido visto com olhos mais compreensivos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Pastoral Americana</strong></p>
<p>Adaptar uma obra do escritor Philip Roth é tarefa ingrata. Como acontece com o trabalho de qualquer autor cultuado que vai para as telas, <i>Pastoral Americana </i>convive com esse comparativo. Qualquer cineasta que se aventura em uma empreitada como essa sempre terá que lidar com as injustas comparações com o material de origem. Estando ciente que nenhum realizador cinematográfico conseguirá conferir a fidelidade precisa à escrita do autor, o <i>debut </i>de Ewan McGregor como diretor poderia ter sido visto com olhos mais compreensivos quando estreou no Festival de Toronto ano passado. No longa, McGregor dá vida a um ex-atleta sueco que possui todos os predicados para construir uma vida perfeita nos moldes americanos. Ele se casa com a ex-miss New Jersey, se muda para o interior do país, tem um negócio estável&#8230; O casal, no entanto, tem uma linda filha chamada Merry, que acaba representando a derrocada de todo esse sonho americano. Desde que viera ao mundo, Merry não era &#8220;perfeita&#8221;, sofria de gagueira e na adolescência vivida nos anos de 1970 em plena guerra do Vietnã passa a nutrir ideais muito fortes e discrepantes do protótipo de vida ambicionado por seus pais. No seu conto sobre a derrocada do sonho americano, <i>Pastoral Americana </i>é implacável em todas as suas frentes e com todos os seus personagens, todos eles desconstruídos em suas crenças e ideais aos olhos do público. A adaptação de McGregor perde um certo vigor entre  o final do seu segundo ato e início do terceiro, mas não deixa de ser notável o desempenho dele como diretor, sublinhando a crítica social do trabalho-fonte sem torná-lo panfletário e excessivamente didático.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-7793 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/a-monster-calls-tiff-2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sete Minutos depois da Meia-Noite</strong></p>
<p>Não há alívios para o espectador em <i>Sete Minutos depois da Meia-Noite</i>. Mesmo quando a mais recente empreitada do diretor J.A. Bayona (de <i>O Impossível</i>, <i>O Orfanato </i>e da futura sequência de <i>Jurassic World</i>) deseja ser terna, ela é implacável e realista sobre um episódio de dor extrema na infância. O longa baseado no romance de Patrick Ness (que também roteiriza o filme) traz a história de um garoto visitado constantemente por um monstro às zero horas e sete minutos. A intenção da criatura é ajudar o menino a suportar o avanço da doença da sua mãe e entender porque muitas vezes a vida é tão dura conosco. Nesse conto de fantasia com lições morais, o jovem protagonista interpretado com sensibilidade pelo garoto Lewis McDougall aprende como a natureza humana é complexa  e que, em momentos extremos, muitas vezes, somos tomados por demônios que precisam ser liberados de alguma forma. Sem suavizar sua história e facilitar a vida do seu protagonista, Bayona encontra um equilíbrio interessante entre o reforço do drama dos seus personagens e uma atmosfera sombria, algo que beneficia e muito a sua mensagem.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7794" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/experimenter.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Experimento Milgram</strong></p>
<p>Polêmico até os dias atuais pelos resultados da sua pesquisa e por seus métodos, Stephen Milgram revolucionou os estudos da psicologia social ao tentar encontrar respostas para a obediência coletiva nas relações sociais. Inspirado pelo evento que antecedeu sua investida acadêmica, a Segunda Guerra Mundial, Milgram tentou demonstrar como há situações nas quais autoridades são obedecidas mesmo que tais ordens contradigam desejos pessoais. O filme de Michael Almereyda (também roteirizado pelo próprio) tem o mérito de levar a público a trajetória intelectual de Milgram. Ainda que traga informações sobre a vida pessoal do biografado, o filme prefere adotar um certo afastamento emocional e se concentra na pesquisa de Milgram. Por um lado, tal decisão é bem-vinda pois Almereyda encontra formas criativas de tornar interessante o percurso exploratório de Milgram em sua questão de pesquisa, como o uso de projeções no lugar de cenários ou a quebra da quarta parede com o excelente Peter Sarsgaard sempre se dirigindo à câmera e, consequentemente, ao espectador. Contudo, a relação do protagonista com sua esposa interpretada por Winona Ryder é deixada para segundo plano, o que torna sua presença uma incógnita no filme, afinal, algumas questões desse relacionamento estão lá, mas jamais são exploradas a contento.  Assim, <i>O Experimento de Milgram </i>mostra-se didaticamente exemplar, porém dramaticamente vacilante.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7795" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/catfight-tiff.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Catfight</strong></p>
<p>A tal da rivalidade feminina parece ter sido uma constante em 2017. Na TV tivemos <i>Feud: Bette e Joan </i>e <i>Big Little Lies</i>, no cinema aquele catastrófico e esquecível <i>Paixão Obsessiva </i>com Rosario Dawson e Katherine Heigl no elenco. <i>Catfight</i> explora com ironia essa temática em um filme de pretensões modestas, mas com um tratamento curioso ao optar pelo humor como chave de condução e por ter atrizes do calibre de Sandra Oh e Anne Heche, que nem sempre recebem as oportunidades que merecem na indústria. Oh e Heche interpretam duas colegas de escola que se detestam e que a partir de uma briga violenta têm suas vidas transformadas drasticamente. O filme de Onur Tukel tem uma mistura interessante de fantasia, humor negro e drama social que pode soar estranha e incomoda para muitos, afinal é, sem o menor vestígio de dúvidas, completamente &#8220;fora da casinha&#8221;. As cenas de agressão entre Oh e Heche são inteiramente absurdas e bem inquietantes por seu flerte sem concessões com a violência. A partir de certo ponto da história fica claro para o espectador que com todo aquele show de excentricidade Tukel quer lançar um holofote para a imaturidade de uma rivalidade que não tem fundamento pois suas duas protagonistas parecem feitas do mesmo &#8220;barro&#8221;. O público ainda vai se deliciar com uma ótima participação de Alicia Silverstone como a namorada da personagem de Heche.</p>
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		<title>Crítica: Inferno</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-inferno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2016 21:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anjos e Demônios]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[O Código Da Vinci]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Sy]]></category>
		<category><![CDATA[Ron Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2003, o mundo foi tomado por uma febre literária chamada O Código Da Vinci, obra escrita pelo norte-americano Dan Brown. O livro era uma trama policial protagonizada por um professor de simbologia da Universidade de Harvard chamado Robert Langdon que, após o assassinato do curador do Museu do Louvre, se via envolvido em uma trama sobre segredos da Igreja Católica que colocavam em cheque a divindade de Jesus Cristo. A obra ocupou o topo das listas de livros mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2003, o mundo foi tomado por uma febre literária chamada <i>O Código Da Vinci</i>, obra escrita pelo norte-americano Dan Brown. O livro era uma trama policial protagonizada por um professor de simbologia da Universidade de Harvard chamado Robert Langdon que, após o assassinato do curador do Museu do Louvre, se via envolvido em uma trama sobre segredos da Igreja Católica que colocavam em cheque a divindade de Jesus Cristo. A obra ocupou o topo das listas de livros mais vendidos de todo o mundo, gerou documentários e discussões sobre a veracidade das teorias apresentadas por Brown e transformou o escritor em um dos autores mais populares da primeira década do século XXI.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não demorou muito para Hollywood transformar a trama de <i>O Código Da Vinci </i>em uma grande produção dirigida por Ron Howard (<i>Uma Mente Brilhante</i>) e protagonizada por Tom Hanks em 2006. Claro que o filme faturou muito, cerca de US$ 217 milhões só nos EUA, mas, para a crítica, o resultado não foi dos melhores. Apesar dos esforços de Howard na adaptação, transformar em ficção cinematográfica um livro calcado basicamente em teorias e informações históricas era complicado. Com personagens desleixadamente desenvolvidos, <i>O Código Da Vinci </i>parecia um vídeo institucional ou educativo, daqueles tipo <i>Telecurso 2000</i>, sobre as elucubrações e teorias conspiratórias de Brown acerca da Igreja Católica. Com o sucesso do primeiro filme veio <i>Anjos &amp; Demônios</i>, que parecia padecer do mesmo mal numa trama de suspense sobre a sucessão dos papas no Vaticano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Chegando tardiamente aos cinemas, <i>Inferno </i>é o terceiro filme da franquia. Assim como os outros, o longa é dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks. Como os demais, também sofre com seus inúmeros problemas. Robert Langdon segue como um personagem desenvolvido tropegamente e tem como função exclusiva guiar o espectador na solução do enigma da trama. Sem motivações concretas ou uma psicologia mais complexa e instigante ao público, dessa vez, a personagem de Hanks está às voltas com o perigo iminente de um vírus, que promete se propagar graças a ação de um grupo interessado em conter o crescimento da população mundial.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6803" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/infernohanks.jpg" alt="infernohanks" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Além da ausência de aprofundamento na psiquê de Langdon, que segue plano e simplificado por características peculiares como suas fobias (algo que não é o suficiente para constituir um sujeito como personagem), <i>Inferno </i>se apoia nas inúmeras teorias de Dan Brown, construídas graças ao grande quebra-cabeça que idealiza em suas páginas e que envolve artefatos e personagens históricas. Tal qual <i>O Código Da Vinci </i>ou <i>Anjos &amp; Demônios</i>, <i>Inferno </i>segue na chave da explicação didática desse quebra-cabeça ao espectador através de diálogos expositivos protagonizados por Langdon e pelos demais personagens. Por obra irônica do destino, esse cacoete da franquia, em dado momento, é lembrado na própria trama quando alguém repreende o professor por sua obsessão pela leitura esmiuçada de tudo o que lhe aparece. Assim, <i>Inferno</i> não desafia o raciocínio do espectador, já que explica absolutamente tudo, entregando a resolução dos seus ganchos de &#8220;mão beijada&#8221;, tampouco gera empatia, afinal não é marcado pela passagem de personagens complexas e que inspiram afeto no espectador.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com três adaptações igualmente sofríveis, as conclusões que podemos extrair da jornada de Robert Langdon nos cinemas são as seguintes: a) as histórias de Dan Brown são difíceis de serem adaptadas para a tela grande; ou, talvez b) a série literária de Dan Brown tenha uma abordagem que necessita de alterações drásticas em prol do incremento das suas personagens, não necessariamente do percurso traçado por elas. <i>Inferno </i>não corrige os erros anteriores, pelo contrário, se alimenta deles, os utiliza largamente em prol de uma trama igualmente enfadonha de suspense cujas teorias sempre parecem mais interessantes quando são objeto de séries documentais do Discovery Channel, por exemplo. Isso não é uma ironia, experimente assistir algum desses programas do canal sobre as teorias do Dan Brown, são melhores do que qualquer um dos três filmes do Ron Howard.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EkGOkzn_W_w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: A Teoria de Tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 20:24:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Teoria de Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Eddie Redmayne]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O físico Stephen Hawking talvez seja uma das figuras mais conhecidas e respeitadas do círculo científico, não apenas pelo seu legado acadêmico, mas também por sua luta contra a esclerose lateral amiotrófica, doença que descobriu ser portador na década de 1960 e que paralisou os músculos do seu corpo. O diagnóstico dos médicos era que Hawking teria plena função cerebral, mas perderia sua capacidade de se movimentar gradativamente e conseguiria viver por apenas dois anos. Contudo, contrariando todas estas expectativas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/theory-of-everything.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2676" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/theory-of-everything-620x359.jpg" alt="theory-of-everything" width="620" height="359" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>O físico Stephen Hawking talvez seja uma das figuras mais conhecidas e respeitadas do círculo científico, não apenas pelo seu legado acadêmico, mas também por sua luta contra a esclerose lateral amiotrófica, doença que descobriu ser portador na década de 1960 e que paralisou os músculos do seu corpo. O diagnóstico dos médicos era que Hawking teria plena função cerebral, mas perderia sua capacidade de se movimentar gradativamente e conseguiria viver por apenas dois anos. Contudo, contrariando todas estas expectativas, o físico vive e continua atuante no meio até hoje.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Trata-se de uma grande história de vida e era esperado que alguém um dia a levasse para as telas seguindo à risca tudo o que se espera de uma cinebiografia, algo nos molde de <i>Uma Mente Brilhante</i>, de Ron Howard, por exemplo: um gênio &#8220;aprisionado&#8221; por uma enfermidade, sua esposa dedicada, grandes feitos para a humanidade etc. <i>A Teoria de Tudo</i>, filme que leva a trajetória de Hawking para as telas, segue todas essas regras mas guarda algumas pequenas subversões quando abandona o rótulo de cinebiografia e lança o seu olhar para o casamento do físico com Jane Hawking, de quem acabou se separando após 26 anos de relação.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Diretor mais conhecido pelos documentários <i>O Equilibrista </i>e <i>Projeto Nim</i>, James Marsh não se arrisca muito em <i>A Teoria de Tudo</i>, confere uma atmosfera romântica no início do relacionamento entre Stephen e Jane, cedendo espaço para a sobriedade no momento em que Hawking começa a apresentar os primeiros sinais da doença, tudo isso com o auxílio do tímido e pouco inspirado trabalho de fotografia de Benoit Delhomme (de <i>O Menino do Pijama Listrado</i>). Marsh também flerta muito com o melodrama, apela para recursos ingênuos como o flashback em <i>rewind</i> já no desfecho do filme e conta com a trilha sonora invasiva de Johan Johannsson, que jamais entra em harmonia com a própria história e parece querer arrancar emoções do espectador a todo custo.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/a-teoria-de-tudo.01.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2677" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/a-teoria-de-tudo.01-620x348.jpg" alt="a-teoria-de-tudo.01" width="620" height="348" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em contrapartida, o diretor consegue êxito quando se apoia no forte desempenho de Eddie Redmayne na pele de Hawking. E por mais que saibamos que o Oscar pode premiá-lo porque este é o típico papel que chama a atenção da Academia e não por ser necessariamente o melhor do ano, não podemos negar que a performance dele é admirável, digna de qualquer honraria. Redmayne consegue ser suave e preciso fisicamente, tornando a piora do quadro clínico do seu personagem um percurso gradativo na história, ou seja, o ator evita transições muito bruscas.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>No entanto, também é preciso reconhecer o discreto desempenho de Felicity Jones como Jane Hawking, a quem o filme deve toda a sua singularidade no terreno das biografias &#8220;oscarizáveis&#8221;. Quando <i>A Teoria de Tudo</i> torna-se um filme sobre o casal Hawking e volta-se para a difícil empreitada assumida por Jane ao levar a frente um casamento com um homem com as limitações de Stephen, deixando de lado suas ambições profissionais e pessoais, o longa se transforma em uma história ainda mais rica. Nesse momento, <i>A Teoria de Tudo </i>deixa de seguir o protocolo cumprido pela maioria das cinebiografias e passa a ser a um filme com uma perspectiva original sobre os seus protagonistas, especialmente sobre esta jovem mulher que, ainda que amasse Stephen, tinha toda uma vida pela frente.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>É uma pena que ao retornar suas atenções para a ascensão da carreira científica de Stephen Hawking, <i>A Teoria de Tudo</i> retorne a narrar a história do &#8220;admirável homem e da grande mulher que está por trás dos seus grandes feitos&#8221;. É um pouco ainda mais desanimador quando sabemos que o filme é baseado em um livro da própria Jane Hawking, que talvez tenha introjetado este conceito na sua própria biografia sem perceber. O resultado é que temos um filme muito mais inspirado e menos protocolar do que se esperava, mas que, no fundo repete, ainda que não tenha consciência disso, determinados tropeços. Existe timidamente em <i>A Teoria de Tudo</i> uma interessante trama de sentimentos complexos protagonizada por uma mulher sufocada pela trajetória inegavelmente admirável do grande Stephen Hawking. Mesmo que não caia no equívoco de simplificar as emoções de Jane e até mesmo vilanizá-la, é uma pena que o filme não tenha aproveitado mais o potencial de narrar a sua história.</p>
</div>
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