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	<title>Arquivos Doug Liman - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Doug Liman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Confinamento (HBO Max)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2021 13:24:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Partindo da identificação do espectador com a vivência das personagens durante o isolamento social, causado pela necessidade de se proteger do Coronavírus, Confinamento é mais do que um filme sobre pandemia. Com uma mescla de subgêneros, a produção conduz o espectador sabiamente por um caminho, inicialmente, esperado até a sua surpreendente reviravolta, mas sem perder a base de sua narrativa. Neste jogo entre explorar a relação do casal principal, Linda (Anne Hathaway, Convenção das Bruxas) e Paxton (Chiwetel Ejiofor, The [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo da identificação do espectador com a vivência das personagens durante o isolamento social, causado pela necessidade de se proteger do Coronavírus, <strong><em>Confinamento</em> </strong>é mais do que um filme sobre pandemia. Com uma mescla de subgêneros, a produção conduz o espectador sabiamente por um caminho, inicialmente, esperado até a sua surpreendente reviravolta, mas sem perder a base de sua narrativa. Neste jogo entre explorar a relação do casal principal, Linda (Anne Hathaway, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-convencao-das-bruxas/"><em>Convenção das Bruxas</em></a>) e Paxton (Chiwetel Ejiofor, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/"><em>The Old Guard</em></a>), as angústias em relação ao vírus e os conflitos de um casamento finalizado, são construídas camadas mais profundas, a partir de cada uma dessas premissas.</p>
<p>Entre os embates de Linda e Paxton é possível conhecer mais sobre eles. Através de seus desabafos, em diálogos, majoritariamente, sucintos, quem assiste consegue mergulhar e compreender as aflições, necessidades e razões das personagens. A direção de arte, o figurino e a<em> mise-en-scène</em> fomentam esta perspectiva sobre a dupla. Alguns exemplos ilustram esta sensação que a obra passa: a decoração da casa, seja no quarto e no escritório de Linda que possuem cores mais neutras e suaves, enquanto no de Paxton os tons são mais fechados ou nas vestes e penteados de Linda que vão, lentamente, ficando mais despojados, revelando uma certa transformação dela. Ao mesmo tempo, Paxton vai ganhando confiança e restabelecendo a sua personalidade e detalhes aparecem em suas roupas também, como sua jaqueta de motoqueiro.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14275" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max.jpg" alt="Confinamento" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nestas mudanças, provocadas pelas reflexões vindas da obrigatoriedade de ficar na residência, os dois parecem se reencontrar, tanto como indivíduos quanto como casal. A partir desta jornada progressiva, na qual se vê nitidamente os processos de questionamentos e modificações de perspectivas de Linda e Paxton, a produção é corajosa ao inserir dinâmicas de múltiplos gêneros dentro do enredo. Há um peso da jornada das personagens, mas, mesclado a isso, existe um humor ácido que preenche a trama. Punchlines e a seleção das músicas incidentais transmitem também as oscilações de humor de Linda e Paxton, seus distanciamentos e aproximações. Além disso, em um <em>plot twist</em>, é instalada uma atmosfera de longa-metragem de crime.</p>
<p>Quando surge a oportunidade de realizar um roubo, a dinâmica da velocidade das ações é modificada. A montagem oferece mais cortes e a direção traz mais movimentações de câmera. Assim, a inércia e as problemáticas internas que ocorrem dentro de casa, em um confinamento, são substituídas por sequências com uma adrenalina, que é instaurada repentinamente, porém que funciona, pois a quebra da lógica moral vai sendo derrubada no próprios embates entre Linda e Paxton. É a partir daí que eles parecem a encontrar um objetivo em comum e afinar os próprios sentimentos desorganizados internamente. Quando o par passa a expor a ultrapassagem dos supostos limites éticos impostos pela sociedade é que eles conseguem recordar quem são e o amor que têm um pelo o outro.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>Confinamento </em></strong>apresenta um resultado equilibrado e ousado, por saber convocar os momentos internos e íntimos, mas jogar também com o cômico e o absurdo. No contexto atual em que o mundo vive, cheio de conflitos políticos e uma crise sanitária grave, a extrapolação da realidade, através de um cenário, aparentemente, tão comum e relacionável, faz com que a projeção valha cada minuto.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Doug Liman</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Chiwetel Ejiofor, Anne Hathaway, Bem Kingsley, Ben Stiller, Jazmyn Simon, Dule Hill, Mark Gatiss, Lucy Boynton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Xb9z2zGQaSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: No Limite do Amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2014 22:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ao ter seu sangue contaminado por um alienígena em campo de batalha, Bill Cage (Tom Cruise) desenvolve a estranha habilidade de reiniciar o seu dia a cada momento em que morre. Aos poucos, Cage, com a ajuda da habilidosa oficial Rita Vrataski (Emily Blunt), conecta o evento a uma possível solução para a interminável batalha entre humanos e alienígenas desde que essas criaturas passaram a dominar a Terra. Sim, esta é mais uma ficção-científica com Tom Cruise, e por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1075" aria-describedby="caption-attachment-1075" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1075 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/001-620x348.jpg" alt="001" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1075" class="wp-caption-text">Funcionário padrão: &#8220;No Limite do Amanhã&#8221; é mais uma obra que traz Tom Cruise fazendo o que sabe fazer melhor.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao ter seu sangue contaminado por um alienígena em campo de batalha, Bill Cage (Tom Cruise) desenvolve a estranha habilidade de reiniciar o seu dia a cada momento em que morre. Aos poucos, Cage, com a ajuda da habilidosa oficial Rita Vrataski (Emily Blunt), conecta o evento a uma possível solução para a interminável batalha entre humanos e alienígenas desde que essas criaturas passaram a dominar a Terra. Sim, esta é mais uma ficção-científica com Tom Cruise, e por mais que tenhamos um diretor relativamente interessante no comando, sabemos que existe o dedo do ator em cada decisão tomada no projeto. E não, não esperem por nada extraordinário que fuja da banalidade em <em>No Limite do Amanhã</em>. É uma fita escapista relativamente divertida no esquema que o ator costuma estabelecer em suas recentes produções.</p>
<p>O diretor por trás de <em>No Limite do Amanhã </em>é Doug Liman, realizador irregular que tem no seu currículo produções competentes como <em>A Identidade Bourne</em>, o primeiro da série, e o drama político, pouco conhecido, infelizmente, <em>Jogo de Poder</em>, com Naomi Watts e Sean Penn. Por outro lado, Liman foi responsável por <em>Sr. e Sra. Smith</em>, filme que só ficou para a história por unir Brad Pitt e Angelina Jolie na profissão e no matrimônio, e por <em>Jumper</em>, aquele filme sobre jovens super-dotados que se teletransportam protagonizado por Hayden Christensen, enfim, o tipo de projeto que todo diretor que ter seu nome desvinculado para todo o sempre. Portanto, Liman é muito mais um executor tomando decisões lineares e previsíveis que algumas vezes salvam o projeto, mas por outras vezes o detona, já que não consegue neutralizar falhas visíveis de roteiro, por exemplo.</p>
<figure id="attachment_1078" aria-describedby="caption-attachment-1078" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/002.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1078" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/002.jpg" alt="002" width="621" height="370" /></a><figcaption id="caption-attachment-1078" class="wp-caption-text">Coube como uma luva: Inusitada escalação de Emily Blunt para a protagonista foi uma das escolhas mais acertadas do projeto.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dito isso, <em>No Limite do Amanhã </em>está mais para o primeiro grupo de filmes de Doug Liman, ainda que seja bem inferior aos outros dois títulos mencionados. O filme revela-se como uma ficção-científica pouco pretensiosa que entretém na medida certa e sabe até onde deve ir, evitando criar uma trama complexa demais que não será capaz de sustentar mais adiante. Como nos demais exemplares da carreira de Liman, o filme não é nenhum espetáculo técnico ou artístico (a exceção da ótima sequência na qual Cruise e alguns soldados descem de um helicóptero e caem em uma praia para uma batalha, semelhante a cena de abertura de <em>O Resgate do Soldado Ryan</em>), e era isso mesmo que os seus envolvidos pretendiam, evitar os riscos. Cruise, Liman e a Warner queriam fazer uma fita quadradinha e correta em seus propósitos e conseguiram.</p>
<p>É interessante notar que, pela primeira vez em anos, vemos Tom Cruise interpretar um sujeito deslocado em um ambiente que exige dele uma grande habilidade física. Aqui, o ator vive um assessor de imprensa das Forças Armadas obrigado a se juntar ao grupo de militares. E ainda que um ator mais jovem e que inspirasse o mínimo de credibilidade em seu amadorismo e insegurança naquela situação fosse o ideal, Cruise dá conta do recado, afinal, esse tipo de produção é sua zona de conforto. Quem surpreende a plateia mesmo é Emily Blunt, muito interessante em um papel que não costuma ser ofertado a ela. Blunt vive com muita naturalidade essa heroína de ação sem perder a feminilidade e o lado humano da personagem. Uma escolha inusitada, mas assumida com muita confiança e talento pela atriz.</p>
<figure id="attachment_1079" aria-describedby="caption-attachment-1079" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/emily-blunt-new-edge-of-tomorrow-still-with-tom-cruise-051.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1079 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/emily-blunt-new-edge-of-tomorrow-still-with-tom-cruise-051-620x361.jpg" alt="" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1079" class="wp-caption-text">Na média: Filme não é memorável, mas é uma fita de entretenimento competente.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>No Limite do Amanhã </em>é exatamente aquilo que se esperava dele. Um filme de ficção-científica e de ação protagonizado por Tom Cruise que mostra-se como um exemplar correto do gênero nas mãos de um dos últimos atores de Hollywood que conseguem se sustentar nos moldes antigos de produção (aquele que tem o ator no centro do seu processo criativo e empresarial). Particularmente, preferia ver Cruise se arriscar mais, sair dessa zona de conforto representada por filmes como <em>Oblivion </em>e <em>No Limite do Amanhã</em>, que são bons, mas nada mais que isso. Quem sabe um dia o ator de <em>Nascido em 4 de Julho</em>, <em>Magnólia </em>e <em>Jerry Maguire </em>desperte desse estado de calmaria longo e profundo em que se encontra há bastante tempo e nos surpreenda? A gente torce para isso.</p>
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