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	<title>Arquivos David Yates - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos David Yates - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2022 23:57:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um longa do universo Harry Potter chega aos cinemas se fiando especialmente na base fervorosa de fãs que vai lotar as salas de exibição pelo simples fato de que faz parte da história dos bruxos que amamos. Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore é um filme cujo roteiro é tão questionável quanto o seu antecessor, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. No entanto, aqui já temos uma exaustão por parte do espectador que a cada filme que passa se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um longa do universo Harry Potter chega aos cinemas se fiando especialmente na base fervorosa de fãs que vai lotar as salas de exibição pelo simples fato de que faz parte da história dos bruxos que amamos. <strong><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></strong> é um filme cujo roteiro é tão questionável quanto o seu antecessor, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-crimes-de-grindelwald/"><em>Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald</em></a>. No entanto, aqui já temos uma exaustão por parte do espectador que a cada filme que passa se contenta menos com o que o universo bruxo está oferecendo. E quem está falando aqui é uma crítica de cinema que tem uma tatuagem de Harry Potter no braço. Só para vocês entenderem o meu nível de fã.</p>
<p>Não há o que minuciar muito aqui sobre a sinopse pois além de confusa, pode dar spoilers. Mas já toco aqui no ponto principal de problema do filme: ele é tão confuso quanto o anterior. O roteiro parece ter dificuldade de definir qual o seu foco principal, qual arco narrativo será levado em conta e até mesmo em definir o protagonista. Sim, o título carrega o nome de Dumbledore (Jude Law, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>), mas ele divide o protagonismo com Newt Scamander (Eddie Redmayne, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>). Essa enxurrada de informações em cima do espectador faz com que ele não se apegue a nenhuma causa que é apresentada, deixando o envolvimento com a trama apenas a cargo do cenário e universo onde a história está inserida. O que é até meio desrespeitoso com os fãs, para falar a verdade.</p>
<p>O romance entre Alvo e Grindelwald é algo muito mais martelado neste longa, mas sem justificar o vínculo para o espectador. Fala-se muito sobre o amor dos dois, mas sem mostrar nenhuma cena do passado que justifique. O que fica então são apenas palavras que não envolvem quem assiste, o que faz parecer que o envolvimento homossexual foi, de fato, apenas uma jogada de marketing de J.K Rowling para abarcar este público.</p>
<p>Para além disso, é decepcionante ver o que fizeram com Credence (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Liga da Justiça</em></a>). A grande promessa de que ele seria um vilão obscuro e temido, como surgiu ainda no primeiro filme, simplesmente é deixada de lado para mostrar um personagem apático, sem forças e sem representatividade. Ele não serve para quase nada na trama. Assim como ele, temos Teseus (Callum Turner, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/"><em>Emma</em></a>), irmão de Newt, que também tem um arco narrativo tão inútil que poderia ser cortado do roteiro sem que dessem a menor falta.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15392" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O personagem que tem um destaque melhor nessa salada de frutas é Jacob Kowalski (Dan Fogler, A Discussão), cuja história é melhor desenvolvida e tem um carisma único. É uma delícia acompanhar seus momentos e dar risada com suas trapalhadas. Carisma que falta, por exemplo, ao tido protagonista Eddie Redmayne. Tenho minhas restrições porque, apesar de considerá-lo um bom ator, acho que seu maior traço de personalidade é ser estranho. E não acho que isso seja suficiente para sustentar esta demanda.</p>
<p>Mas me entendam. Não é que <em><strong>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore </strong></em>seja ruim. Tem lá seu entretenimento, bons momentos. As atuações são muito boas, o elenco é integrado, os efeitos especiais excelentes e a trilha sonora nos faz memorar Harry Potter, especialmente ao entrar novamente em Hogwarts. No entanto, nem tudo isso é capaz de nos fazer esquecer um roteiro ruim. Dado que o livro original no qual essa franquia é baseada é bem pequeno e sem grandes histórias, tudo vem sendo criado por J.K Rowling durante a produção. Isso me leva a crer que ela tem perdido completamente a mão na necessidade de &#8220;encher linguiça&#8221;.</p>
<p>A medida que chegamos ao final do longa, aí é que os arcos narrativos pobres são revelados de fato. Várias ações que sustentam as quase 2h30 de filme são invalidadas com decisões aleatórias. A prisão do irmão de Newt é completamente sem sentido, assim como a acusação de que Jacob era assassino. Queenie vai e volta do fascismo com a mesma facilidade que andamos na rua. Até o pacto de sangue entre Grindelwald e Dumbledore, o roteiro encontra um jeito de ignorar.</p>
<p>O que me deixa triste com <em><strong>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</strong></em> é ver um ótimo potencial perdido. São grandes atores com um universo pronto e que já possui uma legião fiel de fãs. Não precisava tanto esforço para entregar um material de qualidade e que agradasse a todos. No entanto, a opção de querer encher o roteiro de fios que nunca são conectados transformaram o filme em uma produção confusão, sem grande impacto e um tanto decepcionante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Yates</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Eddie Redmayne, Jude Law, Mads Mikkelsen, Ezra Miller, Dan Fogler, Alison Sudol, William Nadylam, Callum Turner</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/5SjYFF2g35c" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2016 04:39:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Só quem é fã de Harry Potter sabe a emoção de entrar em uma sala de cinema tendo consciência que a temática será aquela trabalhada com tanto amor por nossa querida J. K. Rowling. Difícil controlar a ansiedade e mais difícil ainda é escrever um texto falando de tal película tentando ser o mais imparcial possível. Se eu falhar, meu mais sincero perdão. Nesta nova série que se inicia, o magizoologista Newton Scamander chega em Nova York com a missão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Só quem é fã de Harry Potter sabe a emoção de entrar em uma sala de cinema tendo consciência que a temática será aquela trabalhada com tanto amor por nossa querida J. K. Rowling. Difícil controlar a ansiedade e mais difícil ainda é escrever um texto falando de tal película tentando ser o mais imparcial possível. Se eu falhar, meu mais sincero perdão.</p>
<p>Nesta nova série que se inicia, o magizoologista Newton Scamander chega em Nova York com a missão de adquirir mais um animal exótico para sua coleção, que guarda com tanto apreço em sua maleta. No entanto, ao chegar em terras americanas, bate de frente com uma guerra iminente entre bruxos e trouxas, já que eventos sobrenaturais têm ameaçado a discrição do mundo mágico.</p>
<p>Depois de 15 anos do lançamento do primeiro filme da saga de Harry Potter, J. K. Rowling se arrisca voltando como produtora de um longa baseado em um livro que é mais um guia subsequente de sua obra original. Cuidadosa como sempre, desta vez ela aposta em uma temática mais adulta e voltada para aquele público juvenil que cresceu com Harry Potter, e que agora está beirando os 30 anos. Ainda assim, sem perder a essência da magia e do encanto. É como uma reverência à todo o público que a acompanhou durante todos esses anos.</p>
<p>Com a mesma roupagem dos oito filmes anteriores, Rowling consegue, junto com o diretor David Yates (o mesmo responsável pelos quatro últimos filmes da franquia original), trazer um universo completamente novo e atraente para o espectador, mesmo aquele que não leu o livro ou não acompanhou completamente a história anterior. Não há mesmice alguma, nem repetição de informações que já foram passadas. Embora o longa apresente muitos elementos novos, ele não soa como a introdução de um novo universo completamente do zero. Então não fica cansativo. Vai direto ao ponto.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6926" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Animais-01.jpg" alt="FANTASTIC BEASTS AND WHERE TO FIND THEM" width="610" height="348" /></p>
<p>Por mais simplório que o roteiro pareça à primeira vista, ele tem muito espaço para desmembramentos e novas histórias. A introdução da magia em outro país é de grande sagacidade, mostrando as diferenças com o Reino Unido e trazendo o espectador ainda mais para perto. Por não se passar dentro de Hogwarts, como é o caso de quase todos os filmes da outra franquia, a sensação de magia é ainda mais próxima, mais real. E é simplesmente encantador.</p>
<p>A escolha de elenco também foi cuidadosa. Tenho minhas ressalvas quanto à Eddie Redmayne (mas quem não tem, não é verdade?). Ele é careteiro demais, cheio de expressões exageradas e trejeitos. Mas, como o personagem tem um quê de loucura e desleixo, combinou e funcionou particularmente bem, no final das contas. Sua parceira, Katherine Waterston se encaixa muito bem no papel de bruxa assustada e perdida. Mas o casal mais fofo e coerente do filme é protagonizado por Alison Sudol e Dan Fogler. Não tecerei maiores detalhes em respeito aos spoilers. Mas adianto que funcionam tão bem que conseguem brilhar mais que o casal principal.</p>
<p>A polêmica participação de Johnny Depp (que neste filme ainda é bem pequena) é bem coerente. Deixando de lado a questão pessoal dele como homem, artisticamente falando, ele foi uma boa escolha. Assim como Colin Farrel e Ezra Miller. Aliás, o elenco como um todo é brilhante e um deleite à parte.</p>
<p>Tentando manter a imparcialidade prometida no início do texto, devo confessar que o tom sombrio que perpassa todo o filme é, por vezes, desnecessário. A montagem também prejudica alguns momentos, cansando o espectador logo no finalzinho do filme (confere um ritmo disperso). Mas nada que chame a atenção ou que faça o filme perder o brilho. São meros detalhes.</p>
<p>Ao final, J. K. Rowling conseguiu trazer de volta o universo mágico de bruxos e trouxas com tamanha sabedoria que terá espaço de sobra para criar as histórias que quiser nos próximos quatro filmes já confirmados e anunciados desta franquia. Ela consegue honrar sua própria obra, mas, principalmente, honrar seus leitores. Uma excelente e reconfortante notícia para qualquer fã de Harry Potter.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2yRn-FN2Tdg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Lenda de Tarzan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 19:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais recente encarnação do clássico personagem de Edgar Rice Burroughs a ganhar as telas, A Lenda de Tarzan é um filme que não é o desastre que parte da crítica internacional alardeou. É verdade que o longa quando erra, vai fundo nos seus deslizes, mas, de uma maneira geral, o filme oferta perspectivas interessantes a respeito do seu personagem e foge ao que convencionalmente se espera de mais uma história sobre a lenda das selvas, ou seja, mais um título a explorar sua origem em uma trama de ação escapista. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais recente encarnação do clássico personagem de Edgar Rice Burroughs a ganhar as telas, <i>A Lenda de Tarzan </i>é um filme que não é o desastre que parte da crítica internacional alardeou. É verdade que o longa quando erra, vai fundo nos seus deslizes, mas, de uma maneira geral, o filme oferta perspectivas interessantes a respeito do seu personagem e foge ao que convencionalmente se espera de mais uma história sobre a lenda das selvas, ou seja, mais um título a explorar sua origem em uma trama de ação escapista. <i>A Lenda de Tarzan</i>, no entanto,<i> </i>vai por um caminho inesperado, tenta fazer uma revisão histórica e se preocupa com o que ocorreu com o protagonista após anos de sua inserção na &#8220;civilização&#8221;. Acontece que a execução desses conceitos apresenta derrapadas sensíveis e o filme tem no centro das atenções um intérprete de Tarzan que não consegue dar conta do recado, o ator Alexander Skarsgard, mais conhecido do público por ter vivido o vampiro Eric Northman na série <i>True Blood</i>.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>A Lenda de Tarzan</i>, o diretor David Yates (dos filmes da franquia <i>Harry Potter</i> desde <i>A Ordem da Fênix</i>) faz uma releitura do trabalho de Burroughs com o clássico personagem. No novo longa somos apresentados a um Tarzan que já vive há um tempo em Londres ao lado da sua esposa Jane. Estamos na década de 1930 e o personagem é convidado a retornar a selva do Congo como um emissário do Parlamento inglês. Chegando lá, o personagem se depara com uma outra realidade que envolve o tráfico de escravos e o comércio de minerais e ainda confronta pendências do seu passado que põem em risco a vida da sua amada Jane.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com todo o seu propósito revisionista, não apenas da própria obra literária, como também do seu contexto histórico, o resultado de <i>A Lenda de Tarzan</i> é um filme desajustado e instável na relação que estabelece com o seu público. Por um lado, ele te mantém interessado pelo desenlace das suas tramas já que te apresenta a uma série de questões que as últimas adaptações das histórias do personagem não apresentaram e, além disso, o diretor David Yates adota um tom e um visual interessante para seu filme, uma mescla de sobriedade e realismo que se exterioriza em uma fotografia de paletas acinzentadas e um design de produção que evita exageros. Em contrapartida, o filme tem uma péssima execução das suas cenas de ação e uso de efeitos visuais confuso, fazendo com que o público nunca saiba ao certo como os personagens se movimentam. Além disso, a exceção da sequência de abertura, a maioria das cenas de ação mostram-se banais ao espectador.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6447" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/tarzan0007.jpg" alt="_L3A3723.dng" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Acontece que ainda que mantenha o público levemente interessado por toda essa cartilha interessante de recursos que possui, a trama de <i>A Lenda de Tarzan </i>sempre apresenta algum elemento que emperra uma relação mais forte e entregue do espectador com o filme, tornando seus erros, quando ocorrem, crassos. Por exemplo, o longa tem o desenvolvimento do seu conflito principal imobilizado por uma sucessão de <i>flashbacks </i>descartáveis a respeito da origem de Tarzan e do nascimento do seu romance com Jane, algo que não cabe na própria proposta e cuja apresentação ao público é dispensável (todos sabem da origem de Tarzan). Esse retorno ao passado e à clássica história de Burroughs emperram e não ajuda em nada os intentos revisionistas de <i>A Lenda de Tarzan</i>. Além disso, o olhar que o filme reserva a trama dos escravos, se por um lado, revela uma pertinência muito grande, sobretudo quando somos familiarizados com as motivações do personagem de Samuel L. Jackson, por outro, é enfraquecida quando tem como eixo da revolução das populações nativas do Congo o homem branco, representado por Tarzan e Jane.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A mesma oscilação que apontamos anteriormente é percebida no resultado das performances do seu elenco. Temos uma Margot Robbie interessante como uma Jane mais atuante, Samuel L. Jackson compondo um personagem que acrescenta muito à trama e até mesmo um Christoph Waltz que, a despeito de repetir um tipo que anda fazendo há anos, consegue compor uma variação interessante de vilão. Em contrapartida, somos apresentados a um protagonista inexpressivo. Como Tarzan, Alexander Skarsgard confunde o lado selvagem do personagem e a natural introspecção de um homem que ainda está se aclimatando ao novo ambiente com a composição de uma figura marcada pela apatia e pelo olhar lânguido em cena. O ator não esboça reação alguma, nem mesmo quando a vida de sua esposa, a pessoa que ele mais ama no mundo, está em perigo. Ter um protagonista como Skarsgard acaba custando muito caro a <i>A Lenda de Tarzan</i>, sobretudo<i> </i>em momentos da projeção no qual deveria existir um interesse maior do espectador pelos sentimentos que mobilizam o seu personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É através dessa estranha lógica de falhas e compensações que <i>A Lenda de Tarzan </i>funciona em parte. Trata-se de um filme que avança consideravelmente em relação a outras adaptações do clássico personagem, mas também promove recuos consideráveis, ficando sempre no meio termo. <i>A Lenda de Tarzan </i>não é um fiasco, mas é um longa que titubeia em sua própria zona de risco e não consegue sustentar com vigor seu intuito de promover um outro olhar para velhos e conhecidos personagens e histórias.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EIsxNQ2ZCjI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>A Lenda de Tarzan: Primeiras críticas desaprovam o longa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2016 19:41:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A Lenda de Tarzan]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Skarsgård]]></category>
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		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma encarnação de Tarzan, clássico personagem criado por Edgar Rice Burroughs, chega aos cinemas. Desta vez, o herói das selvas será vivido por Alexander Skarsgard (da série True Blood) e a direção fica por conta de David Yates, em seu primeiro trabalho após o desfecho da franquia Harry Potter. A Lenda de Tarzan é, na verdade, uma sequência dos eventos que já conhecemos envolvendo o personagem. No filme, acompanhamos um Tarzan mais velho, já ambientado à vida na cidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma encarnação de Tarzan, clássico personagem criado por Edgar Rice Burroughs, chega aos cinemas. Desta vez, o herói das selvas será vivido por Alexander Skarsgard (da série <i>True Blood</i>) e a direção fica por conta de David Yates, em seu primeiro trabalho após o desfecho da franquia <i>Harry Potter</i>.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>A Lenda de Tarzan </i>é, na verdade, uma sequência dos eventos que já conhecemos envolvendo o personagem. No filme, acompanhamos um Tarzan mais velho, já ambientado à vida na cidade em Londres e casado com Jane. Ele retorna à floresta para impedir que uma exploração ponha em risco o seu antigo lar. No filme, a atriz Margot Robbie (de <i>O Lobo de Wall Street </i>e que será vista em breve como a Arlequina de <i>Esquadrão Suicida</i>) vive a Jane, com Samuel L. Jackson e Christoph Waltz no restante do elenco.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>As primeiras sessões internacionais do filme já foram realizadas com a presença de jornalistas. As notas nos agregadores de críticas como o Rotten Tomatoes e o Metacritic são baixas, mas os textos apresentam pontos de vista bem divisivos sobre o resultado do trabalho de David Yates. Confira abaixo as primeiras impressões da crítica a respeito do longa:</p>
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<p>&#8220;Como <i>John Carter </i>e <i>O Cavaleiro Solitário </i>antes dele, <i>A Lenda de Tarzan </i>é tão genérico que esquece do que fez esse personagem ser tão icônico&#8221; Alonso Duralde, <i>The Wrap</i></p>
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<p>&#8220;<i>A Lenda de Tarzan </i>é uma sequência, uma história de origem e uma trama revisionista tudo em um só filme. Tudo o que ele não consegue ser é divertido, como o homem criado por Edgar Rice Burroughs e suas encarnações prévias no cinema&#8221; Peter Debruge, <i>Variety</i></p>
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<p>&#8220;Como Tarzan, Alexander Skarsgard tem o corpo como se fosse esculpido no mármore e o desempenho de uma pedra&#8221; Stephen Whitty, <i>Newark Star-Ledger</i></p>
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<p>&#8220;Este é certamente o melhor filme com um Tarzan em carne-e-osso feito em décadas (o que, admito, não é muito) e oferece um equilíbrio entre a ação e o drama&#8221; Tom McCarthy, <i>The Hollywood Reporter</i></p>
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<p>&#8220;Finalmente uma releitura hollywoodiana com um ponto de vista interessante&#8221; Alan Scherstuhl, <i>Village Voice</i></p>
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<p><i>A Lenda de Tarzan </i>estreia dia 21 de julho no Brasil.</p>
<p><b>Assista ao trailer do filme: </b><b></b></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dNzTFhkV0og" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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