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	<title>Arquivos Cold Mountain - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cold Mountain - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Renée Zellweger (Parte 2) &#8211; O nome nos lábios de todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2019 18:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Renée Zellweger vinha de anos de glórias consecutivas com a vitória no Globo de Ouro por A Enfermeira Betty em 2000 e sua primeira indicação ao Oscar pelo hit de 2001 O Diário de Bridget Jones. A atriz perdeu o prêmio da Academia para Halle Berry e seu desempenho no drama A Última Ceia, mas vinha criando terreno para uma vitória futura. Em 2002, o musical Chicago parecia uma aposta segura. Chicago era uma adaptação da versão da Broadway do musical de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Renée Zellweger</strong> vinha de anos de glórias consecutivas com a vitória no Globo de Ouro por <em>A Enfermeira Betty </em>em 2000 e sua primeira indicação ao Oscar pelo <em>hit </em>de 2001 <em>O Diário de Bridget Jones</em>. A atriz<em> </em>perdeu o prêmio da Academia para Halle Berry e seu desempenho no drama <em>A Última Ceia</em>, mas vinha criando terreno para uma vitória futura. Em 2002, o musical <strong><em>Chicago</em></strong> parecia uma aposta segura.</p>
<p><em>Chicago </em>era uma adaptação da versão da Broadway do musical de Bob Fosse e venceu seis estatuetas do Oscar quando lançado, incluindo a de Melhor Filme. No longa, Zellweger interpretava uma corista narcisista que fazia de tudo para conquistar a fama. A atriz incorporou o humor irônico e sexy da produção que basicamente abordava a insana cultura das celebridades. &#8220;Se não conseguir a fama, seja infame&#8221;, dizia o pôster da produção. E era basicamente isso que Roxie Hart, a personagem de Renée, fazia ao ganhar a fama por ter matado o seu amante Fred Kelly.</p>
<p>A interpretação de Zellweger foi alvo de controvérsia na época pois muita gente não creditava a atriz por suas performances musicais. A recusa de Zellweger de protagonizar o número “I Move On” na cerimônia do Oscar ao lado da colega Catherine Zeta-Jones parece ter endossado um grupo de <em>haters</em> para os trabalhos da atriz que a seguiriam em outros anos. Como em todo caso, com a popularidade, a texana também ganhava algumas &#8220;torcidas de nariz&#8221;.</p>
<figure id="attachment_10575" aria-describedby="caption-attachment-10575" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10575 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/CHICAGO_POST-06-750x500.jpg" alt="Renée Zellweger" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/CHICAGO_POST-06.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/CHICAGO_POST-06-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/CHICAGO_POST-06-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10575" class="wp-caption-text">Em uma das performances de dança do filme Chicago.</figcaption></figure>
<p>Zellweger sempre pareceu imprimir uma assinatura muito forte em suas interpretações, sendo detectável em qualquer de seus trabalhos traços característicos de suas reações e abordagens para as personagens que interpreta. Quando finalmente venceu o Oscar pelo romance histórico <strong><em>Cold Mountain</em></strong> esta cisão na recepção dos trabalhos da atriz ficou mais evidente.</p>
<p>O filme de 2003 de Anthony Minghella era protagonizado por Nicole Kidman e Jude Law e narrava uma melancólica jornada de Ulisses (<em>A Odisseia</em>) tendo como contexto a guerra civil norte-americana e um romance interrompido entre uma aristocrata (Kidman) e um rapaz humilde (Law). Todos os personagens da produção estavam imersos em dramas severos, perdas, problemas financeiros etc. A Ruby Sparks de Zellweger surge como um elemento cujo tom parecia um pouco acima dos demais, sendo vista como um alívio cômico na narrativa. No entanto, a abordagem de Zellweger pode ser vista por uma outra perspectiva, a atriz parecia interpretar uma figura que tentava combater seu drama pessoal com humor. Junto com Kidman, Zellweger conseguiu construir uma amizade poderosa entre personagens femininas, algo bem raro numa Hollywood erguida pelo mito da rivalidade entre mulheres.</p>
<figure id="attachment_10576" aria-describedby="caption-attachment-10576" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-10576 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/920x920-750x500.jpg" alt="Renée Zellweger" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/920x920.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/920x920-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/920x920-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10576" class="wp-caption-text">Ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Cold Mountain.</figcaption></figure>
<p>Com o Oscar na mão, <em>Renée Zellweger</em> seguiu sua agenda com a subestimada comédia <em>Abaixo o Amor </em>(uma delícia de filme até hoje subestimado), e aceitou o cachê valorizado pelo selo &#8220;vencedora do Oscar&#8221;  em <em>Bridget Jones: No Limite da Razão</em>, não tão bem aceito quanto o antecessor de 2001. Em 2005, <strong><em>A Luta pela Esperança</em></strong> trouxe Zellweger como uma personagem de praxe em dramas oscarizáveis, a esposa do protagonista. O filme narrava a história de vida do boxeador James J. Braddock vivido por Russell Crowe. O longa de Ron Howard não teve a repercussão esperada, mas rendeu indicações ao Oscar em edição, maquiagem e ator coadjuvante (Paul Giamatti). Nada para Zellweger, nem mesmo menções ao Globo de Ouro.</p>
<figure id="attachment_10578" aria-describedby="caption-attachment-10578" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-10578 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cinderella_Man-709362720-large-750x500.jpg" alt="Renée Zellweger" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cinderella_Man-709362720-large.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cinderella_Man-709362720-large-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cinderella_Man-709362720-large-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10578" class="wp-caption-text">Junto com Russell Crowe no filme A Luta Pela Esperança.</figcaption></figure>
<p>Em seguida, Renée esteve no cartaz de produções que não tiveram a expressividade esperada, como a biografia Miss Potter, <em>O Amor Não Tem Regras</em> de George Clooney, o <em>western</em> <em>Appaloosa</em> de Ed Harris, o terror <em>Caso 39</em> e a comédia <em>Recém Chegada</em>. O drama <em>Minha Canção de Amor</em> de 2010 foi a última produção da atriz antes que ela fizesse uma longa pausa na carreira.</p>
<p>Desde 2010, o público não teve notícia de <em>Renée Zellwege<strong>r</strong></em>, até que a atriz teve uma aparição no evento de uma revista e logo gerou manchete em tabloides, todos chamavam a atenção para o rosto dela. No início dos anos 2000, Zellweger começou a exibir traços de intervenções cirúrgicas e mudanças sensíveis nas suas feições foram sentidas, mas a nova “cara” de Zellweger parecia uma versão “desmanchada” da sua antiga identidade. Como de praxe, a aparência da atriz gerou comentários (todos depreciativos). De maneira aberta, Zellweger chegou a confirmar ter se submetido a cirurgias plásticas, alegando que seu “novo” rosto na verdade era resultado dessa história e do seu esforço de reduzir essas intervenções. O público teria que se acostumar com ela como era agora – e, sinceramente, prefiro a versão atual da Zellweger, com rugas e traços da sua história (que inclui suas cirurgias plásticas) do que a &#8220;versão antiga&#8221;.</p>
<p>Em meio a tudo isso, Zellweger escolheu retornar às telas com uma relativa segurança: interpretaria Bridget Jones pela terceira vez. <strong><em>O Bebê de Bridget Jones </em></strong>de 2016 teve uma imediata resposta positiva da crítica, mais do que o segundo filme, inclusive, e o longa trazia de volta a diretora Sharon Maguire no comando. No entanto, a bilheteria do longa foi pífia, afinal, chegou com um certo atraso para o público da personagem.</p>
<figure id="attachment_10577" aria-describedby="caption-attachment-10577" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-10577 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/O-Bebê-de-Briget-Jones0-750x500.jpg" alt="Renée Zellweger" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/O-Bebê-de-Briget-Jones0.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/O-Bebê-de-Briget-Jones0-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/O-Bebê-de-Briget-Jones0-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10577" class="wp-caption-text">Seu retorno às telonas no longa O Bebê de Bridget Jones</figcaption></figure>
<p>Depois de <em>O Bebê de Bridget Jones</em>, o retorno de Zellweger ao trabalho foi gradual, com participações modestas em longas como <em>Versões de um Crime</em> e <em>Somos Todos Iguais</em>. A atriz parece ter guardado mesmo sua munição para 2019 com a série <em>Dilema</em> que estreia na Netflix dia 24 de maio e a cinebiografia <em>Judy</em>.</p>
<p>O longo hiato de <strong><em>Renée Zellweger</em> </strong>é representativo de uma constante na carreira da atriz. Zellweger nunca foi o tipo de profissional que acumula quatro ou cinco produções no mesmo ano, ela sempre esperou o projeto certo para dar às caras. A texana parece mirar uma nova indicação ao Oscar e, quem sabe, um Emmy, inaugurando uma nova fase na sua trajetória artística na maturidade.</p>
<p>Confira a parte 1 deste Especial <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-renee-zellweger-parte-1/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
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		<title>Nicole Kidman: 10 filmes com a atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2016 21:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nascida no Havaí, Nicole Kidman sempre se definiu como uma australiana legítima já que se mudou para Sydney quando tinha apenas três anos de idade . Filha de um renomado psiquiatra e pesquisador em bioquímica e de uma enfermeira, Kidman começou a carreira na televisão australiana, quando fez trabalhos que a marcaram muito por lá, como a premiada série Vietnam. Sua grande apresentação a Hollywood veio no início da década de 1990 em Terror a Bordo, thriller de Phillip Noyce, e, logo em seguida, Dias de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Nascida no Havaí, Nicole Kidman sempre se definiu como uma australiana legítima já que se mudou para Sydney quando tinha apenas três anos de idade . Filha de um renomado psiquiatra e pesquisador em bioquímica e de uma enfermeira, Kidman começou a carreira na televisão australiana, quando fez trabalhos que a marcaram muito por lá, como a premiada série <i>Vietnam</i>. Sua grande apresentação a Hollywood veio no início da década de 1990 em <i>Terror a Bordo</i>, <i>thriller </i>de Phillip Noyce, e, logo em seguida, <i>Dias de Trovão</i>, onde conheceu o ator Tom Cruise, com quem foi casada por 10 anos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A atriz viveu sua melhor fase no início dos anos 2000: filmes que a tornaram ainda mais popular para toda uma geração de cinéfilos, a vitória de uma estatueta do Oscar de melhor atriz e um novo casamento com o músico <i>country </i>Keith Urban, com quem teve duas filhas biológicas, Sunday Rose e Faith Margaret. Completando 49 anos de vida (e 33 anos de carreira) nesta segunda-feira (20) e, atendendo a pedidos, decidi elencar os trabalhos da australiana que considero mais interessantes. Todos provas de que a atriz permanece como uma das mais versáteis, inquietas e produtivas em atividade, desafiando os padrões e as expectativas de Hollywood, dos críticos e do seu público com suas diferentes e inesperadas escolhas.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6282" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/cold.png" alt="cold" width="610" height="348" /></p>
<p><b># 10. Cold Mountain (2003)</b></p>
<p>Dir.: Anthony Minghella</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Romance ambientado na Guerra Civil americana escrito por Charles Frazier, <i>Cold Mountain </i>foi convertido para os cinemas pelas mãos de Anthony Minghella, realizador que em 1997 conquistara 9 Oscars com <i>O Paciente Inglês (</i>incluindo o prêmio de melhor filme e diretor). Logo que fora anunciado, o filme gerou muitas expectativas não só pelo precedente de Minghella com materiais desse tipo, mas também porque, para muitos, <i>Cold Mountain </i>estava destinado a ser o <i>E o Vento Levou </i>das novas gerações. Não foi o caso, mas o filme de Minghella é um título bem eficiente aos propósitos de contar uma espécie de <i>Odisseia </i>de Ulisses com o retorno do soldado desertor Inman, Jude Law indicado ao Oscar, ao povoado de Cold Mountain para reencontrar a sua amada Ada, personagem de Kidman, que tenta colocar a sua propriedade rural de pé ao lado da amiga Ruby, papel de Renée Zellweger. O trio central estava em alta na ocasião (Kidman e Zellweger acabavam de sair de duas disputas consecutivas pela estatueta do Oscar), mas o filme também reserva ótimos momentos para atores conhecidos em participações especiais, como Natalie Portman, Philip Seymour Hoffman, Charlie Hunnam e o músico Jack White. Rendeu a Renée Zellweger diversos prêmios como atriz coadjuvante, incluindo o da Academia de Hollywood.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6269" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole10.jpg" alt="nicole10" width="610" height="348" /></p>
<p><b># 09. Um Sonho Distante (1992)</b></p>
<p>Dir.: Ron Howard</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ambientado em 1892, ápice da propagação da ideia do &#8220;sonho americano&#8221; e da corrida do ouro, <i>Um Sonho Distante </i>foi o segundo filme protagonizado por Nicole e Tom Cruise. A direção é de Ron Howard (<i>Uma Mente Brilhante</i>) e o casal vive  jovens irlandeses que, por motivações diferentes, partem rumo aos EUA cheios de expectativas com as promessas de liberdade e fortuna que o país oferecia aos seus imigrantes. O filme de Howard é uma mistura saudável de romance, aventura e humor que não deixa de trazer todo um esquema de situações previamente conhecidas pelos espectadores: ele é um rapaz pobre e honesto, ela é uma garota rica e voluntariosa, os dois se odeiam no início e, aos poucos, vão se encantando um pelo outro. Acontece que não é porque segue a cartilha que <i>Um Sonho Distante </i>perde o seu charme. O filme consegue dosar muito bem os seus recursos dramáticos e o casal de protagonistas cativa o público como Joseph e Sharon.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6270" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole82.jpg" alt="nicole82" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#08. Um Sonho sem Limites (1995)</b></p>
<p>Dir.: Gus Van Sant</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sensação em Cannes quando foi exibido em 1995, a comédia de humor negro <i>Um Sonho sem Limites </i>fez o público respeitar Nicole como atriz, descolando-a da imagem que até então era mais difundida da australiana, a de sra. Cruise. No longa de Gus Van Sant (<i>Gênio Indomável</i>, <i>Milk</i>), Kidman interpreta uma garota do tempo casada com um homem simples (Matt Dillon) que faz de um tudo em sua escalada ambiciosa por fama e dinheiro no <i>showbusiness</i>. Suzanne Stone é tão obcecada por sua carreira na televisão que contrata três adolescentes, vividos por Joaquin Phoenix, Casey Affleck e Alison Folland, em início de carreira, para orquestrarem um plano macabro ao seu lado. A interpretação de Kidman nesse filme rendeu a atriz diversos prêmios, incluindo o seu primeiro Globo de Ouro (melhor atriz em comédia ou musical) e um Critic&#8217;s Choice Award. Merecia ter sido indicada ao Oscar. Suzanne Stone é a <i>bitch </i>preferida de 9 em cada 10 fãs da Nicole e mostra para o público um lado sombrio da atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6271" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole-7.jpg" alt="nicole 7" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#07. A Pele (2006)</b></p>
<p>Dir.: Steven Shainberg</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Baseado na biografia da fotógrafa nova-iorquina Diane Arbus escrita por Patricia Bosworth, <i>A Pele </i>é um dos títulos pouco conhecidos na carreira da atriz. Conduzido por Steven Shainberg, que em 2002 havia dirigido o inusitado <i>Secretária</i> com Maggie Gyllenhaal, o longa reimagina a trajetória de Arbus dentro do próprio universo que a fotógrafa buscava retratar em seu trabalho, àquele de pessoas marginalizadas por suas deficiências físicas. Com inspirações em contos &#8220;infantis&#8221; como <i>A Bela e a Fera </i>e <i>Alice no País das Maravilhas</i>, Shainberg opta por uma abordagem não convencional em biografias, a não literalidade, a leve ausência de realismo e a reimaginação de eventos reais em tom onírico, ao transformar a reprimida Diane em uma das maiores fotógrafas americanas de todos os tempos. O longa prima pelo apuro estético e investe na parceria entre Kidman e Robert Downey Jr., quando ainda se interessava por fazer outra coisa além de dar vida a Tony Stark na franquia da Marvel <i>Vingadores</i>.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6272" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole-6.jpg" alt="nicole 6" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#06. Reencarnação (2004)</b></p>
<p>Dir.: Jonathan Glazer</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Provavelmente um dos títulos mais injustiçados na carreira da atriz, <i>Reencarnação </i>só passou a ser visto com outros olhos pela crítica nos últimos anos em movimentos de revisão da obra empreendidos por algumas vozes importantes na área. O longa traz Nicole como Anna, uma mulher que ainda se recupera da trágica morte do seu companheiro Sean. Quando ela começa a refazer a sua vida e anuncia que se casará novamente, surge um garoto de dez anos que diz ser a reencarnação do falecido Sean. Segundo longa-metragem da pequena, mas interessante, carreira de Jonathan Glazer (<i>Sexy Beast </i>e <i>Sob a Pele</i>), <i>Reencarnação </i>gerou polêmica na sua época pela famosa cena em que a atriz aparece nua em uma banheira com o garoto Cameron Bright e não agradou parte da crítica presente no Festival de Veneza quando ele fora exibido por lá. Contudo, o longa é muito mais do que esta cena. <i>Reencarnação </i>acaba revelando-se como um interessante ensaio do diretor sobre o processo do luto e da crença e traz uma das mais intensas interpretações da carreira de Nicole. Em uma das cenas mais memoráveis do filme, Kidman apresenta um misto de reações da sua personagem em um plano fechado durante a apresentação de uma ópera. É primoroso.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6273" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole5.jpg" alt="nicole5" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#05. De Olhos bem Fechados (1999)</b></p>
<p>Dir.: Stanley Kubrick</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Último filme da carreira do cultuado Stanley Kubrick (<i>O Iluminado</i>, <i>Laranja Mecânica</i>), <i>De Olhos bem Fechados </i>foi um verdadeiro divisor de águas na carreira da atriz. Segundo relatos da mesma, a partir do seu contato diário com o perfeccionista cineasta, Kidman entendeu que estava na hora de priorizar a sua carreira, algo que a australiana colocara em segundo plano nos seus primeiros anos de casada. A partir dali, a atriz viveu a sua fase de ouro, que compreendeu os anos de 2001 a 2003, mas também um dos momentos mais tumultuados da sua vida pessoal, o rompimento com o marido na ocasião, o ator Tom Cruise, que, por sinal, é o protagonista deste longa. <i>De Olhos bem Fechados </i>trazia Cruise e Kidman como o casal Harford, cujo matrimônio é sacudido com a revelação de que Alice (Kidman) se sentia atraída por outros homens. A partir daí, William (Cruise) faz uma descida a seus mais profundos e obscuros desejos em uma jornada que envolve um encontro com um antigo amigo, breves momentos com uma garota de programa e uma passagem por uma soturna sociedade secreta. Redescoberto aos poucos através de processos de revisão após a sua tumultuada estreia em 1999, <i>De Olhos bem Fechados </i>é mais um exemplar do que Kubrick soube fazer de melhor na sua carreira: encher os seus filmes de um refinado uso da linguagem audiovisual e se aventurar pelos recônditos da psiquê humana.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6274" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicolekidman3.jpg" alt="nicolekidman3" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#04. Dogville (2003)</b></p>
<p>Dir.: Lars von Trier</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2002, a atriz embarcou para a Suíça e Dinamarca a fim de começar as filmagens de <i>Dogville</i>,  longa do cineasta Lars von Trier (<i>Melancolia</i>, <i>Ninfomaníaca</i>), dando início a  trilogia &#8220;Terra de Oportunidades&#8221;, na qual o diretor abordaria temas relativos a sociedade americana. Exibido em Cannes em 2003, o filme é marcado por opções ousadas do realizador. Com cerca de três horas de duração, o longa é conhecido pela ausência de cenários, substituídos por marcações a giz feitas em um galpão que reproduz o vilarejo de Dogville no Colorado. Na história, as pessoas do local abrigam a jovem fugitiva Grace (Kidman). Aos poucos, a bondade da moça começa a ser explorada pelos habitantes de Dogville, que de generosos e acolhedores passam a ser capazes de cometer as maiores atrocidades com Grace. Fruto de um processo criativo psicologicamente exaustivo, já que Trier é conhecido por ser bastante exigente com as suas protagonistas, este talvez seja uma das mais interessantes interpretações da carreira de Kidman em um filme que não apenas questiona a política de &#8220;boa vizinhança&#8221; dos EUA, mas também a própria natureza do homem, testando os limites da generosidade e bondade da humanidade através do seu olhar para a comunidade de Dogville e para a sua protagonista. O filme rendeu apenas uma continuação chamada <i>Manderlay</i>, na qual Bryce Dallas Howard interpretou Grace. <i>Washington</i>, que seria o terceiro filme da trilogia, nunca chegou a ser feito por Trier.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6275" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole4.jpg" alt="nicole4" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#03. Os Outros (2001)</b></p>
<p>Dir.: Alejandro Amenábar</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em recente entrevista, James Wan, diretor da franquia <i>Invocação do Mal</i>, considerado por muitos como um dos mestres do terror contemporâneo, afirmou que <i>Os Outros é</i> um filme exemplar no seu gênero pela maneira como trata o tema do sobrenatural. A escolha de Wan é coerente, afinal o chileno Alejandro Amenábar (<i>Preso na Escuridão</i>, <i>Mar Adentro</i>) soube utilizar muito bem todos os recursos pelos quais, hoje, o malasiano é conhecido. Ao contar a história de uma mulher e seus dois filhos presos em uma mansão na ilha de Jersey durante a Segunda Guerra Mundial, aguardando o fim do conflito, Amenábar trabalha muito bem na composição de uma atmosfera de tensão com poquíssimos recursos digitais. O realizador opta por priorizar o uso de jogos de luzes e efeitos de câmera. Além disso, o diretor, com a ajuda de um roteiro escrito pelo mesmo, consegue sustentar o seu filme nos consistentes conflitos emocionais dos seus personagens principais. Pelo filme, Kidman foi indicada ao Globo de Ouro e ao Bafta de melhor atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6276" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicolekidman2.jpg" alt="nicolekidman2" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#02. Moulin Rouge (2001)</b></p>
<p>Dir.: Baz Luhrmann</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Lançado no mesmo ano de <i>Os Outros</i>, o musical do australiano Baz Luhrmann (<i>Romeu e Julieta</i>, <i>Austrália</i>, <i>O Grande Gatsby</i>) é um filme pelo qual, certamente, Nicole Kidman será eternizada. No longa, a atriz interpreta Satine, cortesã e estrela do Moulin Rouge, famosa casa de entretenimento parisiense que na virada do século XIX para o XX recebe desde os figurões da capital francesa até  jovens artistas boêmios. Apesar de ser cobiçada por um inescrupuloso duque, Satine acaba se apaixonando pelo jovem e humilde escritor Christian, com quem acaba vivendo um amor proibido nos bastidores do ensaio de uma montagem teatral que a casa de shows pretende exibir. <i>Moulin Rouge </i>foi responsável pela nova leva de musicais dos anos 2000, após a escassez de produções do gênero nos anos 1990 e 1980. Luhrmann conseguiu cativar os fãs tradicionais desse nicho de produção, mas também as novas gerações, traduzindo o musical para os novos tempos ao conferir a história um ritmo de videoclipe e preencher o romance com releituras de <i>hits </i>que vão de Madonna a Nirvana. Intenso como experiência cinematográfica até os dias atuais, <i>Moulin Rouge </i>é o que poderíamos chamar de relato definitivo do que é o amor, descrevendo-o da maneira mais simples, pura e vibrante possível. O filme rendeu a primeira de três indicações ao Oscar da carreira de Nicole. <i>Moulin Rouge </i>venceu os prêmios da Academia de Hollywood nas categorias direção de arte e figurino.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6277" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicolekidman1.jpg" alt="nicolekidman1" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>#01. As Horas (2002)</b></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dir.: Stephen Daldry</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Reunir Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep no elenco principal de um filme e ainda trazer coadjuvantes do calibre de Ed Harris, Toni Collette, Claire Danes, Allison Janney, Miranda Richardson, John C. Reilly, Jeff Daniels e Margo Martindale é fazer de um filme um verdadeiro evento cinematográfico. O inglês Stephen Daldry (de <i>Billy Elliot </i>e <i>O Leitor</i>) adaptou o romance <i>As Horas</i>, de Michael Cunningham, para os cinemas e o resultado foi um filme marcante para toda uma geração de cinéfilos e amantes da literatura. No longa, o espectador acompanha um dia na vida de três mulheres em três épocas distintas das suas vidas, todas vinculadas a uma única obra literária: em 1923, a escritora inglesa Virginia Woolf (Kidman) lida com sua depressão enquanto desenvolve o  célebre romance <i>Sra. Dalloway; </i>em 1949, enquanto lê o livro de Woolf, a dona de casa Laura Brown (Moore) tem que tomar uma importante decisão nos preparativos do aniversário do marido; e, em 2001, a editora Clarissa Vaughn (Streep) prepara uma festa para a premiação do seu melhor amigo. Entre outras questões, o filme é sobre as decisões que tomamos em nossas vidas e como nossas escolhas, muitas vezes, implicam na infelicidade dos que estão ao nosso redor, mas existem muitas leituras, todas pertinentes, e seria necessário uma postagem à parte para dar conta de todas elas. O longa foi indicado a 9 Oscars, mas só levou para casa o prêmio de melhor atriz para Nicole. No Festival de Berlim, Kidman, Streep e Moore receberam juntas o prêmio de melhor atriz.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Quase fizeram parte da lista: </b><i>Margot e o Casamento </i>(2007), de Noah Baumbach; <i>Segredos de Sangue </i>(2013), de Park Chan Wook; <i>Retratos de uma Mulher </i>(1996), de Jane Campion; <i>Reencontrando a Felicidade </i>(2010), de John Cameron Mitchell.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>O que o futuro reserva</b></p>
<p>Como já era de se esperar, a agenda da atriz está lotada para os próximos anos. Como já era de se esperar, a agenda da atriz está lotada para os próximos anos. Ainda existe uma lista grande de filmes protagonizados por Kidman que ainda vão chegar aos cinemas brasileiros: <i>Terra Estranha</i>, <i>Rainha do Deserto</i>, <i>The Family Fang </i>e <i>O Mestre dos Mestres</i>. Desses o mais destacável é <i>The Family Fang, </i>filme de Jason Bateman que recebeu ótimas críticas nos EUA.</p>
<p>Em novembro de 2016, ela será vista em  <i>Lion</i>, drama que muitos consideram ter boas chances na próxima temporada de prêmios, com Rooney Mara e Dev Patel no elenco.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2017, será o ano em que Nicole investirá na TV. A atriz estará em duas séries: <i>Big Little Lies</i>, da HBO, dirigida por Jean-Marc Vallée (<i>Livre</i>, <i>Clube de Compras Dallas</i>), ao lado de Reese Whiterspoon, Laura Dern e Shailene Woodley; e a segunda temporada de <i>Top of the Lake</i>, de Jane Campion (<i>O Piano</i>), com Elisabeth Moss e Gwendoline Christie. Em 2017, Nicole também estará no cinema com <i>How to talk to Girls at Parties</i>, de John Cameron Mitchell (<i>Reencontrando a Felicidade</i>), e <i>The Beguiled</i>, próximo longa de Sofia Coppola.</p>
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		<title>Vai passar na TV: 12 a 18 de setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2014 02:40:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Austenland]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão Phillips]]></category>
		<category><![CDATA[Cold Mountain]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Amar]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial A.I.]]></category>
		<category><![CDATA[O Abismo Prateado]]></category>
		<category><![CDATA[O Talentoso Ripley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na TV, a estreia de Capitão Phillips será o grande destaque da rede HBO. A partir de domingo, o público também pode fazer uma maratona com três filmes com o ator Jude Law, O Talentoso Ripley, Cold Mountain e Inteligência Artificial A.I.. Os nacionais Redentor e O Abismo Prateado também são algumas opções e a comédia romântica Austenland promete satisfazer os fãs de Jane Austen. Confira abaixo a programação: Sexta-feira (12), às 20h45min, TNT &#8211; Redentor O filme se passa no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na TV, a estreia de <strong><em>Capitão Phillips </em></strong>será o grande destaque da rede HBO. A partir de domingo, o público também pode fazer uma maratona com três filmes com o ator Jude Law,<strong> <em>O Talentoso Ripley</em></strong>, <strong><em>Cold Mountain </em></strong>e<strong> <em>Inteligência Artificial A.I.</em></strong>. Os nacionais <em><strong>Redentor</strong> </em>e <strong><em>O Abismo Prateado </em></strong>também são algumas opções e a comédia romântica <em><strong>Austenland</strong> </em>promete satisfazer os fãs de Jane Austen. Confira abaixo a programação:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/20123393.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1878 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/20123393.jpg" alt="20123393" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Sexta-feira (12), às 20h45min, TNT &#8211;<strong> Redentor</strong></p>
<p>O filme se passa no Rio de Janeiro da década de 1970, quando a Barra da Tijuca ainda estava em desenvolvimento e começaram a ser construídos os primeiros condomínios de luxo, como o que é objeto da cobiça de diversos personagens nesse longa de estreia de Cláudio Torres, o Paraíso. Ao longo da construção, a empresa responsável pela obra decreta falência e o condomínio acaba sendo invadido pelos habitantes da favela ao lado. Célio, que na ocasião da divulgação do projeto imobiliário era criança, viu seu pai e sua mãe serem vítimas de uma série de problemas após comprarem uma das unidades do Paraíso. Quando cresce, ele se alia a um empresário herdeiro da construtora da obra e acaba se arrependendo. Célio pede a ajuda de Deus que lhe dá como função distribuir riqueza aos pobres. <em>Redentor </em>é um dos longas mais interessantes da safra nacional dos anos 2000, um dos mais inventivos, por sinal. Um elenco afiadíssimo (Pedro Cardoso, Miguel Falabella, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga) e um diretor na sua melhor forma já é a sua garantia.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/MrW31ckyE38" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/phillips1.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1879 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/phillips1-620x349.jpg" alt="Tom Hanks" width="620" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Sábado (13), às 22h, HBO &#8211; <strong>Capitão Phillips</strong></p>
<p>Indicado a 6 Oscars na última edição do prêmio, esse filme dirigido por Paul Greengrass (<em>O Ultimato Bourne</em>) e protagonizado por Tom Hanks, é a grande estreia da rede HBO nesse final de semana. Narra a história de um comandante de um navio de carga que é surpreendido por um grupo de piratas somalianos na embarcação. Logo, Phillips e todos os que estavam trabalhando no navio são mantidos reféns pelo grupo. Greengrass sabe como ninguém conduzir um filme que nos deixa tensos do início ao fim. <em>Capitão Phillips </em>é um exemplar que segue a tradição na filmografia do diretor, além de trazer uma interpretação interessante de Hanks e do indicado ao Oscar de ator coadjuvante Barkhad Abdi, um dos piratas.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/JFzBUVaqINY" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/talented.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1880 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/talented-620x348.jpg" alt="talented" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Domingo (14), às 20h30min, Sony &#8211; <strong>O Talentoso Ripley</strong></p>
<p>Dirigido pelo falecido Anthony Minghella ( <em>O Paciente Inglês</em>), <em>O Talentoso Ripley </em>traz a história de Tom Ripley (Matt Damon), um jovem ambicioso que recebe uma boa quantia em dinheiro de um milionário para que viaje e lhe traga de volta o seu filho, o playboy Dickie Greenleaf (Jude Law), que vive confortavelmente e sem maiores compromissos na Itália. No entanto, Tom tem sérios distúrbios de personalidade e acaba fascinado por Dickie e sua vida extravagante, cobiçando o seu lugar, suas posses, sua vida e seu ciclo de relações. O filme foi indicado a 5 Oscars, entre eles o prêmio de melhor ator coadjuvante para Jude Law. Gwyneth Paltrow, Cate Blanchett e Philip Seymour Hoffman completam o elenco.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/oFpA-zemQzU" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Nicole_ColdMountain.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1881 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Nicole_ColdMountain-620x340.jpg" alt="Nicole_ColdMountain" width="620" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Domingo ( 14), às 23h, Sony &#8211; <strong>Cold Mountain</strong></p>
<p>Ainda no Sony, Anthony Minghella e Jude Law podem ser vistos em outra parceria do diretor e do ator, o romance de guerra <em>Cold Mountain</em>, protagonizado por Nicole Kidman e que rendeu a Renée Zellweger o Oscar de melhor atriz coadjuvante. No filme, Law vive um soldado desertor durante a Guerra Civil Americana que retorna a sua cidade para reencontrar sua amada Ada Monroe. Até a chegada do amado, Ada terá passado por uma série de provações, como a morte repentina do seu pai, a falência das propriedades da família e a ganância de homens poderosos da região. <em>Cold Mountain </em>foi indicado a sete prêmios da Academia, incluindo uma indicação a melhor ator para Jude Law. Além do trio central, há participações marcantes de Philip Seymour Hoffman, Natalie Portman, Jack White e Donald Sutherland.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/NveDcsO6DJ0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/ai.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1882 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/ai.jpg" alt="ai" width="602" height="330" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Segunda &#8211; feira (15), às 00h10min, TNT &#8211; <strong>Inteligência Artificial: A.I.</strong></p>
<p>Steven Spielberg dirige essa fábula futurista, um dos projetos de cabeceira de Stanley Kubrick que poderia ter sido dirigido por ele não fosse sua morte repentina em 1999. No filme, Monica Swinton adquire David (Haley Joel Osment), um robô criado para suprir a sua carência afetiva após um trágico acontecimento envolvendo seu filho. No entanto, o lugar de David nessa família começa a ser um problema com o retorno do filho dos Swinton. <em>Inteligência Artificial A.I. </em>é um dos projetos mais delicados e incompreendidos da carreira de Steven Spielberg. Haley Joel Osment está excelente como David, assim como Jude Law que vive um robô gigolô chamado Joe.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/FxiJKGBGQRo" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/o-abismo-prateado-PBR.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1883 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/o-abismo-prateado-PBR-620x305.jpg" alt="o-abismo-prateado-PBR" width="620" height="305" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Terça-feira (16), às 19h, HBO2 &#8211; <strong>O Abismo Prateado</strong></p>
<p>Karim Ainouz (de <em>Praia do Futuro</em>) dirige esse filme para Alessandra Negrini entregar uma de suas performances mais intensas no cinema. Baseado em &#8220;Olhos nos Olhos&#8221; de Chico Buarque, o filme acompanha a <em>via crucis </em>de uma mulher após ser abandonada pelo marido. Violeta passará uma madrugada inteira tentando assimilar a situação enquanto encontra uma série de personagens, ou mesmo a solidão, que, de alguma forma, lhe ensinarão a lidar melhor com a dor da rejeição.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/nHPLfci-mEY" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/76l4nbcPbClrAtM3xypKy34TXLF.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1884 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/76l4nbcPbClrAtM3xypKy34TXLF-620x348.jpg" alt="76l4nbcPbClrAtM3xypKy34TXLF" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Quarta-feira ( 17), às 22h, MGM &#8211; <strong>Direito de Amar</strong></p>
<p>Um professor de inglês (Colin Firth) perde o seu companheiro e resolve se matar. Ele planeja cada etapa do suicídio, mas começa a repensar o seu plano quando algumas pessoas, conhecidas e desconhecidas, lhe sensibilizam e o motiva a viver de alguma forma. O estilista Tom Ford faz a sua estreia com esse drama que rendeu o prêmio de melhor ator a Colin Firth no festival de Veneza. O inglês também foi indicado ao Oscar de melhor ator. Há uma excelente participação de Julianne Moore no longa.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/BkFT-ukguJ8" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/1.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1885 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/1.jpg" alt="1" width="620" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Quinta-feira ( 18), às 19h15min, MaxHD &#8211; <strong>Austenland</strong></p>
<p>Aos 30 anos, Jane continua solteira pois não consegue um homem que se equipare a seu ideal masculino, o sr. Darcy de <em>Orgulho e Preconceito. </em>Cansada de desilusões, ela gasta todas as suas economias e viaja para o Reino Unido e se hospeda em um resort que homenageia todo o legado literário de Jane Austen, autora do romance <em>Orgulho e Preconceito. </em>No local, ela percebe que a sua busca pelo sr. Darcy pode estar mais próxima da concretização do que esperava. Recomendado para fãs de Austen, mas principalmente para quem quer ter um motivo para ver Keri Russell novamente a frente de um filme.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/V17mv1etijc" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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