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	<title>Arquivos David Wenham - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos David Wenham - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Elvis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 00:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Será que Elvis não morreu? Essa é a sensação de legado que o filme de Baz Luhrmann deixa para seus espectadores, com as mais de 2h30 de duração. Responsável por longas primorosos como Romeu + Julieta, Austrália e Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho, o diretor traz aqui a história de um dos maiores cantores de todos os tempos, só que sob a ótica de seu ganancioso empresário Tom Parker (Tom Hanks, Um Lindo Dia na Vizinhança), que estava mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que <strong><em>Elvis</em> </strong>não morreu? Essa é a sensação de legado que o filme de Baz Luhrmann deixa para seus espectadores, com as mais de 2h30 de duração. Responsável por longas primorosos como <em>Romeu + Julieta, Austrália e Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho</em>, o diretor traz aqui a história de um dos maiores cantores de todos os tempos, só que sob a ótica de seu ganancioso empresário Tom Parker (Tom Hanks, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), que estava mais preocupado com seu próprio enriquecimento do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Elvis descobriu a paixão pela música ainda criança, frequentando as igrejas para negros, que eram comuns nos EUA na época. Tão logo ele soube que aquele era o caminho que desejava trilhar e contou com o apoio da família para ir em busca de seu sonho de ser um cantor de sucesso. No meio da estrada, se deparou com Parker, que ajudou a impulsionar sua carreira de maneira astronômica, mudando completamente a realidade dele e da família.</p>
<p>É muito curioso o começo do filme quando Baz deixa o espectador tão curioso em descobrir quem é Elvis, como o próprio Parker. Até o momento em que eles de fato se conhecem, nós apenas temos vislumbres do artista, sua silhueta, sua voz. Foi um artifício acertado do diretor, que só começava a mostrar todo o cuidado que teve ao longo da trama, em termos de imersão do espectador. Enquanto isso, vamos descobrindo a fome por dinheiro e poder que o empresário tem, mostrando um lado bem diferente de Tom Hanks.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15706" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850.jpeg" alt="Elvis" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para um ator que costuma fazer papéis de pessoas bacanas, encarar um vilão tão sem escrúpulos como esse é tarefa difícil, mas que ele leva com muita facilidade. Conseguimos odiar cada momento em que Parker surge, graças à maestria magnífica de seu protagonista. Uma performance digna de premiação, tal qual a do próprio Elvis. É curioso como Austin Butler (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) não parece nem um pouco com o cantor original, mas coube perfeitamente na sua representação. Ele estudou maneirismos, jeito de andar, de falar. Tudo para assumir este importante papel. Um investimento valioso pois acredito realmente que ele receberá diversas indicações, sendo um forte candidato a levar as estatuetas.</p>
<p>Para além do elenco incrível e afiado, o roteiro de <em><strong>Elvis</strong> </em>é emocionante e envolvente. O espectador acaba descobrindo ainda mais detalhes da origem e início da carreira do músico, assim como entende o frenesi pelo seu nome na época, que perdura até hoje. O sonho dele era espalhar as suas canções pelo mundo, envolver as pessoas com seus poemas cantados. No entanto, tudo isso foi frustrado pela manipulação de Parker em sua vida e sua família. O objetivo dele era sugar ao máximo todo o dinheiro que podia com a carreira de Elvis (não à toa que eles tinham contratos que rendiam 50% de lucros para o empresário), apostando em casinos, fumando charutos e bebendo uísque.</p>
<p>É surreal pensar que Elvis não foi nem metade do que ele poderia ser por conta deste agente. Ele não realizou turnês internacionais, que era algo que almejava muito, pois foi proibido e acuado pelo empresário. Fico imaginando como seria o seu legado mundial, pois mesmo com essas privações, ele ainda foi o que foi e é o que é.</p>
<p>Não existe excessos em <em><strong>Elvis</strong></em>. Este é um filme que galga seus caminhos com assertividade, sem pressa, mas também sem enrolação. A medida que somos envoltos pela história, ela não se priva de avançar e mostrar mais nuances e cenários. É um filme intenso, impactante e tão grandioso quanto o próprio foco da cinebiografia. Elvis se mostra, de fato, eterno, pois seu legado persiste mesmo com o passar dos anos e de gerações.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Baz Luhrmann</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Austin Butler, Tom Hanks, Olivia DeJonge, Richard Roxburgh, Kelvin Harrison Jr., David Wenham, Kodi Smit-McPhee, Luke Bracey, Xavier Samuel</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/0vXTcMkSzdI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lion &#8211; Uma Jornada para Casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2017 23:34:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[David Wenham]]></category>
		<category><![CDATA[Dev Patel]]></category>
		<category><![CDATA[Garth Davis]]></category>
		<category><![CDATA[Lion - Uma Jornada Para Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Rooney Ma]]></category>
		<category><![CDATA[Sunny Pawar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com apenas cinco anos de idade, o pequeno Saroo perdeu-se de seu irmão mais velho em uma estação de trem de Calcutá. Sem saber a localização precisa da sua casa, o menino perambulou pelas ruas da Índia sem destino certo até ser adotado por um abastado casal de australianos, Sue e John Brierley. Quando completou 25 anos de idade, mesmo com todo o conforto e afeto que encontrou no lar dos Brierley, Saroo passa a ser tomado pelo desejo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com apenas cinco anos de idade, o pequeno Saroo perdeu-se de seu irmão mais velho em uma estação de trem de Calcutá. Sem saber a localização precisa da sua casa, o menino perambulou pelas ruas da Índia sem destino certo até ser adotado por um abastado casal de australianos, Sue e John Brierley. Quando completou 25 anos de idade, mesmo com todo o conforto e afeto que encontrou no lar dos Brierley, Saroo passa a ser tomado pelo desejo de reencontrar a família biológica, retomando uma jornada que na verdade nunca fora interrompida pois as imagens da sua infância difícil volta e meia surgiam na vida do rapaz.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Toda a trajetória do protagonista de <i>Lion: Uma Jornada para Casa </i>é baseada em fatos reais e funciona como um rolo compressor de emoções. O relato da infância de Saroo Brierley possui uma força emocional que não precisaria de muitos esforços para arrancar lágrimas do mais resistente e amargo dos espectadores. Graças a sensibilidade do diretor estreante em longas Garth Davis, <i>Lion </i>não é apelativo, pelo contrário. Do início ao fim, Davis tem plena segurança do poder da sua história e do seu protagonista, se agarra nele com unhas e dentes  e com tamanho respeito que evita qualquer produção artificial de emoção ao longo da narrativa, deixando que a conexão genuína de afeto entre seus personagens (Saroo e seu irmão, ele e suas mães biológica e adotiva) dê o tom desejado no filme. Isso tudo dá a <i>Lion </i>a comunicação com o público que o filme sempre buscou e que não pode ser encarado como demérito: emocionar o público. É emoção genuína que <i>Lion </i>almeja e é isso que ele consegue.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Descoberto por Jane Campion (diretora de <i>O Piano</i>), Garth Davis foi seu pupilo em alguns episódios da sua série <i>Top of the Lake</i>. Lá, o diretor já demonstrava manejar com destreza um tema delicado como a pedofilia, que exigiu de Davis ser incisivo com a questão sem ser sensacionalista. Aqui, Davis consegue efeito semelhante trazendo para o espectador a história de um menino vivendo em extrema pobreza, perdido da sua família e posteriormente, já adulto, tentando reencontrá-la. Da poderosa primeira hora do filme, dominada pela revelação Sunny Pawar (o pequeno Saroo), à segunda parte do longa, assumida por Dev Patel (de <i>Quem quer ser um Milionário?</i>, o Saroo adulto), Davis demonstra saber o momento certo em que deve estimular sua cartela de emoções no espectador e quando deve sair de cena, deixando que seu elenco e a poética fotografia de Greig Fraser (de <i>Foxcatcher) </i>assuma a condução da jornada de Saroo. Há ênfase na emoção? Claro que há. Seria estranho inclusive que Davis conduzisse com distância emocional a história do seu protagonista (seria desrespeitoso com a mesma até). Contudo, nada disso faz com que o realizador transforme <i>Lion </i>em um melodrama barato.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7387" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/534286-lion-poster.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A primeira hora de <i>Lion</i>, ambientada nas ruas de Calcutá,<i> </i>é inegavelmente mais poderosa e visualmente estimulante para Davis e sua equipe. O longa não procura nesse momento estetizar o lado mais pobre da Índia, mas o apresenta na perspectiva do olhar curioso e assustado de uma criança para todo aquele contexto em que é subitamente jogado. Na segunda hora, ainda que perca um pouco do viço incial ao mudar para os ares australianos, <i>Lion </i>demonstra outras qualidades. Aqui, um dos aspectos mais positivos do filme é a maneira como lida com o tema da adoção. Desmistificando visões românticas acerca da questão, Davis consegue mostrar a dificuldade de adaptação de Saroo e, mais gravemente, seu irmão Mantosh, também adotado, à nova vida, salientando que mesmo com todo o carinho dos Brierley ambos ficarão marcados e serão assombrados por toda as dificuldades que passaram. Nesse momento do filme, tanto Dev Patel, quanto Nicole Kidman, que interpreta Sue Brierley, a mãe adotiva de Saroo, são fundamentais para Davis conseguir conduzir estas questões. Patel evidencia em momentos singelos como as imagens da infância difícil de Saroo o tomam de assalto nas situações mais triviais que possam evocá-las, como quando se depara com uma iguaria indiana que nunca tivera a oportunidade de experimentar quando criança, já Kidman torna sua Sue uma das figuras mais calorosas de todo o filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que encontre na segunda parte do longa alguns &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221;, representado pelo uso duvidoso que faz do Google Earth (e ainda assim podemos dar um desconto, afinal, quantas vezes vemos os personagens  de outros filmes usaram equipamentos da Sony ou da Apple e ninguém saiu reclamando?) e por uma certa prolongada no roteiro, nada retira o impacto do desfecho de <i>Lion</i>, que sintetiza em um catártico registro real os sentimentos que governam o longa e aqueles que o realizaram e viveram aquela história de fato. Com muita simplicidade, <i>Lion </i>demonstra a forte conexão que uniu realidades aparentemente desconexas mas que convergiram por força de sentimentos bastante nobres e humanos. Ao final de <i>Lion </i>você só sente admiração e afeto por Saroo, por suas mães Sue e Kamla e por suas respectivas jornadas que nos remetem a olhares positivos sobre a existência humana. O cinema está ai para problematizar o mundo e expor com criticidade suas incoerências, mas também nos mostrar o que existe de mais bonito entre nós. <i>Lion </i>está ai pela segunda missão.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/R08HjFmDa3A" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lion-uma-jornada-para-casa/">Crítica: Lion &#8211; Uma Jornada para Casa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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