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	<title>Arquivos Cinepe 2023 - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cinepe 2023 - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Em noite de encerramento, são anunciados os vencedores das Calungas de Prata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 20:47:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já era noite no Teatro do Parque quando a atriz pernambucana Nínive Caldas iniciou a cerimônia de encerramento do 27º Cine PE &#8211; Festival do Audiovisual. Inicialmente, foram entregues as Calungas de Prata de 2022. Com uma questão de falha técnica no ano anterior, a premiação acabou acontecendo apenas de forma on-line, mas a organização do evento trouxe as equipes dos filmes para Recife novamente para receberem seus troféus, em 2023. Em seguida, chegou o momento do anúncio dos vencedores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já era noite no Teatro do Parque quando a atriz pernambucana Nínive Caldas iniciou a cerimônia de encerramento do <strong>27º Cine PE &#8211; Festival do Audiovisual.</strong> Inicialmente, foram entregues as Calungas de Prata de 2022. Com uma questão de falha técnica no ano anterior, a premiação acabou acontecendo apenas de forma on-line, mas a organização do evento trouxe as equipes dos filmes para Recife novamente para receberem seus troféus, em 2023.</p>
<p>Em seguida, chegou o momento do anúncio dos vencedores d0 27º Cine PE. Com três mostras competitivas, a lista de premiados foi extensa e uma plateia animada celebrava quando os nomes eram lidos em cima do palco. Algumas produções apareceram de forma mais expressiva. <em>Entrelinhas</em>, do paranaense Guto Pasko, recebeu 05 prêmios: Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som, Melhor Direção de Arte e Melhor Atriz (Gabriela Freire).</p>
<p>Já <em>Agreste</em>, de Sérgio Roizenblit,  parece ter agradado ao júri oficial, pois venceu em quatro categorias: Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Ator Coadjuvante (Roberto Rezende) e Melhor Atriz Coadjuvante (Luci Pereira).  Nas categorias voltadas para os curtas, os grandes destaques foram <em>Eu Nunca Contei a Ninguém</em>, de Douglas Duan e <em>Quebra Panela</em>, de Rafael Anaroli. A animação de Duan, além de levar 4 Calungas para casa, foi agraciado com o Prêmio Canal Brasil de Curtas. A ficção de Anaroli, também obteve 04 Calungas.</p>
<p>Após todos os anúncios e discursos, Nínive encerrou a edição de 2023 chamando todos os ganhadores para uma foto coletiva, como uma forma de guardar a recordação daquele momento. A lista completa de produções agraciadas na festa do sábado está logo abaixo. Confira!</p>
<h4><strong>Lista Completa de Prêmios</strong></h4>
<p><strong>Prêmio da crítica (Abraccine)</strong> &#8211;  Longa-meragem: <em>Frevo Michiles</em>, de Helder Lopes. Curta-metragem: <em>Moventes</em>, de Jefferson Cabral.</p>
<p><strong>Prêmio Canal Brasil de Curtas</strong> &#8211; Eu Nunca Contei a Ninguém, de Douglas Duan</p>
<p><strong>Prêmio do Júri Popular</strong> &#8211;  Curta-metragem pernambucano:<em> Invasão ou Contatos Imediatos do Terceiro Mundo</em>; curta-metragem nacional: <em>Essa Terra É Meu Quilombo</em>, de Rayane Penha. Longa-metragem <em>Agreste</em>, de Sérgio Roizenblit.</p>
<p>Júri Oficial</p>
<h4 style="font-weight: 400;"><em><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS</strong></em></h4>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FILME</strong> &#8211; “Quebra Panela”, de Rafael Anaroli;</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR</strong> &#8211; Rafael Anaroli, por “Quebra Panela”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ROTEIRO</strong> &#8211; Virgínia Guimarães, por “Filhos Ausentes”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong> &#8211; Breno César, por “Coração da Mata”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR MONTAGEM</strong> &#8211; Priscilla Maria, Victória Drahomiro e André Hora, por “Coração da Mata”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR EDIÇÃO DE SOM</strong> &#8211; Matheus Mota e Jeff Mandú, por “Depois do Sonho”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIREÇÃO DE ARTE</strong> &#8211; Lia Letícia, por “Quebra Panela”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR TRILHA SONORA</strong> &#8211; Antônio Nogueira, por “Depois do Sonho”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR &#8211;</strong> Paulo César Freire, por “Invasão ou Contatos Imediatos do Terceiro Mundo”</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ</strong> &#8211; Geraldine Maranhão, por “Alto do Céu”</p>
<h4 style="font-weight: 400;"><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS</strong></h4>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FILME</strong> &#8211; “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE), de Douglas Duan</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR</strong> &#8211; Douglas Duan, por “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ROTEIRO</strong> &#8211; Paola Veiga, Roberta Rangel e Emanuel Lavor, por “Instante” (DF)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong> &#8211; Lucas Loureiro, por “Fossilização” (RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR MONTAGEM</strong> &#8211; Arthur B. Senra, por “Virtual Genesis” (DF)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR EDIÇÃO DE SOM</strong> &#8211; João Milet Meirelles, por “Quintal” (BA)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIREÇÃO DE ARTE</strong> &#8211; Douglas Duan, por “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR TRILHA SONORA</strong> &#8211; Douglas Duan, por “Eu Nunca Contei a Ninguém” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR</strong> &#8211; Edmilson Filho, por “Única Saída” (RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ</strong> &#8211; Ju Colombo, por “Fossilização” (RJ)</p>
<h4 style="font-weight: 400;"><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS</strong></h4>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FILME</strong> &#8211; “Porto Príncipe”, de Maria Emília de Azevedo (SC/RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR</strong> &#8211; Guto Pasko, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ROTEIRO</strong> &#8211; Newton Moreno e Marcus Aurelius Pimenta, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong> &#8211; Humberto Bassanello, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR MONTAGEM</strong> &#8211; Lucas Cesario Pereira, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR EDIÇÃO DE SOM</strong> &#8211; Kiko Ferraz, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR TRILHA SONORA</strong> &#8211; Jota Michiles, por “Frevo Michiles” (PE)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR DIRETOR DE ARTE</strong> &#8211; Isabelle Bittencourt, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR COADJUVANTE</strong> &#8211; Roberto Rezende, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ COADJUVANTE</strong> &#8211; Luci Pereira, por “Agreste” (SP)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATOR</strong> &#8211; Diderot Senat, por “Porto Príncipe” (SC/RJ)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>MELHOR ATRIZ</strong> &#8211; Gabriela Freire, por “Entrelinhas” (PR)</p>
<p><b>MENÇÃO HONROSA &#8211; </b>Ijó Dudu, Memórias da Dança Negra na Bahia” (BA), de José Carlos Arandiba,</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Porto Príncipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 15:49:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diversos elementos técnicos e discursivos perpassam a construção narrativa de Porto Príncipe, longa-metragem de Maria Emília de Azevedo. Todavia, há um foco central que confere a maior qualidade do filme: a amizade entre as personagens centrais da obra. Ainda que existam pontos que poderiam ser melhor desenvolvidos, a conexão entre os atores Selma Egrei e Diderot Senat é bem construída, tanto na dinâmica de contracena quanto no próprio trabalho de Maria Emília. Quando Selma e Diderot estão em cena juntos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diversos elementos técnicos e discursivos perpassam a construção narrativa de <strong><em>Porto Príncipe</em></strong>, longa-metragem de Maria Emília de Azevedo. Todavia, há um foco central que confere a maior qualidade do filme: a amizade entre as personagens centrais da obra. Ainda que existam pontos que poderiam ser melhor desenvolvidos, a conexão entre os atores Selma Egrei e Diderot Senat é bem construída, tanto na dinâmica de contracena quanto no próprio trabalho de Maria Emília.</p>
<p>Quando Selma e Diderot estão em cena juntos, a câmera permanece parada, em um enquadramento médio, na maioria das vezes, fazendo com que as sequências da dupla ganhem uma movimentação metafórica. São nos diálogos que as personagens Bertha e Bastide revelam suas forças e fragilidades. Os intérpretes parecem improvisar os silêncios, os sorrisos, as pausas. É emocionante ver o jogo criado pela dupla, que não tem pressa para investigar e demonstrar as emoções de seus papéis.</p>
<p>Maria Emília ao notar esta dinâmica bonita, vinda de seus atores, deixa que a sua criação esteja completamente voltada para a narrativa. Ao lado do fotógrafo Marx Vamerlatti, a cineasta elabora camadas imagéticas, que expressam os sentimentos e pensamentos das figuras principais da história, como nas transições de estado das personagens. As sombras vão se dissipando e a tela ficando cada vez mais iluminada, mudando o estado da vida de Bertha e Bastide, que crescem em suas jornadas, ganhando mais liberdade e confiança para alcançar seus sonhos.</p>
<p>Além deste particular e íntimo das relações humanas, que são investigados a partir desta amizade, o roteiro de Marcelo Esteves não deixa de explorar questões políticas e sociais. Bastide é um homem haitiano, um homem negro e imigrante, que vai morar em Santa Catarina. Assim, o enredo traz o racismo e o elitismo deste Estado, que se vê superior por ter descendentes de alemães, revelando todo o fascismo e comportamento hipócrita de uma região.</p>
<p>O filho de Bertha é quem mais representa este tipo de gente, que vem com uma postura de protetor da família, apenas para não escancarar o preconceito e a atitude criminosa perante os negros. Mas, tanto na escrita quanto na mise-en-scène, é notável a articulação e a movimentação deste branco sulista para oprimir, com falas violentas, tanto a sua mãe, por ser mulher, quanto Bastide, por ser estrangeiro e um rapaz preto. Talvez, a discussão pudesse ser um pouco mais firme, mais corajosa, porque ela se esvai e não toma um desfecho direto. Fica mais pelo não dito.</p>
<p>Bastide também demora demasiadamente de se impor. Somente a partir da virada da trama, quando ele e Bertha brigam é que o escutamos proferir tudo que foi um incômodo na postura de Bertha, durante a sessão inteira. A postura dela de w<em>hite savior</em> e a permissividade dada ao seu filho é angustiante. Este comportamento da personagem serve para criar sua complexidade, porém a produção cresceria se o olhar crítico de Bastide estivesse presente na obra desde o começo.</p>
<p>Além disso, depois da discussão entre os dois, existe uma sequência muito forte vivida por Bastide. Todavia, uma grande elipse temporal é criada, apagando todo o conflito que foi estabelecido progressivamente na exibição. A resolução do maior nó do longa é dada de forma tão fácil, que parece um ausência de habilidade em trabalhar o próprio conteúdo criado pela equipe. Há esta quebra de expectativa, que compromete um tanto do resultado geral aqui.</p>
<p>Ainda assim, <em><strong>Porto Príncipe</strong> </em>vale por encantar com sua estética, que mescla o particular e o universal, por apresentar intérpretes carismáticos e talentosos e por deixar uma sensação de que é sempre possível recomeçar, em uma nova terra, em qualquer idade ou circunstância. O filme não traz uma fala “polianesca” sobre o enfrentamento das dificuldades, mas apresenta um tom de renovação e força, que deixam os olhos marejados, ao final da projeção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maria Emília de Azevedo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Selma Egrei, Diderot Senat, Léo Franco</p>
<p>Confira nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>clicando aqui</em></strong></a>!</p>
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		<title>Festival Cinepe 2023: Ainda Somos os Mesmos</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-cinepe-2023-ainda-somos-os-mesmos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Sep 2023 22:57:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Procurando contar uma história tensa, de um período difícil para o Brasil e toda a América Latina, Ainda Somos os Mesmos parece ser bem intencionado, mas falha ao não conseguir entregar a obra que a própria trama original merecia. Baseando-se nos 42 dias que João Carlos Bona Garcia passou na embaixada da Argentina no Chile, durante a ditadura de Pinochet, é possível perceber que há uma tentativa forte de emocionar e atingir a mente plateia com um discurso político potente. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Procurando contar uma história tensa, de um período difícil para o Brasil e toda a América Latina, <strong><em>Ainda Somos os Mesmos</em></strong> parece ser bem intencionado, mas falha ao não conseguir entregar a obra que a própria trama original merecia. Baseando-se nos 42 dias que João Carlos Bona Garcia passou na embaixada da Argentina no Chile, durante a ditadura de Pinochet, é possível perceber que há uma tentativa forte de emocionar e atingir a mente plateia com um discurso político potente.</p>
<p>A vontade de impactar o público, para lembrar a todes que a democracia não é algo dado como eterno e invencível, mas algo que pode ser perdido a qualquer momento, existe uma criação sombria e melancólica criada dentro da narrativa. No entanto, a técnica falha ao não saber como criar, verdadeiramente, tensão em uma obra.</p>
<p>A começar pela ideia de ritmo. Esta que vos escreve é insistente em explicar em críticas diversas a falsa ideia que perambula a mente da sociedade de que ritmo é velocidade acelerada. Ora, ritmo nada mais é do que equilíbrio, não apenas de velocidade, como de tom da cena — recomendo a leitura do livro <em>Ritmo e dinâmica no espetáculo teatral,</em> de Jacyan Castilho.</p>
<p>Assim, o longa-metragem, de Paulo Nascimento, tem em seu maior pecado a ausência de respiros e de dosagem desta tonalidade. Se o tempo inteiro alguém grifa uma emoção, esta emoção se esvai porque é como se a mesma não estivesse grifada. Neste sentido, a música é um dos elementos que mais contribui para esta ausência de ritmo.</p>
<p>A mesma sonoridade é repetida desde o início da projeção e está sempre presente, em qualquer ação das personagens, diluindo o impacto do que é colocado na tela. Além disso, a equipe de arte, juntamente com o diretor de fotografia, falhou na criação da unidade visual. Ainda que seja possível perceber que há um desejo em mostrar este Chile abalado e esta embaixada soturna, existem dissonâncias no que eles mesmos criaram.</p>
<p>Um exemplo é uma sequência que o ator Edson Celulari está em um quarto com uma paleta de verde que foge completamente dos outros tons que aparecem na exibição inteira. Para piorar a situação da equipe, é perceptível a troca de luz na mudança ou transição de alguns planos. Existem três possibilidades aqui: erro de continuidade na hora da captação da imagem, problema na sala de edição quando foram fazer a correção de cor ou ambos.</p>
<p>E não é apenas a temperatura que muda de quando em quando na mesma cena que incomoda. A montagem é também um dos pontos mais frágeis do filme. O raccord é totalmente ignorado e esquecido no churrasco e não é nem propositalmente. Falta fluidez na condução da passagem de cena. Mesmo que exista elipse temporal, é preciso lembrar que os cortes descontínuos podem contar com uma estrutura amarrada.</p>
<p>Por fim, dentro das questões negativas, há o fato de que as atuações não são das melhores. Há um exagero na construção dos papéis, que não são estudados e tridimensionais, mas representações que habitam o imaginário do senso comum. Todavia, o elenco não está ruim, em um sentido geral. Alguns momentos, como na cena de um parto que o protagonista faz, os intérpretes demonstram talento e entrega.</p>
<p>A grande questão de <strong><em>Ainda Somos os Mesmos</em></strong> é que falta algo para uma boa condução técnica. Nascimento é um cineasta experiente, porém seu novo projeto é verde, ingênuo e fraco. No entanto, é necessário salientar dois pontos. Apesar de seus defeitos operacionais, esta é uma obra que dialoga com um consumidor geral, por possuir momentos que podem emocionar e enganchar a atenção da plateia.</p>
<p>O que nos leva ao segundo ponto! Ao observar a história do mundo, mas principalmente no Brasil, que é de onde este longa sai, a certeza da permanência da democracia nunca existiu e deixar registrado no cinema um momento difícil e criminoso que foi a Ditadura militar no Brasil, mas também no Chile, faz com que seja relevante assistir a sessão. Não é um bom filme, porém o acontecimento em si que é ali narrado é absurdamente importante de ser visto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paulo Nascimento</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lucas Zaffari, Edson Celulari, Carol Castro</p>
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