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	<title>Arquivos E no rumo do meu sangue - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos E no rumo do meu sangue - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Festival Olhar de Cinema: E no Rumo do Meu Sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 15:40:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em pouco mais de 4 minutos, o realizador Gabriel Borges reúne imagens de filmes nacionais do Cinema Novo e as reorganiza, trazendo novos sons também. Entre os cortes e mesclas de produções do passado, a figura de Zózimo Bulbul (Alma no Olho) é o centro desta narrativa recriada por Borges. Nesta apropriação, a produção consegue trazer um debate sobre racismo e o audiovisual para o contemporâneo. Na verdade, a marca deste curta-metragem pode ser, justamente, a discussão do que se [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em pouco mais de 4 minutos, o realizador Gabriel Borges reúne imagens de filmes nacionais do Cinema Novo e as reorganiza, trazendo novos sons também. Entre os cortes e mesclas de produções do passado, a figura de Zózimo Bulbul (<em>Alma no Olho</em>) é o centro desta narrativa recriada por Borges. Nesta apropriação, a produção consegue trazer um debate sobre racismo e o audiovisual para o contemporâneo.</p>
<p>Na verdade, a marca deste curta-metragem pode ser, justamente, a discussão do que se foi atingido em termos de representatividade e representação e quais o alcance das obras deste período, qual a efetividade na construção deste olhar do público. O maior ganho de<strong><em> E no Rumo do Meu Sangue</em></strong> é esta multiplicidade de questionamentos que surgem em breves minutos de projeção, através desta montagem de cortes secos e vozes de atores do período.</p>
<p>Ao intercalar os gestos de Zózimo, que possui apenas uma personagem ocupando o ecrã e com a câmera parada que o observa, com outras sequências de mais movimentos, enquadramentos e ações coletivas há uma impressão de pluralidade e criação de ritmo que Borges consegue em sua montagem. Dentro deste contexto, a última camada, que vem para fomentar o discurso que Borges procura imprimir, se trata destes depoimentos de radialistas, impregnados de racismo em suas falas.</p>
<p>A força dos olhares e corpos que se movimentam na tela cresce, pois demonstra que aquele espaço foi e continua sendo também de resistência e lutas. No entanto, há um detalhe que escapa Gabriel Borges que é o desfecho do enredo criado por ele, que fica um tanto frouxo. Apesar do último quadro dialogar com o primeiro, o ciclo de <em><strong>E no Rumo do Meu Sangue</strong></em> se encerra sem que a trama tenha chegado a tal momento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gabriel Borges</p>
<p>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
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