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	<title>Arquivos Daniel Espinosa - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Daniel Espinosa - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Morbius</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 19:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que Morbius foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?! A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que <em><strong>Morbius</strong> </em>foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?!</p>
<p>A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para trazer novos elementos e personagens a uma trama que já anda bem complicada e exaurida. Michael Morbius (Jared Leto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>) é um jovem que sofre de uma doença sanguínea que o impossibilita de levar uma vida normal, vivendo em clínicas de recuperação. Ele cresce, então, com o foco de ser um grande médico e cientista, que vai descobrir a cura de sua doença e de seu grande amigo, Milo (Matt Smith, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-noite-passada-em-soho/"><em>Noite Passada em Soho</em></a>). Após um Nobel pela criação de um sangue artificial, ele acaba engrenando num projeto duvidoso que mistura DNA de humanos e morcegos, o que poderia levar à sua cura. O tiro sai pela culatra e ele acaba se tornando uma espécie de monstro vampiro.</p>
<p>O lançamento em tela deste novo vilão que vai contracenar com o Homem-Aranha deveria ser um grande momento, ainda mais contando com um ator que possui Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ledo engano. Este é mais um projeto incompreensível de Jared Leto, que a cada dia que passa se torna mais um Nicolas Cage, que é ótimo artista mas toma decisões bem questionáveis na carreira. Gosto dos dois, mas tem coisas que realmente não tem como defender.</p>
<p>Existe um excesso absurdo de soluções fáceis que meio que duvidam da capacidade intelectual do espectador em compreender mais camadas do que são expostas. Clichês baratos e porcos que nos deixam incrédulos para um filme com tamanho orçamento e o espaço que ocupa por ser da Marvel. O roteiro ainda faz relações desnecessárias com outras tramas, como quando chama Milo de &#8220;alteza&#8221;, nos fazendo lembrar do papel que Matt Smith interpretou de Príncipe Phillipe na série <em>The Crown</em> ou como quando Martine corta o dedo e o sangue faz Morbius ficar agitado, tal qual Bella Swan em <em>A Saga Crepúsculo &#8211; Lua Nova</em>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15380" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg" alt="Morbius" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa soluções, unidas ao fato de que o roteiro em si perde o contexto (não que ele comece brilhantemente, mas tinha algum potencial ali), fazem com que as 1h45 de duração se tornem muito mais longas para o espectador, que cansa da história. Recentemente assistimos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em> </a>com suas 3h que nos deixaram entretidos a todo minuto. <em><strong>Morbius</strong> </em>acaba se tornando uma afronta ao nosso tempo escasso e paciência finita.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos outra decisão simplória de tentar colocar um pseudo vilão para ser antagonista de Morbius, ao invés de simplesmente mostrar o caminho dele até se tornar um assassino inveterado. Milo mudando o comportamento de repente, enquanto um romance aleatório surge em cena, somente para criar motivação para as decisões ruins que o protagonista toma. Diálogos pobres ainda preenchem todos esses momentos.</p>
<p>Mas será que nada salva? Podemos dizer que os efeitos visuais são de qualidade e melhores que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom/"><em>Venom</em></a>, por exemplo. Mas não chegam a ser excelentes ou de chamar a atenção, afinal, para um filme deste estilo, eles não fizeram mais que a obrigação.</p>
<p><em><strong>Morbius</strong> </em>é um filme que prometeu pouco e não entregou nada, fazendo o espectador se questionar até onde vale a necessidade da Marvel de ficar inserindo todos os personagens que funcionam bem nos quadrinhos em tramas de cinema. Curiosa mesmo eu fiquei para entender como será a junção desta história com Homem-Aranha e Venom, porque a gente sempre acha que não dá pra ficar pior. Mas sempre dá.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Espinosa</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jared Leto , Matt Smith, Adria Arjona, Jared Harris, Al Madrigal, Tyrese Gibson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/S55qvOKW5T0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2017 21:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Espinosa]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Ferguson]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Reynolds]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de <i>Vida </i>a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de <i>Gravidade</i>, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual <i>Alien: O 8º Passageiro</i>, acompanhamos esse mesmo grupo driblando as investidas de uma criatura alienígena que de repente toma de assalto o grupo confinado. E tudo é muito assustador, tenso, afinal, &#8220;no espaço, ninguém pode ouvir o seu grito&#8221; (o notório <i>slogan </i>do <i>teaser </i>de <i>Alien</i>, que aqui faz igualmente sentido).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Vida </i>se apropria sem arroubos de originalidade das propostas de <i>Alien </i>e <i>Gravidade</i> e o faz com muita eficiência, sem que tal <i>mix </i>de referências voluntárias ou involuntárias soe como falta de criatividade dos seus envolvidos, muito pelo contrário. A intenção desde o princípio é fazer um filme comercial eficiente, ocasionalmente genérico, sem retirar o espectador da zona de conforto das suas expectativas, mas jamais subestimando a inteligência do mesmo ou confundindo entretenimento com produto barato. O resultado pode não ser nada que já não tenhamos visto, mas rende uma sessão bem divertida ao misturar horror e ficção-científica com uma direção habilidosa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Vida </i>o público é apresentado a uma equipe formada por seis astronautas que acabam descobrindo uma forma de vida em Marte. Ao investigar a composição biológica e as reações do novo organismo, batizado por eles de Calvin, a determinados estímulos, todos são surpreendidos pelas ações violentas do mesmo. Presos na nave com Calvin, os seis devem encontrar uma forma de sobreviver às investidas do seu antigo objeto de investigação científica e sair ilesos da situação.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/life-movie-jake-gyllenhaal.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>De origem sueca, apesar do nome nos levar a uma ilógica associação latina, Daniel Espinosa tem uma carreira irregular como cineasta, já fez <i>Crimes Ocultos,</i> com Tom Hardy, e <i>Protegendo o Inimigo</i>, protagonizado por Denzel Washington e Ryan Reynolds, que retorna ao seu cinema aqui. <i>Vida </i>é possivelmente o seu melhor filme até então, ao menos aquele em que Espinosa pôde demonstrar que a condução da sua câmera fez a diferença no resultado da obra. Em muitos momentos, o longa sobrevive narrativamente graças aos esforços do realizador de encontrar soluções visuais instigantes para sua trama, como a perfeita consciência de que estando no espaço muitas vezes seus planos podem ser concebidos de cabeça para baixo ou testar movimentações da câmera no seu próprio eixo. Alfonso Cuarón fez isso em <i>Gravidade </i>e Espinosa parece buscar ali inspirações para o <i>modus operandi </i>do seu filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mérito de <i>Vida </i>é que, dentro daquilo que se espera dos dois gêneros com os quais flerta (o horror e a ficção-científica) e que já tem como obra máxima <i>Alien </i>de Ridley Scott, o filme consegue estabelecer reflexões pontuais a respeito do conflito entre a situação de risco de vida protagonizada pelos astronautas e a busca pela sobrevivência de Calvin, fazendo o movimento dessas situações conflitantes e disputadas através de momentos que oscilam entre o pânico e a introspecção inerente ao espaço. É uma pena que sempre que o roteiro do filme busca alguma forma de extrapolar seus eventos e introduzir questões mais filosóficas o próprio procure formas de brecar uma eventual profundidade na história, como no momento em que o personagem de Jake Gyllenhaal declama trechos de uma história infantil no espaço para a personagem de Rebecca Ferguson e, subitamente, encontra naquelas palavras uma inspiração para sair da situação de perigo em que se encontra. Além de ser uma solução ingênua, é uma evidência clara da maneira estranha como o filme lida com a própria vontade de realizar mais do que uma distração para as plateias.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que possua suas contradições na própria execução, <i>Vida </i>é mais eficiente do que a maioria dos arrasa quarteirões que têm chegado por aqui. Com sua estampada cartela de referências, Espinosa faz um filme honesto e que não impõe ao seu elenco e ao seu espectador o lugar de fazer parte de uma experiência cinematográfica constrangedora. Analisando o longa em sua dinâmica produção/recepção salvam-se todos, não há maiores lesados, o diretor e seus atores conseguem fazer um filme que não os compromete artisticamente e o público sai do cinema com uma moderada satisfação a respeito de tudo aquilo que viu. Como dizem, é <i>win-win</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W3nfZKyGeuU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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