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	<title>Arquivos Edgar Wright - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Edgar Wright - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Noite Passada em Soho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Nov 2021 00:10:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O horror no cinema se divide em muitas formas e têm roupagens diferentes, possibilitando inúmeros tipos de experiências. O espectador pode se deparar com o gore de O Massacre da Serra Elétrica (1974), o slasher renovado por Pânico (1998), com o terror sobrenatural de Poltergeist &#8211; O Fenômeno (1980), com o terror psicológico de Psicose (1960), entre outras possibilidades. Como toda arte, revisitar o passado é uma forma eficaz e potente de aprender e renovar suas criativas. E este é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O horror no cinema se divide em muitas formas e têm roupagens diferentes, possibilitando inúmeros tipos de experiências. O espectador pode se deparar com o gore de <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> (1974), o slasher renovado por <em>Pânico</em> (1998), com o terror sobrenatural de <em>Poltergeist &#8211; O Fenômeno</em> (1980), com o terror psicológico de <em>Psicose</em> (1960), entre outras possibilidades. Como toda arte, revisitar o passado é uma forma eficaz e potente de aprender e renovar suas criativas. E este é o feito mais interessante de <strong><em>Noite Passada em Soho</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18).</p>
<p>Eloise (Thomasin Mckenzie, <em>Tempo</em>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>, de 2019) se muda para Londres em busca de seu sonho: ser uma designer de moda. Apaixonada pelos anos 1960, ela consegue se conectar com lembranças desta época. As memórias eram de Sandie (Anya Taylor-Joy, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/">Emma</a>, de 2020, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vidro/">Vidro</a>, de 2019), uma aspirante a cantora que, assim como Eloise, vai para Londres viver seu sonho. No entanto, as memórias de Sandie passam a ser um pesadelo para a jovem estudante de moda, quando ela descobre que voltar ao passado pode significar descobrir um lado sombrio de Londres e da vida da mulher misteriosa do passado.</p>
<p>A história dirigida e co-roteirizada pelo inglês, Edgar Wright (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-em-ritmo-de-fuga/"><em>Em Ritmo de Fuga</em></a>, de 2017, e <em>Scott Pilgrim contra o Mundo</em>, de 2010) é um mergulho saudoso e inventivo sobre o passado dentro e fora das telas. De um lado, o terror psicológico bebe na fonte de clássicos como a obra-prima de Alfred Hitchcock, sem perder de vista seu potencial narrativo próprio. De outro, o roteiro de Wright e Krysty Wilson-Cairns (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-1917/"><em>1917</em></a>, de 2019) leva o espectador a embarcar numa viagem no tempo estética, performática e musical.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14785" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1.jpg" alt="Noite Passada em Soho" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como já se sabe, Wright é apaixonado por música e isso é uma clara característica em seus filmes. <em>Em Ritmo de Fuga</em>, por exemplo, somos conduzidos pelas emoções do personagem principal a partir das músicas que ele escuta. Em <strong><em>Last Night in Soho</em></strong> (título original), o diretor decide usar as músicas como elo temporal que estabelece para o público as características gerais do filme &#8211; em especial às cenas que se passam na década de 1960. A música consegue criar a atmosfera do filme como um todo.</p>
<p>Essa estética dos anos 1960 permite que o espectador compre certas ações não tão convencionais no cinema contemporâneo. A crítica exterior criticou as ações dos personagens e a dificuldade de aceitar certas decisões feitas por eles. A questão sobre essas ações é que elas fazem parte da construção deste imaginário feito por Wright. Ele consegue conduzir o espectador ao universo entre tempos criados.</p>
<p>O segredo de <strong><em>Noite Passada em Soho</em></strong> é se entregar ao que o filme propõe. A jornada pode causar estranhamento num primeiro momento porque existe uma aproximação relevante aos contextos, conceitos e concepções dos anos 1960, incluindo as atuações. Existe um clima sessentista mesmo na parte que se passa no presente do filme. E quando o público se permite embarcar nessa jornada, é indiscutível a qualidade entregue pela produção.</p>
<p>Para além do resultado visual e do brilhantismo da concepção, existe um roteiro coeso que merece ser louvado. A construção do terror que Eloise vive ao vislumbrar um passado sombrio e violento é poderosa. O cuidado perceptível no roteiro entre beber do passado e recriar o presente é outro ponto alto da narrativa. Ao fim da sessão, o espectador sai impressionado com uma história de fantasmas revitalizada e com uma surpresa impactante e cheia de referências.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Edgar Wright</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Thomasin McKenzie, Anya Taylor-Joy, Matt Smith, Diana Rigg, Terence Stamp, Rita Tushingham, Synnove Karlsen, Jessie Mei Li</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/P0SPVsmWT_0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Em Ritmo de Fuga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 21:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de Chumbo Grosso, intitulado no Brasil Em Ritmo de Fuga. Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de <em>Chumbo Grosso</em>, intitulado no Brasil <em>Em Ritmo de Fuga</em>.</p>
<p>Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas as músicas presentes no filme estão dentro da diegese e a execução desta escolha é bem realizada, pois em nenhum momento parece forçado, pelo contrário, fortalece a construção do papel de Elgort e do clima de tensão.</p>
<p>A história gira em torno de Baby e seu trabalho de piloto de fuga. Há dez anos no volante, à serviço de Doc (Kevin Spacey), o rapaz ocupa a função contra seu gosto. Ameaçado pelo atual chefe, o garoto precisa pagar uma dívida do passado. Aproximando-se de quitar o débito, o jovem foca em completar suas tarefas o mais rápido possível e sair da vida de crime. Durante a exibição fica mais do que clara a bondade e generosidade do protagonista, além de seu genuíno amor pela música.</p>
<p>A direção de Wright é competente. Com um olhar cuidadoso para as cenas de ação, o ritmo corre corretamente pois o cineasta consegue executar momentos de tensão com as cenas de alívio no momento exato para não provocar um enfarto no espectador. Alguns planos detalhe tornam o longa ainda mais especial. Seja em um pé que bate no chão, junto com a música ou as mãos no volante, os planos incrementam o longa. O público pode conseguir notar a criatividade e cuidado em cada escolha de Edgar Wright nas diversas cenas, como, por exemplo, em uma das sequências finais quando o vilão é banhado por uma cor vermelha e o mocinho pelo azul.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7951" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/baby-driver.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Outro ganho de <em>Em Ritmo de Fuga </em>é a montagem. A edição, principalmente das cenas de ação, casa e descasa com as músicas de forma a dar ritmo para as sequências exibidas. Nos primeiros seis minutos de projeção já é possível notar a preocupação dos editores Jonathan Amos (<em>Irmão de Espião</em>) e Paul Machliss (<em>Heróis de Ressaca</em>). Os cortes combinados com as batidas das canções criam uma atmosfera de emoção e são bem executadas pois dão ritmo e anunciam o que estar por vir.</p>
<p>São nos detalhes que a projeção ganha qualidade. Os atores estão muito bem marcados e isso fica ainda mais visível quando eles estão em grupo e performam movimentos sincronizados, tudo isso feito de forma fluida e que se encaixa com a linguagem do filme. As atuações do elenco coadjuvante são muito pontuais, corretas. Individualmente, olhando para eles, não há caricaturas entre mocinhos e vilões, o que já é um ganho. Ninguém compromete a qualidade do filme, mas também não existem interpretações memoráveis, até porque fica a sensação de que todos precisam ser comuns, mais na média, para que Baby se destaque.</p>
<p>Ansel Elgort é a estrela do longa. O que pode vir chamar mais atenção é seu trabalho corporal para cena. É como se a música vibrasse em seu corpo e virasse movimento. As mudanças de olhar e postura durante a projeção também são relevantes. O artista toma o cuidado para não exagerar na imagem de distraído de Baby e sabe a hora de demonstrar paixão, raiva e tomada de atitudes mais severas. Elgort ganha também no carisma, o que gera uma empatia positiva em quem o assiste na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/2da43b_5d5caacdbd1646e59ea5720f95aa1631-mv2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>No elenco, o único ator que incomoda é Kevin Spacey. Todo tempo parece que ele está tentando não ser Frank Underwood, papel que ele desempenha na série da Netflix <em>House of Cards</em>. Pode-se perceber uma busca de novos tons na fala, mas volta e meia Underwood vem para a tela. Além da dificuldade do artista, o roteiro também não ajuda na construção de Doc, que se trai no desfecho da narrativa, deixando mal explicadas as suas atitudes.</p>
<p>A questão da problemática do texto vai além do fechamento do ciclo de Doc, mas todo o último ato parece ter menos cuidado que o restante de <em>Em Ritmo de Fuga</em>, passando uma confusão sobre como finalizar a obra. As escolhas das personagens soam sem justificativas plausíveis, as tensões se esvaem e uma conclusão morna é entregue para o espectador.</p>
<p><em>Em Ritmo de Fuga </em>é um filme bem executado, com músicas bem escolhidas, elenco com boa dinâmica, mas que não traz um encerramento digno do que é mostrado anteriormente. De toda forma, vale a pena vê-lo e saboreá-lo até seu ápice.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TJrKYWPBTrc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 14:19:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3150" aria-describedby="caption-attachment-3150" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3150 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007-620x332.jpg" alt="antman0007" width="620" height="332" /></a><figcaption id="caption-attachment-3150" class="wp-caption-text">Anti-herói: Paul Rudd vive Scott Lang, ex-detento que assume a identidade de Homem-Formiga no novo filme da Marvel Studios.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de <i>Os Vingadores </i>e todos os títulos a ele vinculados; além disso, também apostam na veia <i>pop </i>de suas histórias, gerando tramas que não só humanizam seus super-herois, mas também conferem leveza através de uma certa metalimguagem com suas <i>gags </i>em torno de chavões do seu próprio universo fantástico, é o que <i>Guardiões da Galáxia </i>faz de maneira precisa e até mesmo singular dentro do que foi oferecido pelo estúdio até aqui.</p>
</div>
<div>
<p><i>Homem-Formiga</i> segue as duas orientações que acabei de descrever e apesar de não ser tão singular quanto <i>Guardiões da Galáxia </i>ou <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal</i>, é um filme mais divertido que os filmes da série <i>Homem de Ferro, </i>todos eles engolidos por um Robert Downey Jr. completamente fora de controle como Tony Stark,<i> </i>e menos desarmônico que <i>Thor </i>e sua continuação, por exemplo. <i>Homem-Formiga </i>conta a história de um ex-detento chamado Scott Lang (Paul Rudd) recrutado pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) para proteger o experimento do Homem-Formiga de pessoas que têm o intuito de usá-lo com propósitos eticamente duvidosos. Scott Lang é escolhido para a missão por suas habilidades como ladrão já que para evitar o pior Pym terá que pôr em prática um perigoso plano de assalto que envolve o uso do traje do Homem-Formiga, uma roupa que permite a Lang diminuir sensivelmente o seu tamanho mas crescer em sua força .</p>
</div>
<figure id="attachment_3151" aria-describedby="caption-attachment-3151" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3151 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo-620x302.jpg" alt="ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo" width="620" height="302" /></a><figcaption id="caption-attachment-3151" class="wp-caption-text">Ameaça: Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e Dr. Hank Pym (Michael Douglas) temem pelo que a invenção pode trazer ao mundo caso esteja nas mãos erradas.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de cair nas mãos de Peyton Reed, diretor de comédias como <i>Sim Senhor</i>, <i>Separados pelo Casamento </i>e a interessante <i>Abaixo o Amor, Homem-Formiga </i>seria dirigido por Edgar Wright, de <i>Scott Pilgrim contra o Mundo &#8211; </i>o roteiro de <i>Homem-Formiga</i>, por sinal, tem a co-autoria de Wright. O que fez Wright ser substituído por Peyton Reed foi a velha desculpa da &#8220;diferença criativa&#8221; com a Marvel, o que nos leva a um ponto que não chega a ser um incomodo em <i>Homem-Formiga </i>a ponto de arruiná-lo, mas que evidencia uma política do próprio estúdio (ou habitualmente de todo estúdio, para ser bem sincero) : as decisões em um filme da Marvel são feitas pelos próprios executivos, não por um diretor que tenha uma visão particular sobre o universo dos seus personagens, pelo contrário, toda vez que existe uma interferência mais drástica esse sujeito é imediatamente limado.</p>
</div>
<div>
<p>Em alguns casos, eles acertam por seguir a cartilha ou, em casos ainda mais interessantes como os do sombrio e adulto <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal </i>e do irreverente <i>Guardiões da Galáxia</i>, acertam por se contraporem a ela. Esse jeito de fazer cinema, no entanto, traz sempre o risco da concepção de filmes sem personalidade ou estranhamente deslocados, como se eles precisassem de um perspectiva bem diferente do que a Marvel tem para oferecer, é o caso de <i>Thor</i>, por exemplo, filme no qual fica evidente a falta de traquejo do estúdio ao lidar com um contexto peculiar, o da mitologia nórdica. O que desejo dizer é que isso não fez muita diferença em <i>Homem-Formiga </i>porque o tom do personagem se harmoniza com o o jeito tradicional da Marvel de fazer cinema, um cinema <i>pop</i>, leve, porém, humano. Peyton Reed no caso de <i>Homem-Formiga</i> não parece fazer muita diferença no processo, ele está mais para um executor de roteiro do que para um cineasta que venha imprimir uma narrativa própria. Aqui, a Marvel é quem dá as cartas e tudo se arranja perfeitamente bem. <i>Homem-Formiga </i>está mais para a falibilidade de um Homem-Aranha, um Star Lord ou um Tony Stark da vida do que para  a perfeição de um Thor e até mesmo do Capitão América, ainda que este último tenha rendido dois ótimos filmes no estúdio. É &#8220;juntar a fome com a vontade de comer&#8221;, um tipo de personagem que faz parte da própria tradição Marvel e que a distingue dos seus concorrentes. Então, no fim das contas, depois de tanto conflito, as coisas deram certo.</p>
</div>
<figure id="attachment_3152" aria-describedby="caption-attachment-3152" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3152 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas-620x360.jpg" alt="Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas" width="620" height="360" /></a><figcaption id="caption-attachment-3152" class="wp-caption-text">Elenco: Carisma dos atores principais só favorecem o resultado de Homem-Formiga, que faz jus a todo o legado Marvel até aqui.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Homem-Formiga, </i>portanto, acerta em cheio não só na condução de um espetáculo do entretenimento como introduz com muita habilidade no universo Marvel um personagem que adere com muita facilidade ao modo de leitura das dinâmicas das histórias do estúdio que &#8220;a essa altura do campeonato&#8221; já assimilamos muito bem. Ainda que careça de um pouco mais de atenção dentro da sua própria história, já que a história de Scott Lang rivaliza e, am alguns casos, sai perdendo espaço com a de outros personagens, Paul Rudd foi uma escolha certeira para interpretar o personagem principal de <i>Homem-Formiga</i>. Rudd tem muita facilidade em transitar pelos meandros de um personagem cheio de falhas humanas e que ganha a simpatia do público por esses atributos. Michael Douglas é eficiente como o primeiro Homem-Formiga, o Dr. Hank Pym, Michael Peña está hilário como um dos amigos de Lang e Evangeline Lilly está ótima e magnética na pele de Hope Van Dyne, vislumbrando um futuro ainda mais interessante na Marvel quando assumir de vez a identidade da Vespa.</p>
</div>
<div>
<p>Em suma,<i> Homem-Formiga </i>representa tudo o que a Marvel sabe fazer de melhor, um filme bem-humorado, humano, enfim, um entretenimento de primeira linha. Com o mérito de não ser um produto tão deslocado e enfadonho quanto <i>Thor </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio</i>, mas também sem a ausência de compromisso e &#8220;freios&#8221; que fizeram de <i>Guardiões da Galáxia </i>um produto tão diferenciado no estúdio, <i>Homem-Formiga </i>é um filme correto e muito agradável, enfim, o que se espera de um bom <i>blockbuster </i>com a assinatura do estúdio de Stan Lee, inegavelmente a grande potência cinematográfica deste início de século.</p>
</div>
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