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	<title>Arquivos Elizabeth Banks - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Elizabeth Banks - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Urso do Pó Branco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 20:51:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Urso do Pó Branco tem uma das premissas mais absurdas de 2023. O longa dirigido por Elizabeth Banks (As Panteras) conta a história de um traficante que nos anos de 1980 leva uma quantidade considerável de cocaína para uma reserva florestal nos EUA. O pacote é encontrado por uma espécie de urso local que fica viciado na substância e sob o efeito da droga se transforma em uma máquina de matar, colocando em risco a vida da população das redondezas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Urso do Pó Branco</strong></em> tem uma das premissas mais absurdas de 2023. O longa dirigido por Elizabeth Banks (As Panteras) conta a história de um traficante que nos anos de 1980 leva uma quantidade considerável de cocaína para uma reserva florestal nos EUA. O pacote é encontrado por uma espécie de urso local que fica viciado na substância e sob o efeito da droga se transforma em uma máquina de matar, colocando em risco a vida da população das redondezas que adentra em seu habitat.</p>
<p>Por mais absurda que a premissa de <strong><em>Urso do Pó Branco</em></strong> seja, o episódio de fato aconteceu em 1985 no estado da Geórgia. Na realidade, diferente do filme, o urso que consumiu a droga acabou morrendo, não resistindo aos efeitos da substância em seu organismo. No longa, a situação acaba sendo o estopim para uma história que ação cheia de violência gráfica, mas que nunca se leva a sério, se enquadrando como um típico filme B que faria sucesso nos anos 1980.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16585" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3.jpg" alt="Urso do Pó Branco" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/keri-russell-esta-no-elenco-de-o-urso-do-po-branco-1680095858035_v2_4x3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Apesar de fincar seu pé em um período específico e conter aqui e ali claramente alguma referência do seu tempo, Banks acertou em não transformar <strong><em>Urso do Pó Branco</em></strong> em um filme refém da nostalgia. Em momento algum, esse afeto da diretora pela época deixa de lado a identidade daquela história. Infelizmente, em alguns momentos o filme se apresenta como uma narrativa trôpega e com dificuldade de foco, tamanha a quantidade de seus personagens principais. Os núcleos dramáticos centrais da história são representados por uma mãe (Keri Russell) em busca da filha perdida na floresta e um grupo de traficantes liderados pelo saudoso Ray Liotta. Nenhum deles apresenta qualquer densidade em seu desenvolvimento, nem é capaz de gerar qualquer afeto no espectador, ainda que a diretora conte com um elenco bastante talentoso.</p>
<p>O destaque dessa história é mesmo a série de situações absurdas protagonizadas pelo urso sob efeito de cocaína. Banks tem uma certa dificuldade em manter o fôlego e o interesse do público pela história, fazendo o espectador perceber que muitas vezes o roteiro não faz justiça à premissa do longa. O humor do filme funciona em um primeiro momento, mas logo dá sinais de desgaste, fazendo o longa soar como uma &#8220;piada de nota só&#8221;. De fato, <strong><em>Urso do Pó Branco</em> </strong>é um passatempo curioso e que rende uma sessão moderadamente divertida para o espectador, mas não faz muita justiça ao interesse inevitável do público pela sua sinopse.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Elizabeth Banks</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keri Russell, O&#8217;Shea Jackson Jr., Christian Convery</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/b9bWjBbwpjw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial: As Melhores Panteras de Todos os Tempos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2019 21:48:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Jaclyn Smith]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segue em cartaz, em Salvador, o novo filme de As Panteras, reboot da clássica série de TV da década de 1970/80 e dos filmes dos anos 2000. A nova projeção chega com uma busca de repaginação e procura se afinar com os discursos contemporâneos, na medida em que Hollywood permite. Dirigido por Elizabeth Banks (A Escolha Perfeita 2) – que também está no elenco -, o longa traz diálogos de empoderamento, ao lado de cenas incessantes de ação, com um ponto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segue em cartaz, em Salvador, o novo filme de <strong><em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">As Panteras</a>,</em></strong> <em>reboot</em> da clássica série de TV da década de 1970/80 e dos filmes dos anos 2000. A nova projeção chega com uma busca de repaginação e procura se afinar com os discursos contemporâneos, na medida em que Hollywood permite.</p>
<p>Dirigido por Elizabeth Banks (<em>A Escolha Perfeita 2</em>) – que também está no elenco -, o longa traz diálogos de empoderamento, ao lado de cenas incessantes de ação, com um ponto alto em seu <em>plot twist</em>. No entanto, o trio escolhido desta geração (Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska) não possui tanta química. Juntamente a liga que fica ausente, a montagem da projeção aponta para uma possível insegurança. Além disso, as reviravoltas constantes quebram o ritmo da produção, podendo deixar o espectador entediado.</p>
<p>Apesar de ser uma obra mediana, a exibição tem um ganho que é o carisma de algumas personagens. Esta simpatia que envolve o universo de <em>As Panteras</em> é algo notável desde o seu seriado de 1976. Pensando nisto, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> elencou as melhores <em>Angels (&#8220;panteras&#8221; em inglês) </em>de todos os tempos. A decisão foi de selecionar uma de cada geração, para tornar o especial mais diverso.</p>
<h5><strong>Confira o Especial: As Melhores Panteras de Todos os Tempos!</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11969" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Annie-Ilonzeh-1226x0-c-default.jpg" alt="As Melhores Panteras de Todos os Tempos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Annie-Ilonzeh-1226x0-c-default.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Annie-Ilonzeh-1226x0-c-default-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Annie-Ilonzeh-1226x0-c-default-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>4 – Kate Prince (série de 2011):</strong></h5>
<p>Apesar da falta de sucesso do seriado, Kate (Annie Ilonzeh) é uma personagem agradável dentro de um enredo perdido e sem grande personalidade. A jovem é uma policial dedicada e focada, que traz um olhar mais sério para o trio. Porém, é Prince que é a mais esperta e rápida para desvendar os mistérios que acontecem ao seu redor.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11967" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/charlieangelmovienewnew-1.jpg" alt="As Melhores Panteras de Todos os Tempos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/charlieangelmovienewnew-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/charlieangelmovienewnew-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/charlieangelmovienewnew-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>3 – Elena Houghlin (filme de 2019):</strong></h5>
<p>É gritante o carisma de Naomi Scott durante seu tempo na tela. Este fator se engrandece  com o longa morno que ela está trabalhando. A sua Elena &#8211; que ainda não é espiã totalmente, mas é bastante sagaz &#8211; traz um equilíbrio entre comicidade, ação e tensão. Scott maneja diversas facetas para sua personagem, ainda que esta seja majoritariamente atrapalhada. Aqui, a escolha por ela não se dá por alguma forte complexidade da Houghlin, porém pela habilidade da atriz de trazer traços de sentidos mais amplos e de ser extremamente divertida!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11966" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/jaclyn-smith-charlies-angels.jpg" alt="As Melhores Panteras de Todos os Tempos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/jaclyn-smith-charlies-angels.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/jaclyn-smith-charlies-angels-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/jaclyn-smith-charlies-angels-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>2 – Kelly Garrett (série original, de 1976-1981):</strong></h5>
<p>Dona das tiradas mais engraçadas do seriado, a personagem de Jaclyn Smith equilibrava a dinâmica do trio formado por ela, Jill (Farrah Fawcett) e Sabrina (Kate Jacson). A sua presença era mais leve e despojada e era ela quem apontava as questões e soluções quando as suas colegas não conseguiam ver. Além disso, a sua jornada, pensando em suas participações nas produções mais recentes das Angels, a colocou em um alto posto, finalizando sua jornada com muito estilo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-11965 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/MV5BZGE2MTY5OGQtNGQ2MS00ZGEwLWEwZmMtOWJmYmJhMGI1NmQwXkEyXkFqcGdeQXVyNzc5NjM0NA@@._V1_SX1777_CR001777740_AL_.jpg" alt="Dylan Sanders" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/MV5BZGE2MTY5OGQtNGQ2MS00ZGEwLWEwZmMtOWJmYmJhMGI1NmQwXkEyXkFqcGdeQXVyNzc5NjM0NA@@._V1_SX1777_CR001777740_AL_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/MV5BZGE2MTY5OGQtNGQ2MS00ZGEwLWEwZmMtOWJmYmJhMGI1NmQwXkEyXkFqcGdeQXVyNzc5NjM0NA@@._V1_SX1777_CR001777740_AL_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/MV5BZGE2MTY5OGQtNGQ2MS00ZGEwLWEwZmMtOWJmYmJhMGI1NmQwXkEyXkFqcGdeQXVyNzc5NjM0NA@@._V1_SX1777_CR001777740_AL_-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>1 – Dylan Sanders (filmes de 2000 e 2003):</strong></h5>
<p>Engraçada, ágil e responsável por sempre unir o trio com afeto e perspicácia, o papel de Drew Barrymore é o mais bacana não apenas dos longas que atuou, mas de todos tempos! Ainda que as projeções dirigidas por McG não exalem pura qualidade técnica, a intérprete criou um papel um tanto icônico, principalmente pela empatia que causava no espectador, com sua voz rouca e postura meio rebelde. Ela é a primeira Angel que demonstra certo tipo de vulnerabilidade, ainda que possa dar a volta por cima em poucos segundos e demonstrar uma força ainda mais intensa que a de suas colegas. Os seus conflitos também eram os mais profundos, revelando camadas em seu passado e presente. Barrymore, além de performar a melhor Pantera, também é uma entusiasta da série original. Ela foi produtora em todas as obras do tema, desde o filme dos anos 2000<a href="https://www.netflix.com/browse">.</a></p>
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		<title>Crítica: As Panteras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 21:59:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na época em que o girl power ainda nem tinha esse nome, As Panteras já era uma história que trazia mulheres no poder, em posição de luta, comumente associada ao masculino. Mesmo que não tivesse exatamente o objetivo de ser uma bandeira do feminismo, a série de 1976 já era. O mesmo vale para o filme lançado em 2000, com ‎Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Debochado, divertido e sem se levar tão a sério. Essa era uma boa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na época em que o <em>girl power</em> ainda nem tinha esse nome, <em>As Panteras</em> já era uma história que trazia mulheres no poder, em posição de luta, comumente associada ao masculino. Mesmo que não tivesse exatamente o objetivo de ser uma bandeira do feminismo, a série de 1976 já era. O mesmo vale para o filme lançado em 2000, com ‎Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu.</p>
<p>Debochado, divertido e sem se levar tão a sério. Essa era uma boa fórmula para a história das <em>Charlie&#8217;s Angels</em>, que funcionava muito bem como entretenimento. No caso deste longa atual, talvez o calcanhar de Aquiles seja exatamente este: não se deixar levar pelo excesso que a trama pede.</p>
<p>Na pele do trio principal, temos Kristen Stewart (<em>Para Sempre Alice</em>), Naomi Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Aladdin</em></a>) e a novata Ella Balinska. As três têm uma ótima harmonia em cena, com as características específicas de cada personagem. Kristen está excelente no papel de Sabina, misturando sarcasmo com divertimento nato. Ela não leva aquela situação tão a sério e procura se divertir no meio das lutas. Já Ella é uma grata surpresa, com toda a naturalidade de quem já está acostumada com a câmera. Naomi nos oferece grandes momentos da personagem, mostrando um crescimento gradativo na qualidade de atriz.</p>
<p>A medida que a história evolui e vamos nos envolvendo cada vez mais com as personagens, a trama vai ficando um pouco mais densa. As cenas de luta são muito bem orquestradas e nos oferecem um ótimo entretenimento. Os personagens são bons, a história é atraente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="As Panteras" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O problema de <strong><em>As Panteras</em></strong> é que a sensação que temos é de que ele está constantemente no freio. As piadas poderiam ser mais debochadas, as personagens mais incisivas, as lutas mais frenéticas. Ele é lapidado demais para um filme que se propõe, desde o início, a ter uma lente mais escrachada. O que é uma grande surpresa, principalmente por ter sido dirigido por Elizabeth Banks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogos-vorazes-a-esperanca-o-final/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jogos Vorazes</em></a>). Ela que é a rainha do sarcasmo, parece ter se polido demais neste projeto.</p>
<p>O vilão também demora a se mostrar. Como é característica das tramas das Angels, ficamos sempre na dúvida sobre quem será aquele que vai trair a união e se voltar contra as mocinhas. No entanto, no meio do caminho, personagens são esquecido ou subaproveitados, como é o caso de Brok (Sam Claflin, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>). O mais engraçado neste quesito acaba sendo Noah Centineo (<em>Para Todos os Garotos que Já Amei</em>), que surge apenas para ser atraente. Funcionou bem, por sinal.</p>
<p>Tudo isso acaba sendo uma sátira às questões do masculino e feminino. O filme tem o cuidado de tratar expositivamente sobre o poder da mulher, o fato de ela poder ocupar qualquer espaço. Isso fica bem claro desde a primeira cena, com um discurso direcionado para o tema, e coroa com o recorte final.</p>
<p><em><strong>As Panteras</strong></em> é um bom divertimento, mas que perde muito potencial por não se permitir ir além. Ótimo elenco, história interessante, que são prejudicados por diálogos expositivos demais e uma clara falta de ápice ao final. Nas cenas pós-crédito, temos homenagens às personagens anteriores, que vale a pena conferir. Ainda mais depois que o filme acaba tão repentinamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Elizabeth Banks<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska, Elizabeth Banks, Noah Centineo, Sam Claflin, Patrick Stewart, Djimon Hounson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fQS-Q4_qNSw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Brightburn &#8211; Filho das Trevas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2019 00:36:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A promessa de Brightburn &#8211; Filho das Trevas é evidente desde o princípio. O filme propõe contar a história de origem de um Superman dark, lançando a hipótese da chegada de um super ser na Terra que utilizasse seus super-poderes para o mal. A produção aparenta originalidade no seu olhar, mas não é a primeira (e nem será a última) vez que imaginam uma versão do personagem perversa, tirânica e sanguinária, isso já foi visto inúmeras vezes em outras mídias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A promessa de <em><strong>Brightburn &#8211; Filho das Trevas</strong></em> é evidente desde o princípio. O filme propõe contar a história de origem de um Superman <em>dark</em>, lançando a hipótese da chegada de um super ser na Terra que utilizasse seus super-poderes para o mal. A produção aparenta originalidade no seu olhar, mas não é a primeira (e nem será a última) vez que imaginam uma versão do personagem perversa, tirânica e sanguinária, isso já foi visto inúmeras vezes em outras mídias e até mesmo de maneira torta nos cinemas. Ainda assim, tudo é vendido no filme como uma grande sacada.</p>
<p>Há outra questão em <strong><em>Brightburn</em></strong>. Fica claro desde o princípio que o terror é um paratexto, um comentário a respeito de uma obra que já existe. Ao mesmo tempo, essa pretensão clara do filme não é muito assumida pelo estúdio, fazendo com que o filme surja nos cinemas como algo meio ambíguo, de natureza e propósito incerto. Isso tudo é bastante conflituoso na tela pois a trama de <strong><em>Brightburn</em> </strong>o tempo inteiro conecta a história do jovem Brandon Breyer com a de Clark Kent em Smallville. Não há um único elemento de <em><strong>Brightburn</strong> </em>que não faça parte da gênese do Superman. Nisso, o filme fica empacado nessa proposta, que não surge como premissa para a construção de algo mais consistente e próprio.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10589" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5ce58e88cb2fb.image_-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5ce58e88cb2fb.image_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5ce58e88cb2fb.image_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5ce58e88cb2fb.image_-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como Clark, Brandon é adotado por uma família de fazendeiros do interior dos EUA e, conforme seus poderes se manifestam, cresce com a clara sensação de ser um <em>outsider</em>, mesmo sendo bastante amado por seus pais. Apesar da eficiência técnica e dos efeitos de horror como experiência imagética, <strong><em>Brightburn &#8211; Filho das Trevas</em> </strong>não avança muito no desenvolvimento da sua hipótese narrativa, contentando-se com uma superficialidade no desenvolvimento da história e dos seus personagens.</p>
<p>Não sendo abraçado por razões óbvias pelo selo DC Comics, mas também não creditando as origens da inspiração para sua história, ainda que o espelho que a produção mira consuma o filme até a medula, <em><strong>Brightburn</strong> </em>é algo difícil de se avaliar. Não há deslizes evidentes na condução da sua história e o diretor David Yaroveski se apropria muito bem do gore com suas cenas de violência gráfica, mas é uma produção que se &#8220;vende&#8221; de maneira esquisita para o espectador. Termina a sessão e a sensação que fica é da incerteza sobre aquilo que foi visto, onde ele quer chegar e que tipo de impressão deixa no espectador.</p>
<p>É um filme propositalmente não original, tendo um material base como referência que se faz presente em todas as linhas do seu roteiro, mas ao mesmo tempo não pode ser tão incisivo acerca de suas pretensões por razões empresariais, afinal é um projeto germinado na Sony e não na Warner, casa da DC. <strong><em>Brightburn &#8211; Filho das Trevas</em> </strong>aparenta querer abrir uma franquia que pretende fazer uma releitura do cinema de super-heróis a partir do gênero horror, mas parece o tempo inteiro frisar-se para o espectador como algo extremamente singular quando na verdade não é. A produção acaba se tornando um filho incerto do frenesi atual por super-heróis e da boa fase do gênero horror, mas escorrega por não ser claro o suficiente o que quer com essa convergência de propostas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Yaroveski<br />
<strong>Elenco:</strong> Elizabeth Banks, David Denman, Jackson Dunn, Matt L. Jones, Meredith Hagner, Gregory Alan Williams</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u3SDU5-JGuE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Crimes em Happytime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2018 22:28:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Crimes em Happytime]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Banks]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Maya Rudolph]]></category>
		<category><![CDATA[Melissa McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, dia 27 de setembro, o longa Crimes em Happytime, do diretor Brian Henson. O filme traz a história de Phil Phillips, um marionete que é ex-policial e vive com a frustração de ter sido expulso da corporação. Ele agora trabalha como investigador particular e se depara com um uma série de crimes de artistas de um programa de TV. No meio do caminho, no entanto, ele se depara com uma ex-parceira, interpretada por Melissa McCarthy. Agora, eles [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, dia 27 de setembro, o longa <strong><em>Crimes em Happytime</em></strong>, do diretor Brian Henson. O filme traz a história de Phil Phillips, um marionete que é ex-policial e vive com a frustração de ter sido expulso da corporação. Ele agora trabalha como investigador particular e se depara com um uma série de crimes de artistas de um programa de TV. No meio do caminho, no entanto, ele se depara com uma ex-parceira, interpretada por Melissa McCarthy. Agora, eles terão que trabalhar juntos, mais uma vez, apesar de todo o rancor.</p>
<p>A história, vista de maneira objetiva, é atrativa e tem potencial. Mas é claro que não podemos excluir o fato de que a sociedade, no filme, agora convive com marionetes. Sim, bonecos de pano que falam, sentem e se expressam como humanos. Em dado momento o espectador se questiona se isso seria uma metáfora para a sociedade presente. No entanto, logo vemos que uma coisa não tem relação com a outra.</p>
<p>Com uma série de cenas desnecessárias e piadas levadas ao extremo, <strong><em>Crimes em Happytime</em></strong> é um filme de gosto duvidoso. O público varia constantemente entre o nojo, a curiosidade e a indignação com o que acontece no roteiro. A produção segue a linha da comédia do exagero, com muitos palavrões e sexo. O que faz até sentido no contexto, mas torna-se cansativo com o tempo. Piadas com os próprios marionetes perdem a graça pelo numero de repetição.</p>
<p>É excelente ver, no entanto, como os marionetes são bem feitos e interpretados em cena. Aliás, ao final do filme vale a pena ver os pós-créditos que mostram exatamente como tudo é feito. A equipe de produção, fotografia e efeitos visuais realmente merece o justo reconhecimento. A perfeição nos detalhes e até a sincronia da dublagem são elementos que acrescentam e muito ao filme.</p>
<p>Apesar do ótimo trabalho com os bonecos, me parece um desperdício deixar de lado um elenco humano tão bom. Além de McCarthy, que assume a parceria no protagonismo e o faz muito bem, temos Maya Rudolph e Elizabeth Banks. Ambas excelentes atrizes que acrescentam bastante à narrativa, mas apenas nas poucas cenas que têm oportunidade. Todo este trunfo poderia ter sido melhor explorado, definitivamente.</p>
<p>Apesar de tais pontos positivos, isso não é suficiente para salvar a película como um todo. <strong><em>Crimes em Happytime</em></strong> é cansativo a partir da segunda metade, quando o elemento &#8220;curiosidade&#8221; é anulado. Um filme que tinha potencial e material para ser diferente e atrativo, acaba caindo no lugar comum e perde muitos pontos de interesse do público. Uma pena!</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/s-5fZMPWMdE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Assista ao primeiro trailer de Power Rangers!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 21:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Cranston]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Banks]]></category>
		<category><![CDATA[Power Rangers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nova versão dos Power Rangers para o cinema acaba de ganhar o seu primeiro trailer. Como na série de TV dos anos 90, o filme trará um grupo de jovens que se unem para salvar o mundo. Na recente versão atores como Bryan Cranston (Trumbo) e Elizabeth Banks (da franquia Jogos Vorazes) assumem os papéis icônicos do mentor Zordon e da vilã Rita Repulsa, respectivamente. O longa é dirigido por Dean Israelite (o mesmo de Projeto Almanaque). O filme estreia dia 23 de março [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A nova versão dos <em>Power Rangers </em>para o cinema acaba de ganhar o seu primeiro trailer. Como na série de TV dos anos 90, o filme trará um grupo de jovens que se unem para salvar o mundo.</p>
<p>Na recente versão atores como Bryan Cranston (<em>Trumbo</em>) e Elizabeth Banks (da franquia <em>Jogos Vorazes</em>) assumem os papéis icônicos do mentor Zordon e da vilã Rita Repulsa, respectivamente. O longa é dirigido por Dean Israelite (o mesmo de <em>Projeto Almanaque</em>). O filme estreia dia 23 de março no Brasil.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PkjKyh92fEk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso e Especialista em Crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jun 2016 12:11:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Banks]]></category>
		<category><![CDATA[Especialista em Crise]]></category>
		<category><![CDATA[John Cusack]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Dano]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Bullock]]></category>
		<category><![CDATA[The Beach Boys - Uma História de Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso Por motivos comerciais, provavelmente, Love and Mercy, um dos longas norte-americanos do circuito indie mais comentados no ano passado, ganhou no Brasil o título de The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso. Quem dá de cara pela primeira vez com o filme pode pensar que se trata de um longa sobre a trajetória de uma das bandas mais influentes da cultura estadunidense, os Beach Boys. Cabe sublinhar, todavia, que esse filme de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso</strong></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Por motivos comerciais, provavelmente, <i>Love and Mercy</i>, um dos longas norte-americanos do circuito <i>indie </i>mais comentados no ano passado, ganhou no Brasil o título de <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso</i>. Quem dá de cara pela primeira vez com o filme pode pensar que se trata de um longa sobre a trajetória de uma das bandas mais influentes da cultura estadunidense, os Beach Boys. Cabe sublinhar, todavia, que esse filme de Bill Pohland tem como principal interesse apenas um dos elementos do grupo, Brian Wilson. Alternando sua história entre o passado do músico, encarnado por um excelente Paul Dano, e uma fase mais madura, na qual ele ganha a interpretação de John Cusack (tão bom em cena quanto sua versão mais jovem), <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>explora a personalidade do seu protagonista virando-a do avesso.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Nas passagens do filme sobre o jovem Brian Wilson vemos o músico apresentar os sinais do que mais tarde viria a ser diagnosticado como um quadro peculiar de esquizofrenia durante a concepção de <i>Pet Sounds</i>, álbum que é considerado por muitos como a obra-prima dos Beach Boys. Nessa fase também percebemos o perfeccionismo de Wilson e como o mesmo guiou toda a concepção do disco, um marco responsável por oferecer novas perspectivas para a banda que ganhou popularidade com o <i>surf rock</i>. Quando acompanhamos a versão mais velha de Wilson, vemos o quadro clínico do músico se agravar, sobretudo em função das estranhas interferências do seu médico particular Dr. Eugene Landy, vivido aqui por Paul Giamatti. Wilson, então,  acaba encontrando refúgio em sua relação amorosa com uma simpática vendedora de carros chamada Melinda Ledbetter interpretada por Elizabeth Banks.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mergulho que <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>faz na vida do seu protagonista é eficiente por dispensar qualquer rede de segurança e também por conseguir ser terno com o seu biografado. Pohland consegue ser fiel, retratando Wilson de forma humana, sem deixar de expor sua admiração por aquela figura, algo que em momento algum é revertido em uma abordagem omissa ou covarde a respeito de tudo que acontecera na vida do integrante dos Beach Boys. Entre a fidelidade aos fatos e o afeto por seu protagonista, <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>encontra um interessante equilíbrio sustentado sobretudo pelas performances do seu elenco exemplar. Pohland é certeiro desde a escolha dos atores que dão vida às duas versões de Wilson retratadas no filme, Paul Dano e John Cusack, até à presença solar de Elizabeth Banks, que mesmo dando vida a já clássica figura da esposa ou namorada dedicada do artista em completa instabilidade psicológica consegue oferecer elementos que enriquecem a sua personagem e aproximam o público do drama vivido pelo protagonista do filme. Do grupo, talvez, Paul Giamatti destoe um pouco ao transformar Eugene Landy em um vilão histriônico, mas nada que não possamos dar um desconto.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dosando muito bem a maneira como se aproxima do processo criativo de <i>Pet Sounds</i> e do drama pessoal de Brian Wilson, <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>é uma cinebiografia marcada pelo bom senso dos seus realizadores. É um filme que reverencia o seu protagonista e tem um genuíno afeto por ele, mas não adota uma postura subserviente na maneira como lida com esse sentimento, sabendo explorar os demônios pessoais do seu biografado e também cativar o público com a costura de relações, situações e personagens capazes de produzir identificação e empatia com o espectador. O longa não chega a promover grandes revoluções na proposta, mas possui propósitos muito sinceros e consegue executá-los em uma narrativa comedida e regular em suas duas horas de duração.</p>
<p><strong>Assista ao trailer aqui: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wrBKiDMZN40" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Especialista em Crise</strong></p>
<p>Lançado em outubro de 2015 durante a temporada de prêmios norte-americana, <i>Especialista em Crise </i>foi um fiasco nas diversas frentes em que precisava obter êxito: não foi muito bem nas bilheterias (uma decepção que acumulou cerca US$ 7 milhões em sua carreira, algo preocupante se considerar que leva no seu cartaz o nome de Sandra Bullock, uma atrizes mais rentáveis do cinema atualmente), recebeu muitas críticas negativas e não ganhou indicação alguma a prêmios, nem mesmo ao Globo de Ouro que sempre costuma ser mais &#8220;generoso&#8221; nas suas categorias de atuação quando vê um longa estrelado por uma grande estrela (que, se indicada, trará mais audiência ao evento televisionado). Assim, é natural que <i>Especialista em Crise </i>chegue no Brasil e em outros países diretamente em DVD ou serviços de <i>streaming, </i>mas não apenas por isso. Este filme de David Gordon Green, de longas tão heterogêneos como <i>Segurando as Pontas</i>, <i>Sua Alteza? </i>e <i>Joe, </i>é um título que trata de temas tão específicos e de uma maneira tão estranha que é difícil vê-lo funcionar em todas as plateias. Como lançar um filme nas salas de cinema hoje em dia é uma tarefa que requer cálculo e preocupação redobrada com os riscos de prejuízo para as distribuidoras, o destino de <i>Especialista em Crise </i>em nosso país parece mais do que compreensível.</p>
<p>No filme, Sandra Bullock interpreta Jane &#8220;Calamidade&#8221;, uma competente consultora de imagem especializada em reverter quadros de baixa popularidade envolvendo políticos em processos eleitorais. Após um tempo afastada da profissão por motivos de saúde, Jane retorna ao jogo para ficar à frente da equipe de um candidato a presidência na Bolívia que precisa urgentemente de ajuda. O longa é baseado no documentário <i>Our Brand is Crisis </i>(mesmo título original deste filme), de 2005, dirigido por Rachel Boynton, que trata sobre estas manobras de construção (ou destruição) de imagens políticas em eleições na América do Sul. Em <i>Especialista em Crise</i> o resultado dessa adaptação é estranho, tendo em vista que, produzido pelo ator George Clooney, o filme acaba ganhando inafastáveis ares de discurso democrata. Acontece que nem a direção de David Gordon Green  nem o roteiro de Peter Straughan conseguem ser muito incisivos nas críticas que claramente pretendem traçar para todo o cenário político abordado no longa. Os comentários do diretor e do roteirista sobre as ações questionáveis desses estratagemas eleitoreiros são feitos na superfície e quando ganham o seu momento para se reverterem em discursos mais enérgicos diluem-se em um desfecho que não é dos mais satisfatórios. Além disso, todo <i>Especialista em Crise </i>é calcado na rivalidade entre as personagens da Sandra Bullock e do Billy Bob Thornton que jamais é trabalhada a contento pelo roteirista e por seu diretor, deixando o filme ainda mais frouxo em seus propósitos e na sua fluidez. No final, nem mesmo Sandra Bullock, que, por sinal, consegue um resultado muito interessante na construção da sua personagem através de recursos bastante sutis, já que o roteiro não é capaz de desenvolvê-la a contento, consegue manter o espectador instigado pelo discurso político burocrático e repetido de <i>Especialista em Crise</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EoCXHnGXnzc" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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