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	<title>Arquivos Daniel Brühl - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Daniel Brühl - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Dama Dourada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2015 19:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. A Dama Dourada reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios. O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em A Rainha, desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3317" aria-describedby="caption-attachment-3317" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3317 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0-620x350.jpg" alt="woman-in-gold_0" width="620" height="350" /></a><figcaption id="caption-attachment-3317" class="wp-caption-text">A Dama Dourada: Helen Mirren interpreta mulher que entrou em uma batalha judicial para reaver a obra que foi roubada de sua família pelos nazistas</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. <i>A Dama Dourada</i> reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios.</p>
<p class="separator">O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em <i>A Rainha</i>, desempenho que lhe rendeu um Oscar) na pele de Maria Altmann, uma judia austríaca que fugiu para os Estados Unidos a tempo de não sofrer nos campos nazistas, mas que deixou para trás os seus pais e toda a coleção de obras de arte que eles tinham e que foram roubadas por Hitler e cia. Anos depois, motivada por recentes casos bem sucedidos de restituição de patrimônios artísticos tomados dos seus antigos donos pelo nazismo, Maria Altmann resolve exigir do governo da Áustria que lhe devolvam um dos quadros mais valiosos da coleção de seus pais e que, por sua vez, pertencia a sua tia, a modelo da obra: a famosa &#8220;A Dama Dourada&#8221; de Gustav Klimt.</p>
<figure id="attachment_3318" aria-describedby="caption-attachment-3318" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3318 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001-620x359.jpg" alt="WOMAN IN GOLD" width="620" height="359" /></a><figcaption id="caption-attachment-3318" class="wp-caption-text">Flashbacks: Tatiana Maslany ao lado de Max Irons. Atriz do seriado Orphan Black vive protagonista na juventude</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="separator">O filme conta com a direção de Simon Curtis. Puxando a sua filmografia descobrimos que ele também dirigiu <i>Sete Dias com Marilyn</i> e percebemos a mesma linearidade em seu <i>modos operandi</i> aqui. Nada de grandes movimentos ou rupturas de linguagem, <i>A Dama Dourada </i>mostra um certo tradicionalismo na maneira de contar sua trama, que pode parecer monótona para alguns, mas também pode ser encarado como o movimento calculado de um diretor despretensioso que parece saber até onde pode ir com a sua habilidade de contar histórias.</p>
<p class="separator">Curtis coloca parte do seu filme nas mãos de Helen Mirren, que surge aqui com a sua habitual segurança e competência, fazendo com que estabeleçamos uma simpatia imediata por Altmann. A inglesa divide a responsabilidade da protagonista com Tatiana Maslany (de <i>Orphan Black</i>), que está tão bem quanto Mirren e segura as pontas em momentos bem delicados do filme. Ryan Reynolds tem um desempenho interessante como o advogado que ajuda Maria a reaver &#8220;A Dama Dourada&#8221;. O elenco ainda traz Katie Holmes e Daniel Brühl, cujos personagens têm muito pouco a oferecer ao filme (Brühl ainda tem uma participação mais determinante que Holmes até).</p>
<figure id="attachment_3319" aria-describedby="caption-attachment-3319" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3319 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630-620x373.jpg" alt="resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630" width="620" height="373" /></a><figcaption id="caption-attachment-3319" class="wp-caption-text">Participação insossa: Intérprete da mulher de Ryan Reynolds, Katie Holmes tem presença apagada na história.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>A Dama Dourada</i>  é um drama convencional, mas que não chega a ser incomodo para públicos mais exigentes. O filme até faz uso de alguns recursos antiquados ou preguiçosos, existem alguns diálogos expositivos (para demonstrar a importância do quadro, o personagem de Daniel Brühl fala &#8220;É a Monalisa da Áustria!&#8221;, tá, já entendemos que é uma obra importante) e a questionável ideia de que os Estados Unidos são a terra da liberdade, restituindo uma ordem a um cenário de desordem provocado por governos estrangeiros maquiavélicos. Tudo isso incomoda um pouco, é verdade. Mas o saldo é mais positivo que negativo já que o filme usa seus chavões com uma certa moderação e, no geral, o longa acaba sendo uma experiência agradável garantida, sobretudo, por uma Helen Mirren em ótima forma.</p>
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		<title>Resenha DVD/Blu-Ray: O Quinto Poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2014 22:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Cumberbatch]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Condon]]></category>
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		<category><![CDATA[Laura Linney]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O australiano Julian Assange foi uma das figuras mais controversas da última década. Fundador do WikiLeaks, organização que publica em um endereço da Internet informações sigilosas de governos e empresas fornecidas por fontes anônimas, Assange deu início a discussões sobre a confidencialidade e a vigilância em tempos nos quais os jornais não têm a primazia da informação e esta pode ser fornecida não apenas por aqueles que detém o controle de grandes grupos de comunicação, mas por qualquer cidadão. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1376" aria-describedby="caption-attachment-1376" style="width: 638px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/benedict-cumberbatch-in-the-fifth-estate-movie-5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1376" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/benedict-cumberbatch-in-the-fifth-estate-movie-5.jpg" alt="benedict-cumberbatch-in-the-fifth-estate-movie-5" width="638" height="368" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/benedict-cumberbatch-in-the-fifth-estate-movie-5.jpg 1122w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/benedict-cumberbatch-in-the-fifth-estate-movie-5-750x433.jpg 750w" sizes="(max-width: 638px) 100vw, 638px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1376" class="wp-caption-text">O fascínio pelo misterioso Julian Assange: filme sustenta-se com a interpretação esforçada de Benedict Cumberbatch</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O australiano Julian Assange foi uma das figuras mais controversas da última década. Fundador do WikiLeaks, organização que publica em um endereço da Internet informações sigilosas de governos e empresas fornecidas por fontes anônimas, Assange deu início a discussões sobre a confidencialidade e a vigilância em tempos nos quais os jornais não têm a primazia da informação e esta pode ser fornecida não apenas por aqueles que detém o controle de grandes grupos de comunicação, mas por qualquer cidadão. O que permanece é um corolário, informação é poder. E com isso em mente e sua página do WikiLeaks a todo vapor, Julian Assange cravou o seu nome no debate internacional ao tornar públicos, por exemplo, uma série de relatórios norta-americanos que revelavam a morte indiscriminada de civis durante as ações dos EUA no Afeganistão e no Iraque.</p>
<p>Não demoraria muito para que produtores de cinema se interessassem pela história de Assange e da origem do WikiLeaks, sobretudo depois dele tornar-se um dos homens procurados pela Interpol com duas acusações de estupro nas costas e de correr o risco de ser extraditado para os EUA e acusado de espionagem, fraude e abuso de computadores pela Justiça norte-americana após perder a cidadania sueca. O porta-voz do WikiLeaks mobilizou defensores da liberdade ao acesso de informações  oficiais, que levantam a bandeira de que o site contribuiu para desmascarar determinadas ações escusas dos governos de diversos países, mas também inspira seus &#8220;inimigos&#8221; a contestarem seu discurso de messias do século XXI e os reais benefícios desse escancaramento de informações. O responsável por cuidar desse &#8220;pepino&#8221; é o diretor Bill Condon, que popularizou-se com os três últimos filmes de <em>Crepúsculo</em>, mas que antes disso fez  <em>Deuses e</em> Monstros, <em>Kinsey</em>, o <em> </em>musical <em>Dreamgirls</em> e cuidou do roteiro do vencedor do Oscar <em>Chicago</em>.</p>
<figure id="attachment_1377" aria-describedby="caption-attachment-1377" style="width: 657px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/stanley-tucci-the-fifth-estate.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1377" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/stanley-tucci-the-fifth-estate.jpg" alt="stanley-tucci-the-fifth-estate" width="657" height="368" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/stanley-tucci-the-fifth-estate.jpg 1093w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/stanley-tucci-the-fifth-estate-750x420.jpg 750w" sizes="(max-width: 657px) 100vw, 657px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1377" class="wp-caption-text">Participações ilustres: Laura Linney e Stanley Tucci vivem algumas das &#8220;vítimas&#8221; do WikiLeaks de Assange.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Podemos dizer que Condon ficou completamente perdido diante de tamanho &#8220;abacaxi&#8221;. A condução de <em>O Quinto Poder</em>, nome do filme em questão e que chega no Brasil diretamente para o mercado doméstico, tendo uma recepção decepcionante nos cinemas dos EUA, é complexa e espinhosa. Existem diversas demandas que os seus envolvidos devem administrar: a própria narrativa, desembaraçando um gigante novelo que se forma em torno da sua trama de espionagem global; a construção do seu personagem central em toda a sua natureza controversa, o que o diretor e o roteirista parecem deixar completamente nas mãos do incrível Benedict Cumberbatch; e, por fim, a relação da obra com o espectador, apresentando uma história complicada como essa de maneira didática, mas sem subestimar o seu público.  Assistindo o resultado final de <em>O Quinto Poder</em>, a impressão que temos é que Bill Condon e seu roteirista Josh Singer  ficaram completamente desnorteados com tantas exigências naturais ao projeto e trazem para a audiência um filme confuso, sem personalidade definida e com personagens trabalhados nas suas superfícies ou estereótipos.</p>
<p>O projeto adota como fonte de inspiração o livro de Daniel Berg, um dos colaboradores de Assange no WikiLeaks e que desvinculou-se do site por divergências com a forma como o australiano conduzia a organização. Berg é interpretado aqui pelo competente Daniel Brühl, que faz um trabalho digno e coerente como contraponto a Assange, ele mostra-se como um homem fascinado pelo poder da informação, mas temeroso pelas ambições do seu parceiro de trabalho. No entanto, é claro que as atenções recaem para o Julian Assange de Benedict Cumberbatch que está muito interessante ao retratar o fundador do WikiLeaks como uma figura antisocial, de ética questionável, mas de passado doloroso. Cumberbatch trabalha muito bem os elementos externos do personagem, como voz e expressão corporal, mas principalmente os recursos internos dele, sobretudo os seus sentimentos conflituosos, sua difícil relação com o &#8220;outro&#8221; e seu temperamento imprevisível. É uma pena que o roteiro de Singer não ofereça a esse ator que em poucos anos fez trabalhos tão interessantes um tratamento mais refinado para a personalidade de Assange. A impressão que temos é que Cumberbatch fez o possível com o material que tinha em mãos e só não avançou mais em função dessas limitações do filme. Há ainda participações pontuais de atores como Laura Linney (ótima), Stanley Tucci, Peter Capaldi e David Thewlis como personagens que transitam na órbita de Assange para caçá-lo pelo temor do seu poder ou tê-lo ao seu lado pelo fascínio que ele exerce.</p>
<figure id="attachment_1378" aria-describedby="caption-attachment-1378" style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/the-fifth-estate-peter-capaldi-dan-stevens-600x400.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1378" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/the-fifth-estate-peter-capaldi-dan-stevens-600x400.jpg" alt="the-fifth-estate-peter-capaldi-dan-stevens-600x400" width="636" height="355" /></a><figcaption id="caption-attachment-1378" class="wp-caption-text">Informação é poder: Dan Stevens e Peter Capaldi interpretam jornalistas do The Guardian que se rendem a competência do WikiLeaks.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>No fim das contas, a impressão que temos é que <em>O Quinto Poder </em>é o filme de um homem só, Benedict Cumberbatch, que só não decolou ainda mais com sua composição nesse projeto pelos freios e pela maneira desnorteada como a trama é conduzida pelo seu diretor e por seu roteirista. Determinadas reflexões que poderiam ser discutidas e que foram suscitadas ao longo da década passada e do início da atual sobre o WikiLeaks foram sufocadas pela inabilidade dos responsáveis pelo filme, que preferiram dar espaço a tradicional narrativa cronológica dos fatos e tiveram medo de adentrar com mais profundidade na personalidade de Assange, a grande chave das indagações sobre a ética do veículo. No final, Condon e Singer tentam se justificar intercalando uma reprodução de uma entrevista de Assange, interpretada por Cumberbatch, com a narração da atual situação dos personagens. Nela, o Assange de Cumberbatch diz que essa história não é sobre ele, mas sobre nós, ou seja, sobre a forma como somos manipulados e vendados por governos. É uma fagulha, um lampejo para o que Bill Condon poderia ter feito &#8211; e sabemos que ele tem capacidade pela sua filmografia &#8211; e não fez em <em>O Quinto Poder</em>.</p>
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