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	<title>Arquivos Críitca - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Críitca - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema: Mamá, Mamá, Mamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 13:15:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma atmosfera mergulhada em sentimentos múltiplos, que expressam a dor da perda e as descobertas da juventude, Mamá, Mamá, Mamá é um filme que se vale do silêncio e do olhar apurado para as relações. Após a morte acidental de uma criança, chamada Erin, uma família, toda composta por mulheres, reflete sobre seus medos e angústias. Não há muito sobre isto dito de maneira verbalmente na obra. Progressivamente, Sol Berruezo Pichon-Rivière – diretora e roteirista da produção – revela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma atmosfera mergulhada em sentimentos múltiplos, que expressam a dor da perda e as descobertas da juventude, <strong><em>Mamá, Mamá, Mamá</em></strong> é um filme que se vale do silêncio e do olhar apurado para as relações. Após a morte acidental de uma criança, chamada Erin, uma família, toda composta por mulheres, reflete sobre seus medos e angústias. Não há muito sobre isto dito de maneira verbalmente na obra. Progressivamente, Sol Berruezo Pichon-Rivière – diretora e roteirista da produção – revela como os acontecimentos da premissa do enredo e as suas consequências afetam as personagens, se apegando mais aos gestos e ações do que a fala direta.</p>
<p>Para imprimir as sensações de melancolia profunda, são evocadas tonalidades azuladas e esverdeadas. Há na tela, a presença de uma forte iluminação. no entanto, as tonalidades trazidas mostram como aquele ambiente tão preenchido de luz no outrora, agora está contaminado pelo luto e por um sofrimento intenso. A elevação da construção deste universo é colocada também através dos sons, sejam eles o barulho de água, da televisão ao fundo, de respirações etc. A sonoridade trabalha para compor esta atenção que as personagens passaram a ter neste presente doloroso. Depois do acidente, elas passam a notar tudo que acontece ao redor, como se estivessem em alerta, prontas para captar qualquer ameaça ou prevenir qualquer perigo.</p>
<p>Além disto, existe em <strong><em>Mamá, Mamá, Mamá </em></strong>uma exploração de diálogos que abordem menos as tensões, mas que focam em outros assuntos presentes nas vivências ali, pois estes chegam como um respiro para aliviar o pensamento fixo sobre a morte da menina. Afogada ao cair na piscina da casa, sem que fosse vista, a partida de Erin deixa a culpa marcada, principalmente, em sua mãe (Jennifer Moule) e na sua irmã mais velha, Cleo (Augustina Milstein). Ambas permanecem anestesiadas pelo o ocorrido e encontram na presença da tia, avó e das primas de Cleo um acalanto terno que necessitam. Por isso, as falas que chegam, são sobre outros assuntos, são alívios para aquele contexto tenso. Neste sentido, é perceptível a entrada de temáticas voltadas para a adolescência, como a menstruação e a curiosidade sobre o primeiro beijo.</p>
<p>Talvez, a ideia posta na trama seja de que a vida continua. Cleo e suas primas passarão por momentos que Erin jamais passará. Algumas conversas são banais, outras indicam temores potencializados pela ideia palpável da morte. Quando as jovens falam sobre um sequestrador que ronda a região ou quando se desencontram na floresta, esta preocupação em não perder mais alguém &#8211; ou a si mesma &#8211; fica nítida. O relacionamento destas garotas é a chave do equilíbrio para a projeção, é quando o longa-metragem se apropria do poético, do lúdico e da própria inocência juvenil para dosar o peso da tragédia inserida na trama.</p>
<p>Os momentos nos quais Cleo sonha com a irmã ou quando está dentro da água marcam ainda mais esta consciência de Rivière. Ainda, estas cenas tratam sobre ligação materna, lembrando, com imagem e áudio, sobre a proteção uterina e a conexão estabelecida durante o período de gestação. Muitos elementos de <strong><em>Mamá, Mamá, Mamá</em></strong> chegam certeiros e bem utilizados em boa parte da exibição. Contudo, a partir de sua metade, o longa se torna um tanto repetitivo e falha em não concluir o ciclo inicial. O arco de Cleo e sua mãe permanece aberto. Sem conclusões ou aprofundamentos, fica uma espera do espectador por um desenvolvimento do plot e uma dinâmica entre as duas. Elas quase não se encontram dentro da história, não vivem juntas sequências que as movam do lugar inicial. É como se a narrativa andasse em círculos e quando o ponto de partida é encontrado novamente, o começo fosse reencontrado. O resultado disto é uma sessão que vale por sua composição imagética elaborada e sensibilidade ao transcrever emoções através da câmera, mas sem que o público receba alguma imersão nesta proposta aparentemente presente aqui.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sol Berruezo Pichon-Rivière</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Augustina Milstein, Camila Zolezzi, Vera Fowill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UPDLYmzmrNg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em>aqui</em></a>!</strong></p>
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		<title>Crítica: Power (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2020 23:01:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o fechamento dos cinemas em 2020 em virtude da pandemia, a Netflix e seus blockbusters têm ocupado essa lacuna das produções mais escapistas de Hollywood, um espaço que antes era preenchido exclusivamente pela Marvel Studios e companhia. Títulos como Resgate, The Old Guard e agora Power têm ocupado essa função, inclusive, demonstrando vontade de se estabelecer como franquias dados os ganchos para segundos capítulos que as três estabelecem em seus desfechos. Entretanto, nem tudo são &#8220;flores&#8221;, assim como Resgate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o fechamento dos cinemas em 2020 em virtude da pandemia, a Netflix e seus <em>blockbusters</em> têm ocupado essa lacuna das produções mais escapistas de Hollywood, um espaço que antes era preenchido exclusivamente pela <em>Marvel Studios</em> e companhia. Títulos como <em>Resgate</em>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>The Old Guard</em></a> e agora <strong><em>Power</em> </strong>têm ocupado essa função, inclusive, demonstrando vontade de se estabelecer como franquias dados os ganchos para segundos capítulos que as três estabelecem em seus desfechos. Entretanto, nem tudo são &#8220;flores&#8221;, assim como <em>Resgate</em> e <em>The Old Guard</em>, <strong><em>Power</em> </strong>exibe fragilidades na condução da sua história que trazem para a produção uma certa efemeridade.</p>
<p>Em <strong><em>Power</em></strong>, tomamos conhecimento de uma realidade hipotética na qual há um intenso tráfico e consumo de uma pílula que confere poderes extraordinários a humanos, como se camuflar, impermeabilizar o corpo contra qualquer objeto letal como balas de armas de fogo, entre outros. A sociedade fica ainda mais caótica com as tais pilulazinhas, com gente mal intencionada lucrando horrores com o seu tráfico e a criminalidade aumentando, ficando praticamente impossível para a polícia conter toda essa desordem. É então que, por força das circunstâncias, um ex-militar em busca da sua filha, uma adolescente e um policial acabam se unindo para desmantelar parte desse esquema.</p>
<p><em><strong>Power</strong> </em>conta com um roteiro original de Mattson Tomlin e consegue construir um universo fantástico e ao mesmo tempo bastante realista com eficiência, algo que David Ayer, por exemplo, penou para concretizar em Bright. A dupla de diretores Henry Joost e Ariel Schulman (de outra produção irregular, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nerve-um-jogo-sem-regras/"><em>Nerve: Um Jogo sem Regras</em></a>) tem dificuldade para encontrar personalidade na condução e, não fosse seu ótimo elenco, poderia ter o trabalho completamente comprometido.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13083" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Power, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Jamie Foxx e Joseph Gordon-Levitt são escolhas certeiras para seus papeis, o ex-militar de passado trágico e que veste a manta de herói e o policial safo e que tem consciência de que para ter êxito em suas ações precisa em alguns momentos andar fora da linha, respectivamente. Agora, nada supera a revelação Dominique Fishback, que domina a cena como a jovem traficante Robin. Há ainda uma participação interessante de Rodrigo Santoro como um dos cabeças do tráfico que demonstra, mais uma vez, como o ator brasileiro em diversas de suas empreitadas hollywoodianas procura fugir do lugar óbvio de galã.</p>
<p>O maior tropeço de <strong><em>Power</em> </strong>está no seu terceiro ato, quando a trama perde o fio da meada e esquece todas as suas críticas interessantes sobre o poder na sociedade e a opressão para dar vazão a uma ação genérica que, como de praxe em algumas dessas produções, ocorre no cenário mais previsível possível. A partir daí, o longa se contenta em oferecer para o público o básico nesse tipo de narrativa com direito ao uso extensivo de efeitos visuais e a assunção completa do personagem de Jamie Foxx como o grande salvador. Esse recuo, estratégico pois parece que esse tipo de produto mais popular na <em>Netflix</em> tem plena noção do limite que pode cruzar entre a reiteração do cinema de ação e uma maior inventividade, frustra bastante quem capta as interessantes discussões pinceladas na história pelos ótimos diálogos entre os personagens de Foxx e Fishback. Mais um potencial perdido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Henry Joost, Ariel Schulman<br />
<strong>Elenco:</strong> Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt, Dominique Fishback, Rodrigo Santoro, Courtney B. Vance, Amy Landecker, Kyanna Simone Simpson, Machine Gun Kelly</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4NZhwESwQfk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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